↫─☫ Capítulo 10 Extra. Normal Days 20
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Extra. Normal Days 20
Mas, fora da universidade, cada um seguia seu caminho. Nunca se encontraram fora da faculdade. Yoo Nahyun tinha aulas particulares quase todos os dias. Parece que pagava não só a mensalidade, mas também as despesas. Kwon Taekjoo fazia bicos de vez em quando e, no tempo livre, fazia exercícios. De vez em quando, ia a lan houses ou sinucas com os amigos. Eles se pareciam em muitos aspectos, mas também eram diferentes.
No início do segundo ano, mais da metade dos colegas havia sumido. Por causa do serviço militar. Embora seja melhor ir o mais cedo possível, ele queria ser cauteloso. Já que ia, queria que fosse significativo.
A pergunta mais frequente naquela época era “Quando você vai servir?”. Yoo Nahyun não era exceção.
— Você não vai servir?
— Todo mundo está preocupado. Vou. Claro que vou.
— Quando?
— Hmm… depois do segundo ano?
— Que bom.
— O que foi?
— Coisas assim. Vou indo pra casa. E você?
— Vamos.
Depois de estudar até tarde, eles se levantaram. A longa escadaria da biblioteca central até o portão principal estava iluminada por postes de luz. Já não havia pessoas, o silêncio era total, e o som de grilos vinha de longe. Normalmente, eles conversavam sobre isso e aquilo, mas naquele dia Yoo Nahyun estava quieta. Seu rosto também não estava muito brilhante, como se algo estivesse errado. Nesses momentos, Kwon Taekjoo não era do tipo que puxava conversa. Ele apenas ficava em silêncio, fingindo que não via.
Quando chegaram ao patamar intermediário, Yoo Nahyun, que ia na frente, virou-se.
— Quer namorar comigo?
— É um novo golpe? Tentar me deixar confuso pedindo para namorar, para ficar com o primeiro lugar?
Ele ficou atônito. Yoo Nahyun riu, como se tivesse sido pega. Com aquela reação leve, ele achou que era brincadeira.
Ele passou por ela e desceu a escada primeiro. Por alguma razão, Yoo Nahyun não o seguiu imediatamente. Então, de repente, ela correu e se aproximou, batendo nas costas de Kwon Taekjoo com o punho. Ele virou e perguntou o que foi, e ela estava sorrindo.
— Namora comigo, Kwon Taekjoo.
Estava tão escuro que ele não conseguia ver o rosto de Yoo Nahyun. Mesmo assim, parecia que suas bochechas estavam coradas.
—
— Isso é namorar?
Resmungando, ele se jogou no sofá. Jogou o telefone, que estava olhando por hábito. Mesmo inspirando e expirando fundo, a sensação de sufocamento no peito não passava. Sua cabeça também estava tonta. Ele se jogou para trás. Seus olhos semicerrados se fechavam e abriam lentamente. O teto alto parecia girar devagar.
Depois de falar com o colega Kang Chan-woo, ele bebeu mais duas garrafas sozinho. Relembrando que ele também teve uma época normal.
Como era tarde, ele não foi para casa da mãe, mas direto para a de Zhenya. Seus pés o levaram naturalmente até lá. Embora não tivesse feito nada o dia todo, estava muito cansado.
Tudo por causa daquele maldito Zhenya. Ele disse que ia à Rússia por um tempo, mas não disse por quê, e já fazia mais de duas semanas que ele não pensava em voltar. Se fosse se atrasar, que pelo menos avisasse. Preocupa as pessoas. Nem mesmo um animal de estimação seria tão irresponsável.
Se estivessem namorando, ele teria todo o direito de ficar com raiva. Claro, nem Zhenya nem ele tinham pedido para namorar. Mas passavam a maior parte do tempo juntos, voluntária ou involuntariamente, não ficavam com outras pessoas, e só de trocar olhares já transavam. Não era namoro? Acima de tudo, o próprio Zhenya vivia dizendo coisas constrangedoras como *zayinka* e amante. Isso significava que o desgraçado também via a relação dessa forma. Será que isso é coisa de amante?
Houve um tempo em que ele pensou que Zhenya se intrometia demais, às vezes a ponto de atrapalhar seu trabalho, e desejava que ele também estivesse ocupado ou sumisse por um tempo. De certa forma, seu desejo se tornou realidade. E agora ele estava aqui, resmungando de novo. Assim, ele reclama de tudo. O ser humano é realmente engraçado.
— …Dizia ser sua linha de vida. Seu filho da puta, só fala. Porra.
Ele resmungou com irritação e bagunçou o cabelo. Ele devia se levantar e tomar banho, mas não queria se mexer. O sofá era muito confortável.
Depois de um ano indo e vindo, ele se acostumou tanto com a casa que se sentia tão confortável quanto no seu próprio quarto. Ele sabia onde ficava tudo, mesmo de olhos fechados.
Nos dias de folga, ele passava quase todo o tempo ali. Assim que entrava, ou mesmo antes, começavam os beijos, que naturalmente levavam ao sexo. Não só no quarto, mas na sala, no banheiro, na cozinha, até na garagem e na varanda. Se preocupando com as persianas ligeiramente abertas a cada movimento.
No dia seguinte, ele ficava no sofá. Como quando ia à Ilha Ajinokki, parecia que ele havia se acostumado a ficar deitado perto do fogão. Pedia comida delivery, sentava-se usando Zhenya como almofada, e esperava a comida chegar enquanto assistia TV ou lia um livro. À primeira vista, parecia duro, mas nesses momentos o desgraçado também relaxava, então era bem macio. Os músculos relaxados eram surpreendentemente fofos.
Nesses momentos, o desgraçado envolvia a cintura de Kwon Taekjoo com os braços e esfregava a cabeça em sua nuca, orelhas e nuca. Como se quisesse confirmar seu cheiro. Claro, nunca terminava só nisso. A mão do desgraçado, que sutilmente percorria sua cintura, logo chegava ao abdômen e depois agarrava e amassava seus seios. O que começava como um roçar de nariz na pele, logo se tornava mordidas no pescoço e nas orelhas.
— Ei. Você não acha que tem um apego mal desenvolvido? Aquele desvio na sua cabeça e essa obsessão por peitos…
— É assim que se fica com apego insuficiente? Então, a partir de agora, vou ter que desenvolver esse apego direito.
— Não é isso que eu quero dizer, seu idiota. Você já está atrasado. Para de amassar, está doendo.
— Você diz que não gosta, mas gosta quando eu toco.
Ah, será que você prefere que eu chupe?
Murmurando com um tom lascivo, o desgraçado não teve dificuldade em deitar Kwon Taekjoo no sofá. Então, levantou sua camiseta e enfiou a cabeça. O mamilo, que já se eriçava só de roçar no tecido, foi sugado com força. Ele se debateu, mas não conseguiu escapar. A tortura do desgraçado só terminava quando o pênis de Kwon Taekjoo ficava duro. O pênis do desgraçado já estava ereto há muito tempo.
— Seu louco. Pare de ficar duro toda hora.
— Não é algo que eu controle. É um reflexo condicionado.
Enquanto ele se defendia com descaramento, seu rosto mudou subitamente.
— Taekjoo — ele chamou com um tom lânguido, criando o clima. Quando ele recuperava o juízo, já estava gemendo, esmagado pelo desgraçado. O interfone tocou, mas eles não podiam se importar. A comida delivery foi esquecida e deixada na porta.
Será que é assim que se sente quando um demônio suga sua energia vital? É vago, mas ele podia entender um pouco.
— ……!
Naquela hora, o telefone tocou de repente. Ele se assustou, imerso em lembranças. Achou que era engano, mas sentiu uma vibração clara do telefone jogado longe.
Ele pegou o telefone imediatamente. Mas logo perdeu as forças. A chamada era da mãe. Ele havia dito que ia beber com Yoon Jong-woo, e ela provavelmente queria saber quando ele voltaria.
Suspirando baixinho, ele passou a mão no rosto. O cansaço que ele havia esquecido o dominou. Ele pigarreou uma vez e atendeu.
— Alô, mãe. Eu disse para a senhora ir dormir primeiro, por quê?
Como esperado, sua mãe perguntou onde ele estava e se ainda estava bebendo. Embora fosse sábado e ele não tivesse que se preocupar com o trabalho, ela parecia preocupada com a hora tardia.
— Sim. Acabei demorando. Vou dormir na casa do Jong-woo hoje e volto amanhã. Não se preocupe, vá dormir.
Ele desligou a chamada rapidamente e jogou o telefone de lado. Passou as mãos pelo rosto lentamente. Um suspiro escapou.
Então, balançou a cabeça e se levantou. Foi para o quarto e mergulhou na cama larga. A cama o recebeu sem hesitar.
— Maldita cama grande.
Ele enterrou a cabeça no travesseiro macio e resmungou. Parecia sentir o cheiro de Zhenya nos lençóis. Como o desgraçado trocava os lençóis quando se sujavam, podia ser impressão.
O sono o dominou. Suas pálpebras se fecharam. Antes, quando ele acordava aqui, via o rosto de Zhenya. Ele costumava ir tomar banho primeiro, ou cozinhar macarrão na cozinha sem ser pedido, mas em algum momento ele começou a ficar ao lado até Kwon Taekjoo acordar. Ele observava seu rosto dormindo e, quando ele abria os olhos, o atacava com contato físico.
Às vezes, Kwon Taekjoo acordava primeiro. Essas eram as oportunidades para observar o rosto manso do desgraçado. Seu rosto dormindo parecia inofensivo e até puro. Cada uma de suas feições era vistosa, e ainda assim ele parecia assim.
Ele ficava imóvel, com medo de acordá-lo, observando seu rosto. Às vezes, segurava o telefone e tirava fotos escondidas.
Quando será que o desgraçado percebeu? Ele frequentemente fingia estar dormindo, mesmo já acordado. Suas pálpebras não se mexiam, seus cílios também não, mas ele logo percebia que o desgraçado estava acordado. Por causa da respiração que tremia com o olhar fixo de Kwon Taekjoo.
— O que você está fazendo?
Quando ele o repreendia, o desgraçado erguia as pálpebras com uma rapidez descarada. Então, ria e pedia com arrogância.
— Depois de tanto olhar escondido. Quando você vai me beijar?
— Acho que tem uma fórmula estranha na sua cabeça. Por que você acha que deve beijar alguém que está dormindo ou foi sequestrado? Você está vendo muitos contos de fadas?
— Que falta de clima, Taekjoo. As mulheres iam odiar.
— Não é melhor para você?
Ele baixou a cabeça de repente e beijou os lábios do desgraçado, que estava reclamando. Foi tão inesperado que até o desgraçado hesitou. Ele mordeu o lábio inferior do desgraçado, que raramente ficava imóvel, e pressionou sua língua contra a dele, que normalmente se projetava. Os olhos do desgraçado, que estava sendo dominado passivamente, se curvaram suavemente. Ele naturalmente segurou o rosto de Kwon Taekjoo para mudar de posição. Mas Kwon Taekjoo segurou até sua mão e continuou liderando o beijo. Quando finalmente separou os lábios com um estalo, os olhos cor de vinho do desgraçado estavam satisfeitos.
— Eu também não me importo.
Olhando para ele de cima, ele acrescentou com indiferença. E naquele dia, ele foi beijado até seus lábios doerem. Lembrava-se de ter sofrido por um bom tempo, pois só de abrir a boca já ardia.
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna