Alphega — Extra 27
CAPÍTULO 147
História Paralela 27
‘É melhor fazer ele gozar uma vez assim antes de começar.’
Sempre que o cio começava, Haeil tinha o hábito de fazer Kanghyeon gozar rapidamente uma vez. Isso desacelerava o calor crescente o suficiente para atrasar o momento em que Kanghyeon perdia a razão.
‘Não que faça muita diferença.’
Dez, talvez vinte minutos no máximo.
Mas, durante esse tempo, Haeil podia ver Baek Kanghyeon em seu estado mais suave e maleável, completamente dominado pelo calor.
Ele tirou completamente a calça e a cueca úmida de Kanghyeon. O pau dele, escorregadio do gozo morno, estava duro e inquieto. Só a visão já fez Haeil engolir em seco, mas ele não atacou imediatamente.
Arrancou a própria calça às pressas, depois ergueu as pernas de Kanghyeon e se acomodou entre elas. Seus dedos roçaram a entrada firmemente fechada.
— Hngh…!
Ainda se contraindo com os tremores do clímax, a borda vibrou e engoliu um dedo quase sem resistência. Kanghyeon devia ter se preparado um pouco no banho.
‘Eu disse para ele não fazer isso sozinho. Ele nunca escuta.’
Era dever e privilégio de Kwon Haeil, como marido, cuidar disso com minúcia.
Fazendo bico com o pensamento, Haeil explorou lá dentro com cuidado. Sabia exatamente onde ficava a próstata e poderia tê-la pressionado na hora, mas deliberadamente a contornou, provocando as paredes internas quentes. O modo como elas se agarravam aos seus dedos era quente e inebriante.
Ele lambeu os lábios de leve, reprimindo a vontade de meter de uma vez. A essa altura, sua própria língua e lábios tinham esquentado para combinar com a temperatura do corpo de Kanghyeon.
Então se lembrou da conversa que tiveram alguns dias antes, e seus olhos se estreitaram com travessura.
— Baek Kanghyeon-ssi, tem uma coisa que eu quero ouvir você me chamar.
— Mm…. O que… é…?
Lutando para se agarrar a uma mente que oscilava, Kanghyeon respondeu fraco. O sussurro infantil de Haeil chegou aos seus ouvidos.
— Você pode me chamar de hyung só uma vez?
Kanghyeon ergueu a cabeça, assustado, e olhou para baixo. Seu olhar encontrou diretamente os olhos brilhantes de Haeil.
— Você quer… que eu te chame… de hyung…?
Kanghyeon era um ano mais velho. Era ele quem deveria ser chamado assim, nunca o contrário.
Mas, aparentemente, Haeil queria ouvir isso dele.
— É. Não posso?
Em raras ocasiões, Kanghyeon o chamava de algo diferente de Kwon Haeil-ssi.
Meu marido, meu parceiro, meu companheiro, meu amado, pai do Haekang.
Cada um o emocionava à sua maneira, mas “hyung” nunca estava entre eles.
— Você sempre diz que gosta mais do meu nome, mas é quando eu te chamo de hyung durante o sexo que você reage melhor, né? Fiquei curioso para saber como é ouvir isso eu mesmo.
Ele sorriu largamente.
— Tenta dizer Haeil hyung.
— Agora…?
— É. Agora.
Vendo-o assentir ansioso, Kanghyeon hesitou.
Normalmente, ele teria franzido a testa e recusado na hora, mas o cio mudava tudo. Seu desejo crescia, e os dedos dentro dele o provocavam em todo lugar, menos onde ele queria.
Haeil encarava com intensidade a expressão perturbada de Kanghyeon.
‘Estou curioso. Como é quando Baek Kanghyeon-ssi me chama de hyung.’
A única chance de ouvir aquilo era agora, enquanto a razão de Kanghyeon pendia por um fio. Quando o calor o dominasse por completo, a conversa se tornaria quase impossível.
No fim, tímido e atrapalhado, Kanghyeon entreabriu os lábios.
— Haeil… hyung…?
E a boca de Haeil se abriu. Seu pau, tão duro quanto o de Kanghyeon, se contraiu violentamente e bateu contra o próprio baixo-ventre.
— Haa, Baek Kanghyeon-ssi….
Ele disse o nome dele num tom trêmulo, engolindo um palavrão. Ao mesmo tempo, o dedo dentro de Kanghyeon finalmente pressionou o ponto que vinha evitando.
— Nggh… ahh!
As costas de Kanghyeon se arquearam bruscamente, as pernas abertas se tensionando com força. Haeil pressionou a barriga que se contorcia e golpeou o mesmo ponto de novo e de novo.
— Eu quase meti sem preparar agora há pouco, sabia? Você é perigoso, sério.
O rosto de Kwon Haeil estava corado enquanto ele trabalhava no interior de Baek Kanghyeon sem restrição. Embora seu próprio cio ainda estivesse a horas de distância, seus olhos já pareciam meio enlouquecidos.
— Eu… fiz o que você pediu……! Haah…!
— Seja só meu irmãozinho, Baek Kanghyeon-ssi, tá? Ouvir você me chamar de hyung foi insano pra caralho.
Ele xingou sem pensar, levado por um calor intenso o bastante para derreter seu cérebro.
Mordeu com força a coxa trêmula de Kanghyeon. A dor subiu com um estalo de prazer, e as paredes internas de Kanghyeon se contraíram com uma força alarmante.
Foi o momento em que o último foco desapareceu dos olhos de Kanghyeon.
— Aaah…
O gemido que ele mal vinha segurando escapou. Haeil estalou a língua e acrescentou outro dedo, abrindo-o rapidamente.
Ele ofegava diante da visão do buraco guloso de Kanghyeon devorando seus dedos.
Quando a mente de Baek Kanghyeon escorregava, seu corpo perdia todos os filtros. Ele rebolava os quadris por conta própria, desesperado por mais, tentando devorar os dedos ainda mais fundo.
— Haa…. O cio é contagioso ou algo assim…?
O calor invadia a cabeça de Haeil como se ela derretesse. Um movimento errado e ele apagaria como se seu próprio Rut tivesse começado.
Mal se mantendo inteiro, ele tirou os dedos e imediatamente pressionou a ponta do pau contra a entrada trêmula de Kanghyeon. Se atrasasse um momento, o Baek Kanghyeon embriagado de luxúria o viraria e pegaria o que precisava por conta própria.
— Aa… ngh…!
Kanghyeon esfregava a bunda nos lençóis e tentou se sentar. Haeil acariciou seu pau para mantê-lo derretido e então meteu até o fim de uma só vez.
— Aaahh…
Um grito agudo escapou da boca de Kanghyeon. Seu pau deu um solavanco e liberou jatos finos de sêmen.
Seu corpo inteiro se contraiu e convulsionou, o tremor passando direto para o pau de Haeil enterrado lá dentro.
O Baek Kanghyeon guiado pelo instinto sempre reagia melhor à brutalidade.
Haeil parou, saboreando as paredes internas quentes pulsando ao redor de seu pau enterrado. Ele gostava de estímulos intensos tanto quanto.
— Haa…. Aguenta, Kwon Haeil…. Você tem que aguentar…….
Se gozasse ainda totalmente consciente, queimaria uma energia preciosa antes do cio de verdade. Precisava que Kanghyeon gozasse mais três ou quatro vezes para não perder a vantagem depois.
Houvera uma vez em que ele perdera a noção no meio do cio por ter gastado as forças cedo demais. Quando finalmente voltou a si, Baek Kanghyeon já tinha limpado tudo. Aquilo nunca mais poderia acontecer.
‘É uma questão de orgulho.’
Limpar tudo depois era, afinal, o nobre dever de quem fica por cima.
De olhos arregalados, Kwon Haeil meteu no buraco apertado que implorava por mais.
Ele não sabia quanto tempo tinha passado.
O pôr do sol carmesim vazava pelas finas cortinas duplas. No fim daquelas longas sombras, dois Alfas dominantes se entrelaçavam na cama larga como se estivessem fundidos num só.
— Ah… ngh…. Hnghh…!
Baek Kanghyeon estava de bruços, os braços abraçando um travesseiro, o rosto enterrado enquanto soltava sons abafados. Era mais próximo de soluços do que de gemidos.
Seus olhos desfocados transbordavam de lágrimas, assim como o calor que ardia nele.
Seu corpo continuava implorando por estímulo e, com um prazer mais intenso do que ele conseguia suportar desabando sobre ele, as lágrimas se acumulavam sozinhas.
— Haa… haa…
A respiração de Kwon Haeil era áspera e animalesca enquanto ele segurava Kanghyeon com força por trás e metia nele sem pausa. Estava totalmente no Rut agora, incapaz de parar de meter nem por um segundo.
Mesmo depois de Kanghyeon ter gozado de novo, Haeil continuou por um bom tempo antes de virá-lo bruscamente de costas. Um fio brilhante de gozo se esticava do pau de Kanghyeon até o lençol encharcado, alongando-se com o movimento.
Os olhos desfocados que o fitavam por entre os cílios molhados de lágrimas cintilavam de repente.
— Bebê…
Haeil murmurou a palavra.
— Bebê…. Me dá um bebê…
Era um sussurro cru, puro instinto Alfa.
E também era um desejo que os dois compartilhavam.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna