Alphega — Extra 25
CAPÍTULO 145
História Paralela 25
Haeil observou as costas dos três estrangeiros que se afastavam e então desviou o olhar para o lado. Dois homens, vestidos como turistas comuns, por acaso olhavam bem para ele.
Eram os seguranças discretamente designados para proteger Baek Kanghyeon.
Em vez de dar uma ordem verbal, Haeil lançou aos três estrangeiros um olhar significativo. Os seguranças, entendendo exatamente o que ele queria só com aquilo, assentiram e começaram a se mover.
‘Se eu deixar com eles, eles resolvem.’
Eram eles que estavam mirando Kanghyeon. Os seguranças provavelmente estavam de prontidão para intervir se necessário, então saberiam exatamente como lidar com os três estrangeiros.
Depois de confirmar que os seguranças estavam em movimento, Haeil se aproximou de Kanghyeon como se nada tivesse acontecido. Kanghyeon estava mandando uma mensagem para alguém no celular. Dando uma espiada, parecia que ele enviava fotos tiradas por ele mesmo para Baek Seongju. Entre elas havia uma selfie de Kanghyeon e Haeil, com a praia de fundo.
— Voltou?
Kanghyeon falou sem se virar. Ele estava tão familiarizado com os feromônios de Kwon Haeil que conseguia detectá-los por mais suprimidos que estivessem, então notava imediatamente mesmo quando Haeil se aproximava furtivamente assim.
— Por que você só comprou um coco?
— Para ter um beijo indireto.
— Você continua sem vergonha como sempre.
Kanghyeon riu ao pegar o coco e levar o canudo aos lábios. A água de coco percorreu o formato de coração curvado e matou sua sede.
— Está gostoso.
— Né? Totalmente diferente da água de coco que vendem na Coreia.
Haeil levou naturalmente a boca ao canudo que Kanghyeon usara e tomou um gole. A água de coco levemente morna girou doce em sua boca.
— Hmm?
Enquanto segurava o coco firme, Kanghyeon olhou atentamente para as marcas na superfície.
Não era uma marca qualquer. Era uma marca de unha, cravada tão fundo que a área ao redor estava levemente rachada. Um vestígio de alguém agarrando o coco como se tentasse esmagá-lo.
— Que marcas de unha são essas no coco…….
— Kh, cof!
Assustado, Haeil cobriu a boca e soltou uma tosse leve. Kanghyeon deu tapinhas em suas costas, mas manteve os olhos fixos nas marcas estranhas no coco.
Bem nessa hora, uma mensagem chegou no celular de Kanghyeon.
Parece que vocês dois estão se divertindo.
Mande mais fotos.
Era de Baek Seongju.
— Parece que ele gostou das fotos.
Já sem tossir, Haeil leu a mensagem por cima do ombro de Kanghyeon e sorriu. Rapidamente pegou o celular de novo e começou a tirar fotos de Kanghyeon como um possuído.
— Uau, marido de quem é esse, tão bonito e lindo?
— Marido de quem, de fato. É o marido de Kwon Haeil-ssi.
Kanghyeon deu um sorriso adorável, encostando-se em Haeil e apoiando a cabeça em seu ombro. A câmera do celular de Haeil capturou naturalmente os dois.
— Não tire fotos só de mim, vamos tirar algumas juntos. Você deveria postar nas suas redes sociais, Kwon Haeil-ssi.
— Tudo bem mesmo?
— Claro.
Kwon Haeil era uma figura bastante influente nas redes sociais.
Mas, desde o casamento, nunca postara uma única foto de Kanghyeon.
Sempre se preocupava que expor fotos pessoais do refinado e elegante presidente do Grupo Baekcheong pudesse causar problemas desnecessários. Quanto mais alto o status de uma pessoa, mais ela se beneficiava de manter o lado privado escondido.
Mesmo assim, Kanghyeon queria tirar fotos juntos e postá-las sem hesitação.
— Passar por esse incidente me fez perceber que eu definitivamente tenho sido negligente com você, Kwon Haeil-ssi.
O braço de Kanghyeon envolveu a cintura de Haeil. Era um hábito que Haeil tinha com frequência em relação a Kanghyeon.
— De agora em diante, vou garantir que ninguém possa jamais duvidar do que somos um para o outro.
Com o afeto ousado de Kanghyeon, os olhos de Haeil cintilaram como grãos de areia na praia.
Clique…
Com o mar cintilante atrás deles, a câmera capturou um quadro cheio de ternura entre os dois.
Clique, clique, clique, clique!
O problema era que o dedo de Kwon Haeil apertando o botão do obturador não mostrava absolutamente nenhum sinal de parar.
***
Na tarde do segundo dia, depois de um almoço lento e relaxado, o tempo passou depressa.
Mergulho com snorkel em águas de recifes de coral.
Experimentar stand-up paddle e outros esportes aquáticos.
Fazer um passeio de barco para ver um grupo de golfinhos.
À noite, desfrutaram de um jantar romântico na areia branca e depois passaram a noite assistindo a uma apresentação musical de artistas locais.
Kwon Haeil não parava de reviver a imagem de Kanghyeon naquela roupa de mergulho inteiriça e justa, então passou o dia todo meio aéreo. Mesmo assim, ainda teve autocontrole suficiente para não prender Kanghyeon do nada nem arrastá-lo para um canto isolado.
Os dois, tendo concluído alegremente sua agitada agenda da tarde, puderam dormir confortavelmente naquela noite também.
No terceiro dia, passaram a tarde inteira explorando a vila local.
O tempo passou, e a noite chegou com uma brisa mais calma.
O cruzeiro do pôr do sol que levava Kanghyeon e Haeil se afastou lentamente do píer particular do resort.
Como esperado, o iate VIP que Lee Joohoon providenciara para eles estava entre os melhores até mesmo nas Maldivas.
As grades banhadas a ouro e o deck adornado com luzes de cristal brilhavam suavemente ao sol do fim de tarde. O som das ondulações batendo no casco lá embaixo chegava refrescante e nítido, quase como uma música tocando.
— O Lee Joohoon pretende nos mimar assim toda vez?
Haeil soltou uma risada curta ao olhar a mesa luxuosa no centro do deck.
Sobre o tampo de mármore importado havia talheres de prata, taças de cristal e um menu completo preparado pelo chef principal do hotel. Lagosta grelhada, risoto de trufa e champanhe com aroma de rosas vieram numa sequência perfeita.
Cada prato era o melhor, sem nada a desejar.
Quando terminaram o jantar satisfatório, o pôr do sol vermelho já tinha se apagado, e o céu noturno escuro se instalara.
No iate voltando em direção à costa, Kanghyeon se encostou na grade e olhou para cima. As estrelas que nunca apareciam com nitidez em Seul cintilavam ali a ponto de ofuscar.
— É como se alguém tivesse espalhado pó pelo céu inteiro.
Haeil se aproximou dele e compartilhou sua impressão sincera ao olhar para cima.
Haeil estendeu uma taça com um Negroni para Kanghyeon, que ria baixinho.
— Notei que montaram um bar de coquetéis self-service mais cedo.
Parecia que o iate de luxo, preparado só para os dois, também estava equipado com tais comodidades.
Na mão de Haeil havia um coquetel azul brilhante.
Uma Blue Margarita.
Era o coquetel favorito de Haeil, e um que se parecia com ele.
Os dois, encostados lado a lado na grade, bebericavam devagar seus respectivos coquetéis enquanto contemplavam o céu e o mar escurecendo. O som do motor do cruzeiro e das ondas quebrando parecia tornar o coquetel gelado ainda mais refrescante.
Kanghyeon sentiu um sorriso calmo se formar ao provar um sabor nitidamente diferente do Negroni que tomara no lounge bar. Afinal, sua preferência era Kwon Haeil.
Saboreando o Negroni que cobria sua boca agradavelmente, Kanghyeon falou.
— Isso me lembra o passado.
— O passado?
— Aquela noite no clube, quando nos encostamos na grade e nos apresentamos.
A lembrança era tão vívida que ele nem precisava buscá-la.
Foi a noite em que Baek Kanghyeon pôs os pés no Club WAVE pela primeira vez e conheceu Kwon Haeil.
E para Kwon Haeil…….
— Ah, a noite em que eu me apaixonei por Baek Kanghyeon-ssi?
A resposta casual dele fez Kanghyeon soltar uma risada suave.
— Então você se apaixonou mesmo por mim naquela hora?
— Claro.
Haeil mordeu a fatia de limão empoleirada na borda da taça e engoliu antes de acrescentar:
— Foi a primeira vez que a batida da música do clube pareceu mais baixa que o som do meu próprio coração.
— Foi a minha primeira vez também.
Kanghyeon se lembrou do momento em que trocaram nomes no Club WAVE. Pensar numa lembrança levava direto a todos os outros momentos deles, um após o outro.
— Fazer um amigo, dar um banho de feromônios em alguém, ter outra pessoa me aceitando completamente… foram todas primeiras vezes para mim.
Ele ergueu o olhar para Haeil.
— Inclusive estar aqui, neste lugar, com essa pessoa.
Kanghyeon, sorrindo radiante, ergueu sua taça de Negroni em direção a Haeil.
— Fico feliz por ter decidido ir ao clube naquela noite.
Haeil ergueu sua Blue Margarita e brindou de leve, sorrindo de volta.
— Fico feliz por ter salvado Baek Kanghyeon-ssi daquele Ômega também.
Haeil disse aquilo em tom de brincadeira e então virou de uma vez o resto do coquetel na taça.
Em meio ao aroma de limão do coquetel e à brisa do mar, um aroma doce e familiar se aproximou.
Leve, mas intenso, o aroma de romã ficava mais forte à medida que o tempo passava.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna