࿔Capítulo 2.2
࿔*:・゚ Capítulo 2.2
Ah, esse sujeito. Sang Cheon soltou um palavrão internamente e novamente apenas franziu os olhos. Era exatamente isso, enquanto hesitava, Wonwoo fez o pedido diretamente. Mas havia condição.
— Preciso da ajuda do senhor. Se me ajudar, eu também ajudo.
— Não tenho capacidade de ajudar. Claro que também não preciso da sua ajuda. Se não se lembra de nada, como pensa em me ajudar?
— Vou ajudá-lo na pesquisa de armamentos. Posso testar em campo de verdade.
Hesitou. Por um momento ficou tentado, mas Sang Cheon forçou a cabeça a balançar negativamente.
— Por que eu confiaria um trabalho tão perigoso a alguém que não conheço? O senhor também. Os monstros são tão rápidos e poderosos. Isso é praticamente dizer que vai morrer.
— Tenho confiança de sobreviver.
— Chega. Não tenho intenção de dar armas para você…
— Mesmo sendo armas, o senhor as criou para defesa, não é? Com o propósito de ganhar tempo para fugir. Por isso deve ter modificado uma espingarda usando sementes como agente de explosão. Como o alcance deve ser longo, não há perigo mesmo que eu teste.
— Como você sabe isso… como você sabe isso?!
Sang Cheon se levantou de um pulo e ficou tão surpreso que até parou de respirar. Isso era realmente impossível. Havia imaginado uma espingarda usando sementes, mas a abandonou na fase de projeto. É óbvio. Ter que usar uma a cada disparo, daquelas sementes tão preciosas.
E mesmo assim, não era suficientemente eficaz para causar um dano fatal a um monstro. Deixando de lado a ineficiência, a agência de gestão de sementes jamais cederia sementes para esse fim. Por isso não havia contado a ninguém. Mas como essa pessoa sabe? Ao contrário de Sang Cheon, cujos olhos estavam agitados de surpresa, Wonwoo o encarou com olhos calmos.
— A pessoa que eu conhecia tinha um plano parecido.
— Então quem era essa pessoa?! Quem era para pesquisar as mesmas coisas que eu…
— Alguém que queria que pessoas comuns também tivessem pelo menos um pouco de força para se defender.
— …
— Posso ajudar com essa pesquisa.
— …Não.
Sang Cheon conseguiu finalmente recusar e balançou a cabeça com firmeza.
— Faz muito tempo que abandonei essa invenção. Não tenho intenção de retomá-la. E mesmo que retomasse, não pretendo jogar um guia na frente de monstros a pretexto de teste. Mesmo que me trouxesse sementes alfa roubadas, mais preciosas que diamante, não aceitaria.
Por um momento a expressão de Wonwoo ficou estranha.
— Sementes alfa existem aqui também?
[— …Aqui?]
Sang Cheon também achou estranheza naquela palavra, mas ignorou e logo disse o que tinha a dizer.
— É claro. O senhor não sabe o que são sementes alfa? São super sementes dezenas de vezes mais energia do que as sementes comuns.
— Trinta e sete vezes.
— Isso, trinta e sete… Hã? O múltiplo é esse? Bom, de qualquer forma, as sementes alfa, por causa dessa força também são matéria-prima de fortalecimento para Espers.
— Sim. Por isso os Espers enlouquecem por elas.
— É, eles enlouq… hm hm.
— Como se produzem as sementes alfa?
— A pergunta é estranha. Produzir. As sementes vêm da fazenda de monstros, não é? Também não se lembra? As sementes alfa saem entre essas sementes com uma probabilidade de um em um milhão, então nem comprando com dinheiro é possível conseguir.
Wonwoo ouviu a explicação dele e baixou o olhar como se estivesse imerso em pensamentos.
[— Ele age como uma pessoa que caiu de verdade em um mundo desconhecido.]
Na voz jogada casualmente havia sarcasmo. Sang Cheon queria rebater que não era atuação, mas que parecia ter problemas de memória, no entanto a voz que se seguiu o impediu.
[— Velho, passa o comunicador para esse sujeito.]
O que é isso? Sem precisar falar em voz alta, o outro se explicou por conta própria.
[— Vendo ele a consciência dele indo e voltando assim, parece bom para usar.]
Usar? Sendo a família dele, onde vai usar Ji Wonwoo? Não seria como espiã… É espionagem. Sang Cheon só conseguia expressar a frustração através das sobrancelhas que se agitavam. O ódio que o maluco nutria pela família Ji era compreensível. Mesmo assim, Wonwoo parecia uma pessoa doente e usá-lo era um pouco…
[— Por interferência da família Ji, nossa família ainda não consegue receber um guiamento adequado.]
Como sabia o quanto o guiamento era importante para um Esper, Sang Cheon fechou a boca com firmeza. Especialmente a rivalidade entre a família Ji e a família do Bruto era profunda o suficiente para ser conhecida por todos. O fato de que os chefes dos dois lados outrora se davam bem como amigos próximos já ninguém mais se lembrava. A tal ponto as duas famílias se tornaram inimigas. Por causa desse desentendimento, a família do Bruto há muito tempo não recebia um fornecimento adequado de guias.
[— Se for Ji Wonwoo, deve conseguir acessar as informações de guias que a família Ji possui. Diz que vai ajudar e passa o comunicador.]
Não, com que desculpa ia passar o comunicador de repente?
[— Você é bom com as palavras, não é?]
É claro que falo bem, mas mesmo assim…
[— Se não conseguir fazer, me avisa. Vou cortar a língua inútil com gilete e mastigar.]
A voz baixa e calma se espalhou pelo ouvido como gelo fino se formando. Era sério. Esse cara falava sério. Parecia ver na frente o Bruto escapando ali mesmo para cortar sua língua. Sang Cheon engoliu em seco e olhou para Wonwoo, que ainda estava imerso em pensamentos.
— Eu… como posso ajudar?
Wonwoo ficou surpreso com os olhos arregalados e então sorriu levemente.
— Obrigado. O senhor é uma boa pessoa mesmo.
— Não, não é por isso que vou ajudar… De qualquer forma, o que quer?
— Uma ajuda cotidiana, só isso. Preciso do conhecimento básico para viver neste mundo. Não vou incomodar a qualquer hora. Se o senhor definir um horário, entrarei em contato naquele momento.
— Bem, não precisa chegar a esse ponto… Eu… eu hm hm.
Sang Cheon sem conseguir fazer contato visual, olhou para o vazio e fez uma proposta.
— Vou apresentar uma pessoa para ajudar por enquanto.
— Não. Agora não consigo confiar em outra pessoa.
[— Quem diria, sendo Ji, até fala de um jeito de merda.]
O palavrão não chegou aos ouvidos de Wonwoo, mas Sang Cheon ficou sem graça à toa e esquivou ainda mais o olhar. Mas Bruto sem educação não permitiu o silêncio dele.
[— Velho, fala.]
É, tenho que falar. Se não, esse aí vai aprontar comigo. Mas como ia mentir, Sang Cheon sentiu a boca secar.
— Hmm, eu, hm hm, que tal uma IA que nasceu de um algoritmo de tecnologia de ponta que desenvolvi? Ela vai ajudar quando precisar.
Sang Cheon ficou envergonhado com o que ele mesmo havia dito. IA. Que pessoa acreditaria que algo assim existia de verdade?
— Ah, então o senhor pesquisa IA mesmo.
Existe. Uma pessoa que acredita absolutamente.
— Mas como a IA é uma tecnologia para pessoas comuns, deve ter tido pouco suporte. É admirável que tenha pesquisado mesmo assim. Ouvi que um algoritmo baseado em um estudo profundo só é possível com grande suporte.
Sang Cheon se sobressaltou. O algoritmo baseado em estudo profundo havia surgido apenas em teoria, e na prática esse método nunca havia sido experimentado. É óbvio. Deixando de lado o problema técnico, de onde conseguiriam essa quantidade enorme de dados, e o que fariam com a informação?
— Ah, minha, minha pesquisa é… uma IA baseada em símbolos…
— Com um aprendizado supervisionado simples, o aprendizado de máquina deve ter sido difícil.
— É, é difícil, mas, de alguma for, forma consegui fazer.
— O senhor é realmente incrível.
Diante da admiração genuína, Sang Cheon não pôde deixar de perguntar.
— Não, mas o senhor acredita no que estou dizendo?
[— Velho, fecha a boca]
— Claro. O senhor é a pessoa que não me expulsou e até cuidou de mim mesmo sendo um estranho. É um benfeitor para mim.
— …
— Qual é o nome dessa IA?
— É Ma…
[— Só tenta dizer Mandu.]
— É… Ahn. Nani. Hm hm, é só Nani.
[— Hah, merda.]
No ouvido de Sang Cheon soaram palavrões, mas Wonwoo sorriu satisfeito.
— Nani. Que fofo.
Sang Cheon também desta vez ficou por um momento com o olhar preso naquele sorriso. Mas logo desviou o olhar sob um crescente senso de culpa. Wonwoo, sem saber dos sentimentos complicados dele, estava ocupado apenas em expressar gratidão.
— Ainda bem que pesquisa IA. Uma IA feita pelo senhor Hwang vai ser muito útil para mim. E deve ser gentil também.
O rosto endurecido de Sang Cheon se agitou. Havia uma palavra que o incomodava. Parecia que o Bruto também ficou incomodado.
[— Gentil?]
— Ah, é, a IA que eu fiz na verdade pode não ser tão… gentil…
— Como poderia. A premissa básica da IA é ser voltada para as pessoas, para ajudar as pessoas. Deve ter se preocupado até com o modo de falar para que soasse gentil.
— É… sim.
[— Merda, que irritante.]
O palavrão do Bruto parecia ser dirigido a ele mesmo, então Sang Cheon mais uma vez ficou pálido. Desde que ele havia aparecido em sua vida, a vida, que já era corrida o suficiente, parecia estar chegando à beira do túmulo agora.
[— Por que uma entidade chamada IA não pode xingar? Merda.]
A IA falsa havia desprezado uma pessoa e xingado. Sang Cheon apoiou a mão na testa e tirou o comunicador do ouvido. Nessa situação sem saída, a cabeça latejava. Certo, é melhor passar logo.
— Senhor.
— O quê?
Sang Cheon esterilizou cuidadosamente o pequeno comunicador e perguntou com voz cansada. Devia ter tirado o comunicador do ouvido antes. Assim com tanta paz…
— O senhor é feliz?
No começo achou que tipo de dia era esse. A pergunta que havia ouvido do Bruto do nada estava sendo ouvida de novo.
— Feliz? Eu?
— Sim.
O rosto que acenou com a cabeça encarava Sang Cheon de forma desesperada. Teve a sensação de que se não respondesse, iria chorar de novo. Por isso Sang Cheon tirou uma resposta que não era bem de boa vontade.
— Bom, pelo menos estou fazendo a pesquisa que quero, então não sou infeliz.
Se ao menos não tivesse essa dívida. As palavras adicionais foram murmuradas e rapidamente moveu as mãos. E enquanto organizava o cordão do comunicador que havia terminado de esterilizar, parou as mãos. Claramente não havia sido uma grande resposta, mas os olhos de Wonwoo estavam vermelhos.
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✧˖°. ༄ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Yuki&Faby