₊°。❆ Capítulo 02 ⋆⁺₊❅
⚠️ Aviso: Todos os fatos, personagens e situações retratados nesta obra são inteiramente fictícios. Não contendo nenhuma relação com a realidade.⚠️
₊°。❆ Capítulo 02 ⋆⁺₊❅.
Choi Lee-won era do tipo que nunca ficava sem namorar. Um alfa dominante de aparência e família de primeira linha, e ainda com boa personalidade, então as pessoas se aproximavam dele mesmo que ele não fizesse nada.
Desde o ensino médio, Choi Lee-won vivia repetindo, feito bordão, que ia se casar assim que se formasse na faculdade com um ômega dominante que estivesse à altura dele. Seon-woo, que era amigo de Lee-won desde antes de entrarem na escola primária, já tinha visto namorados dele em número que passava bem das duas mãos, então não se espantava mais ao ver os parceiros mudarem a cada ano. Mesmo que Seon-woo fosse apaixonado por Lee-won desde os tempos de ensino médio.
É claro que, bem de vez em quando, quando Lee-won apresentava como namorado alguém que estava à altura dele ou que era um ômega dominante, Seon-woo ficava angustiado e passava um tempo sem conseguir dormir. Se até então ninguém tinha satisfeito os dois critérios, era porque a família de Choi Lee-won era o Grupo Myeonghyeon, um dos maiores conglomerados do país. E, no entanto…
Seon-woo virou de uma vez a dose que estava à sua frente e se levantou.
— Noona, vou ali fumar um cigarro. Já volto, então serve mais uma.
— Você já bebeu bastante, vai ficar bem?
Ele acenou com a mão dizendo que estava tudo bem, mas tudo girava diante dos seus olhos. Pelo fato de não lembrar quanto tempo fazia que tinha chegado ao bar nem o quanto tinha bebido, parecia que tinha bebido bastante mesmo. Esfregou o rosto com força, mas nem por isso a bebedeira passou.
Seon-woo entrou no beco, sentou-se na beirada do parapeito e tirou um cigarro para levar aos lábios. Com o cigarro preso na ponta da boca, revirou os bolsos, mas não havia isqueiro.
— Ah, merda… que saco.
Estava ali sentado, aéreo, só com a pontinha do cigarro presa entre os lábios, quando alguém saiu pela porta de emergência ao lado. Seon-woo lançou um olhar de relance para as costas do sujeito, que se afastou um passo e ficou de pé ali atendendo uma ligação, esperou a chamada terminar e perguntou:
— Você tem isqueiro, por acaso?
O homem, que ia voltar pela porta de onde tinha saído, estancou.
— …Tenho.
— Me empresta.
O homem revirou o bolso sem responder. Ao ver a carteirinha de estudante que veio espetada junto com o isqueiro, as sobrancelhas de Seon-woo se ergueram.
— Estudante da Hanguk?
— Sim.
— Eu também. De qual curso você é?
Ao erguer a cabeça com a pergunta, Seon-woo encarou pela primeira vez o rosto do homem parado à sua frente. O cigarro despencou dos lábios que se entreabriram sem que ele percebesse. O homem à sua frente esticou a mão por instinto e aparou o cigarro.
Sem nem notar que o cigarro tinha caído, Seon-woo murmurou, aéreo:
— Uau. Que lindo.
— O que você disse?
O cabelo claro de aspecto macio e os cílios densos que tremulavam, os lábios cheinhos e bonitos e os olhos um pouco arregalados: tudo era exatamente o tipo dele. Não, na verdade, era um rosto em que seria mais difícil encontrar alguém que não o achasse do seu tipo.
Na frente de um bar aonde as pessoas iam justamente com esse tipo de intenção, e ainda por cima bêbado, Seon-woo não tinha o menor motivo para hesitar.
— Quantos anos você tem?
— …
— Quer que eu adivinhe? Vinte e quatro? Vinte e três? Não me diga que é mais velho que isso.
— …Vinte e um.
— Ah, é mais novo do que eu pensava. Eu tenho vinte e quatro. Posso deixar a formalidade de lado?
O homem assentiu. Sem conseguir tirar os olhos daquele rosto, Seon-woo murmurou:
— Por maior que a nossa faculdade seja enorme, não tem como eu não conhecer um rosto desses.
Era uma frase que ele costumava soltar por educação, mas dessa vez era sincera. Como é que nunca o tinha visto? Com um rosto desses, era de esperar que houvesse boatos. Deixando de lado o interesse sexual, a curiosidade pura falou mais alto.
— De qual curso você é? Eu sou de administração.
— …
— Parece que não quer me contar. Veio até aqui para beber?
Quando ele perguntou, olhando para a porta pela qual o outro tinha saído, o rapaz, que até então mantinha a boca bem fechada, respondeu com algo fora de contexto.
— …Por que voltou a falar formalmente…
— Hm? Formalmente? Ah… é que você não respondeu, achei que não tinha gostado.
Diante disso, o homem balançou a cabeça, mexendo no cigarro que segurava. Vendo que de novo manteve a boca fechada, Seon-woo pensou que ele devia ser bem tímido com estranhos.
— Então, ótimo. Quer entrar comigo? Eu pago a bebida.
— Tenho um compromisso, preciso voltar.
Diante da resposta que já esperava, Seon-woo abriu um sorriso frouxo.
— Para ser sincero, eu já sabia que ia levar um fora, mas que pena.
— …Se for daqui a uma hora, consigo terminar e voltar.
— Isso é um sim? Então eu espero?
— Uma hora.
Ele assentiu com a cabeça e saiu correndo às pressas. Com uma pontinha de frustração à toa, Seon-woo passou a língua nos lábios secos. Olhando a porta de emergência se fechar com um estrondo, esfregou os olhos embaçados.
Era um rosto tão lindo, e mesmo assim já estava se desfazendo e sumindo da sua cabeça; devia estar bem bêbado.
— Ah, nem perguntei o nome dele.
De tanto forçar o cérebro para parecer sóbrio diante de um garoto lindo, o cansaço veio de uma vez, atrasado. Foi tirar outro cigarro e, ao perceber que no fim não tinha conseguido o isqueiro emprestado, guardou de volta no bolso.
Quando voltou e se sentou, com passos que ainda carregavam certa frustração, a bartender se aproximou de olhos arregalados.
— Ué? Voltou. Disseram que você estava lá fora conversando com uma beldade, achei que não fosse voltar.
— Levei um fora. Saiu correndo feito quem tem hora para chegar em casa.
— Sério? Como assim, ele também era alfa?
Como era raro Seon-woo ser rejeitado, a bartender perguntou, curiosa, ao ouvir que ele tinha voltado engolindo aquele fracasso.
Seon-woo franziu o cenho e tentou puxar pela memória. Alfa…? Qual era a casta dele, mesmo? Torceu o nariz, mas era impossível que ainda restasse o cheiro de um homem que já tinha ido embora.
— Não lembro direito. Não senti cheiro… nem nada do tipo. Será que era beta?
— Ahahaha, Seon-woo, você tá bêbado demais mesmo.
Emborcou a bebida, já morna de tanto tempo servida. Fez uma careta com o gosto, que pareceu especialmente mais amargo. Quando empurrou o copo vazio para a frente, a bartender, que tinha se ausentado por um instante, inclinou a cabeça e perguntou baixinho:
— Se vai continuar bebendo, em vez de beber sozinho feito um coitado, que tal beber acompanhado?
— Já falei que levei um fora.
— Não é com ele.
A bartender estendeu discretamente um guardanapo com um número escrito. Um feromônio sedutor vinha impregnado ali, forte. Seon-woo virou a cabeça seguindo o olhar dela e um homem lhe fez um sinal com os olhos.
A aparência era do seu tipo e a impressão era boa, mas… Por algum motivo não deu vontade, e ele balançou a cabeça.
— Não. Hoje eu quero beber com você, noona. Eu pago, bebe também.
— Por mim, ótimo, mas o que deu no Nam Seon-woo? Fazia tempo, achei que você fosse sair com ele na hora.
— Não é nada. Só isso.
Seon-woo esvaziou o copo de um gole e murmurou:
— Hoje deve ser dia de querer ficar bêbado.
No fim, o que encheu sua cabeça foi a sombra de Choi Lee-won.
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Seon-woo acordou na cama soltando um gemido. Pela luz do sol que batia até mais da metade do colchão, já devia estar tarde, e muito.
— …Que horas são?
A voz saiu horrivelmente rouca. Sem nem abrir os olhos, tateou ao lado procurando o celular. Devia ter descarregado, porque estava desligado. Enfiou a cabeça no edredom e se esforçou para lembrar do dia anterior.
Lembrava até a parte em que esvaziou uma garrafa com a Se-jin noona e abriu outra, mas dali em diante era um breu. Não lembrava nem como tinha voltado para casa. Pelo fato de estar deitado sozinho na cama larga, parecia que tinha chegado comportado.
Depois de enrolar um bom tempo, levantou-se. Jogou de qualquer jeito no cesto as roupas que tinha tirado à esmo, lavou o rosto, bebeu água e, quando voltou, o celular já estava ligado. Por hábito, entrou no aplicativo de mensagens e no registro de chamadas para conferir se não tinha feito nenhuma besteira durante a noite, e havia um número não salvo.
Será que é aquele ômega de ontem? Seon-woo ergueu as sobrancelhas e tentou lembrar, mas então viu, logo acima, o registro de uma ligação com Choi Lee-won e, assustado, ajeitou o celular na mão. Uma chamada de cerca de dois minutos, feita de madrugada. O coração despencou.
Droga, será que foi o Choi Lee-won que me levou para casa? Espero não ter falado nenhuma besteira.
Seon-woo ligou imediatamente para Choi Lee-won. Torcendo para que não tivesse acontecido nada, ficou beliscando o lençol, ansioso. Depois de um toque que pareceu longuíssimo, a chamada foi atendida.
— Alô. Choi Lee-won?
— Nam Seon-woo. Haaa… Quanto você bebeu, hein? De madrugada eu quase fui atrás de você de tanta preocupação.
— …Por acaso eu não falei nada estranho ontem, né?
— Que falar o quê, você ligou e não disse uma palavra, só deixou os outros preocupados.
Ao ouvir a bronca cheia de preocupação, a tensão se soltou de uma vez. A resposta de Lee-won trouxe alívio e, junto, amargura.
Estava tão bêbado e nem assim conseguiu usar o álcool de desculpa para pedir que ele viesse te buscar? Idiota.
— …É, tudo bem. Desculpa. Hm? Não. Deixa para lá, a gente se vê segunda.
Soltando um suspiro que o outro não pudesse ouvir, Seon-woo enrolou uma resposta qualquer para a pergunta de onde e quanto tinha bebido e desligou. Com a tensão desfeita, deitou-se na cama.
— Vou ter que parar de beber.
Murmurou uma frase que não continha 1 g de sinceridade e fechou os olhos. O número desconhecido tinha sumido da sua cabeça havia muito tempo.
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↫⋆。゚❅✶ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Flower&Yuki