࿔Capítulo 19
࿔*:・゚ Capítulo 19
O olhar era diferente. Ao contrário daquele, que era sempre sereno, nos olhos que via agora parecia esconder-se uma brasa vermelha, prestes a se inflamar a qualquer momento. Mas o formato dos olhos parecia mesmo parecido. Foi por isso que me confundi? Quando Wonwoo o encarou fixamente, ele, como se satisfeito, guardou um sorriso nos olhos e deu as costas. E, em poucas passadas largas, sumiu porta afora.
— Ei! Espere!
Seung Wook ia se aproximar, mas outra voz o deteve.
— Diretora-geral!!
Quando o secretário gritou como num berro, Seung Wook mudou de direção de novo. Mas, antes disso, olhou de relance para Wonwoo, de passagem. Havia desagrado no olhar dele, e Wonwoo quase perguntou em voz alta. Por que está me olhando assim?
— Chamem um médico agora mesmo!
Diante do grito do secretário, Wonwoo, tarde, olhou ao redor. Todos estavam reunidos em volta de Hong Eun-tae, caída, olhando para ela. Era até surpreendente que, no meio daquilo, Seung Eook tivesse notado Wonwoo e o homem de roupa preta. Aquele homem o tinha salvado, mas usara o poder por um instante tão curto que Seung Wook não devia ter sentido. Então por que diabos olhou para mim?
— Médico não adianta. Não há aqui nenhum médico capaz de examinar Espers.
Diante do que alguém disse, o secretário, que segurava Hong Eun-tae nos braços, olhou aflito para Seung Woook, que se sentava ao lado. O secretário também era o Guia de Hong Eun-tae, então Seung Wook perguntou depressa:
— Como ela está?
— A energia… O poder da diretora-geral está tão fraco que parece ter sumido completamente.
Fraco. Uma palavra que não combinava nem um pouco com uma Esper de nível A. A maioria reagiu sem acreditar, e alguns arregalaram os olhos. Só uma pessoa, como se tivesse percebido algo, olhou devagar para um ponto. O olhar de Seona se voltou para Wonwoo.
Wonwoo notou os olhos vacilantes dela e segurou um sorriso que quase escapou. Seona devia estar desconfiando de que tinha sido ele. Bom, tanto fazia. Quando Wonwoo, tarde, sorriu para ela sem som, os olhos de Seona se arregalaram ainda mais. Ela engoliu em seco e baixou a cabeça de novo. Ele lamentava revelar a habilidade dele daquele jeito, mas achava que Seona, destemida como era, aceitaria.
— Há algum usuário de teletransporte aqui?
Quando Seung Wook perguntou às pessoas, duas deram um passo à frente. Ele ordenou que levassem a diretora-geral ao portal de transporte e se virou para o secretário.
— Vá agora mesmo ao hospital do Centro responsável pelos Espers. Vou avisar o Centro agora.
O secretário assentiu com o rosto trêmulo e tomou Hong Eun-tae nos braços. Logo, o corpo inerte dela sumiu da vista das pessoas. O interior, que estava um caos, ficou até silencioso depois que ela partiu. Mas foi só por um instante; logo o burburinho voltou, mais alto do que antes.
— Ela não foi atacada?
— Por quem? Com tantos Espers aqui, quem conseguiria atacar sem ninguém perceber?
Ninguém tinha resposta para essa contestação.
— Mas e aquela energia enorme de agora há pouco? Era forte a ponto de fazer o prédio tremer.
É, não seria um sinal de ataque? Enquanto as pessoas cochichavam, veio outra contestação de outro lado.
— A diretora-geral caiu antes disso. E, para um ataque, o alcance foi grande demais. Parecia mais um pouco com… descontrole.
Não houve explicação depois disso, mas todos concordaram com a palavra descontrole. Talvez fosse um poder vindo do próprio Esper, como num descontrole. Mas como diabos? Mais dúvidas surgiram, uma atrás da outra. Wonwoo deixou entrar por um ouvido e sair pelo outro o que quer que eles dissessem e desviou o olhar.
O homem de roupa preta que acabara de sair o incomodava. Foi um instante, então podia ser engano, mas, sem dúvida, era a energia de um Esper forte. Mas, se um Esper tão forte assim tivesse vindo à fazenda, já não estaria correndo o boato?
Mergulhado em pensamentos, Wonwoo não percebeu que Seona o observava com olhos tensos. Nem percebeu que ela, como quem toma uma decisão, abriu a boca para as pessoas que discutiam acaloradamente.
— Existe um jeito de derrubar de uma vez até o Esper mais poderoso.
Todos se viraram para Seona ao mesmo tempo. Até Wonwoo, distraído, olhou para ela com um “hã?”. Seona continuou, inexpressiva, diante dos olhares.
— Dizem que, quando se usa mal uma semente Alfa, a pessoa não aguenta o poder e acaba desabando.
Havia umas vinte pessoas reunidas ali, mas, de uma só vez, ficou tudo silencioso, como se não houvesse ninguém. Seona olhou para eles devagar e deu de ombros.
— É só que ouvi uns boatos.
Esse foi o começo. Boatos sobre sementes Alfa jorraram da boca das pessoas, uma atrás da outra. Eu também ouvi dizer que, se usar mal a semente Alfa, o eixo do poder desmorona, e assim por diante.
Olhando o interior, que virara uma feira, Wonwoo mal conteve o riso. Seona, com certeza, tinha dito aquilo para escondê-lo, com medo de que ele fosse suspeito. Ela é mesmo uma pessoa gentil. Embora jamais admita.
— Todos em silêncio!
Seung Wook, com uma voz irritada que não era do feitio dele, abafou o tumulto e se virou com rispidez.
— Se alguém espalhar boatos falsos sobre o que aconteceu hoje, eu mesmo vou punir.
Diante do aviso dele, as pessoas fecharam a boca e se dispersaram rapidamente. Mas Wonwoo previa que o boato sobre a semente Alfa se espalharia pelo mundo inteiro ainda hoje. E por que não? Hong Eun-tae tinha desabado. Além disso, dali em diante ela…
— O que vai acontecer com a diretora-geral daqui para frente?
Ouviu Geon Yeong perguntar, segurando o braço de Seung Wook. Diante da hipótese de que a semente Alfa pudesse ser a causa, o rosto dele ficara branco, quase pálido. Seung Wook ia responder, mas notou Wonwoo e afastou a mão de Geon Yeong.
— Depois. Senhor Ji Wonwoo.
Ah, devia ter saído logo. Wonwoo se arrependeu, olhando Seung Wook se aproximar.
— Quem era aquela pessoa de agora há pouco?
— Quem?
— O homem de roupa preta, com o rosto coberto pela máscara. O que mexeu em você.
Mexeu? Wonwoo inclinou a cabeça diante da palavra incompreensível, até lembrar que ele tinha tocado de leve, bem de leve, no seu rosto.
— Ele nem mexeu em mim de verdade. E é um desconhecido.
— Por que um desconhecido iria…
Seung Wook disparou depressa e então respirou fundo, como se se acalmasse.
— É mesmo um desconhecido? Nunca o viu antes.
— Não.
— …
— Posso ir?
— … Pode ir.
Won-lwoo passou direto por Seung Wook, a caminho de seu quarto no segundo andar. Mas o que ouviu às costas fez seus passos ficarem mais lentos. Geon Yeong perguntava a Seung Wook, intrigado:
— O que foi? Está falando de quem saiu agora há pouco? O que tem ele?
— Tem uma coisa que me incomoda.
— Que coisa?
— A sensação… estranhamente parecia com aquele sujeito.
Aquele sujeito? Wonwoo, sem perceber, virou-se pela metade. Seung Wook, com a testa bem franzida, disparou um nome.
— Gye Yoon.
Wonwoo, que seguia em frente, parou. Era um nome desconhecido, mas, por algum motivo, mexeu com ele. E logo percebeu. Não me diga que é alguém da família Gye? Então, às costas dele, ouviu Geon Yeong retrucar.
— Ei, não diga absurdos. Aquele bruto desgraçado está preso agora. Se, por uma em mil, fosse mesmo o Gye Yoon, ele não teria perdido a oportunidade quando a diretora Hong caiu, teria aprontado. Você sabe que a família Gye odeia a diretora-geral tanto quanto a família Ji. Você deve ter visto errado.
Mas, mesmo com o que Geon Yeong disse, Seung Wook não largou a suspeita.
— Pode ser que quem derrubou a diretora-geral tenha sido o Gye Yoon.
— Ah, isso não.
Geon Yeong balançou a cabeça com força.
— Eu também acho aquele bruto dos Gye terrível, mas ele não tem a habilidade de drenar energia. Ele, pelo contrário, retalha em pedaços. Não é à toa que o bruto é chamado de espadachim, é? Isto é diferente da habilidade dele.
— É verdade.
Ouvindo Seung Wook concordar, desanimado, Wonwoo voltou a andar. Espadachim. Era o apelido que ouvira de Seona. Esse tal de Gye Yoon de quem eles falam deve ser o vice-chefe da família Gye. Mas por que Seung Wook confundiu o homem de roupa preta com ele?
Wonwoo também tinha curiosidade sobre a identidade daquele homem, então quis saber também sobre esse tal Gye Yoon. Por sorte, quem podia explicar estava esperando diante da porta do quarto.
— Senhor Wonwoo.
Seona olhou ao redor e o chamou baixinho.
— Pode me chamar só de Wonwoo.
— De jeito nenhum.
— … De jeito nenhum?
— Mais importante, se o senhor permitir, há uma questão que eu gostaria de lhe perguntar. Poderia me conceder um pouco do seu precioso tempo, senhor Wonwoo?
No começo, achou que fosse brincadeira, mas, vendo o olhar sério de Seona, aquele modo de falar parecia vir do fundo do coração. Won-woo engoliu um suspiro e assentiu.
— Com certeza precisamos conversar.
Desse jeito, daqui a pouco ela vai me chamar de Vossa Majestade.
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— A Hong Eun-tae desabou?
Assim que ouviu a notícia, o chefe de gabinete Jeong pensou no Bruto. Ele aprontou.
— O irmão da Hong Eun-tae engoliu a isca que jogamos e mesmo assim não chamou a Hong Eun-tae?
Quando o chefe de gabinete Jeong, coisa rara, soltou um palavrão, o funcionário abanou a mão, como quem diz que não era isso.
— Chefe, a queda da Hong Eun-tae não tem relação com o vice-chefe.
— Como assim? Então por que a Hong Eun-tae desabou?
— Ninguém sabe.
— … É certo que não foi o vice-chefe que agiu?
Como o chefe de gabinete Jeong não abandonava a suspeita, o funcionário contou em detalhes o que ouvira do informante. Havia muitas testemunhas da queda de Hong Eun-tae naquele momento, então as informações abundavam, sem necessidade de checagem cruzada. Mas, ouvindo a situação, o chefe de gabinete Jeong entendeu ainda menos e franziu os olhos.
— Todo o poder saiu dela?
— Não só saiu. O secretário da Hong Eun-tae é o Guia dela, e as pessoas ao redor o ouviram falando coisas desconexas no hospital. Disse que agora só sente na Hong Eun-tae uma energia de nível D inferior.
Que… que absurdo é esse? Como uma Esper de nível A vira nível D da noite para o dia?
— Deve ser boato, mas precisamos verificar. A Hong Eun-tae está no hospital do Centro Leste? Não temos alguém infiltrado lá?
— Temos, mas não adianta. Dizem que a família Hong tirou a Hong Eun-tae de lá. Disseram que a levaram como se fosse uma operação secreta.
Os olhos do chefe de gabinete Jeong brilharam afiados. Se a família Hong estava escondendo algo, era grande a chance de Hong Eun-tae ter mesmo virado nível D.
— Precisamos saber exatamente o que aconteceu. Procure, entre as testemunhas que estavam no local, alguém que possamos cooptar.
Diante da ordem do chefe de gabinete Jeong, o funcionário piscou.
— Chefe, não é preciso. O vice-chefe estava no local.
— É certo que ele estava? Se o Bru… o vice-chefe estivesse lá, quando a Hong Eun-tae desabou, ele com certeza teria agido para cortar a garganta dela.
Com tanta gente e tanta confusão, ele não era alguém de perder uma brecha dessas. Com a oportunidade de matar a inimiga diante dos olhos, ele não hesitaria.
— Parece que ele só observou e depois saiu.
— Por quê?
— Hã? Bom, isso eu também não…
Mais do que a notícia de que Hong Eun-tae desabara, o que o incomodava era o bruto ter se retirado bem-comportado.
— E onde está o vice-chefe? Não disseram que a pessoa que mandamos à fazenda o encontrou e está grudada nele?
— Sim, isso é verdade… mas dizem que ele ainda está na fazenda.
Mas o que ele está fazendo que não volta? Passaram mel na fazenda?
✧˖°. ༄ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Yuki&Faby