₊°。❆ Capítulo 03 ⋆⁺₊❅
⚠️ Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com a realidade.⚠️
₊°。❆ Capítulo 03 ⋆⁺₊❅.
Apesar de não ter aula na manhã de segunda-feira, Seon-woo foi cedo para a faculdade por causa da reunião do clube. Detestava coisas trabalhosas e dessa vez também tentou escapar de algum jeito, mas justo a partir dessa gestão Choi Lee-won tinha assumido a presidência do clube de esqui, então não teve como. Os membros que encontrou na frente da sala do clube o cumprimentaram animados.
— Sunbae, oi.
— Jin-sol, Eun-jae. Faz tempo que a gente não se vê, né?
— Faz tempo uma ova. A gente se reuniu semana retrasada por causa da reunião de abertura do semestre. Quem está sumido é só o sunbae.
— O Seon-woo sunbae não apareceu nos jogos nem na festa depois, e ainda falta na reunião de abertura, assim não dá!
— É verdade, a gente estava com saudade. A gente só perdeu no revezamento porque o sunbae faltou.
Diante das reclamações que vinham de todos os lados, Seon-woo riu baixinho e respondeu de brincadeira:
— Ah, aquela vez que vocês ficaram em último. Então foi por isso? Não sei quem é esse sunbae, mas ele errou feio.
Dentro da sala do clube havia um monte de rostos conhecidos. Com a aparição de Seon-woo, que dava as caras depois de alguns meses, todos o receberam com alegria.
— Seon-woo. Quanto tempo, hein?
— Toma isso aqui, sunbae. A Min-jeong sunbae distribuiu. Sobrou uma.
— Obrigado.
Seon-woo sentou-se num lugar vago segurando a lata de bebida que um dos calouros lhe pôs na mão. Estavam no meio de uma conversa sobre a festa de recepção dos calouros e o acampamento de esqui do inverno, e a atenção também se voltou para ele.
— Sunbae, esse ano você vai ao acampamento?
— Vou. Acho que sim.
— Uau! Sério mesmo?
— Seon-woo, você vai por causa do Lee-won, né.
Diante da pergunta do colega de turma, Seon-woo apenas riu, sem confirmar nem negar. Era verdade que esqui era seu hobby, mas, independentemente disso, tanto ter entrado no clube quanto ir ao acampamento eram mesmo por causa de Choi Lee-won.
— Dessa vez você vai me ensinar! Eu não esqueci a promessa que você fez quando eu era do primeiro ano.
— Por quê? O Seon-woo sunbae esquia bem? Ano passado ele não foi, então eu nunca vi.
— Você não sabia? O sunbae foi atleta quando era pequeno. Acho que ele até dá aula como instrutor.
Menino prodígio, gênio. Vieram comentários sobre com que idade tinha começado a competir, quantas medalhas tinha. Seon-woo não se deu ao trabalho de corrigir os boatos que brotavam feito nuvens, verdadeiros ou não. Ninguém o escutaria se ele tentasse frear e, de qualquer forma, bastava esperar um pouco…
— Mas por que você acabou parando?
Respondeu à pergunta de um dos calouros com a naturalidade de quem já está acostumado.
— Lesão no joelho. Disseram que, mesmo com reabilitação, competir seria difícil.
— Ai, que horror… Me desculpa. Eu não sabia.
— Tudo bem.
Porque a coisa ia se resolver sozinha.
Com o clima devidamente pesado do jeito que lhe agradava, Seon-woo sorriu satisfeito e inclinou a lata de bebida.
O clube de esqui Shpur, que recrutava calouros no outono e permitia inscrição em mais de um clube, era diferente dos outros, ativos desde o primeiro semestre: para ele, o que valia mesmo começava depois do fim das aulas, nas férias de inverno. Por isso precisavam se reunir e se preparar já no início do semestre de outono.
Ele tinha ido ocupar uma cadeira porque Lee-won pediu que comparecesse, já que era a primeira reunião, mas verba, aluguel de espaço — eram assuntos que Seon-woo não dominava, então não tinha nada a dizer. Apoiando o queixo na mão, ficou observando Lee-won conduzir a reunião lá na frente.
Sempre achava curioso ver Lee-won, que ao contrário dele não tinha grande apreço por esqui, se empenhar tanto assim no Shpur. É claro que ele sabia o motivo. Era para ficar bem visto pelo avô.
O presidente Choi Jeong-cheol tinha sido um dos membros fundadores do Shpur e, mesmo já envelhecido, mantinha um profundo apreço pelo esqui. O enorme patrocínio que entrava no Shpur também vinha da influência do presidente Choi, e quem tinha reconhecido cedo o talento de Seon-woo e o patrocinado para que pudesse competir também tinha sido ele.
Sendo assim, era natural que ele visse com bons olhos o neto que gostava de esqui e assumia a presidência do clube que era praticamente o seu legado. E era exatamente isso que Choi Lee-won visava.
Por causa disso, até Seon-woo tinha entrado no Shpur desde calouro e vinha emprestando ao clube o título de ex-atleta. Como Lee-won tinha virado presidente, não era preciso perguntar para saber o quanto ele ia querer que esse acampamento saísse perfeito. A ambição de Lee-won também era uma das partes que ele amava, mas teve o pressentimento de que, ao contrário das outras vezes, esse inverno seria bem cansativo.
— …Certo, a recepção dos calouros é quarta-feira, então acho que basta o Jin-hyeong mandar o valor do aluguel até amanhã. E o acampamento, como está?
— Estou em contato com o resort. Mas a secretaria acadêmica perguntou se dá para fazer a última semana integrada com a matéria eletiva de novo, o que a gente faz? Na pesquisa de demanda deu trezentas pessoas.
— Se na demanda deu isso, vai passar de cem, né?
— Ah… Que saco. Vão fazer a gente virar staff de novo. O pessoal que vem pela eletiva vem só para passear e não dá a mínima para o que a gente fala.
— Em compensação a verba fica gorda. O jantar sobe de miojo de pote para kimchi-jjigae. Ji-hyeon, você aguenta abrir mão disso?
— Kimchi-jjigae é golpe baixo. Trabalharei duro como staff, sim senhor.
— Dessa vez eu queria mudar para o Mighty Town… Mas com esse número de gente vamos ter que ir pra Inun mesmo.
— Para dividir levando em conta casta e sexo, a gente precisa preparar 1,5 vez o número de quartos em relação às pessoas. E ainda vão mandar a gente fazer a distribuição.
— Vou ter que pensar melhor sobre a eletiva.
Com a reunião se estendendo, quem tinha aula foi saindo antes. Seon-woo, que tinha aula ao meio-dia, também se levantou um pouco mais cedo. O olhar de repreensão de Lee-won, que sabia muito bem o horário dele, o seguiu, mas apenas deu de ombros e saiu da sala do clube.
Depois de largar a mochila na sala de aula, Seon-woo foi direto para a área de fumantes. Estava acendendo o cigarro quando desviou o olhar de relance para a conversa animada de duas garotas que entraram atrás dele.
— Você viu aquele cara agora há pouco?
— Claro que vi! De tanto olhar de canto de olho, quase fiquei vesga.
— Eu babei tanto que molhei a calça e a blusa toda. Sério, ele é gato pra caralho. Mais bonito que o Gye Su-hyeon, do curso de atuação.
— Será que é calouro de atuação? O que ele veio fazer aqui? Parecia estar esperando alguém.
Gye Su-hyeon era famoso a ponto de até Seon-woo conhecer. Ex-ator mirim que, já no primeiro ano da faculdade, tinha atuado como coadjuvante num filme com dez milhões de espectadores. Um homem que, por consenso de todos, era chamado de cartão de visitas da Universidade Hanguk.
Dizer que alguém era mais bonito do que ele despertou curiosidade, mas a vibração no bolso o impediu de seguir com o pensamento. Seon-woo pegou o celular e atendeu.
— Alô, hyung.
— Não vai poder vir dessa vez? Sério? Seon-woo, você sabe quanta gente está te esperando?
— É que nesta temporada eu vou para o acampamento do clube. Acho que eu já tinha falado da última vez que a gente se despediu.
— Haa… é mesmo. Aquele clube. Eu não sabia que você ia fazer isso de verdade.
Dong-jin arrastou o fim da frase, como se não acreditasse que Seon-woo, que só dava aula a herdeiros de conglomerados e cobrava valores altos por hora, fosse a um acampamento de esqui que era praticamente trabalho voluntário. Seon-woo também concordava que era uma perda de tempo que jamais faria se não fosse por Lee-won, mas, como a escolha idiota tinha sido dele mesmo, ficou de boca fechada.
— …Não sobra nenhum tempinho? Não vai ser a temporada inteira, né.
— Não vai.
— Vai pra onde? Não me diga que é Gyeonggi.
— Acho que vamos pra Inun.
— Se é Inun, nem é tão longe do Mighty. Vem trabalhar só nos fins de semana. Eu vou te buscar.
Mesmo não sendo longe, era uma distância de mais de trinta minutos só de ida. E, pela própria natureza das estações de esqui, com nevascas as estradas ficavam bloqueadas de vez em quando. Franzindo o cenho, Seon-woo pensou um pouco e respondeu com um suspiro:
— Não posso garantir. Dessa vez eu realmente não consigo escapar. Talvez só em fevereiro.
— Fevereiro?! Ei! Aí a neve já derreteu, não sobra nada! A gente está em aquecimento global, seu moleque.
Achando ele mesmo que tinha exagerado, Seon-woo deu uma risadinha. Do outro lado da linha, Dong-jin riu junto e disse:
— Enfim. Pensa no assunto. De preferência pro lado bom, hein? Eu vou te ligar sem parar até a temporada começar. Tá?
— Tá bom, hyung. Até mais.
Depois de desligar, Seon-woo apagou o cigarro que ainda restava e sacudiu o corpo. Comprar uma bebida na máquina e ir pra sala de aula cairia bem.
Enquanto caminhava sem pressa em direção ao prédio, Seon-woo viu um homem alto parado na entrada. Assim que o viu, soube que era ele o dono do “gato pra caralho” que as garotas tinham mencionado.
Da altura imponente ao nariz reto e alto, do maxilar firme aos olhos de traço fundo e marcado. De fato, era bonito a ponto de ser difícil esquecer depois de ver uma vez.
Mas, mais do que bonito… ele não puxava mais pro lindo?
Enquanto se dirigia à entrada, ponderando bobagens como beber Pocari ou Coca, Seon-woo se aproximou do homem e fez uma careta com o feromônio de alfa que veio num golpe.
Ah, que falta de educação…
Quando ia entrar às pressas, seu pulso foi agarrado e ele foi obrigado a parar. Virando-se, intrigado, Seon-woo olhou uma vez para o próprio pulso preso naquela mão enorme e duas vezes para o dono da mão. Já não gostava de ter que olhar para cima para alguém, e não tinha motivo nenhum para ser gentil com um alfa incapaz de conter o próprio feromônio em local público, então as palavras saíram atravessadas.
— O que foi?
— …Você está passando bem?
Diante da pergunta sem pé nem cabeça, Seon-woo piscou algumas vezes e disse, apontando para si mesmo:
— Está falando comigo? A gente se conhece, por acaso?
O cenho bem desenhado do homem se franziu. Uma expressão de quem não gostou de alguma coisa. A situação não era estranha para Seon-woo, que rapidamente segurou o braço dele e entrou no prédio. Lá fora havia olhos demais. Por sorte, o homem não resistiu e se deixou levar.
Depois de entrar numa sala de aula vazia e fechar a porta, Seon-woo suspirou baixinho e passou a mão pelo cabelo, jogando-o para trás.
— Ou seja, a gente já se encontrou antes, né. Desculpa. Não lembro direito, foi no Liberty?
Ao ver o homem assentir, Seon-woo, fingindo calma a duras penas, vasculhou depressa a memória. Não era a primeira vez que alguém que ele conhecera no Liberty aparecia na faculdade. Mas o que tornava essa situação especialmente constrangedora era o fato de o outro ser um alfa.
Como o silêncio se prolongava, o homem soltou mais uma frase de repente.
— …E ainda pegou o meu número.
— Número?
Diante daquilo, uma lembrança lhe passou pela cabeça e Seon-woo pegou o celular e desceu a lista de chamadas. O número desconhecido registrado na madrugada de sábado. Só então as memórias embaçadas começaram a brotar.
— Você tem isqueiro, por acaso?
— Veio até aqui para beber?
— Então, ótimo. Quer entrar comigo? Eu pago a bebida.
— …Se for daqui a uma hora, consigo terminar e voltar.
Você é louco, Nam Seon-woo.
⌀ ⌀ ⌀ Nota: Kimchi-jjigae ou ensopado de kimchi é um jjigae, ou prato coreano semelhante a um ensopado, feito com kimchi e outros ingredientes, como carne de porco, cebolinha, cebola e tofu em cubos.⌀ ⌀ ⌀
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↫⋆。゚❅✶ Continua….
✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna, Flower&Yuki