↫─☫ Capítulo 10 Extra. Normal Days 26
- Início
- Todos Os Mangas
- Codename Anastasia (Novel)
- ↫─☫ Capítulo 10 Extra. Normal Days 26
Extra. Normal Days 26
Sem se despedir, ele ficou hesitando perto do carro. Ainda tinha muitas perguntas. Queria perguntar por que o deixara tão preocupado. Mas com tantos pensamentos e emoções misturadas, ele não conseguia dizer nada. Com sua própria cabeça bagunçada, era difícil reclamar só com o desgraçado.
Mesmo deixando tudo de lado, ele queria ficar com o desgraçado naquele dia. Mas sua mãe o preocupava. Não por qualquer outra razão, mas porque ela tinha chorado ao falar do pai e do irmão; não podia deixá-la sozinha.
— Vai, vai logo.
— Já vou. Não é como se eu não soubesse que você é um filhinho da mamãe.
Graças à sua amizade com a mãe, Zhenya não insistiu tanto naquele dia. Mas ele ainda não conseguia gostar completamente do desgraçado por causa de suas palavras.
— Ei, quem…
O desgraçado o puxou pelo braço de repente. Ele foi puxado para um beijo. O desgraçado, com um som suave de estalo, chupou seus lábios docemente. Segurando seu rosto com as mãos grandes, ele sugou lentamente seu lábio superior levemente saliente, virando a cabeça para encaixar completamente os lábios. Ele lambeu sua língua como se fizesse cócegas, enquanto acariciava sua bochecha com o polegar. Talvez por ser tanto tempo, ou pela adrenalina de serem descobertos? Seja qual for o motivo, todo o seu corpo se arrepiou.
Eles esfregaram as línguas macias uma na outra e depois as sugaram levemente. A saliva doce se misturou. Zhenya, vendo que Kwon Taekjoo o aceitava em silêncio, mesmo num local público, riu. Seu hálito se espalhou em seu rosto. Pressionando os lábios contra os de Kwon Taekjoo, que estava manso, ele os separou lentamente.
Seus olhares se encontraram. O desgraçado, com os olhos cor de vinho rolando lentamente, ainda imerso na longa ressonância, de repente olhou para baixo. Porque a barra da camisa estava sendo puxada. Percebendo a direção do olhar, Kwon Taekjoo retirou a mão rapidamente.
— Taekjoo. Você parece estar com saudades, não é?
O desgraçado inclinou a cabeça novamente e esfregou os lábios em sua orelha. A pele quente se esfregava suavemente.
— Ficou com o corpo ansioso enquanto eu não estava?
Ele perguntava enquanto baixava os lábios da orelha até o pescoço. A respiração ficou um pouco mais difícil.
— Se estiver com pressa, podemos fazer aqui dentro.
Ele o empurrou, dizendo “Vai”. O desgraçado, como se esperasse, riu e enterrou o rosto no cabelo de Kwon Taekjoo. Então, inspirou fundo, como se sentisse seu cheiro.
— Por quê?
Ele fez uma expressão estranha, e o desgraçado apenas sorriu sem motivo. Era impossível saber o que ele pensava.
— Vai entrar. A saudade de hoje, eu vou cobrar com juros depois.
Ele não conseguia entender por que ele dizia aquilo. Enviando um consolo ao seu eu futuro, ele o expulsou como se fosse chutá-lo.
— Sai, vai logo.
O desgraçado, como se estivesse sendo empurrado, entrou no carro. O motor ligou. Ele se afastou e observou o desgraçado partir. O Bugatti, que deslizava sem hesitar para a saída, parou de repente. Ele pensou que algo tinha caído, mas ficou parado por um bom tempo. Em seguida, seu telefone tocou. O remetente era, como sempre, o desgraçado.
— Por quê, o que foi?
Taekjoo. Você está me mandando ir ou ficar?
— Por que você está brigando comigo?
Se você fica me olhando com cara de cachorro faminto, é difícil não se comover. Dá vontade de te levar para casa e te encher de leite até você explodir.
— Seu louco.
Ele ergueu o dedo médio para o desgraçado. Mesmo que tivesse desligado o telefone, parecia ouvir a risada alta do desgraçado. Ele se virou primeiro e foi para o elevador. Com o desgraçado por perto, não havia tempo para emoções.
Só quando chegou à porta da frente é que recuperou a razão. Ele respirou fundo e abriu a porta. A mãe já tinha se recomposto e estava arrumando os copos e pratos. Ela nunca foi grande, mas naquele dia suas costas pareciam ainda mais frágeis. Ele se aproximou silenciosamente e a abraçou por trás. Ela perguntou o que foi, segurando seus braços.
— …Nada.
— Foi por causa das fotos, me lembrei de repente. Normalmente não sou assim. — Ele acenou com a cabeça em silêncio. A mãe acariciou seus braços.
— Está tudo bem, filho.
— Hmm. — Esfregando a bochecha na nuca da mãe, ele a abraçou com mais força.
Ele hesitou ao entrar em casa. Como se tivesse encontrado algo, ele examinou o interior rapidamente. Não havia sinais de outras pessoas. Era a mesma coisa quando acendeu a luz.
Mesmo assim, ele foi até o banheiro e abriu a porta. O banheiro estava completamente seco, sem umidade. Não havia um fio de cabelo no chão, e os produtos de banho estavam exatamente no lugar. Saindo, ele examinou a cozinha e a sala. Todos os móveis e objetos estavam como quando ele saiu. Apenas uma marmita estranha na geladeira.
Ele também foi ao quarto. A cama larga e os lençóis que a cobriam estavam como se nada tivesse acontecido. Sua longa experiência como agente secreto o tornava especialista em apagar seus rastros.
Mas ele não conseguiu esconder completamente o odor. Parecia que tinha tomado banho com os mesmos produtos de Zhenya e ventilado o local, mas o cheiro de Kwon Taekjoo ainda pairava no ar. Era tão fraco que ele mesmo não notou.
— De onde você estava vindo agora?
— Por que tenho que te dar satisfação?
Os lábios de Zhenya se curvaram. O rosto embaraçado de Kwon Taekjoo veio à mente.
— Se não quer falar, tudo bem. Tenho meus meios de descobrir.
— Dormi sozinho.
— Eu perguntei onde você estava?
— Onde quer que eu estivesse, dormi sozinho.
A imagem dele, tentando se manter orgulhoso sem saber que havia sido pego.
Ele sentou na cama. O colchão ondulou suavemente. O cheiro de Kwon Taekjoo se intensificou. Ele pegou o travesseiro próximo e enterrou o rosto. Como esperado.
— …Ha, Taekjoo.
Ele riu como se não pudesse acreditar. Depois de ficar tanto tempo e com tanta saudade, ele não sabe dizer uma única palavra sobre ter esperado. Ele se lembrou de Kwon Taekjoo olhando para seu carro enquanto ele partia. Uma sensação insuportável o dominou.
Jogando-se na cama, ele esfregou a cabeça no travesseiro. Seus olhos se fecharam naturalmente. A respiração profunda e a expiração que se seguiam eram extremamente relaxantes e doces. Finalmente, sentiu que tinha voltado para casa.
— ……?
Ele acordou vagamente ao se virar. Uma sombra se movia sobre seu rosto. Parecia que alguém estava sentado na beira da cama. Apesar do intruso inesperado, seu corpo não entrou em estado de alerta. Pelo contrário, relaxou. Porque até na sombra sentia uma familiaridade.
Ao abrir as pálpebras, viu Kwon Taekjoo. Ele nunca dormia profundamente e acordava facilmente por causa de seus sentidos, mas naquele dia ele não notou que ele tinha chegado. Será porque estava completamente adaptado à presença dele em seu espaço? O instinto pode ter reconhecido a situação como absolutamente segura.
Kwon Taekjoo estava sentado na cadeira ao lado da cama, apenas o observando em silêncio. Ele vestia um moletom, como se tivesse vindo de casa. O capuz estava puxado sobre a cabeça, e ambas as mãos estavam enfiadas no bolso da frente. Quando ele estava ali, por que estava assim, não se sabia.
— Alguém entra no quarto e você nem acorda. Se eu fosse um assassino, o que faria?
— Você acha que eu não distinguiria?
— Que fraco.
Ele resmungou e se levantou de repente. Então, ajoelhando-se na cama, subiu nela. Zhenya, apoiando a parte de trás das coxas de Kwon Taekjoo, observou em silêncio enquanto ele montava em seu corpo.
— Na verdade, minha missão na Rússia ainda está em andamento, e a busca por “Anastasia” era apenas um disfarce. O verdadeiro alvo era você, e agora que te tenho…
— Então eu morreria.
Ele respondeu com um sorriso. A mão que já estava nas nádegas de Kwon Taekjoo apertou a carne firme.
— Taekjoo, eu mataria você primeiro.
Ele fez uma expressão de desânimo. Zhenya puxou seu braço suavemente. Kwon Taekjoo, pela primeira vez, se deixou levar. Ele enfiou a mão dentro do capuz, amassou sua orelha fria e o beijou naturalmente. Kwon Taekjoo também respondeu ao beijo sem hesitar.
Ele só chupou o lábio inferior carnudo, soltou, e depois o puxou novamente, sugando-o. Sua língua macia se chocou com a dele. Não era impressão; quando ele lambeu o lábio superior, o desgraçado enfiou sua língua. Quando ele tocou a ponta da língua, o desgraçado se grudou, enrolando-se completamente em sua língua. As carnes vermelhas se misturavam densamente, fazendo sons de estalo. Sua boca parecia adoçar.
Ele separou os lábios por um momento e disse: “O que é isso?”.
— O quê.
Ele examinou Kwon Taekjoo, que fingia não saber. O que teria acontecido durante sua ausência? Ele estava estranhamente proativo no contato físico.
Ele o tocou novamente. Seus lábios secos foram pressionados e soltos. A temperatura corporal e a textura eram reais, não era um sonho.
— Você disse que ia ficar com sua mãe.
Zombando, ele perguntou se ele tinha vindo beber leite. Normalmente, ele teria uma reação de nojo, mas Kwon Taekjoo não mostrou nenhuma reação. Certamente havia algo diferente.
Para entender a situação, ele piscou lentamente. A sombra dos cílios longos tremia em seus olhos cor de vinho. Kwon Taekjoo, olhando para ele de cima, baixou o rosto lentamente. Ele fechou os olhos, esperando um beijo. Mas Kwon Taekjoo mordeu a ponta do nariz de Zhenya, não seus lábios.
Uma risada incrédula escapou de Zhenya.
— Taekjoo?
— O quê?
— O que está acontecendo? Do nada, você está agindo como se quisesse aninhar um filhote.
— Que expressão…
— Será que você estava com saudades? A ponto de vir dormir na minha cama?
Kwon Taekjoo, que tinha uma mão no bolso, puxou algo e o jogou. Uma caixa pequena bateu no ombro de Zhenya e caiu. Era uma camisinha.
— Eu ia tentar aguentar, mas estava tão acumulado que não deu.
— Ah, sim?
— Pensei em aproveitar bem antes que você se tornasse um homem casado.
Parece que ele estava mais preocupado do que deixava transparecer. Finalmente, sua mente, cheia de dúvidas, se clareou. Ele riu, e Kwon Taekjoo, irritado, agarrou seu colarinho. Então, o beijou com força. Ele era tão inábil. Uma sensação de formigamento surgiu em seu peito. Seus lábios, constantemente mordidos e atritados, doíam, mas o canto de sua boca se erguia sem parar.
Ele decidiu deixá-lo pensar o que quisesse, com seus mal-entendidos.
— Não me deixe pensar em nada. Minha cabeça está cheia.
Terminando o beijo, que parecia uma mordida, ele resmungou frustrado. Não havia nada mais parecido com uma mariposa. Sorrindo, ele ergueu o capuz irritante. Então, alisou o cabelo abundante, como se o bagunçasse, e o puxou de repente. Seu pescoço longo e liso se curvou sem defesa. Sem hesitar, ele abriu a boca e mordeu a pele quente.
↫────☫────↬
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna