Alphega — Episódio 120
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# Epílogo
— Filho.
— Sim, pai.
— Na sua opinião, esse seu pai aqui é meio maluco?
— Quer que eu diga que não?
— …Não, deixa pra lá.
Kwon Haeil soltou um suspiro profundo diante do filho de cinco anos e enterrou a cabeça na mesa de jantar.
Baek Haegang, o filho bastante maduro e bem falante para seus cinco anos, hoje também ouvia calmamente os suspiros do pai Kwon Haeil. Sentado na diagonal, comendo com gosto a comida que Haeil havia preparado, sua mãozinha puxou tranquilamente, para perto de sua cabeça relativamente próxima, o prato.
Mesmo assim, parecia que Haegang queria expressar, no fundo, um pouco de descontentamento. Com o feromônio alfa que já dominava com bastante habilidade, tocou de leve em Haeil, como quem o achava incômodo. Mesmo sendo dominante e tendo um feromônio bastante forte, para Haeil ainda era, no máximo, algo cócegante.
Depois de mastigar bem e engolir a comida na boca, Haegang perguntou, sem sequer olhar para Haeil:
— Brigou com o pai de novo?
— Não briguei.
— Mas de manhã, quando o pai saiu, a cara dele não estava boa.
— Isso é…
Haeil, ainda com a cabeça enterrada, deixou a frase morrer.
Haegang o olhou de canto de olho e murmurou “quando enterra a cabeça na mesa, o pai não gosta”. Como se tivesse ouvido isso também com uma percepção incrível, Haeil ergueu a cabeça devagar.
O rosto de Haeil, ao erguer a cabeça, mostrava claramente uma expressão de constrangimento. Haegang, depois de mastigar mais uma colherada de arroz com destreza, disse, num tom de repreensão:
— Foi culpa do pai de novo, não foi?
— Sinceramente, nem sei mais.
Resmungando emburrado, Haeil soltou mais um suspiro, com o rosto sombrio.
— O que há de errado em pedir para ele descansar um pouco do trabalho, já que está grávido?
Justamente hoje, Kanghyeon havia saído para uma inspeção, mesmo estando grávido.
Haeil se lembrou do resort que Kanghyeon devia estar visitando naquele exato momento e fez uma cara de descontentamento.
O Baekcheong Grand Palace, um resort de estilo de vida moderno e avançado, construído dois anos atrás, tendo como centro o Club WAVE e o Hotel Baekcheong.
Este lugar era um novo conceito de resort que ia muito além de um simples local de descanso, incorporando um estilo moderno, luxuoso e tecnologia de ponta.
Enquanto resorts comuns costumavam se destacar por golfe, esqui ou descanso à beira-mar e em meio à vegetação, o Baekcheong Grand Palace, erguido bem no centro de Gangnam, com o Club WAVE à frente, apresentava sem parar diversos entretenimentos dinâmicos. Além disso, os quartos luxuosos, equipados com diversas tecnologias avançadas, também eram bastante comentados.
O fato de o Baekcheong Grand Palace ter se tornado, em pouco tempo, um marco da Coreia era, sem dúvida, algo que deixava Kwon Haeil satisfeito.
Afinal, o ponto de partida havia sido o seu próprio clube. E também era uma conquista clara realizada por Baek Kanghyeon.
Por isso sabia que Baek Kanghyeon dedicava atenção especial a esse projeto.
Mas, mesmo assim, trabalhar dessa forma, movimentando-se pessoalmente todos os dias durante a gravidez, era um problema.
— Já que eu também estou aqui, e o Hyung Seongju também está ajudando, dava para descansar mesmo assim.
Isso também era algo que o próprio Baek Seongju, já vice-presidente da Baekcheong, havia dito diretamente a Kanghyeon. Ainda assim, Kanghyeon insistia teimosamente.
Haegang, tendo raspado com a colherinha pequena até o último grão de arroz, inclinou a cabeça de forma fofa.
— Foi por causa dessa fala que o pai foi chamado de maluco?
— Não. Na verdade, sugeri que descansasse uma semana inteirinha comigo, de noite e de dia… Não, deixa pra lá.
Haeil, percebendo que aquilo não era algo apropriado para dizer a uma criança de cinco anos, fechou a boca discretamente. Os olhos grandes de Haegang mostraram curiosidade, perguntando por que ele havia parado de falar no meio, mas tudo o que recebeu de volta foi apenas um suspiro.
Quando Haegang já havia terminado de guardar o próprio prato de arroz —
Um som eletrônico curto veio da entrada, junto do som da porta se abrindo. Com a mesma expressão e a mesma velocidade de reação, pai e filho saíram correndo da cozinha em direção à entrada.
— Pai! Chegou!
Gritando com alegria, o rosto radiante de sorriso, Haegang correu até Baek Kanghyeon, parado na entrada. Kanghyeon, segurando Haegang com um braço, disse “cheguei” e deu um beijinho em sua bochecha.
— Já almoçou?
— Acabei de comer agorinha.
— Muito bem.
Haegang, ao receber o breve elogio de Kanghyeon, riu satisfeito, aos gargalhinhos. Quando quieto, era a cara escarrada de Baek Kanghyeon, mas, ao sorrir assim, tão radiante, era inconfundivelmente parecido com Kwon Haeil.
Haeil, com medo de que aquilo sobrecarregasse Kanghyeon, tirou Haegang dos braços dele e riu, sem jeito.
— Chegou cedo, hein.
Então, percebendo que a expressão de Kanghyeon não estava muito boa, logo fez um rosto preocupado.
— Você só saiu um pouco, mas já parece cansado. Aconteceu alguma coisa?
— Não, nada de mais.
Mesmo dizendo isso, o fato de já ter voltado tão cedo, logo depois do almoço, o incomodava.
Haeil abaixou Haegang no chão e pegou a bolsa de Kanghyeon em seu lugar. Recebeu também, apressado, o casaco que ele vestia.
— Está frio lá fora, não é? Vou encher a banheira, espera só um pouco.
— Obrigado.
Diante das palavras carinhosas, Kanghyeon respondeu igualmente com carinho e se dirigiu ao closet.
Observando aquelas costas se afastando, Haeil se agachou e sussurrou no ouvido de Haegang:
— Filho, seus dois pais vão precisar de um tempinho de casal apaixonado. Então vai até o tio Huiwoo e peça para ele brincar com você.
Ao ouvir “tio Huiwoo”, Haegang virou a cabeça e olhou para além da sala. O tio Huiwoo morava logo ali, na casa vizinha.
Na casa vizinha, à antiga casa de Baek Kanghyeon, morava agora tanto Baek Huiwoo quanto Baek Seohun juntos.
Como Kanghyeon passara a morar na casa de Haeil, aquela casa ficara vazia, e Seohun, aproveitando a ocasião, resolvera se instalar ali com desenvoltura, levando junto Huiwoo, agora relativamente mais livre. É claro que, por trás disso, havia também a preocupação excessiva de que algum maluco em potencial, feito ladrão, pudesse importunar o inocente irmão mais novo.
Lembrando-se de Baek Huiwoo, que sempre brincava especialmente bem com ele, Haegang acenou com a cabeça, de forma fofa.
— Entendi. Não sei o que foi, mas pede desculpas de verdade para o pai.
— Já falei que a gente não brigou.
Haeil, sem conseguir de fato desfazer o mal-entendido, teve que despachar Haegang para a casa vizinha.
Depois de encher a banheira com água quente e adicionar até um sal de banho perfumado, Haeil começou a tirar a própria roupa pouco depois de Kanghyeon entrar no banheiro.
Entrando nu, com confiança, no banheiro, viu Kanghyeon sentado, relaxado, na ampla banheira, olhando para ele como quem já esperava aquilo.
Rindo por dentro, Haeil entrou na banheira e se sentou atrás de Kanghyeon, abraçando-o. Ao puxá-lo para si, prestou atenção especial na força dos braços para não pressionar a barriga levemente arredondada.
Assim que se acomodaram, Kanghyeon abriu a boca.
— Fui expulso pelo Hyung Seongju.
— Que bom. O Hyung é sempre muito gentil, hein.
Falando como um velhinho, lembrando-se de Baek Seongju, Haeil beijou a nuca molhada de Kanghyeon. Antes mesmo do cheiro de shampoo e sabonete líquido, iguais aos seus, sentiu primeiro o leve aroma de romã.
— O Hyung Seongju disse uma coisa. Que não é necessariamente bom eu tentar fazer tudo sozinho.
Kanghyeon, com os olhos tremendo de leve diante do toque de Haeil, falou com uma voz melancólica.
— Disse que, quanto mais alto se está, mais é preciso saber confiar nas pessoas ao redor e descansar em paz.
— Falou certo.
Concordando fortemente com as palavras de Seongju, Haeil derramou, pouco a pouco, água morna sobre o corpo de Kanghyeon com as mãos. O calor se espalhava repetidamente sobre a pele antes fria.
— Trabalhar de forma obsessiva, sem nem os fins de semana, não é bom de jeito nenhum. E, além disso, você está grávido do segundo, por que se forçar tanto assim, nesse estado?
A voz de Haeil, carregada de preocupação e pesar, acariciou suavemente Kanghyeon.
— Nessas horas, pode confiar bastante em mim e nos seus irmãos.
— Agora não precisa mais carregar tudo sozinho, se esforçando ao máximo.
Kanghyeon baixou os olhos e acenou levemente com a cabeça.
— …É verdade.
Agora não havia mais necessidade de carregar tudo sozinho, sendo arrastado por ninguém.
Porque agora havia um lugar em que podia se apoiar tranquilamente, a qualquer momento, como agora.
Rindo por dentro e se apoiando completamente no peito de Haeil, Kanghyeon se virou, com um olhar diferente.
— Nesse sentido, acho que vou precisar depender bastante de você, Kwon Haeil.
Kanghyeon segurou a mão de Haeil, que o envolvia pelo peito, e a puxou para baixo, pousando-a sobre sua barriga arredondada.
— Como não recebi feromônio por um tempo, por causa do trabalho, acho que minha barriga está meio tensa.
Em seguida, os olhos de Kanghyeon, voltados para Haeil, carregaram um brilho sedutor.
— Você pode me ajudar, não pode?
Claro que sim.
Haeil sentiu algo, logo abaixo, endurecer.
Mas o filho, que mandara para a casa de Huiwoo, ainda o incomodava.
— …Primeiro vou pedir para o Hyung Huiwoo ficar com o Haegang por uns três dias.
— Três dias?
Kanghyeon baixou os cantos dos olhos, com um ar de decepção. Haeil sentiu, mais uma vez, o coração acelerar, imaginando desde quando aqueles gestos e olhares dele haviam ficado tão variados e bonitos.
— Quando cheguei, o Wonwoo ajeitou minha agenda e consegui uma semana de folga…
— O quê?
Diante do olhar faiscante de Haeil, Kanghyeon falou, de propósito, com um tom brincalhão.
— Hmm… Onde será que foi parar aquele homem que disse que a gente ia descansar uma semana inteira, dia e noite, juntinhos?
— Aqui. Estou aqui. Sou eu, esse homem.
Ao ouvir a voz apressadíssima de Kwon Haeil, Kanghyeon soltou um pequeno riso. O som ecoou de forma agradável pelo banheiro.
Ainda sorrindo, Kanghyeon virou a cabeça e deixou um beijo curto nos lábios de Haeil. Em seguida, seus olhos encararam Haeil de forma desafiadora.
— Que tal vermos, desta vez, quem se rende primeiro?
Os olhos de Haeil começaram a se encher de calor e determinação. Ao mesmo tempo, algo rígido, logo abaixo, cutucou com força o quadril de Kanghyeon.
— Dessa vez eu vou ganhar. Você nem imagina o quanto tenho me exercitado ultimamente.
— Não sabia, então esta é a hora perfeita para descobrir.
Sendo os dois confiantes justamente em resistência física, essa disputa, ao que tudo indicava, não teria um vencedor fácil.
⊱✿⊰ ─── Α · Β · Ω ─── ⊱✿⊰
– Fim da história principal
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna