࿔Capítulo 13
࿔*:・゚ Capítulo 13
Sang Cheon era um autônomo até que trabalhador e, tivesse cliente ou não, estava sempre pronto para receber clientes das 10h às 19h. O segredo para trabalhar com afinco era a rotina de ir para a cama no máximo às 23h e abrir os olhos às 7h da manhã. Por isso, quando o telefone tocou de repente à meia-noite, no começo ele não quis atender. De fato, chegou a ignorar. Mas, com o som insistente, acabou se levantando, furioso.
— Mas que raios de sujeito fica ligando no meio da noite e… Hã?
Ao ver o nome do chefe de gabinete Jeong no celular, Sang Cheon esfregou os olhos com as costas da mão. O que é isso? Será que a coisa que entreguei dizendo que era semente Alfa era tão porcaria que ele ligou para me dar uma bronca?
— A-alô?
Assim que Sang Cheon atendeu com voz trêmula, ouviu uma voz rápida.
[— Desculpe o horário. Já terminou de conectar o comunicador do Centro?]
Diante da pergunta à queima-roupa, Sang Cheon não pôde deixar de fechar a cara. Ora, quanto tempo faz que me entregaram o comunicador do Centro? Só recebi no fim da noite, como ia terminar a conexão em poucas horas? Acha que eu não tenho mais nada para fazer?
— Claro que terminei.
Porque ele era um gênio sem nada para fazer. Além disso, era um pedido do credor. Tinha que fazer, mesmo arranjando tempo onde não havia. O Bruto podia armar um escândalo também. Ainda assim, por que ligar no meio da noite?
[— Que bom. Então abra a porta.]
— A porta? A porta do meu laboratório?
[— Sim, agora mesmo. Rápido.]
Ao contrário das palavras apressadas, a voz do chefe de gabinete Jeong não estava diferente do normal, e Sang Cheon suspeitou por um instante que o outro fosse uma IA. Por isso, inclinando a cabeça, caminhou bem devagar até a porta.
— Por que a porta, de repente? Chefe de gabinete Jeong, não me diga que o senhor veio ao meu laboratório?
[— Não sou eu. Agora mesmo vai até o senhor, chefe Hwang, o B… uma pessoa.]
— Quem vem?
[— Shh! É segredo.]
O quê? Sang Cheon, contagiado pela tensão, piscou.
[— A identidade de quem está indo, e até o fato de alguém ter ido aí, tudo isso precisa ficar em segredo. Entendeu? Quando essa pessoa chegar, entregue o comunicador do Centro.]
— Agora?
[— Sim. Agora mesmo.]
— Mas que história é essa de repente…
[— Chefe Hwang, não há tempo para explicar. Basta entregar o comunicador. Repito: esta noite o senhor não se encontrou com ninguém. Entendeu?]
— Entender eu entendi, mas…
[— Então abra a porta agora. O D… quem está indo odeia campainha, então vai arrombar a porta e entrar de qualquer jeito. Abra logo, antes que a porta se quebre.]
Ficou ainda mais pasmo. Que tipo de gente arromba a porta da casa dos outros e entra porque odeia campainha? Nem o Desgovernado faria isso, ou será que… Sang Cheon ia abrir a porta, mas a mão parou.
— Só estou perguntando por perguntar, mas o lugar onde o D… o vice-chefe de vocês está preso está tudo certo? Sei lá, não desabou, ou a entrada não foi aberta por dentro…
[— Sim, está tudo certo.]
Ah, então eu também estou tranquilo. Pensando assim, Sang Cheon ia abrir a porta naquele instante quando a fechadura de ferro ficou difusa, como duas imagens sobrepostas. A princípio, achou que a fechadura tinha tremido. Ou será que meus olhos estão estranhos?
Mas foi um instante curto demais para confirmar direito. E, o mais decisivo, não se ouviu som algum. Porém, o alívio de achar que não era nada durou tão pouco quanto a suspeita.
Clac.
A maçaneta girou e a porta se abriu. Hã? Por que, porque abriu? Assim que Sang Cheon deu um passo para trás, assustado, a porta se abriu e um homem todo de preto entrou. Roupa toda preta, máscara preta e capuz enfiado até o fundo; como não dava para ver direito o rosto, a desconfiança surgiu sozinha.
— Q-quem é você? E como diabos abriu a porta?
Sang Cheon perguntou erguendo a voz, mas o homem, parado diante da porta, passou os olhos pelo interior e disse outra coisa.
— O comunicador?
Era só uma frase curta, mas a voz grave e sem altos e baixos prendeu sua atenção. Seria isto a sensação de uma voz bonita? Dava vontade de continuar ouvindo, como o canto das sereias da lenda. Além disso, era de algum modo familiar. Mas era uma voz que ouvia pela primeira vez. Por que soava conhecida?
Sang Cheon, sem perceber, encarou o rosto dele. Por causa do capuz fundo e da franja longa, não dava nem para ver os olhos, mas parecia que os olhares tinham se cruzado.
— O comunicador.
Ele disse de novo. Mais uma vez, uma frase curta. Mas, desta vez também, Sang Cheon não pôde deixar de se espantar. Era só uma frase jogada, e como podia soar tão mal-educada! Só então ele recuou e perguntou.
— O senhor veio mandado pelo chefe de gabinete Jeong, certo? Recebi a ligação dele agora há pouco, mas aconteceu algum problema? Por que precisa do comunicador de repente? Ah, não me diga que aconteceu algo com o senhor Ji Wonwoo?
Perguntou enquanto ia até o comunicador, mas não ouviu resposta para nenhuma das perguntas. Com uma sensação ruim, Sang Cheon se virou de relance para ele.
— O chefe de gabinete Jeong mandou o senhor, não foi? O senhor veio da família Gye, certo?
Ele, parado de forma desleixada, apenas inclinou de leve a cabeça. Sang Cheon se espantou mais uma vez. Só com aquele gesto mínimo exalava uma aura de arrogância tão forte que chegava a ofuscar.
Era alguém capaz de erguer uma muralha de antipatia só com a postura, sem dizer uma palavra. O Bruto e também quem trabalha naquela família: a família Gye transborda de pedras brutas de insolência. Resmungando por dentro, Sang Cheon entregou o comunicador do Centro.
— Tem um pequeno interruptor no corpo do comunicador. Empurrando para a esquerda, só entra a comunicação do Centro; empurrando para a direita, dá para se comunicar com o Bruto.
— …
— Isso vale para a comunicação nos dois sentidos; no caso do Bruto, que é quem está do outro lado, ele consegue ouvir todo o som em qualquer situação. O Bruto se acha o quê para querer ouvir tudo, afinal. Não é?
— …
— Tome.
Sang Cheon estendeu o comunicador, mas o funcionário insolente só ficou parado. Qual é o problema dele?
— Pegue logo. Se o senhor Ji Wonwoo está em perigo, mesmo sendo o Bruto, ele deve ajudar um pouco.
— …Mesmo sendo?
A frase repetida soou gélida, mas Sang Cheon estava preocupado se Ji Wonwoo estava mesmo em perigo e respondeu sem dar importância.
— É o Bruto. Mesmo preso, ele é incrível, então deve ser mais útil para o senhor Ji Wonwoo do que eu, que sou uma pessoa comum. Hum, não é?
— É.
O quê? As sobrancelhas de Sang Cheon se arquearam na hora. Ora, desde quando ele me conhece para falar comigo informalmente? Mas, antes que pudesse dizer qualquer coisa, a mão do insolente tirou o comunicador de Sang Cheon como se o arrancasse, e ele se virou.
E, com aquelas pernas longas, chegou à porta em poucos passos. Só então Sang Cheon se perguntou como a porta tinha sido aberta. Como diabos aquilo abriu… Hã? Quebrou? Ele se inclinou para ver melhor quando o insolente, já do lado de fora, se virou de repente pela metade.
— Cuidado com essa matraca na frente do Ji Wonwoo, senhor.
Com essas palavras, a figura dele desapareceu como se se dissolvesse na escuridão. Sang Cheon, ainda de olhos franzidos, percebeu algo tarde demais. A voz que, apesar de ouvida pela primeira vez, soava familiar. Era por causa do jeito de falar.
Alguém capaz de falar em “matraca” sem cerimônia logo no primeiro encontro. Quem o chamaria de “senhor” sem nunca tê-lo visto só podia ser… Hã! Sang Cheon cambaleou e desabou, segurando-se na porta. E, tapando a boca com a mão, gritou em silêncio. Como diabos o Bruto saiu para o mundo?!
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Os cadáveres de monstros contaminavam a terra, mas, às vezes, o cheiro exalado pelos restos de monstros também podia estimular e despertar outros ovos de monstro. Por isso, mesmo no meio da noite, a fazenda estava toda iluminada e absorta no trabalho de limpeza. Entre os funcionários enviados às pressas pelo Centro, havia também muitas pessoas comuns, então, naquele momento, não era tão estranho um desconhecido andar pela fazenda.
Mas o homem de roupa preta e rosto coberto pela máscara inevitavelmente chamava atenção por causa da altura e do porte. Mesmo assim, ninguém que passava por ele se virava para olhá-lo. Porque ele não fazia som algum. Como se estivesse no mudo, não se ouvia som nenhum. A ponto de ninguém ao redor perceber sua presença.
Os humanos dependem muito da visão, mas basta a ausência de som para que a percepção diminua e a vigilância desapareça. Por isso, ele podia andar pela fazenda a passos tranquilos, procurando alguém. Enquanto isso, ouvia em silêncio as informações que o chefe de gabinete Jeong despejava rapidamente pelo comunicador.
[— Pelo que se diz, a atuação da senhorita Han Seona foi enorme. Os depoimentos das testemunhas são unânimes. Que a senhorita Han Seona conteve os monstros disposta a perder o controle. O estranho é o que veio depois. Por mais extraordinária que tenha sido a atuação, por ter frequência atípica e não conseguir receber guiamento direito, ela devia correr risco de descontrole, mas dizem que ela meditou e estabilizou a respiração sozinha até chegar um Guia.]
— Que papo furado é esse.
Ele sabia melhor que ninguém em que estado ficava um corpo à beira do descontrole. O chefe de gabinete Jeong também concordou com ele.
[— Também não acredito. Deve haver algum motivo. Mas, logo ela, é alguém ligada ao senhor Ji Wonwoo.]
A voz do chefe de gabinete Jeong estava carregada de estranheza. Mas, como não houve resposta, ele ficou em silêncio por um momento e perguntou com cautela.
[— Vice-chefe, encontrou o senhor Ji Wonwoo?]
Ainda não tinha encontrado, por isso estava vasculhando a área externa dos prédios. Não estava no quarto, nem onde as pessoas estavam reunidas. Ele parou e ergueu a cabeça para o alojamento. Um prédio baixo, de dois andares. Ali também havia um terraço. O Bruto se lembrou de Ji Wonwoo, que gostava especialmente de terraços. Alguém que, até no Centro Leste, quando descansava, subia sem falta ao terraço para vigiar os arredores.
— Quase.
Assim que o Beuto murmurou em resposta à pergunta do chefe de gabinete Jeong, seu corpo ficou difuso num instante. E logo se deslocou para cima do telhado do prédio em frente ao alojamento. Dali, via-se o terraço do alojamento por inteiro. Por causa do acidente na fazenda, naquela noite todas as torres de iluminação estavam acesas, e o terraço do alojamento também ficava, em certa medida, dentro do alcance da luz. Sob aquela luz fraca, havia uma pessoa.
Justamente naquele momento, o vento que soprava levantou a franja dele, e seus olhos ficaram totalmente à mostra. As pupilas, que olhavam para baixo com calma, como um deus contemplando o mundo complicado, brilhavam de um jeito especial, talvez por causa da luz.
[— Vice-chefe?]
Mesmo ouvindo chamarem por ele, o Bruto não tirou os olhos daquele rosto que via pequeno à distância. Já tinha visto fotos antes e também conhecia a forma do rosto pelo som, mas vê-lo com os próprios olhos era diferente. O Bruto prendeu a respiração e se concentrou no outro. Então era assim que ele era, o Ji Wonwoo.
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O terraço do alojamento de dois andares não era alto, mas havia poucos prédios ao redor que atrapalhassem a vista. E a área em volta da cerca se estendia ampla como um campo, sem outros obstáculos, então dali dava para acompanhar quase tudo o que acontecia. Sob a luz forte, inúmeras pessoas se movimentavam.
Em meio ao barulho das máquinas pesadas, ouviam-se, aqui e ali, os gritos dos trabalhadores. Cuidado, tira mais para trás, a equipe de descontaminação tem que trabalhar primeiro, e assim por diante. Era barulhento, mas não era por isso que Wonwoo, sem conseguir dormir de madrugada, estava no terraço observando. De qualquer forma, silencioso ou barulhento, seria difícil pegar no sono.
A maioria dos que tinham lutado na longa guerra sofria de insônia, como Wonwoo. Justamente quando lutavam em pleno combate contra os Espers, mesmo tensos vinte e quatro horas por dia, dormiam profundamente nos intervalos; mas, quando a guerra acabou e a paz chegou, ficou difícil dormir. Por isso, ele estava contente por ter uma paisagem para observar. Também não estava cansado. Por que não estou cansado?
Encostado no parapeito, Wonwoo pensou nisso e logo se deu conta de que, na noite anterior, tinha dormido muitíssimo bem. Ah, dormi bem graças ao Nani. Depois de muito tempo, tagarelara sozinho. Como se tivesse voltado aos velhos tempos. Mas isso era a prova de que ele continuava preso ao passado, sem conseguir sair dele, e por isso era também amargo.
Mas ninguém consegue largar o passado com facilidade, não é? Wonwoo tentou se justificar. O fato de sua motivação ter aumentado depois de cair num mundo diferente desse jeito era justamente porque ele se agarrava ao passado. Ela, que no passado fora como uma mãe para ele, ficaria muito brava se soubesse. Mas ela era a salvadora de Wonwoo. Ainda que fosse passado, ele jamais poderia largá-la.
✧˖°. ༄ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Yuki&Faby