Capítulo 65
A fábrica de drogas de Kuzmin, localizada no meio da floresta, foi rapidamente tomada pelos homens de Kirov. O local era disfarçado como uma casa de madeira de três andares, mas, na realidade, tratava-se de uma enorme fábrica e esconderijo que se estendia por cinco andares subterrâneos.
Quando Pavel e Hayul chegaram ao local, a fábrica já estava sob o controle da equipe. Ao que parecia, alguns dos membros haviam se infiltrado no subsolo e lançado granadas de gás lacrimogêneo para resolver tudo silenciosamente. Os subordinados de Kuzmin provavelmente haviam rastejado para o andar de cima, tossindo e sufocando enquanto tentavam sobreviver, apenas para serem capturados imediatamente.
Todos os membros da equipe usavam máscaras de gás, pareciam uma tropa policial de elite encarregada de reprimir uma manifestação violenta. Alguns cadáveres estavam espalhados pelo chão, provavelmente dos que haviam resistido e sido eliminados na hora.
Pavel era um monstro fora do comum, mas sua equipe também era composta por homens extraordinários. Todos eram talentos vindos das forças especiais e veteranos que haviam passado por incontáveis combates reais, capazes de enfrentar vários adversários sozinhos. Era uma das forças armadas mais poderosas, liderada por Pavel, conhecido como o “Cão Louco de Kirov”.
Embora já tivesse ouvido falar deles por meio de Locke, era a primeira vez que Hayul via a equipe de Pavel em ação, e aquilo o deixou impressionado. Bastava observar como todos se moviam de maneira perfeitamente coordenada, seguindo as ordens de seu comandante, para perceber que aquela equipe não podia sequer ser comparada ao bando de amadores de Kuzmin, formado por todo tipo de viciado em drogas e bandido.
Provavelmente Igor Kuzmin também confiava em sua própria capacidade como líder de uma gigantesca organização criminosa. Afinal, devia estar embriagado pela confiança de ter derrotado o infame Pavel Kirov.
Enquanto estava perdido em pensamentos, alguém estendeu uma máscara de gás para Hayul, que rapidamente a colocou. Até que tinha sido providencial. Logo depois de aplicar a injeção de supressor, o feromônio de Pavel parecia ter diminuído um pouco, mas pouco depois voltou a ficar ainda mais intenso. Naquela situação, o feromônio de Pavel era o maior perigo.
Mesmo usando a máscara de gás, Hayul tinha dificuldade para respirar. Afinal, ele vinha constantemente sendo exposto aos feromônios de Pavel estando juntos. Ele já havia tomado uma dose acima da quantidade recomendada de neutralizador de feromônios, portanto não podia tomar mais.
Os capangas de Kuzmin, expostos aos feromônios de Pavel sem sequer o mínimo de equipamento de proteção, tossiam e sofriam. Pavel os observou friamente antes de perguntar:
— E Kuzmin?
— Parece que percebeu alguma coisa e fugiu.
Ao ouvir a resposta do chefe da equipe de segurança, Pavel ergueu a cabeça e olhou para algum ponto no vazio. O contraste entre seu rosto completamente pálido e os olhos tingidos de violeta era assustadoramente harmonioso. Seus cabelos negros se agitavam e se desgrenhavam com o vento carregado da umidade fria.
Pavel fechou os olhos lentamente e tornou a abri-los. Então moveu os lábios e murmurou:
— Não. Ele ainda não conseguiu fugir. Sinto o cheiro de Kuzmin.
Será que aquele desgraçado era mesmo uma fera? Todos os membros da equipe, incluindo Hayul, voltaram o olhar na direção para a qual Pavel estava olhando. No entanto, tudo o que sentiam era o forte cheiro dos feromônios de Pavel misturado ao odor do gás.
— E também destruí o helicóptero de emergência que ele usaria para fugir.
— Mas esta região não é uma ilha. Ele poderia muito bem fugir de carro.
Ao ouvir o chefe da equipe de segurança, Pavel tirou calmamente alguma coisa do bolso e apertou com força. Um bip soou, e a garagem do esconderijo explodiu. Não foi apenas uma explosão, mas uma sucessão de estrondos, pum, PUM, elas estouraram como se fosse um espetáculo de fogos de artifício. Não havia dúvida de que ele tinha instalado bombas em todos os veículos da garagem. Não apenas Hayul, mas os outros membros da equipe também se abaixaram, assustados. Até os subordinados de Kuzmin, que haviam sido capturados e estavam ajoelhados, soltaram gritos sufocados e se jogaram no chão.
Depois que o grandioso espetáculo de fogos terminou, as chamas continuaram ardendo intensamente no lugar onde antes ficava a garagem.
— Uma van preta desapareceu da garagem. Kuzmin deve ter fugido nela. É claro que também instalei uma bomba ali.
Ou seja, o veículo que Igor havia levado da garagem provavelmente também tinha acabado de explodir. Enquanto todos permaneciam sem palavras, atônitos, Pavel murmurou tranquilamente:
— Quando se quer capturar uma presa, primeiro é preciso fechar todas as rotas de fuga.
Era impressionante pensar que ele havia conseguido preparar tudo aquilo naquele estado físico. Mesmo sem a ajuda dos membros da equipe, será que ele não teria resolvido tudo sozinho? As palavras de Pavel, de que voltaria depois de resolver tudo sozinho, não pareciam ser um blefe.
De repente, um dos subordinados de Kuzmin arregalou os olhos injetados de sangue e começou a berrar:
— Seus malditos filhos da puta! Acham que vão sair impunes depois de fazer uma merda dessas? Seus cachorros de merda que não passam de nada sem a proteção daquele velho tigre sem dentes, que porra de coragem vocês têm para fazer uma coisa dessas? Estão achando que basta acabar conosco para tudo terminar, não é? Nós somos apenas uma parte de um cartel gingantesco!
Os membros da equipe apontaram as armas para o homem, tentando calá-lo, mas Pavel ergueu a mão para detê-los. Como se quisesse ouvir mais. O grito desesperado do homem continuou:
— Quando souberem o que aconteceu conosco, nossos companheiros espalhados pelo mundo inteiro não vão ficar de braços cruzados. Você cutucou um leão adormecido, Kirov!
— Um leão adormecido, é?
Pavel soltou uma risada seca.
— Vamos matar todos vocês da maneira mais cruel possível. Não só você, Kirov, mas também vamos matar Oleg Kirov da forma mais dolorosa e horrível possível, a ponto de ele implorar para que o mate logo. E quanto àquela puta mutante que você arrumou como esposa, vamos estuprá-la na sua frente, repetidas vezes, e jogá-la para os Alfas Reais.
O sorriso desapareceu completamente do rosto de Pavel. Sua expressão se tornou fria, e os olhos com um brilho arroxeado adquiriram um aspecto perigosamente intenso. Diante da reação de Pavel, o homem estremeceu os ombros e soltou uma risada debochada.
— Há um monte de pervertidos atrás da sua esposa. Mesmo sem você por perto, aquele desgraçado vai ser muito bem servido por esses tarados.
Pavel se aproximou do homem com o rosto rígido. Ninguém tentou impedi-lo. E nem poderiam. O homem ergueu os olhos injetados para Pavel e continuou rindo, cuspindo saliva enquanto falava, como se tivesse perdido completamente a razão.
Pavel tirou a luva que cobria sua mão e estendeu os dedos nus até encostar na testa do homem.
— Morra, Kirov!
A expressão arrogante do homem se contorceu de repente. Seu rosto ficou vermelho vivo, como se fosse explodir, as veias da testa e do pescoço saltaram, e os músculos faciais se contraíram de maneira descontrolada. O anel de casamento no quarto dedo de Pavel brilhou de forma particularmente intensa.
No instante seguinte, o homem começou a tossir violentamente, cuspindo sangue. Seu nariz escorrendo aos jorros. Era evidente que, ao tocar a testa dele, Pavel havia liberado uma quantidade enorme de seus feromônios.
Ao presenciar aquilo, Hayul sentiu seu próprio corpo reagir de maneira involuntária, líquido quente jorrava atrás de si. Tanto a frente quanto as costas estavam completamente encharcadas. Seu membro estava tão duro que parecia prestes a explodir, e seu orifício coçava loucamente. A parte inferior estava tão tensa que era difícil ficar em pé. O calor se espalhou por seu corpo. Por causa da respiração ofegante, a superfície da máscara de gás embaçou.
Ele estava ereto enquanto via alguém ser morto a sangue frio?
A constatação lhe pareceu assustadora. O desejo havia tomado conta de seu corpo em questão de segundos, e, por mais repulsivo que aquilo lhe parecesse, ele não conseguia simplesmente fazê-lo desaparecer.
— Cof…!
O homem continuou se debatendo e tossindo sangue, mas, com as mãos amarradas para trás, não havia como oferecer qualquer resistência.
— Eu não vou morrer. Não posso morrer deixando você sozinho, hyung.
Pavel murmurou sem emoção e pressionou um pouco mais a mão contra a testa do homem. Era possível ver os músculos de seu pulso se contraindo, com as veias saltando. Ao redor do homem que agonizava sob o efeito dos feromônios liberados por Pavel, os companheiros também começaram a tossir violentamente, vomitando sangue e sangrando pelo nariz.
Não havia necessidade de armas. Os feromônios, em seu estágio pré-rut, eram armas por si só. Com um poder letal imenso.
— Se vocês são apenas fragmentos, basta encontrar e eliminar cada um deles. Não é mais fácil lidar com algo dividido em pedaços do que com uma única massa? Mesmo que o corpo principal continue intacto, se você cortar todos os seus membros, no fim ele não passa de um pedaço de carne ensanguentado.
— V-você acha que é p-possível?
— É possivel. Eu sou Pavel Kieorov. Uma vez eu fui pego de surpresa, mas não haverá uma segunda vez.
Puff!
A cabeça do homem explodiu como uma melancia. Sangue espirrou para todos os lados. Todos ficaram chocados, mas o próprio Pavel também pareceu surpreso. Ao olhar para a própria mão coberta de sangue, ele soltou uma risada, como se aquilo fosse absurdo.
— Então, eu consigo explodir a cabeça de uma pessoa usando apenas as mãos.
Ele parecia ter descoberto uma técnica de assassinato usando feromônios. Todos ficaram atônitos, sem palavras. Além de ser surpreendente, era assustador. Ele estava cada vez mais se tornando uma arma humana.
— Seu monstro, desgraçado.
Um dos homens que estava ao lado daquele cuja cabeça havia explodido gritou com a voz trêmula. Pavel lançou-lhe um olhar de relance, sacou a pistola presa à cintura e atirou na sua cabeça.
— A aliança de casamento ficou suja.
Em seguida, sacudiu a mão manchada de sangue no ar e passou a limpar cuidadosamente o anel de casamento, tratando-o com extremo carinho.
— O que faremos agora?
Diante da pergunta do chefe da equipe de segurança, Pavel deu uma ordem em voz baixa:
— Cuidem do que ficou para trás e recuem antes que as forças especiais da polícia cheguem.
— Devemos poupar aqueles que se renderem?
— Não deixem nenhum deles vivo. Identifiquem o corpo de Igor e deem um fim nele também.
— Sim. Entendido.
O chefe da equipe de segurança respondeu imediatamente, inclinando a cabeça. Pavel então se virou de repente e saiu andando despreocupadamente. Gritos de homens implorando por suas vidas e xingamentos se misturaram ao som de uma saraivada de tiros.
Hayul não tinha mais nada para fazer ali. Além disso, já não conseguia suportar ficar parado, então foi atrás de Pavel.
Ele estava lavando o sangue das mãos e do rosto em uma pia improvisada nos fundos da casa. Como não tinha uma toalha, Hayul tirou alguns lenços de papel da bolsa e os estendeu para Pavel. Ele os pegou e enxugou o rosto molhado.
Quando o sangue desapareceu, seu rosto límpido voltou a aparecer. Era tão bonito que parecia impossível acreditar que aquele era o mesmo monstro que havia acabado de matar um homem com as próprias mãos. A pele branca, ainda úmida, era lisa e reluzente, e os olhos que encaravam Hayul tinham um brilho violeta cristalino. Gotas de água escorriam dos cabelos negros que caíam sobre sua testa.
A criatura mais bela do mundo. Meu maldito cão bonito, o primeiro que escolhi em toda a minha vida. Meu parceiro.
O coração de Hayul disparou. Parecia que estava batendo bem ao lado de seus ouvidos. O instinto devorou sua razão.
Igor Kuzmin, que havia fugido primeiro, estaria realmente morto? Esse pensamento já havia desaparecido de sua mente fazia tempo.
Que importa um sujeito como ele?
Mesmo que ainda estivesse vivo, não faria diferença. Quem ousaria fazer mal a Pavel Kirov e à família dele? Pavel era mais confiável do que qualquer colete à prova de balas ou roupa resistente a facadas. Agora que Hayul havia se tornado legalmente parte da família como seu cônjuge, ninguém seria capaz de lhe fazer mal.
— Por que está olhando desse jeito? Não me diga que está com medo de mim.
Pavel soltou uma risadinha ao perceber Hayul encarando-o.
Hayul tirou e jogou fora a incômoda máscara de gás. Os feromônios que ela havia bloqueado invadiram seu corpo de uma só vez, fazendo-o ferver instantaneamente. Por um momento, Hayul respirou fundo e depois soltou o ar devagar, mantendo os olhos em Pavel. O homem inclinou a cabeça para o lado, sorrindo de um jeito quase adorável.
— Não parece exatamente o rosto de alguém assustado.
Ignorando o comentário de Pavel, Hayul tirou o colete à prova de balas que pesava sobre seu corpo e arrancou as bolsas, a pistola e a faca que carregava presas ao equipamento, jogando tudo no chão. Assim que se desarmou, seu corpo pareceu ficar muito mais leve. Restou apenas a camiseta que usava por baixo, mas não sentia frio. Ainda assim, por precaução, colocou uma única pistola no coldre junto ao peito e perguntou a Pavel:
— Vou perguntar uma coisa. Você está bem?
— Não parece que estamos numa situação em que eu possa não estar bem, não acha?
Enquanto dizia isso, Pavel estendeu a mão e acariciou a bochecha de Hayul. Bastou a ponta dos dedos frios e úmidos tocar levemente sua pele para um arrepio elétrico percorrer seu corpo. Para algumas pessoas, aqueles feromônios eram letais, capazes de tirar uma vida, mas para Hayul pareciam uma espécie de droga que intensificava seus sentidos.
Já estava ficando difícil demais se conter. Era como se estivesse prestes a enlouquecer.
Hayul mordeu com força a mão branca de Pavel, que tocava seu rosto e seus lábios. Depois, como um gato que morde e logo lambe para compensar, passou a língua pelo dedo que havia mordido. Ela chupou demoradamente o dedo anelar do homem que usava a aliança. Desde algum tempo atrás, sentia uma vontade inexplicável de beijar e tocar justamente aquele dedo.
Pavel também levou a mão de Hayul aos lábios, beijando o dedo que usava o mesmo anel de casamento. Seus lábios macios, delicados e quentes se moveram suavemente sobre a pele.
— Eu te amo.
Foi como se uma corrente elétrica percorresse o ponto em que seus lábios haviam tocado. O arrepio partiu das pontas dos dedos, subiu pelo antebraço e se espalhou por todo o corpo, fazendo Hayul estremecer. Pavel beijou demoradamente o dedo onde estava a aliança e murmurou, com ternura:
— Eu te amo. Meu gato. Meu cervo. Meu cachorrinho. Minha flor.
Depois, afastou os lábios e beijou a articulação do dedo médio, ao lado do anelar. Em seguida, depositou beijos sobre cada uma das articulações salientes, descendo lentamente até o pulso.
A língua percorreu repetidas vezes a artéria no pulso de Hayul, que pulsava intensamente no mesmo ritmo acelerado de seu coração.
A cada toque dos lábios e da língua de Pavel em sua pele, Hayul estremecia, mal conseguindo chupar os dedos de Pavel. Antes que eu percebesse, um suspiro ofegante escapou dos lábios entreabertos de Hayul.
Seu corpo tremia levemente, e a parte inferior estava tão tensa que parecia prestes a explodir. Sentia um calor intenso. Um calor sufocante, quase insuportável, que o fazia querer se livrar das roupas imediatamente. Pavel o olhava fixamente com seus olhos azuis, estendendo apenas a língua para lamber seu pulso. Hayul observava, atordoado, Pavel lambendo sua pele como um gato com sua língua macia. Não conseguia desviar os olhos daqueles olhos azuis fixos nele, completamente capturado por aquele olhar.
Assim, segurando a mão de Pavel, Hayul acabou ficando completamente absorto. Embora tivesse sido ele quem provocara primeiro, como sempre acontecia, acabou sendo arrastado pelo feromônio de Pavel.
Pavel afastou os lábios do pulso de Hayul e sorriu. O belo rosto se aproximou dele. Sem piscar, Hayul fitou os olhos azuis de Pavel e aceitou os lábios que se aproximava. Os lábios macios se tocaram e as respirações se misturaram.
— Ah…
No instante em que os lábios se tocaram, um gemido semelhante a um suspiro escapou involuntariamente de Hayul. Parecia um adolescente dando o primeiro beijo. Pavel sorriu baixinho sem afastar os lábios dos dele. Uma vibração agradável percorreu os lábios unidos.
A língua espessa de Pavel, que antes percorrera o pulso de Hayul, deslizou por seus lábios. Ele beijou Hayul com intensidade, alternando entre lamber, morder e chupar seus lábios. Quando Hayul entreabriu os lábios para recuperar o fôlego, sua língua invadiu e provocou agressivamente o interior da minha boca.
Gemidos escapavam intermitentemente em meio ao beijo que parecia que um estava devorando o outro. Enquanto Hayul lutava para recuperar o fôlego, Pavel a envolveu com os braços pela cintura, puxou-a para perto e a beijou com avidez. Hayul correspondeu ao beijo e segurou o braço de Pavel como se precisasse se apoiar nele. A tensão entre os dois era evidente, e ambos estavam de pé, rigidamente eretos, como se fossem explodir as calças a qualquer momento, completamente dominados pelo calor e pelo desejo.
Hayul não conseguia pensar direito. Sentia-se entorpecido, como se estivesse sob o efeito de alguma substância alucinógena. Seus lábios doíam devido à intensidade dos beijos, e sua ereção latejava. E, maldição, estava quente. Mesmo usando apenas uma camiseta fina, o suor escorria por dentro da roupa.
— Ah… hyung. Hyung Hayul. Jin Hayul…
Pavel também parecia tomado pelo calor, murmurando o nome dele como se estivesse perdido. Afastava os lábios por um instante apenas para voltar a beijá-lo, estremecendo de emoção. Quando Hayul virou levemente o rosto, como se precisasse respirar, Pavel cobriu sua boca, sua bochecha e seu lóbulo da orelha de beijos.
— Hayul hyung. Não aguento mais. Sinto que vou explodir. Seu cheiro é tão sexy que me deixa louco.
Ele enfiou a língua no ouvido de Hayul, lambendo cada canto enquanto murmurava de forma provocante. Os sussurros úmidos e ruidosos fluíam cruamente em seu ouvido, fazendo Hayul estremecer. Pavel envolveu a cintura de Hayul com uma mão e apertou suas nádegas com o outra, massageando a carne. Ele pressionou a parte inferior do corpo contra o delo e ofegou enquanto esfregava seu pênis ereto entre as pernas de Hayul de maneira insistente.
As roupas íntimas de Hayul já estavam completamente encharcadas. Tanto a frente quanto atrás estava tão molhada que o tecido grudava em sua pele, e por trás, um líquido quente continuava a escorrer em jorros. Não era só Pavel que estava chegando ao limite, Hayul também não aguentava mais.
Ela queria tirar toda a roupa naquele instante e se contorcer loucamente com Pavel. Seu orifício coçava intensamente, ansioso para receber o membro do desgraçado por trás. No entanto, ele não podia fazer isso ali.
— Senhor Kirov!
Hayul estremeceu de surpresa ao ouvir a voz do chefe da equipe de segurança. O chefe da equipe, ao ver Pavel e Hayul agarrados um ao outro, também congelou em pânico.
— Ah, m-me desculpe.
Com o rosto vermelho, ele abaixou rapidamente a cabeça. Só então Hayul empurrou Pavel para longe, mas ele não pareceu disposto a soltá-lo. Sem saber o que fazer, Hayul também abaixou a cabeça, com o rosto ardendo de vergonha. Mesmo naquela situação constrangedora, Pavel era o único que permanecia descaradamente tranquilo.
— O que foi?
— Recebemos um relatório de que encontraram o veículo usado por Igor para fugir.
— Eu disse para cuidarem do corpo.
— Parece que Igor conseguiu escapar pouco antes da explosão do veículo. Os membros da equipe estão atrás dele, então devem capturá-lo em breve.
— Resolvam isso.
Pavel deu a ordem com indiferença, mas então fez uma pausa.
— Ah.
Por um instante, pareceu pensar melhor.
— Não. Mudei de ideia. Capturem-no vivo por enquanto. Eu mesmo cuidarei do descarte final.
— Sim.
— E, a partir de agora, estarei ocupado com assuntos particulares, então não me procurem.
— O quê? Ah, sim. Entendido.
O chefe da equipe de segurança, perspicaz como era, logo entendeu o que aquelas palavras significavam. Inclinou a cabeça em uma saudação e se retirou. Assim que ele desapareceu de vista, Pavel deu um beijinho na testa avermelhada de Hayul.
— Por que está com vergonha? Já fomos vistos outras vezes por outras pessoas. Somos casados, por que tanta vergonha?
— Mesmo entre um casal, há coisas que devem ser mantidas em segredo.
— Meu hyung é tão tímido.
Pavel riu, beijou mais uma vez a testa de Hayul e então o ergueu nos braços. Se ele fizer tanta força, o ferimento da cirurgia vai abrir de novo. Preocupado com isso, Hayul nem sequer tentou se debater e permaneceu quieto nos braços dele. Pavel carregou Hayul até a van preta estacionada perto do pequeno galpão.
Colocando Hayul primeiro no banco de trás, Pavel reclinou o encosto do banco antes de entrar também. Assim que estendeu a mão para trás e fechou a porta do carro, ele se jogou sobre Hayul. Seus lábios se encontraram novamente, seus corpos se colaram. Hayul o aceitou de bom grado. No banco traseiro apertado, os dois homens se enroscaram, se beijando e se tocando descontroladamente, ofegantes.
Com movimentos urgentes, Pavel enrolou a camiseta de Hayul, que estava grudada pelo suor, e a arrancou, soltando também o coldre e jogando-o no chão. A pistola que estava no coldre também caiu. O cinto da calça foi desabotoado e puxado para baixo junto com a cueca.
Como se estivesse esperando, seu membro saltou para fora, balançando e espalhando um líquido fino. Mais fluido escorria, deixando a parte de trás de suas nádegas úmida. A cueca, que havia descido até as coxas, ficava atrapalhando, então Hayul ergueu os quadris e empurrou a calça e a cueca até os tornozelos.
Mesmo completamente nu, estava tão quente que mal conseguia respirar. Cada poro de seu corpo exalava umidade. Seu corpo inteiro estava encharcado e pegajoso.
Pavel, ajoelhado entre as pernas abertas de Hayul, lambeu os lábios com a língua e desabotoou o cinto. Seu membro saltou para fora, balançando diante dos olhos de Hayul. Ao contrário de sua bela aparência, era uma coisa intimidante. Da ponta ereta, o líquido pré-ejaculatório pingava, molhando o peito e o abdômen de Hayul.
O carro fechado estava cheio dos feromônios de Pavel. Um leve cheiro de sangue se misturava a eles.
— Ah… está quente. Quente demais. Estou ficando louco. Não consigo respirar.
Hayul ofegou profundamente, ergueu o tronco e abriu um pouco a janela. O ar frio que entrou trouxe um pouco de alívio. Enquanto encostava o rosto na janela e respirava fundo, Pavel puxou sua cintura. O corpo que se apoiava nos cotovelos desabou e foi arrastado conforme ele o puxava.
— Não consegue se concentrar, não é?
Dizendo isso, Pavel deu um tapa na bunda de Hayul. Tão absurdo foi aquilo que Hayul apenas virou a cabeça, ainda deitado de bruços, e lançou um olhar furioso para ele.
— Por que me bateu?
— Bater? Foi uma demonstração de carinho.
Pavel sorriu suavemente fazendo beicinho e se esticou para dar um beijo em Hayul. Então se colou às suas costas e começou a distribuir beijos pelos lábios, pelo lóbulo da orelha, pela nuca e pelos ombros, enquanto acariciava seu corpo. A reclamação indignada de Hayul acabou se transformando em um gemido abafado, e seu corpo estremeceu.
Enquanto percorria seu corpo com as mãos, Pavel passou pela lateral de sua cintura e deslizou a mão para baixo, sustentando-o delicadamente. A posição inclinada fazia sua bunda se elevar um pouco. Pavel acariciou e massageou as nádegas arredondadas e ondulantes de Hayul, depois enfiou os dedos entre as fendas.
— H-uh-nnh, haa…
Gemidos escapavam da boca de Hayul enquanto os dedos grossos roçavam a fenda úmida entre suas nádegas. Os dedos de Pavel acariciaram a carne até se deslizarem para dentro da abertura pulsante.
— Ngh.
Instintivamente, a bunda de Hayul se contraiu e seus músculos glúteos se apertaram. Pavel mordiscou os lóbulos trêmulos das orelhas de Hayul enquanto movia os dedos inseridos em seu ânus. Ele empurrava os dedos para dentro como se estivesse cavando, estimulando a área ao redor do orifício para alargá-lo o suficiente.
Apesar de estar à beira do limite por causa do rut, Pavel permanecia estranhamente calmo. Talvez estivesse exercendo uma paciência sobre-humana para se conter. Hayul, por outro lado, já estava completamente envolvido, embora ainda nem tivessem chegado ao momento que tanto desejava. Os feromônios de Pavel haviam deixado sua mente enevoada. O corpo inteiro ardia, os músculos pareciam ter perdido a força e ele mal conseguia manter o controle sobre as próprias reações.
Pavel estava surpreendentemente calmo para alguém no limiar do cio. Talvez estivesse usando uma paciência sobre-humana para se conter. Enquanto isso, Hayul já estava extremamente excitado, mesmo antes da penetração. Por causa dos feromônios de Pavel, ele não estava em si. Seu corpo inteiro estava em brasa, todos os músculos amolecidos. Sua parte posterior também não tinha força, abrindo e fechando com menos intensidade.
Pavel aproximou os lábios de seu ouvido e murmurou:
— Tem que apertar bem para eu colocar.
A voz rouca de Pavel penetrou pelo canal auditivo de Hayul. Um arrepio percorreu até o fundo de seus ouvidos. Embora mentalmente xingasse aquela besteira, seu corpo estava impaciente. Só os dedos não eram suficientes; ele estava tão ansioso, quase à beira da loucura.
Hayul respirou fundo e tencionou o corpo. A abertura se contraiu, apertando os dedos de Pavel que estavam dentro. A sensação dos dedos se movendo para alargar a abertura contraída era boa. Loucamente boa. Um prazer vertiginoso percorreu seu corpo inteiro, deixando até sua mente entorpecida.
Ela podia sentir cada sensação, até mesmo as juntas do dedo se curvando lá dentro. Ela podia sentir vividamente as vibrações da mucosa tremendo a cada movimento do dedo. Com todos os sentidos do seu corpo totalmente abertos, até mesmo o toque da respiração de Pavel contra sua pele era eletrizante.
— Hnnn… ah… haa…
Quando os dedos estavam enterrados até a base, revolvendo a mucosa e saindo, o fluido escorria junto. Cada vez que os dedos entravam e saíam, o corpo de Hayul se esticava e se apertava repetidamente. Suas coxas, panturrilhas e até a ponta dos dedos dos pés se contraíam em espasmos.
Esse prazer sutil de sentir os dedos dentro de si era mais enlouquecedor do que a emoção de ser fodido. Quando era inserido, toda a minha razão desaparecia, mas quando eu estava sóbrio, conseguia sentir cada sensação de forma nua e crua, o que o era agonizante. As sensações estavam no auge, mas como não era penetrado, ele já estava à beira da loucura. Conhecendo o prazer de ter um pau grosso dentro de si, não havia como se satisfazer apenas com os dedos.
— Muito bem, meu amor. Está aguentando direitinho.
O tom tranquilo de Pavel despertou uma onda de irritação em Hayul.
— Droga… coloca logo. Só enfia. Tira essa coisa fina, parecida com um graveto, porra.
Hayul acabou cuspindo o palavrão entre dentes, incapaz de conter a própria impaciência. Seu corpo se movia inquieto, denunciando o quanto estava excitado.
— Não acha que meus dedos são um pouco mais grossos do que um graveto?
Pavel riu enquanto enfiava mais dois dedos na abertura. Parecia que ele tinha enfiado quatro dedos, sem o polegar.
— Haaah!
A sensação dos dedos revolvendo a mucosa fez as nádegas de Hayul saltarem para cima. Seu corpo inteiro se sacudiu violentamente. Quando os dedos pararam de se mover, Hayul balançou as nádegas, implorando por mais, mais cutucadas e reviradas. Cada vez que movia o corpo, o líquido pré-ejaculatório escorria como urina da ponta do seu membro, que balançava e batia em seu abdômen.
— Haha…
Ele estava à beira da loucura, mas o homem atrás de si permanecia calmo. Enquanto ria, ele puxou todos os dedos de uma só vez, quando já mal podia esperar por mais. Junto com os dedos, o fluido escorreu. Mesmo com os dedos retirados, Hayul tremia, com as nádegas erguidas, ansioso. Da abertura pulsante, o fluido escorria, descendo pelas coxas.
— Abra bem as pernas e me peça para colocar.
— Porra.
— Hm? Você está pedindo? Eu ainda não estou com tanta pressa.
Pavel estava se tornando cada vez mais um monstro. Por mais poderoso que fosse um Alfa Real, dizia-se que, pouco antes do rut, até eles acabavam se transformando em feras incapazes de controlar a razão. Mas aquele homem ainda parecia completamente tranquilo. Como ele mesmo dizia, aparentemente quem estava desesperado era apenas Hayul.
Hayul, deitado de bruços com as nádegas erguidas, estendeu a mão para trás e abriu bem as bandas das nádegas, expondo completamente sua intimidade diante de Pavel. Sentiu o olhar de Pavel fixo em sua parte mais íntima. O olhar percorreu a abertura que se contraía e escorria fluido, as rugas ao redor, os testículos firmes e o membro que balançava para baixo.
Ainda era de tarde, então era certo que todos os detalhes ao redor da abertura estavam visíveis. Por mais que fossem casados, não havia como não sentir vergonha ao expor a própria intimidade. Hayul, ruborizado de vergonha, tremia por inteiro.
Mas agora, mais do que a vergonha, era o desejo insatisfeito, que fervia sem alcançar o clímax, que o enlouquecia. Seria essa a sensação de ser cozido lentamente em fogo baixo dentro de uma panela?
— Coloca. Eu imploro que coloque seu pau. Só enfia essa porra. Eu não aguento mais.
Depois de dizer aquilo, percebeu que já não conseguia suportar mais. Até o simples fato de sentir o olhar de Pavel sobre si aumentava sua excitação, fazendo seu corpo inteiro arder. Parecia que ia morrer. Um gemido escapou de seus lábios, quase como um soluço.
O que pensariam aqueles que o conheceram na época em que era o Anjo Assassino se pudessem vê-lo daquele jeito? O famoso assassino que eliminava seus alvos com um único disparo agora estava completamente rendido ao próprio desejo, sem conseguir esconder o quanto precisava de Pavel.
— Por favor, coloque. Eu não aguento mais. Porra, Pavel. Pavel.
Hayul virou a cabeça e olhou para Pavel com os olhos cheios de ressentimento por ele que ainda não tinha a menor intenção de penetrá-lo, apesar de ele ter se esforçado tanto. Deve ter sido uma cena e tanto, com meu rosto vermelho como um tomate e lágrimas brotando enquanto eu implorava. Mas naquele momento, eu não tinha espaço para me preocupar com orgulho ou qualquer outra coisa.
— Coloca logo……
Pelo visto, Pavel também já não conseguia mais manter a calma. Com a mão enorme, ele agarrou firmemente a cintura de Hayul e o puxou para si, e imediatamente, enfiou o próprio membro com força. De uma só vez, o pênis longo e grosso perfurou a abertura e se enterrou profundamente.
— Aah!
Um grito escapou dos lábios de Hayul. A força do impacto foi tão violenta que todo o seu corpo tremeu. Por trás, Pavel não deu trégua, golpeando sem piedade. Movendo os quadris com violência e rapidez, ele enfiava até a base a cada estocada, revolvendo a mucosa com aspereza, e depois se retirava bruscamente.
— Hah, ah, ah, aaah…
A cada golpe, Hayul balançava e soltava gritos. A força era tamanha que todo o carro balançava e rangia. Ele tentou se apoiar no banco da van, mas, com o suor, suas mãos escorregaram, e seu tronco caiu sobre o assento. Então Pavel segurou firmemente seus quadris, puxou-o para si e voltou a mover os quadris.
Hayul teve que receber Pavel naquela posição animalesca, com o rosto no banco e as nádegas erguidas. Seu rosto estava amassado contra o assento de couro, e sua pele, mamilos e todo o corpo estavam irritados pelo atrito. Sem descanso, seu interior era esmagado, perfurado e amassado — uma verdadeira bagunça.
Seu corpo inteiro se movia conforme o ritmo de Pavel, seu membro balançando. Mesmo sem qualquer outro estímulo, sua ereção aumentava cada vez mais e líquido escorria.
— Ahh… aaah…
O soluço se transformou em choro. Lágrimas fisiológicas escorriam de seus olhos, e saliva escorria de seus lábios abertos. Ignorando qualquer senso de dignidade, Hayul balançava os quadris por conta própria enquanto chorava. Era puro instinto. Como um animal no cio, ele gemia e movia os quadris e as nádegas.
O prazer havia ultrapassado o limite, e ele mal conseguia respirar. Sua razão já havia desaparecido fazia tempo. Ele sentia que ia desmaiar a cada momento, mas as estocadas por trás o traziam de volta à consciência. Ele não conseguia nem desmaiar como queria. Era como estar preso em um inferno de prazer sem fim.
— Para. Para, haaah… tire, por favor… para…
Com lágrimas nos olhos e a respiração trêmula, Hayul implorou entre soluços. Mesmo enquanto implorava para que Pavel parasse, sua bunda continuava rebolando involuntariamente, numa situação tão contraditória que chegava a ser cômica.
— Parar? Tem certeza?
Pavel murmurou entre dentes, puxando o membro para fora, para então mudar o ângulo e enfiá-lo de uma só vez.
— Ah!
Hayul se contorceu como um peixe empalado por um arpão. Pavel agarrou as nádegas trêmulas de Hayul e empurrou com força, enfiando até o fundo. A cintura e as nádegas de Hayul se retesaram ao mesmo tempo, e seu orifício se contraiu instantaneamente.
— Eu, haa, adoro quando você implora para parar com a boca, mas aperta com força esse cuzinho.
Sussurrando com a voz rouca por trás, Pavel saboreou o tremor dentro de Hayul, girando o membro para revolver a mucosa. Seu ventre ferveu, e o clímax chegou sem aviso. Com o pênis de Pavel ainda dentro, ele ejaculou. A quantidade de esperma foi imensa, como se estivesse urinando. Como estava de bruços, o esperma espirrou em seu rosto e peito.
Hayul, sem conseguir gritar, apenas enterrou o rosto no banco e tremeu violentamente. As lágrimas escorriam sem parar.
— Haanh, nh, hng. Acho que vou morrer.
— Já está chorando assim? Eu ainda nem gozei.
O sussurro de Pavel era carinhoso, mas Hayul sentiu um arrepio. O pênis, que havia permanecido quieto dentro dele por um instante, voltou a se mover. As estocadas recomeçando. Antes mesmo que pudesse se livrar do cansaço do clímax, ele foi dominado novamente.
Hayul soluçava, a voz rouca e embargada. A abertura por onde o pênis penetrava incessantemente nunca se fechava. Nem secava. O prazer misturado com a dor fazia o fluido escorrer continuamente, molhando suas nádegas, enquanto as paredes internas se contraíam avidamente, sugando o membro de Pavel.
O membro de Hayul, mesmo depois de uma ejaculação, já estava novamente ereto e balançava. Era desgastante. Seu desejo incessante, o membro de Pavel que não gozava de jeito nenhum, a energia monstruosa do Alfa Real, e seu próprio corpo, que, mesmo recebendo tudo isso, não desmaiava e ainda balançava as nádegas enquanto chorava.
Finalmente, o pênis que penetrara fundo ficou rígido e tremeu violentamente antes de jorrar sêmen. Com o membro penetrado profundamente, até a base, Pavel despejou cada gota de sêmen em Hayul. O interior, que já estava encharcado, literalmente se transformou num mar. A sensação era de que seu ventre estava transbordando.
Assim que a mão que apertava suas nádegas o soltou, Hayul simplesmente desabou.
— Haa… haaah…
Deitado de bruços nos lençois encharcados com todos os tipos de fluidos, ele ofegava. Pavel também se deitou sobre Hayul, pressionando seu corpo contra o dela. Era pesado e quente, mas ele não tinha forças para afastá-lo.
— Você é realmente o melhor, hyung.
Pavel sussurrou preguiçosamente, acariciando a bochecha e a orelha de Hayul. O toque em sua pele era lento. Os feromônios explosivos que ele exalava agressivamente pareciam ter diminuído um pouco. Não era possível que ele estivesse satisfeito com apenas uma vez.
Hayul virou a cabeça com dificuldade e olhou para Pavel, que ainda brincava distraidamente com sua orelha. Quando seus olhares se encontraram, Pavel sorriu suavemente. Nesse meio-tempo, seus olhos azuis já começavam a adquirir um tom violeta.
Era sinal de que o rut havia começado.
Mesmo assim, era estranho que ele estivesse tão mole apesar de estar entrando no rut. Pavel continuou sorrindo para Hayul e, aos poucos, fechou os olhos que piscavam sonolentos. Naquele instante, o feromônio dele enfraqueceu abruptamente, revelando outros cheiros que antes estavam encobertos pelo aroma intenso dos feromônios.
O cheiro de esperma e suor. E, principalmente, o forte cheiro de sangue.
Foi então que Hayul percebeu mais uma vez. Pavel não estava bem. Ele deveria ter sido levado diretamente ao hospital. Depois de todo aquele esforço, era evidente que seus ferimentos haviam se aberto novamente.
— Ei. Pavel. Pavel.
Hayul chamou seu nome e deu leves tapas em sua bochecha. Pavel abriu os olhos com dificuldade. Assim que os abriu, seu feromônio automaticamente se intensificou. Com os olhos tingidos de violeta, ele se esforçou para mantê-los abertos e sorriu docemente para Hayul.
— Estou bem.
Dizendo isso, envolveu os ombros de Hayul e esfregou o rosto contra ele, como um gato manhoso. Mal conseguiu manter os olhos abertos antes de fechá-los novamente.
— Porra, o que você quer dizer com “estou bem”?
Mesmo quando Hayul praguejou e tentou se levantar, Pavel permaneceu caído. Pelo visto, já não conseguia mais permanecer consciente. Seu rosto estava mortalmente pálido, sem um pingo de cor. Como um cadáver. Mas, felizmente, ainda estava respirando.
Ao tocar a testa pálida de Pavel, Hayul sentiu um calor assustador. O corpo de Hayul também ardia. Era difícil respirar. Não era de se estranhar que depois de se enroscar com Pavel, seu próprio ciclo de rut também havia começado.
— Droga.
Hayul mordeu os lábios até sangrar enquanto vestia Pavel, que estava caído como um cadáver. Deitou-o no banco e fechou a janela aberta. Não seria bom que seus feromônios escapassem para fora.
Então, ele também vestiu às pressas a camiseta e a calça que estavam caídas no chão. Abriu cuidadosamente a porta do carro e saiu para procurar o colete à prova de balas que havia jogado do lado de fora. Tirou de sua bolsa as seringas de supressor e o neutralizante, aplicando de uma só vez três injeções no pescoço. Depois despejou o restante do neutralizante na boca.
Enquanto os dois estavam ocupados dentro do carro, os membros da equipe aparentemente haviam eliminado os inimigos e se retirado, pois tudo ao redor estava silencioso.
Mesmo assim, Hayul não baixou a guarda e tornou a vestir o colete à prova de balas e o traje à prova de facadas.
Aquele não era o território deles na Rússia. Estavam bem no meio do território inimigo. Mesmo que seus aliados tivessem eliminado os inimigos, ainda não havia como saber se estavam realmente seguros.
Um Alfa Real em rut e um Ômega no cio estavam abandonados no coração do território inimigo. O Alfa Real estava inconsciente, e apenas o Ômega, em pleno cio, permanecia de pé.
Um Alfa Real durante o rut era um monstro, mas um Ômega durante o cio era extremamente vulnerável. Naquelas condições, proteger Pavel inconsciente e lutar com os inimigos seria praticamente impossível.
Hayul voltou para o carro e sentou-se no banco do motorista. Felizmente, a chave estava na ignição, e ele ligou o motor imediatamente.
O efeito dos medicamentos se espalhou rapidamente, fazendo o calor sufocante que tomava conta de seu corpo diminuir um pouco. Ainda assim, sua parte inferior ainda estava dolorosa. Seu membro estava tão duro que doía até para respirar, e a parte de trás estava molhada com esperma e fluido. Seu corpo inteiro formigava. Sua mente também estava turva.
— Porra. Desde que conheci você, passei por cada coisa, caralho.
Hayul murmurou entre palavrões, tentando manter a consciência, mas Pavel não respondeu. Hayul o encarou com raiva e dirigiu em direção ao hospital.
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Continua…