Alphega — Extra 28
CAPÍTULO 148
História Paralela 28
O pau de Kwon Haeil se contraiu com força dentro da parte mais profunda de Kanghyeon.
— Aah… aaah…! Aaagh…!
Um grito rachado escapou da garganta de Kanghyeon. A pressão repentina parecia esticar suas paredes internas além do limite, prontas para se rasgar em todas as direções.
— Haaah! Aah, ah…!
Lágrimas escorriam por seu rosto. Seu corpo, dominado pelo prazer até momentos antes, tremia lutando para processar o choque da dor.
Mas o prazer acumulado não se apagava. Em meio a ondas de prazer e dor, seu pau trêmulo vazava líquido transparente, impotente.
Baek Kanghyeon não tinha o corpo flexível de Ômega feito para receber um nó. Seu corpo era feito para afundar em outros, não para receber. Estar do lado que recebia só fazia parecer que seu corpo inteiro estava se despedaçando.
Ele arranhou o ar vazio. O instinto lhe dizia para expulsar o intruso de seu corpo.
Mas Haeil segurou aquelas mãos e as apertou com força. Depositou beijos ao longo de cada nó dos dedos trêmulos, depois esfregou a bochecha na palma de Kanghyeon.
— Me dá o nosso bebê, Kanghyeon hyung….
Os instintos de Kwon Haeil queriam o filho de Baek Kanghyeon. Jatos espessos continuavam saindo de seu pau inchado, enchendo a barriga de Kanghyeon sem sinal de parar.
Kanghyeon sentia o estômago doer e esquentar por dentro, mas encontrou os olhos desfocados de Haeil sem vacilar. Os dois não passavam de feras sem razão alguma, mas algo espesso e não dito se entrelaçava em seus olhares.
Kanghyeon poderia afastá-lo se quisesse. Sendo ele próprio um predador do topo, tinha inúmeras maneiras de escapar do Alfa que o prendia.
Mas, em vez de rejeitá-lo, os instintos de Kanghyeon apertaram a mão de Haeil, como se lhe dissessem para não soltar.
Haeil sorriu como uma criança. Ofegante e mal conseguindo respirar, ainda assim achava Kanghyeon lindo e o cobria de beijos onde quer que seus lábios alcançassem.
Isso sempre acontecia durante os cios deles. Era natural, quase inevitável.
A luz vermelha que escapava pelas cortinas foi lentamente se transformando num suave banho de luar.
***
As férias que pareciam intermináveis finalmente chegaram ao fim.
Ainda tinham alguns dias para descansar depois de voltar à Coreia, mas a estadia tranquila nas Maldivas terminava hoje.
Saindo da suíte e descendo para o luxuoso saguão, Kanghyeon olhou em direção à recepção. Os funcionários que encontraram seu olhar o cumprimentaram educadamente.
Haeil voltou depois de entregar a bagagem à equipe de segurança e parou ao lado dele.
— Lee Joohoon-ssi não vem, pelo jeito.
Diante do murmúrio baixo de Kanghyeon, Haeil deu de ombros de leve.
— Ele provavelmente está com vergonha. É um cara grande, mas é tímido pra caramba. Quando fica sem graça, se esconde para sempre.
Era verdade. Depois que esclareceram o mal-entendido, Lee Joohoon não apareceu uma única vez. Em vez disso, providenciou vários confortos e acomodações ao longo da estadia deles. Kanghyeon apreciara tanto o gesto que esperava encontrá-lo de novo.
Haeil notou a expressão desapontada no rosto de Kanghyeon e franziu a testa.
— Que cara é essa? Vocês dois ficaram próximos?
— Foi a primeira vez que conheci um amigo seu, Kwon Haeil-ssi. Queria conversar um pouco mais…….
Em vez de guardar rancor de alguém que o entendeu mal e até o encurralou, ele se sentia mais próximo dele.
Haeil soltou uma risada incrédula, como se olhasse para um santo vivo.
— Uau…. Você é bonzinho demais.
— Eu?
— Quem mais seria? Eu?
Estalando a língua, Haeil passou um braço pelos ombros dele.
— Já que Baek Kanghyeon-ssi está tão curioso sobre os meus amigos, vou marcar algo logo. Vou chamar o Lee Joohoon e aquele cachorro louco que anda atrás dele.
— Cachorro louco?
— É, tem um.
Um Alfa lunático que nunca ousava latir para o próprio dono, mas saía por aí causando estragos para todos os outros.
Haeil estremeceu brevemente ao se lembrar do Alfa que aparecera quatro anos atrás pelas costas de Lee Joohoon e fizera um escândalo.
Afastou a lembrança e deu um passo para trás para observar Kanghyeon.
— Aliás, Baek Kanghyeon-ssi. Você veio vestido assim?
— Sim. Está estranho?
Kanghyeon olhou para si mesmo. Só a camiseta tinha mudado. Todo o resto era igual a quando ele saíra da Coreia. Os óculos estavam simplesmente pendurados no bolso do peito do paletó.
— De jeito nenhum! Está adorável e superelegante. Vamos tirar umas fotos.
Haeil fez um joinha com um sorriso largo e pegou o celular.
Durante todas as férias, ele tirara tantas fotos com aquele celular que a galeria, antes espaçosa, começava a pedir socorro.
— Você já tirou bastante.
— Mas não pegamos seu look de aeroporto.
Kwon Haeil sempre tirava uma foto toda vez que Baek Kanghyeon trocava de roupa, então aquilo dificilmente era surpresa.
De óculos, Kanghyeon deu um sorriso suave para a câmera, sem fazer pose. Só isso já parecia digno de ser registrado, porque o obturador disparou sem parar.
Cliquecliquecliqueclique!
— Puta merda! Vinte anos. Você parece ter saído direto dos seus vinte anos.
Kanghyeon soltou uma risada curta e tirou os óculos. Haeil imediatamente declarou que até aquilo era elegante e lindo, enchendo o ambiente com o som rápido do obturador de novo.
Kanghyeon colocou os óculos no próprio Haeil e pegou o celular dele.
Só um par de óculos suavizava o rosto chamativo e marcante de Haeil, transformando-o em algo inesperadamente intelectual.
Usando o celular de Haeil, Kanghyeon começou a tirar fotos com precisão cuidadosa. Como Haeil mudava ousadamente de pose o tempo todo, pequenas risadas escapavam dele aqui e ali.
— Acho que os óculos combinam mais com você, Kwon Haeil-ssi.
Só de receber um pequeno elogio, Haeil instantaneamente se encheu de orgulho. Seus olhos brilhavam tanto que era quase avassalador. Ele até ergueu o queixo e formou com as mãos uma pose de flor orgulhosa embaixo dele.
— Sério? Estou bonito?
— Sim. Você está muito bonito.
Ouvir um “bonito” imediato apesar da pose ridícula fez Haeil estremecer. Então ele cantarolou, intrigado.
— Hmm, deve ser porque é a nossa lua de mel. Baek Kanghyeon-ssi está especialmente sincero.
Kanghyeon decidiu não negar.
Depois de garantir um punhado de boas fotos de Haeil, começou a rolar a galeria quando seu dedo parou.
Era uma foto do cruzeiro do pôr do sol, tirada com o céu brilhante atrás deles. Banhados pela suave luz vermelha, pareciam mais felizes do que qualquer um no mundo.
— Eu adoraria vir de férias assim de novo.
— Parece ótimo. Desta vez não deu porque era a nossa lua de mel, mas da próxima vamos trazer o Haekang também.
Pensar no filho deles, Baek Haekang, correndo e rindo na praia das Maldivas trouxe naturalmente um sorriso ao seu rosto.
— E o irmãozinho dele também.
Haeil acrescentou as palavras com uma expressão confiante.
— Estou com um bom pressentimento desta vez.
— O quê?
— Porque eu gozei uma quantidade ridícula dentro de você, Baek Kanghyeon-ssi……! Ai!
Ele nem terminou a frase antes que um beliscão forte na lateral o interrompesse.
Kanghyeon o fuzilou com o olhar, como se nunca tivesse sorrido, e seguiu em frente a passos largos. Haeil correu atrás dele.
— Me espera, Baek Kanghyeon-ssi!
Ele correu como um filhote leal perseguindo o dono e rapidamente segurou a mão de Kanghyeon.
A princípio a segurou de leve, depois entrelaçou os dedos naturalmente. Kanghyeon curvou os próprios dedos sem hesitar e apertou como se fosse a coisa mais familiar do mundo.
Enquanto davam alguns passos lado a lado, Kanghyeon de repente parou e colocou a mão sobre o baixo-ventre. Não doía, mas algo ali parecia estranhamente perceptível.
Quando se concentrou, sentiu um leve calor lá no fundo.
‘Talvez seja só impressão minha?’
— O que foi? Está passando mal? Está com o estômago ruim? Vamos para o hospital?
A expressão intrigada dele fez Haeil perguntar com preocupação imediata.
Seria a comida local? O clima? O ar?
Baek Kanghyeon era um Alfa forte, então nada disso deveria afetá-lo, mas Kwon Haeil sempre o tratava como uma delicada obra de arte em vidro. Até o menor sinal de desconforto o fazia entrar em pânico e tentar chamar uma ambulância.
— Não, é só que…….
Kanghyeon o impediu antes que ele pegasse o celular e deu um sorriso constrangido.
— Como você disse, Kwon Haeil-ssi, eu também só estou com um bom pressentimento.
O calor persistente no baixo-ventre parecia estranhamente agradável, quase esperançoso.
Kanghyeon desejou em silêncio que a intuição dele e a de Haeil se provassem certas.
Dois meses depois.
— Parabéns. O senhor está grávido de 9 semanas.
A notícia de que Baek Kanghyeon esperava o segundo filho deles se espalhou rapidamente.
Era um bebê da lua de mel.
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Fim das Histórias Paralelas ✧・゚
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna