↫─☫ Capítulo 04.2
𓂃 ࣪˖ ִֶָ Um ou Outro-4 · Parte 2 ִֶָ་༘࿐
— A propósito… — disse Kwon Taekjoo.
Zhenya se recostou, o olhar fixo nele.
— Seu aniversário está chegando. Tem algo que você queira?
— Querer alguma coisa? Como se eu fosse do tipo que pensa assim.
Zhenya deu de ombros, sem sequer parar um instante para considerar a pergunta. Vivera numa vida de abundância desde que nasceu, então era impossível ter desejos materiais. Tinha tudo ao alcance antes mesmo de ter a chance de querer. Por outro lado, Kwon Taekjoo sabia que não podia comprar um presente à altura do estilo de vida luxuoso dele.
Mesmo assim, queria dar a Zhenya algo de que ele gostasse e, com isso, oferecer um aniversário digno de ser lembrado, ainda mais porque, no ano anterior, não tinham conseguido comemorar direito por causa do trabalho. Além disso, Zhenya provavelmente nunca ouvira um “Feliz aniversário” sincero de ninguém em toda a vida.
— Pense bem, idiota. Não deixe passar e depois reclame que eu não fiz nada por você.
— Hm? Então você vai me dar o que eu desejar?
— Depende do que for.
— De qualquer jeito, não é como se você tivesse muitas opções. Por que é tão exigente?
— Como é que eu vou saber que pedido ridículo você vai inventar, seu bastardo?
Kwon Taekjoo lançou um olhar de advertência a Zhenya, que fazia beicinho, como se tivesse sido injustiçado. Zhenya fechou a cara e deu de ombros de novo.
— Vou pensar com calma. Não faço aniversário com frequência, então vou escolher algo que só você pode me dar, Taekjoo.
Zhenya voltou a mordiscar a bochecha de Kwon Taekjoo, murmurando:
— O que poderia ser?
Kwon Taekjoo desistiu de afastá-lo; Zhenya era do tipo que ignorava aquilo de qualquer jeito. Além disso, já estavam quase chegando ao apartamento dele.
De algum modo chegaram à casa de Zhenya, apesar das demonstrações excessivas de afeto. Kwon Taekjoo soltou um suspiro de alívio quando finalmente conseguiu estacionar. Foi um milagre não terem batido, e mais ainda não terem pegado nenhum sinal vermelho no caminho. Se tivessem, teriam dado um belo espetáculo a quem estivesse olhando: dois homens agarrados à vista de todos. Só de pensar nisso, ele enlouquecia.
— Chegamos.
Kwon Taekjoo observou a calma de Zhenya com frustração e, de repente, o agarrou pela nuca e o puxou para um beijo forte. A outra mão apertou a garganta de Zhenya enquanto ele pressionava os lábios dos dois, mordendo e esfregando sem piedade, como se o punisse por todas as provocações anteriores. Era também um jeito de desabafar a frustração pela indiferença de Zhenya enquanto estava fora da Coreia.
Enquanto os lábios se chocavam, a pele delicada se rompeu, abrindo um pequeno ferimento que sangrou. Kwon Taekjoo deslizou a língua pelos lábios de Zhenya, inclinou a cabeça e a empurrou para dentro da boca dele. Zhenya ficou imóvel por um momento, surpreso com a intensidade repentina, mas logo um sorriso se formou no canto dos lábios. Fechou os olhos, os cílios tremendo, e abriu a boca com avidez, soltando um suspiro doce e expectante.
O calor entre os dois disparou enquanto as línguas brincavam. Agarraram-se aos cabelos e às roupas um do outro, as línguas entrelaçadas com uma ferocidade primitiva, como duas feras provando sangue. Os movimentos bruscos fizeram cotovelos e joelhos baterem no volante, mas nenhum dos dois ligou. Estavam consumidos pelo desejo, puxando e empurrando com igual fervor. As respirações eram ofegantes, e os corações batiam violentamente. As lufadas de ar que escapavam entre os lábios faziam cócegas na garganta e no rosto de Kwon Taekjoo, alimentando ainda mais a luxúria.
Kwon Taekjoo ofegou, lutando para recuperar o fôlego, mas o calor sufocante persistia. Só conseguia saciar a sede passando a língua pelos lábios macios de Zhenya, pela língua escorregadia dele e pelas paredes úmidas da boca. Só quando sugou com avidez toda a saliva acumulada entre os dois é que finalmente começou a recuar.
Encararam-se com olhos ardentes, os rostos a poucos centímetros de distância. O olhar era quase predatório, como se estivessem a segundos de arrancar a garganta um do outro. A respiração pesada lhes causava arrepios, enquanto os lábios pairavam, tentadoramente próximos. As pupilas de Zhenya se contraíram, nítidas, em antecipação crescente.
Num súbito impulso de necessidade, Zhenya rompeu a tensão e puxou Kwon Taekjoo com violência para si. A nuca de Kwon Taekjoo bateu no teto do carro, mas Zhenya continuou a apalpá-lo com rudeza, pressionando os corpos no espaço apertado entre o painel e os bancos. Enquanto Zhenya enterrava o rosto no cabelo dele, Kwon Taekjoo se esforçava para afastá-lo.
— Uugh… Bastardo, aqui não.
— Mm, mas você está duro como uma pedra.
A mão de Zhenya mergulhou na virilha dele, agarrando o grande volume na frente da calça. Kwon Taekjoo arqueou as costas com a sensação, mas conseguiu afastar a mão de Zhenya.
— Posso estar querendo muito, mas não quero acabar dobrado ao meio.
— Hm? Talvez eu deva comprar outro carro.
— Você compraria outro carro só para fazer sexo?
Kwon Taekjoo deu um tapinha no peito de Zhenya e saiu do carro, fazendo sinal para que o seguisse. Estava desalinhado, com as roupas amassadas e o cabelo para todo lado. Arrumou a roupa e o cabelo antes de seguir para a porta do apartamento de Zhenya. Quando estendeu a mão para a maçaneta, Zhenya de repente se colou às suas costas, prendendo-o nos braços e enterrando o rosto em seu pescoço.
— Você não é um animal selvagem. Não consegue esperar um minuto?
— Só fui tão paciente até agora porque não sou um animal selvagem — rebateu Zhenya, inspirando fundo para sentir o cheiro de Kwon Taekjoo. Um suspiro suave escapou dele, e então começou a mordiscar a nuca dele.
Naquele exato momento, a fechadura eletrônica emitiu um bipe e destrancou a porta, depois de reconhecer os dados biométricos de Kwon Taekjoo.
— Ugh! Espera…
Antes que Kwon Taekjoo pudesse reagir, Zhenya o empurrou porta adentro. Os dois caíram no chão num emaranhado, Kwon Taekjoo caindo pesado e batendo os joelhos. O impacto lhe causou uma dor aguda.
— Ai! Isso doeu, seu bastardo! Você vai quebrar todos os meus ossos.
— Há pouco você estava querendo tanto, e agora age como se nada tivesse acontecido? Não era isso que você queria?
Ainda prendendo Kwon Taekjoo com todo o peso do corpo, Zhenya começou a esfregar o rosto na nuca dele. O nariz se enterrou no cabelo grosso de Kwon Taekjoo, e ele soltou uma respiração quente e doce.
— Espera só um segundo! Espera!
— Mnh… Taekjoo…
— Ugh… alguém está te perseguindo? Por que está com tanta pressa?!
Kwon Taekjoo conseguiu tirar Zhenya de suas costas com uma cotovelada, mas Zhenya aproveitou para agarrar o queixo dele e beijá-lo com urgência. Pressionou a ereção dura contra a bunda de Kwon Taekjoo, gemendo baixinho. O peito de Kwon Taekjoo bateu no chão, deixando-o sem fôlego. O pescoço estava rígido e dolorido pela posição desconfortável.
Em uma tentativa desesperada de escapar, Kwon Taekjoo tentou virar a cabeça, mas foi em vão. Zhenya, imperturbável, aproximou os lábios da orelha dele e deslizou a língua para dentro. O interior da orelha ficou úmido, o som molhado da língua de Zhenya ecoando agudo em seu ouvido.
Kwon Taekjoo baixou a cabeça, com repulsa, mas Zhenya apenas mordeu a nuca de novo enquanto a mão descia para o abdômen dele, abrindo o zíper e a fivela da calça. Kwon Taekjoo tentou detê-lo depressa, mas Zhenya já havia envolvido o pau dele com a mão e começado a acariciá-lo devagar.
— Não foi você quem me perguntou quando eu voltaria? Taekjoo, há pouco você praticamente implorava por mim, e agora finge que não quer.
— Mn… Eu nunca disse que não quero. Só… vá mais devagar, seu idiota. Ah, ngh… temos a noite toda.
— Temos? Quem sabe se vou conseguir aproveitar tudo? Se você receber uma ligação do trabalho justo quando estivermos nos divertindo, sou eu quem perde — respondeu Zhenya, mordendo o pescoço de Kwon Taekjoo, que já estava dormente de tantos ataques.
Zhenya parecia carregar muita frustração reprimida, provavelmente de todas as vezes em que as folgas dos dois haviam sido interrompidas pelas obrigações repentinas de Kwon Taekjoo. Tratava o tempo juntos como uma raridade que podia ser tirada a qualquer momento, devorando-o com avidez, como um homem faminto havia tempo demais. Só de pensar nisso, o coração de Kwon Taekjoo doía.
Naquele momento, Zhenya sentiu a resistência de Kwon Taekjoo diminuir e se afastou do pescoço dele. Puxou a camisa de Kwon Taekjoo pela barra, subindo-a até a cabeça e expondo a vasta extensão das costas. Zhenya engoliu em seco, com um nó na garganta.
Cada vez que Kwon Taekjoo soltava um suspiro de frustração, Zhenya afundava os dentes na omoplata trêmula dele, fazendo a cintura de Kwon Taekjoo tremer sem controle.
— Ah… Ngh…
— Taekjoo, Taekjoo…
Zhenya repetiu o nome de Kwon Taekjoo várias vezes, a voz baixa, quase um gemido, enquanto traçava a curva das costas dele com a ponta afiada do nariz. Pelo caminho, depositava beijos demorados que provocavam formigamentos na espinha de Kwon Taekjoo. Saboreou o calor da pele e o cheiro que nela se impregnava até chegar a uma cicatriz logo acima da curva da lombar. Onde antes havia uma tatuagem, agora havia uma fina camada de pele nova. Com delicadeza, Zhenya passou a ponta da língua sobre as marcas desbotadas, como se tentasse trazer a tatuagem de volta à vida. A sensação, ao mesmo tempo cosquenta e estranhamente agradável, fez o corpo de Kwon Taekjoo se contorcer em resposta. Um fio de sêmen escorreu do pau dele.
A mão grande de Zhenya deslizou sobre o pau de Kwon Taekjoo, percorrendo-o da base à ponta em carícias longas e lentas. Com a outra mão, acariciou o abdômen dele antes de baixar de uma vez a calça e a cueca. O elástico da cueca se esticou, apertando as coxas e deixando a bunda saltar por cima.
— Aaah…
Soltando um suspiro profundo, Zhenya puxou os braços de Kwon Taekjoo para trás, prendendo-os sem esforço com uma das mãos. Com a outra, que vinha acariciando o pau dele, segurou-lhe o abdômen, erguendo-o sobre os joelhos e forçando-o a levantar bem a bunda. Kwon Taekjoo acabou apoiando, instável, todo o peso no ombro e na bochecha esquerda.
— …Aagh, o que você está fazendo, seu bastardo lunático?
— Está perguntando sério porque não sabe?
Os olhos de Zhenya brilharam, provocadores, enquanto olhava para Kwon Taekjoo, cujas bochechas e orelhas haviam corado, e não só pelo sangue que lhe subia ao rosto. Zhenya afastou a bunda carnuda de Kwon Taekjoo, revelando a pequena abertura apertada entre elas. Encarou-a enquanto apertava de novo, com firmeza, o pau dele. A entrada de Kwon Taekjoo se contraiu em resposta ao estímulo.
— Tanto alvoroço, e você tão ansioso — sussurrou Zhenya, completamente fascinado, antes de enterrar o rosto, sem aviso, entre as nádegas de Kwon Taekjoo.
A língua grossa de Zhenya pressionou as dobras finas da entrada de Kwon Taekjoo. Todo o corpo de Kwon Taekjoo se sacudiu enquanto sua parte mais íntima era completamente encharcada. As mãos, ainda presas por Zhenya, se fecharam em punhos apertados, e a ereção continuava a pulsar, reagindo com avidez à sensação avassaladora.
Os lábios de Zhenya se curvaram num sorriso enquanto ele percorria com minúcia cada centímetro e cada dobra, estimulando com a ponta da língua a abertura, que se contraía sob o formigamento.
— Nngh… Espera… Zhenya… Mn…
A cada investida da língua de Zhenya, a cabeça de Kwon Taekjoo pendia para baixo e o corpo tremia com força. O som dos dentes rangendo ecoava dentro da mandíbula cerrada. Zhenya gravava cada reação dele enquanto continuava a sugar a carne delicada. Foi quando, sem aviso, enfiou a ponta da língua dentro da entrada umedecida de Kwon Taekjoo.
— Aah, mmnnn, uughh.
Os membros de Kwon Taekjoo enrijeceram, e o corpo estremeceu. Incapaz de conter os gemidos, ele desabou para a frente, com a testa apoiada no chão nu. Os punhos tremeram, e as juntas dos dedos ficaram brancas de tensão, enquanto ele tentava, determinado, empurrar Zhenya para longe.
Mas Zhenya ignorou os esforços inúteis e mergulhou o rosto ainda mais fundo, abrindo bem a boca para devorar a pele macia ao redor da entrada de Kwon Taekjoo e a curva da bunda. Ao mesmo tempo, a mão agarrou o pau dele, bombeando com uma energia quase dolorosa, como se quisesse ordenhá-lo.
— Aahhh… Aahh… Mmmn…
O corpo de Kwon Taekjoo se contorceu sem controle sob as sensações avassaladoras. A mão de Zhenya deu outro aperto firme antes de envolver com suavidade a ponta do pau dele, enquanto a língua continuava a penetrar fundo na entrada amolecida. A entrada de Kwon Taekjoo se apertava cada vez mais em resposta, fechando-se em torno da língua. Aos poucos, a mão dele deixou de empurrar Zhenya para longe e passou a se agarrar, desesperada, ao cabelo claro dele.
— Ahgh… Eu não… Mmgh gosto… Mngh, aahn…!
Por fim, com um som molhado, Zhenya afastou os lábios e, no mesmo instante, tirou a mão hábil do pau de Kwon Taekjoo. O corpo de Kwon Taekjoo tremeu involuntariamente. A entrada dilatada, agora repleta de saliva, se contraía, abrindo e fechando.
— Aah… E então, Taekjoo, ainda acha que temos muito tempo? Quer que eu te foda devagar e gostoso?
— Aah… ughh… seu filho da… puta.
Kwon Taekjoo respirava pesado, o corpo tremendo de frustração. Mas Zhenya reforçou o aperto nos braços dele, mantendo-o firme no lugar. Kwon Taekjoo tentou desesperadamente aliviar a sensação avassaladora no pau, prestes a explodir, esfregando a glande no chão, mas Zhenya frustrou o esforço erguendo-lhe o abdômen com a outra mão.
— Não perca tempo tentando se aliviar sozinho. Peça, e terei prazer em te ajudar.
— Uugh… solta. Nngh, eu disse para soltar meu braço.
— Por quanto tempo vai continuar dizendo coisas que não quer dizer de verdade? Hm? — murmurou Zhenya, abrindo o zíper da própria calça. A ereção logo caiu pesada sobre a bunda de Kwon Taekjoo, fazendo-o estremecer e se tensionar.
Zhenya acomodou o pau ao longo da curva da bunda de Kwon Taekjoo, de modo que o comprimento grosso pressionava, delicioso, a carne macia. Veias salientes marcavam a ereção, por causa da excitação avassaladora, enquanto ele a esfregava para cima e para baixo. Uma pulsação sensível e dolorida percorreu Kwon Taekjoo quando as saliências do pau de Zhenya roçaram sua entrada.
𑣲⋆ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws:
Rubyy&Belladonna
☰ ⌀ ⌀ ⌀ Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com fatos reais. ⌀ ⌀ ⌀ ☰
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