⌀ — Capítulo 3.1
↫─Capítulo 3.1
Após a aula, Amber voltou para casa. Assim que abriu a porta, sentiu o silêncio.
— …Tennessee?
Reprimindo a ansiedade, ele se dirigiu à cozinha. O almoço ainda estava lá. Os passos de Amber se aceleraram.
Au! Au!
Com o som das garras estalando, Nashville se aproximou e latiu.
Não podia ser. Aquela era a casa de Tennessee, e ele não tinha mais motivos para partir, especialmente agora que eles estavam até…
Inicialmente abrindo as portas com cuidado, Amber foi ficando mais frenético, escancarando-as para checar o interior.
Bang! Bang!
O banheiro, os quartos, o escritório, a despensa. Amber tentava controlar a respiração descompassada.
“Controle-se, ele não me deixaria. É um medo tolo. Como ter medo de que um tubarão apareça em uma piscina coberta, é irracional.”
Ele ligou, mas ninguém atendeu. Tennessee com frequência não podia atender, mas ligava de volta quando conseguia.
“Maldição”. Praguejando baixinho, Amber correu pela casa novamente. Justo quando sua voz começou a tremer ao chamar por Tennessee
Au, au!
Nashville latiu da sala de jantar, como se o estivesse chamando.
— …Amber?
A voz de Tennessee veio de ninguém menos que do sofá. Amber, arfando, encontrou Tennessee se sentando no sofá. Ele não o tinha visto por causa do encosto.
Ele devia ter acabado de pegar no sono; seus olhos ainda estavam cansados. Certo, ele não dormia há dias por causa do trabalho. Por isso não acordou apesar da comoção.
Desde que passara a morar com Amber, o padrão de sono de Tennessee tinha se normalizado, e às vezes ele não acordava com barulhos comuns. Era uma mudança positiva da qual Amber ocasionalmente se esquecia.
— O que está acontecendo?
Seu coração, disparado não pelo cansaço, mas pelo medo, gradualmente encontrou seu ritmo. Amber se aninhou bem perto dele.
— Eu pensei que você tinha ido embora.
— Para onde?
— Para qualquer lugar…
“Não vá embora.”
Amber disse a Tennessee, que se deitou novamente. Nashville pulou sobre o encosto do sofá. Após dar algumas voltas, ele se acomodou. A mão de Tennessee acariciou o pelo macio de Nashville.
— Venha cá, Amber.
Tennessee ergueu Nashville com uma das mãos e se sentou. Amber abraçou Tennessee com força. Seu corpo trêmulo lentamente começou a se acalmar.
O som de Nashville choramingando ecoou entre os dois.
── ⋆⋅☆⋅⋆ ──
Amber. Amber.
Diante da voz suave, Amber abriu os olhos. Ainda estava escuro. Uma luz azul tênue entrava pela janela.
— Tennessee? Você está bem?
Com a voz pesada de sono, Amber se sentou. Mas a pessoa que o chamou não respondeu. Amber encontrou seu parceiro ao seu lado, segurando o rosto com as mãos, respirando de forma superficial. Era uma crise.
— Tennessee.
Tennessee respirava curto, o rosto enterrado nas palmas das mãos. Amber tocou com cuidado o braço tencionado dele. Após chamá-lo por um tempo, envolveu os braços ao redor de Tennessee, puxando-o para perto.
A crise severa de Tennessee gradualmente diminuiu de intensidade. Não era tão grave quanto antes, quando ele costumava se machucar. Quase parecia que ele estava tendo um pesadelo. Mesmo em seu estado atordoado, ele costumava responder à voz de Amber.
— Eu estou bem aqui. Estou bem ao seu lado.
Às vezes, as coisas não se ajeitam rapidamente.
A culpa de Tennessee, o entorpecimento que ele desenvolveu para escapar dela, suas defesas, os pesadelos do passado, a autoculpabilização, todas essas coisas…
Subindo com obstinação, Amber ocasionalmente olhava para baixo. Ainda assim, nós chegamos até aqui. Aquelas memórias eram a base e os pilares que construíram a ele e a Tennessee. Infelizmente, eram. Eles nunca poderiam cortar aqueles tempos e substituí-los por outra coisa.
Mas, conforme continuassem subindo, haveria dias em que as memórias lá do chão se tornariam tão distantes que eles não conseguiriam mais enxergá-las.
— …Aah…
Tennessee soltou um grande suspiro. Sua respiração havia mudado. Após cerca de uma hora confortando-o, ele finalmente voltou a si.
Tennessee percebeu que seu corpo estava encharcado de suor. Suas mãos estavam adormecidas. E ele estava nos braços de Amber.
— Que cena patética.
Tennessee se lamentou, limpando o suor com as costas da mão.
— Por que isso é patético?
Amber envolveu os braços e pernas longos firmemente ao redor de Tennessee.
— Eu sou sempre assim. Se apoiar-se em quem você ama é ser patético, então eu vou continuar sendo patético.
“Não, ser um tolo não seria nada mau. Eu gostaria que você pudesse ser um também.”
Amber desejou, acariciando o cabelo encharcado de suor de seu parceiro. Ele enterrou o nariz no cabelo crescido de Tennessee e inalou profundamente o cheiro dele. O que Tennessee disse uma vez era verdade. Afinal, nós ainda estamos vivos.
— Eu acho,
Amber sussurrou rapidamente, pressionando os lábios na bochecha de Tennessee.
— Que é tudo por causa do cigarro.
Sentindo que vinha besteira, Tennessee tentou se virar, mas Amber estava enrolado nele com muita força. Suas costas suadas estavam pressionadas contra o peito nu e firme de Amber. Das costas até o bumbum. Não havia uma conchinha maior do que aquela.
— Dizem que o cigarro é a raiz de todo o mal. Eu não espero que você pare, mas não pode dar uma diminuída?
“Você parou com os remédios, então talvez possa parar com a nicotina também?”
Fumar é prejudicial em todos os sentidos. Acima de tudo, não fazia bem para a saúde. Eles tinham planos de longo prazo para viverem juntos até os 150 anos, mas com ele fumando desse jeito, qual era o sentido de planejar? Claro, a longevidade depende dos genes, mas mesmo assim.
— Eu vou te recompensar toda vez que você não fumar. Que tal um beijo?
— Isso é uma punição, não é?
— …
Amber decidiu usar sua carta na manga.
— Você sabe que o meu aniversário está chegando, né?
Desde que se tornara Ryker Daxley, o aniversário de Amber mudara. Foi uma decisão tomada após conversar com a família, considerando as memórias desagradáveis do passado de Amber.
A família sempre comemorava seu aniversário grandiosamente, enchendo-o de presentes. Às vezes viajavam ou faziam eventos. Era certamente um aniversário invejável, mas o deste ano seria mais especial. Porque Tennessee estaria com ele.
— Em vez de um presente, me conceda um desejo.
Amber deixou pequenos beijos na nuca de Tennessee. Após receber beijos por um tempo, Tennessee logo abraçou a cabeça de Amber. Era um consentimento.
Amber sorriu abertamente e o beijou profundamente. Um calor ardente se acendeu. A partir do momento em que seus lábios quentes se encontraram, o pênis de Amber começou a enrijecer lentamente.
— Tennessee…
Com um suspiro, Amber guiou a mão de Tennessee para entre suas pernas. Tennessee moveu o braço suavemente, sentindo o calor preenchendo sua mão. A pele fina se esfregava, revelando a ponta corada.
Tennessee piscava pausadamente. Amber às vezes olhava para ele com olhos tão atordoados.
Seu olhar era tão descarado para Tennessee, que estava habituado a mentiras, que às vezes parecia quase devastador. Conforme a respiração de Amber começava a ficar pesada, ele revelava seu afeto e desejo irrecuperáveis.
Tennessee acelerou a mão. Amber, que se curvara com um gemido, se afastou.
— Eu quero colocar para dentro. Você vai se abrir para mim?
Seus lóbulos das orelhas coraram.
Tennessee riu baixo e abriu os braços. Amber, que o estava segurando, estendeu uma das mãos. Ele tateou a gaveta do criado-mudo, rosnando baixinho enquanto despejava o conteúdo para fora. O lubrificante que ele com certeza tinha colocado ali não estava visível quando precisava. Na pressa, Amber espremeu um pouco de loção.
— Comece por aqui.
Tennessee gostava de colocar os dedos na boca de Amber. Qualquer coisa viscosa era boa para uma inserção fácil, mas ele queria ver Amber segurando seu pulso, gemendo e revelando sua sensualidade.
— Venha cá. Sugue bem bonitinho.
Amber, agora familiarizado, segurou a mão direita de Tennessee enquanto se aproximava de joelhos. Ele estendeu a língua, fazendo cócegas nas linhas da palma da mão, e depois colocou os calos na boca, mastigando suavemente. Toda vez que ele puxava um dedo para fora, um som pequeno ecoava. Em resposta, seu pênis ereto dava impulsos.
— Você já está vazando.
Tendo pedido casualmente para ele se abrir, Amber ficou ainda mais vermelho com as palavras. Com um sorriso satisfeito, Tennessee ergueu as pernas. Colocando as solas dos pés nas coxas firmes de Amber, ele empurrou, revelando o pênis ereto.
Quando ele tentou puxar a mão direita molhada, a cabeça de Amber a seguiu. De forma provocante, Tennessee ofereceu a mão esquerda ainda seca. Quer Amber soubesse que a mão tinha mudado ou não, ele sugava ansiosamente, alheio.
— Mexa o quadril enquanto suga.
Tennessee preferia quando Amber mechia e não escondia seus desejos. Retirando a mão molhada, ele relaxou conscientemente. Ele esfregou os dedos contra a entrada fortemente fechada, inserindo apenas o dedo indicador.
Tennessee não se esquecera do prazer da última vez. Se ele inserisse os dedos profundamente, sentia que poderia tocar a origem daquela sensação peculiar que continuava o empurrando para o limite.
— Hum, ah… ah.
A mão impaciente de Amber já estava masturbando a si mesma. Parando-o, Tennessee moveu aquela mão para o peito de Amber. Tanto a parte superior quanto a inferior de Amber estavam totalmente eretas.
— Amber, pressione seus mamilos e mexa o quadril. Sente que vai gozar? Você não pode ainda. Se sentir vontade, abra as pernas. Deixe tudo à mostra.
Assentindo sem pensar, perdido na sensação formigante, o pênis de Amber estava tão molhado que parecia prestes a explodir a qualquer momento.
Sem se dar conta, Amber estava movendo o quadril como se estivesse estocando no ar. Seu pênis ereto balançava para cima e para baixo a cada movimento.
Avaliando o membro dolorosamente inchado, Tennessee adicionou mais dedos.
“Ah, que cena”. Observando Amber se entregar ao prazer, balançando o quadril sozinho, Tennessee sentiu que poderia levá-lo ao clímax com apenas um pequeno jogo de dedos.
“Seu pênis está enchendo a minha mão.”
Quando ele dizia coisas assim, Amber corava até o pescoço, arfando e se pressionando para perto. Erguendo o quadril bem alto, sua eretação feroz pressionava com força contra a pele dele.
Uma vez, enquanto mordiscava a orelha de Amber, colorida como folhas de outono, e dizia essas coisas, Amber não conseguiu segurar e gozou ali mesmo.
— Ah… é intendo demais.
— Então você não gosta?
— Sinto que vou continuar gozando…
Tennessee sentia o mesmo. Diferente de Amber, que estava tocando e balançando, o pênis de Tennessee já estava inchado.
Recobrando a respiração descompassada, Tennessee abriu os dedos enquanto ainda inserido. A entrada se esticou fortemente. Mas a sensação direta da última vez não estava lá. O prazer que continuava o empurrando para fora do penhasco.
— Ah…
Amber observava intensamente enquanto Tennessee se tocava e se alargava. Uma vez um pouco ajustado, Tennessee olhou para cima e encontrou Amber colocando uma camisinha.
— Eu faço.
— Hum- Não.
Evitando a mão de Tennessee, Amber moveu a sua própria. Ainda não muito experiente, Amber estava quase no limite por causa de algumas palavras sujas de Tennessee. Se Tennessee estendesse a mão enquanto ele colocava a camisinha, ele poderia não se segurar e gozar ali mesmo.
Movendo a mão para cima e para baixo como se estivesse se masturbando, Amber colocou a camisinha e se aproximou, segurando seu membro. Ele pressionou os lábios na boca arfante de Tennessee, respirando dentro dele.
As preliminares, o pós-sexo e, claro, o sexo em si eram todos ótimos, mas Amber gostava especialmente de quando eles trocavam línguas apaixonadamente. Quando ele de boa vontade o puxava para perto, trocando saliva e respirações, compartilhando o prazer bem diante um do outro.
E fechar os olhos, entregando-se àquele prazer, entrando lentamente também era incrivelmente bom. A partir deste ponto, ele realmente se conectava com Tennessee. A ponta inchada se alinhou com a entrada e começou a se espremer lentamente para dentro.
— Aah…
— Ah, é bom…
A visão de Amber embaçou ao gemido de Tennessee.
Por mais ansioso que Amber estivesse para se mover imediatamente, ele aprendeu que tinha que usar uma paciência imensa durante a inserção. Amber acreditava que tinha o dever de acarinhar e proteger o corpo de Tennessee o máximo possível.
E era claro que Tennessee preferia uma entrada lenta. Se ele aplicasse peso e separasse firmemente a carne aquecida, e ocasionalmente pausasse para tomar fôlego, Tennessee tremeria e soltaria as mesmas respirações curtas.
— Aqui.
Tennessee ofereceu seu peito corado. Às vezes, quando a inserção era difícil, Tennessee puxava a cabeça dele para fazê-lo beijar ou acariciar seus lábios ou mamilos. Toda vez que Tennessee o treinava do começo ao fim dessa forma, Amber provava de uma satisfação distorcida.
↫─☫ Continua….
ᯓ★ Nenhuma das situações apresentadas neste capítulo referem-se/ se baseiam em fatos reais.
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr