Capítulo 02.4
𓆝 ⋆。𖦹°‧ Capítulo 2.4
E dois dias depois, na tarde de sexta-feira, sete pessoas do lado da Spoin chegaram ao hotel em Jamsil. Além do presidente Kang Taejin, do gerente Jeong Jiheon do departamento de marketing, da diretora Jin Gisuk do escritório de apoio estratégico e da líder Lee Yujeong da equipe de gestão, três advogados foram mobilizados. Um dos advogados era do jurídico da Spoin, e os outros dois eram advogados especializados em agenciamento que o presidente Kang havia procurado e trazido especialmente para aquele contrato.
Pelo fato de o presidente Kang ter levado consigo não um, mas três advogados, Jiheon pôde deduzir algumas coisas. A primeira era que o presidente Kang sentia uma pressão considerável ao contratar um peso-pesado como Kwon Jaekyoung; a segunda, que o presidente Kang ainda não confiava plenamente em Kwon Jaekyoung. A terceira era que, apesar de tudo isso, o presidente Kang tinha a firme determinação de, de um jeito ou de outro, concretizar o contrato naquele mesmo dia.
O outro lado parecia estar em um estado de espírito semelhante: além das três pessoas daquela vez — o próprio Kwon Jaekyoung, sua mãe e o diretor Choi da federação —, havia um rosto desconhecido entre eles. Era um advogado enviado pela federação para analisar o contrato.
Pelo fato de não ser um advogado contratado diretamente por Jaekyoung, e sim um advogado deliberadamente enviado pela federação, Jiheon pôde inferir também a postura da federação em relação àquele contrato. Eles estavam bastante insatisfeitos. Parecia que, se conseguissem achar qualquer brecha, estavam decididos a persuadir Jaekyoung de algum jeito e fazer tudo desandar.
Se havia um motivo para a federação não gostar da Spoin, era só um. Era porque tinham recebido algo da Kava. Era certo que haviam recebido dinheiro por baixo dos panos com a condição de instigarem Kwon Jaekyoung e ajudarem a concretizar o contrato com a Kava, e que receberiam mais alguma coisa no momento em que o contrato se concretizasse. Era algo tão comum naquele meio que se podia até chamar de praxe. Se a maior estrela da nossa modalidade fecha com a maior agência do país, é bom para todo mundo, não é? — e, alegando que tudo aquilo era pelo bem do atleta, combinavam tudo entre si e cuidavam dos próprios interesses.
Como não havia como o presidente Kang desconhecer isso, assim que se sentou ele rapidamente tirou o contrato e disse:
— Como eu havia dito, este é o contrato que redigimos em consulta com a senhora.
O presidente Kang enfatizou muito o fato de ter consultado a mãe de Jaekyoung ao estender o contrato.
Jaekyoung pegou o contrato com uma expressão de indiferença e começou a folhear por cima. Pela velocidade com que virava as páginas, era evidente que não estava lendo direito. Pior ainda: as últimas páginas ele nem abriu, e passou o contrato diretamente para a mãe.
— Veja aí.
A senhora Sim começou a examinar o contrato minuciosamente no lugar do filho. O diretor Choi e o advogado que ele trouxera também analisaram com muito afinco o contrato do lado da empresa. Enquanto os funcionários da Spoin acompanhavam a cena com expressões tensas, de repente Jaekyoung se levantou do sofá e disse:
— Hyung, vamos conversar um pouco.
Jiheon olhou para Jaekyoung com uma expressão de “o quê?”. Quando os olhares se cruzaram, Jaekyoung fez um gesto com a cabeça como quem manda segui-lo e se virou primeiro.
— …
Jiheon subitamente teve um mau pressentimento. E não era mesmo? Justo neste momento, querer conversar a sós de repente. Ele queria dizer “pode falar aqui mesmo”, mas não podia. Se justamente Kwon Jaekyoung queria conversar em separado, fosse o que fosse, significava que não era assunto para se falar abertamente em um lugar cheio de gente.
— Volto em um instante.
No fim, Jiheon pediu licença ao presidente Kang e se levantou.
Jaekyoung esperava por Jiheon no quarto mais interno da suíte residencial. Era exatamente o quarto de onde ele havia saído após a massagem daquela outra vez. Quando Jiheon abriu a porta e entrou, Jaekyoung estava sentado na cadeira da mesa junto à janela.
— O que houve?
Jiheon perguntou enquanto se aproximava da mesa, onde havia pastas plásticas e livros espalhados em desordem. Jaekyoung olhou de relance para ele e, em vez de mandá-lo sentar-se à sua frente, foi direto ao assunto:
— Mais cedo, o presidente da Kava foi até a piscina.
— É mesmo? Por quê?
— Deve ter ouvido falar que eu vou fechar contrato com a Spoin. Ele disse que não preciso competir nas Olimpíadas, que era para eu fechar com eles.
Era o que eu imaginava. Jiheon suspirou internamente. Esses maus pressentimentos sempre acertam.
— A luva exatamente como proposta no início, mas, em compensação, sem limite no número de publicidades.
Mas ele jamais imaginou que justo a Kava fosse jogar o orgulho todo fora e se agarrar assim.
Se estavam dispostos a abrir mão das Olimpíadas e apostar em muita publicidade, mantendo a luva exatamente no valor originalmente proposto…
— É parecido com o de vocês.
— É mesmo. A única diferença é o primeiro dígito da luva, é isso?
— Disseram que, se eu quisesse, também alterariam a quantidade de zeros.
《 “…Eles são loucos?”
Jiheon quase falou em voz alta.
É claro que Jaekyoung não era atleta de liga, então não se aplicava a ele nenhum teto salarial e, portanto, tanto a luva quanto o salário podiam ser o quanto a empresa quisesse pagar.
Mas, ainda assim, há limites. Dizer que estariam dispostos a pagar até dez bilhões de wones a um atleta prestes a se aposentar. É claro que devia ser da boca para fora e que, na hora de fechar contrato, tentariam cortar pela metade — mas, mesmo sendo só palavras, era impressionante que fossem capazes de apostar aquilo ali na hora. Do lado deles, mesmo colocando como garantia não só o prédio da empresa como as casas de todos os funcionários, não conseguiriam levantar aquela quantia.
Pelo visto a Kava tem dinheiro mesmo, e muito.
Enquanto Jiheon suspirava com uma sensação meio de vazio, Jaekyoung, recostado de lado na cadeira, apoiou um dos cotovelos na mesa e perguntou:
— Se fosse você, o que faria?
— Sei lá… talvez porque é uma coisa impossível para mim, mas não consigo nem imaginar.
Jiheon falou sorrindo. Usar a modéstia como arma, rebaixando a si mesmo e elevando o outro, era uma habilidade básica de vendas. Com isso dava para contornar suavemente a maioria das situações complicadas.
— Com uma imaginação tão pobre assim, como você trabalhava em relações públicas? As matérias que as agências usam nas campanhas de imagem são praticamente romances.
《 “…É claro que isso também dependia da pessoa. Não havia como uma bajulação vazia dessas funcionar com um sujeito como Kwon Jaekyoung, que não dava a mínima para a situação alheia.”
— Então vou mudar a pergunta. Se um atleta que você conhece pessoalmente viesse pedir conselho sobre esse problema, o que você diria?
Jaekyoung perguntou de novo. Diante daquela forma de perguntar, engenhosa e ao mesmo tempo afiada, Jiheon não teve escolha senão responder com sinceridade:
— Diria para fechar com a Kava.
— Era o que eu imaginava.
Jaekyoung respondeu com indiferença, apoiando o queixo no dorso da mão.
— Achei que a minha mãe diria a mesma coisa, então ainda não contei a ela.
À primeira vista parecia uma consideração para com o lado dele, mas, analisando apenas o conteúdo, era praticamente uma ameaça. Se a mãe soubesse disso, o contrato com a Spoin seria imediatamente cancelado — era isso que Jaekyoung estava, digamos, gentilmente explicando.
Jiheon ficou confuso.
《 “Esse moleque… ele era do tipo que fala assim? Ele dominava essa retórica de encurralar as pessoas de forma tão engenhosa? Ele não era um moleque que só sabia falar de forma direta?”
Mas naquele momento a retórica de Jaekyoung não era o que importava. Lá fora, cerca de dez pessoas esperavam. Era preciso chegar rapidamente a uma conclusão, em qualquer direção.
— E você, o que quer fazer?
Por fim, Jiheon decidiu perguntar abertamente. Se Jaekyoung desviava, a ele só restava ir pelo caminho direto.
— E você, hyung, o que gostaria que eu fizesse?
Jaekyoung devolveu a pergunta.
— Eu, obviamente, gostaria que você fechasse com a Spoin.
— Por quê?
— Porque é a minha empresa.
Jiheon falou com uma expressão de quem diz uma obviedade. Jaekyoung ficou observando-o fixamente e logo respondeu: “Está bem”.
— Então vou fechar com a Spoin.
— O quê…?
Você está falando sério? Antes que Jiheon conseguisse pronunciar essas palavras, Jaekyoung falou primeiro:
— Em compensação, tem uma condição.
— Condição? Que condição?
Jiheon perguntou apressadamente.
— Não é nada de mais. Basta que, cada vez que eu fizer uma publicidade, você atenda a um pedido meu.
Jaekyoung falou em um tom tão banal que Jiheon quase riu, dizendo “ah, só isso? Realmente não é nada de mais”.
Recuperando a lucidez a duras penas, ele falou com uma expressão séria:
— Você está querendo exigir um bônus por contrato fechado? Se, cada vez que fizer uma publicidade, você pedir para eu comprar um carro, comprar uma casa…
— Não farei isso.
Jaekyoung falou de forma cortante.
— Não pretendo fazer exigências financeiras. Não é com a empresa, é com você pessoalmente.
— …Comigo??
Dessa vez sim, Jiheon arregalou os olhos e perguntou de volta:
— Você vai dizer o que quer, a mim?
— Sim.
— Ei…
Jiheon queria dizer alguma coisa, mas nada lhe ocorria. Talvez por ser tão absurdo, só lhe saía uma risada.
— Não, isso não faz o menor senti…
— Por que não faz sentido?
Jaekyoung perguntou, interrompendo Jiheon.
— Eu estou abrindo mão daquela luva para ir para a Spoin; um benefício desse tamanho eu posso ter, não posso? Poderia exigir isso da empresa, mas aí teria que reescrever o contrato e a coisa toda ficaria grande, então é de propósito que eu quero resolver isso pessoalmente entre nós dois.
Ele falava ainda com o queixo apoiado na mão, encarando Jiheon fixamente. Como Jaekyoung estava sentado na cadeira e Jiheon estava de pé, inevitavelmente Jaekyoung tinha que olhar para cima. Talvez por isso, os olhos castanhos de Jaekyoung se destacavam de forma especial. E também os cílios, que projetavam sombras longas a cada piscada lenta.
Ele achou que sentia um estranho déjà-vu, e era uma situação que acontecia com frequência dez anos antes. Dez anos antes Jiheon era muito mais alto, então Jaekyoung sempre tinha que olhar para cima. Graças a isso, Jiheon podia ver muito bem os transparentes olhos castanhos de Jaekyoung. Naquela época, como agora, os olhos de Jaekyoung eram estranhamente límpidos e transparentes.
Mas a única coisa igual era a cor dos olhos. Fora isso, tudo era estranho. Era diferente de dez anos antes. Tudo, absolutamente tudo.
— Que benefício é esse de poder me mandar fazer o que quiser?
Jiheon falou, conseguindo a muito custo dar um sorriso.
— Um benefício enorme.
Jaekyoung continuava sem expressão. Diante daquela atitude indiferente, era ainda mais impossível captar se era brincadeira ou se ele falava sério.
— Estou ficando louco…
Jiheon murmurou passando a mão pela franja. O cabelo que ele havia arrumado com tanto esmero ficou desarrumado, mas não era hora de se preocupar com isso. Por fim, ele ainda puxou com força a gravata que estava impecavelmente amarrada e disse:
— Afinal, o que diabos você vai exigir?
— Isso eu vou pensar com calma daqui em diante.
— Não, você precisa pelo menos me dizer mais ou menos que nível de coisa é. Se for algo problemático do ponto de vista legal ou moral, aí complica.
— Não é nada disso.
Jaekyoung falou estalando a língua. Ao ver aquilo, Jiheon pensou que talvez tivesse pegado um pouco pesado.
《“Bem, dada a personalidade desse moleque, ele talvez não fizesse uma exigência tão descabida…Não.” 》 Jiheon rapidamente balançou a cabeça.
《 “Qual é personalidade desse moleque, afinal? O que é que eu sei sobre ele?”
Para começar, o Kwon Jaekyoung que Jiheon conhecia não imporia uma condição absurda dessas. Ele simplesmente teria fechado contrato com a Kava no momento em que o presidente deles foi pessoalmente até ele. E aí diria “agora chega, isso é chato; já assinei o contrato oficialmente, o resto vocês resolvem”, deixaria tudo com a Kava e se dedicaria apenas aos treinos. O Kwon Jaekyoung que Jiheon conhecia era esse tipo de sujeito.
— O que você vai fazer?
Jaekyoung perguntou. Jiheon não conseguiu responder. Não tinha coragem de decidir o que fazer.
Se o presidente Kang soubesse daquilo, era evidente que romperia o contrato ali mesmo e iria embora. E ainda seria uma sorte se apenas rompesse o contrato e fosse embora. Tendo trazido três advogados, ele poderia até tentar processar Jaekyoung juntando toda e qualquer acusação, de injúria a perturbação, existentes ou não. Isso ele queria evitar a todo custo. Independentemente de o processo se sustentar ou não, era um desfecho em que ninguém teria a ganhar. Literalmente, negativo para todos.
Por outro lado, a situação que poderia ser positiva para todos era… muito simples. Bastava ele aceitar aquela condição. Assim o presidente Kang ficava bem, a empresa ficava bem e Jaekyoung — que, de qualquer forma, fecharia contrato nas condições que ele mesmo queria — também ficava bem. O único prejudicado era ele.
Mas, se a empresa fosse bem, o salário também subiria e ele receberia bônus, então nem era só prejuízo para ele. Pelo contrário, se ele desistisse ali dizendo que não conseguia e a empresa não conseguisse conter os prejuízos contínuos e acabasse falindo, isso poderia até ser um prejuízo maior. Não seria nada fácil voltar a procurar emprego a esta altura e, como havia muitos alfas entre os atletas, esse setor era ainda mais relutante em contratar funcionários ômega. Gostando ou não, essa era a realidade.
Pensando assim, não havia mais motivo para hesitar.
— Eu topo.
Jiheon falou brevemente.
— Sério?
Jaekyoung perguntou franzindo o cenho. 《 “Foi você que propôs, e agora vem com essa.” 》 Jiheon olhou para Jaekyoung com uma expressão de “que absurdo”. E logo cruzou os braços e disse:
— Eu tenho outra opção? Sinceramente, nesta situação, mesmo que você mandasse arrancar um dente sadio a cada publicidade, eu não teria escolha senão fazer.
— Mesmo sem anestesia?
— …É isso que você quer saber agora?
— Quero.
Jaekyoung respondeu com seriedade. Pelo jeito como falou, sem nenhuma hesitação, parecia estar realmente muito curioso.
— Claro que teria que ser com anestesia. E com implante depois. Arrancar dente sadio sem mais nem menos é um dos métodos de tortura, viu? E dos mais cruéis, usado antigamente por lugares como a antiga agência de inteligência.
Jiheon falou de propósito com um rosto sério. É claro que Jaekyoung tinha uma expressão de quem não se interessava por aquilo.
— Então só daria para fazer vinte e oito publicidades. Contando que você tenha os quatro sisos, trinta e duas.
— Você não… não está mesmo pensando em mandar arrancar dentes, está?
— Imagina.
Jaekyoung falou com indiferença.
— Não vou machucar você, hyung.
Ele falou enfatizando mais uma vez, e aquela nuance estranha acabou dando ainda mais medo.
— De qualquer forma, se você topa, escreva primeiro um termo.
Jaekyoung remexeu nas pastas plásticas sobre a mesa, encontrou uma folha A4 limpa de um lado só e a estendeu a Jiheon. Quando Jiheon a recebeu meio sem entender e se sentou na cadeira, Jaekyoung, gentilmente, ainda procurou e lhe entregou uma caneta.
— Se você manda escrever, eu escrevo, mas você sabe que um termo desses, sem reconhecimento em cartório, não tem valor legal, né?
— Sei. É só formalidade. Ter é melhor do que não ter, porque assim dá para te pressionar mais psicologicamente.
Conseguir revelar com tanta serenidade as próprias intenções obscuras era, de certa forma, um talento.
— …
Mesmo achando que já estava suficientemente resignado, na hora de escrever o termo ele acabou hesitando. Só conseguia pensar:
《 “Será que isso é mesmo aceitável? Não, bem, não há por que não ser. Um termo é… apenas um termo, literalmente, não é? Não tem valor legal, mas em compensação pode ser usado como prova, então até melhor. No pior dos casos, se a coisa virar uma briga suja, basta apresentar este termo como prova e dizer que fui coagido.”
Tendo recobrado a determinação, Jiheon escreveu o termo rapidamente, antes que aquela decisão vacilasse. E, assim que terminou, entregou-o depressa a Jaekyoung.
Jaekyoung pegou o termo e o leu em voz alta:
— Termo. Eu, Jeong Jiheon, na condição de funcionário da Spoin, prometo atender a um pedido do atleta Kwon Jaekyoung a cada campanha publicitária que ele gravar, e assino o presente. Registro, contudo, expressamente que não há obrigação de atender a atos que sejam problemáticos do ponto de vista legal, financeiro ou moral.
Mesmo depois de ler todo o conteúdo do termo, Jaekyoung ficou um bom tempo observando-o em silêncio. Jiheon ficou inquieto à toa, achando que algo estava errado.
《“Talvez, a redação tenha ficado meio estranha… não, de qualquer forma é só formalidade, basta a concordância verbal estar certa, não é? Será que existe algum formato pré-estabelecido para escrever um termo desses?”
— Aliás, hyung.
Jiheon, que observava com o coração apertado, se assustou quando Jaekyoung ergueu a cabeça de repente e disse “ah, o quê, o que foi?”. Como os dois estavam sentados em cadeiras, a altura dos olhos ficou igual, e o olhar chegava a ser constrangedor.
— Isto aqui.
Jaekyoung falou dando um tapinha no termo com a mão.
— O que é problemático do ponto de vista moral, até vai, mas, quanto ao que é problemático legalmente, basta você não me processar, não é?
— O quê…?
— É só você não gerar problemas legais, hyung. Não é?
Ele perguntou piscando os olhos, e Jiheon, por um instante, ficou sem palavras. Jaekyoung olhou para ele e deu uma risadinha, depois dobrou o termo ao meio. De tão desconcertado, Jiheon nem sequer registrou o fato de que, pela primeira vez, Jaekyoung havia sorrido olhando para ele.
Jaekyoung dobrou mais uma vez o termo já dobrado ao meio e, com o pedaço de papel agora do tamanho da palma da mão, enfiou-o no bolso de trás da calça e se levantou. E disse a Jiheon, que continuava sentado na cadeira:
— Vamos sair? Precisamos assinar o contrato.
E, depois disso, sem sequer esperar a resposta de Jiheon, saiu do quarto sozinho, sem mais.
Vendo aquelas costas enormes se afastarem pela porta escancarada, Jiheon pensou tardiamente que talvez tivesse cometido um grande erro.
𓆝 𓆟 𓆞 𓆝 𓆟
Para melhor entendimento durante a leitura:
《Pensamento》
[Telefone]
「Fala da tv ou narrador」
*Escrita*
⊹ ࣪ ⋆。𖦹⋆.Continua…﹏⊹ ࣪ ˖
◆ Tradução e Raws: Belladonna, Revisão: Nat ◆