Capítulo 168
CAPÍTULO 168
— Haah…
O banheiro estava uma bagunça. Tendo perdido o propósito original de ter entrado para tomar banho, os dois estavam se unindo mais uma vez.
A atmosfera que pegara fogo não esfriava facilmente. Era a mesma coisa mesmo depois de gozarem várias vezes. Mesmo que se afastassem parecendo sóbrios, bastava olhar por um instante para o corpo nu do outro para que um desejo incontrolável se acendesse.
Quando um estendia a mão, o outro não conseguia recusar. Mesmo agora, Marvin estava em uma situação na qual não conseguia se livrar das mãos de Jang Jin-woo, que enfiou o rosto entre suas pernas de propósito e chupava seu buraco.
Ele se derretia indefeso enquanto mantinha as pernas abertas no box do chuveiro. A ponta da língua de Jang Jin-woo, que se espremia para entrar pelo buraco, cutucava ali e acolá de forma explícita, estimulando Marvin. Marvin suportava a vontade de fraquejar e se sentar várias vezes, mal conseguindo manter a posição.
Jang Jin-woo ajoelhou-se abaixo dele como alguém que recebia a água da vida, lambendo as gotas de água que caíam do corpo de Marvin e a lubrificação acumulada na entrada. O estímulo que corria pela linha das costas era quase impossível de suportar.
— Chega, pare com isso…
Quando segurou a cabeça de Jang Jin-woo como se pedisse para ele subir, ele se ergueu e prensou o peito de Marvin contra a parede. Em seguida, segurou e abriu suas nádegas, inserindo o pau. Junto com o som lascivo, a velocidade com que chocava o quadril acelerou rapidamente. Ao soltar gemidos por gostar da sensação do pau dele entrando e saindo, Jang Jin-woo virou a cabeça de Marvin e iniciou um beijo.
Não sabia se era noite ou manhã. A fronteira do tempo desapareceu por completo, não parecendo a realidade. A ponto de não conseguirem pensar em mais nada, os dois apenas perseguiam o desejo que sentiam um pelo outro.
Quem teria fechado todas as cortinas? Até há pouco sentia o pau dele se contorcendo dentro de si, mas, quando deu por si, o quarto estava envolto em uma escuridão profunda e no silêncio.
Jang Jin-woo, que fizera knotting duas vezes e um sexo sem fim, dormia ao seu lado. Ele apenas respirava silenciosamente, como se estivesse descarregando de uma vez todo o sono acumulado. Não reagiu em nada ao movimento de Marvin.
Marvin acordou por causa de um barulho muito pequeno. Abriu os olhos ao ouvir o som de um caminhão passando no meio do sono. E então se lembrou do fato de que ali era Oseong. Por causa do mercado de peixes próximo, era um bairro onde caminhões consideravelmente grandes entravam e saíam com frequência. Talvez por fazer tempo, aquele som que ouvia diariamente no passado parecia estranho.
Levantou-se da cama e foi para a cozinha. Achando que faria barulho se pegasse água do purificador, abriu a torneira fraca, encheu um copo e bebeu. Gotas de água que caíam de seus lábios escorreram pelo seu corpo nu. Pelo peito, abdômen e até a parte interna das coxas.
Marvin olhou em silêncio para os vestígios do ato escancarados mesmo na escuridão. Então, de repente, seus olhos se voltaram para o celular que estava sobre a mesa de jantar.
“Eu tinha deixado aqui?”
Parecia que tinha colocado para carregar sob o efeito do álcool, pois o celular que passara dias desligado agora estava com a bateria completamente cheia.
Uma chamada perdida e duas mensagens. Todas vieram de Woo Hyeon-woo. Pensando bem, lembrou-se de ter descarregado uma raiva desnecessária nele e não ter entrado em contato nenhuma vez até agora.
Abriu a janela de conversa do aplicativo de mensagens onde os dois conversavam. No entanto, havia um vídeo clipe estranho recebido.
O rosto de Marvin congelou rapidamente ao ver a miniatura.
Uma lona plástica estendida amplamente sobre o chão de cimento do que parecia ser um galpão. O homem ajoelhado ali, com o rosto ensanguentado, era claramente Woo Hyeon-woo.
Marvin sentiu o sangue esfriar enquanto pressionava o vídeo.
>>Se não atender, não tem jeito, né. Vamos gravar um vídeo. É melhor do que ligação porque tem mais sensação de presença. Olhe para cá. Diga alguma coisa.<<
Na tela com um enquadramento péssimo, Woo Hyeon-woo estava meio inconsciente. O cameraman tentou induzi-lo a falar de qualquer jeito, mas ele parecia ter dificuldades até para abrir os olhos direito. Não conseguindo o que queria, o cameraman deu uma risada sem graça e balançou a tela.
O vídeo terminava ali. Era extremamente curto e indiscutivelmente violento.
Abaixo do vídeo, havia uma mensagem de texto.
[Um foi embora por conta própria, mas sobrou um, né?]
[Subsolo do hotel de antes. Não se esqueça de trazer a mercadoria.]
O horário de recebimento foi há 2 horas.
Marvin não hesitou. Entrou imediatamente no quarto e pegou as roupas que estavam jogadas pelo chão. Ao mesmo tempo, analisou na mente todas as possibilidades que poderiam acontecer a partir de agora. Para o caso de surgir uma situação irresolvível, pôs em prática o que precisava fazer agora.
Terminou de se vestir em 1 minuto e rasgou com a mão a parte interna do bolso da jaqueta que trouxe desde Seul para tirar algo. Em seguida, deixou aquilo sobre a mesa de jantar junto com um bilhete simples e partiu.
Todos os movimentos foram rápidos e precisos. Apenas 5 minutos após verificar a mensagem pela primeira vez, ele desapareceu completamente do apartamento de Jang Jin-woo.
Passou-se uma hora depois disso. A mão de Jang Jin-woo, que se contorcia, tateou por acaso o lugar onde Marvin esteve deitado. Naquele momento, ele, que não conseguia se levantar facilmente como alguém em uma longa hibernação, sentiu a anormalidade e estremeceu o corpo.
O despertar iniciado ocorreu com frequência cada vez maior e, finalmente, não muito tempo depois, sua consciência voltou por completo.
Jang Jin-woo abriu os olhos.
A energia despejada ao extremo para a reprodução ainda não havia se recuperado, mas o instinto do alfa o despertou. Seu ômega tinha sumido. Ao confirmar com os próprios olhos a ausência no lugar ao lado, Jang Jin-woo se ergueu imediatamente.
Kim Marvin.
Uma sombra densa se formou em sua testa. Embora já tivesse um histórico de ter sido deixado para trás uma vez, desta vez ele se ergueu sob um arrepio inexplicável. As roupas de Marvin que vagavam pelo chão tinham sumido. Abriu a porta e foi verificar a sala, mas, como esperado, não viu o sinal dele.
Ao checar a hora, eram 11 horas da manhã. Como o último ato terminou por volta das 5 da manhã, não fazia tanto tempo assim. Procurou o celular e ligou para ele. Chamava, mas ele não atendia. A ansiedade caiu sobre ele como um tsunami. Tentou ligar duas, três vezes, mas a ligação não completava de jeito nenhum.
[Onde você está? Me ligue.]
Depois de enviar a mensagem, pegou e vestiu as roupas. Puxou as cortinas caídas da sala para os lados e abriu a janela para respirar o ar de fora.
O céu completamente coberto por nuvens carregadas estava escuro, sem um único raio de sol. Era um tempo em que certamente choveria em breve. Jang Jin-woo abotoou a camisa devagar enquanto encarava o outro lado da janela.
Lá fora estava calmo. Apenas mais um dia igual ao de ontem estava se passando. Mas de onde vinha a origem dessa ansiedade? O ar frio que tocava a pele parecia gélido hoje.
Naquele momento, o celular deixado sobre a mesa ao lado da janela tocou. Jang Jin-woo baixou o olhar de relance para confirmar o remetente e atendeu a ligação.
— Sim.
Era o investigador Kim Ho-seok. Ele estava com os nervos à flor da pele devido à ordem expressa do vice-promotor-chefe para encontrar Jang Jin-woo, que estava incomunicável desde a tarde de ontem. Seguiu-se uma bronca disfarçada de relatório de situação e preocupação.
Jang Jin-woo não demonstrou grande reação e apenas escutou o que ele dizia em silêncio. "Sim, é verdade. A situação não colaborou. Explicarei isso quando eu voltar." Ele vestiu a jaqueta e foi para a sala. Em seguida, entrou na cozinha para beber água e se dirigiu a onde ficava o purificador.
Naquele momento, viu algo sobre a mesa de jantar.
Com uma expressão rígida, ele deu passos para trás devagar.
Havia um papel de anotação. Jang Jin-woo pegou aquele pequeno papel que parecia ter sido deixado para ele. A caligrafia rabiscada era com certeza de Marvin.
[A última carta do promotor e minha.]
O olhar de Jang Jin-woo voltou para a mesa de jantar. Lá estava depositado um objeto que ele não esperava.
— No tribunal disseram que, se entregarmos até hoje de manhã, resolvem imediatamente, mas como o promotor precisa chegar primeiro… Que horas o senhor prevê?
Jang Jin-woo pegou o tubo de vidro transparente com a mão. O pó branco contido nele. O nome no rótulo colado do lado de fora revelava a identidade do objeto sem hesitação.
Marvin deixou a última amostra de Maxona ali.
— Mas o senhor não está muito longe, está?
A voz do investigador Kim Ho-seok do outro lado do celular apenas zumbia sem entrar minimamente em seus ouvidos.
Depois de agir como se não fosse entregar facilmente, por que de repente…
A ansiedade que sentia desde mais cedo agora atravessava a cabeça de Jang Jin-woo por completo. Apesar de ter agarrado a mercadoria que tanto desejava obter, não estava feliz.
Não era dessa forma. Não pretendia receber a amostra dele por esse método. Agir como se estivesse confiando sua última defesa a ele enquanto tentava aguentar sozinho…
— Promotor? Está ouvindo? Promotor?
No outro lado, o investigador Kim Ho-seok chamava por ele repetidamente com uma voz preocupada. O rosto de Jang Jin-woo, emocionalmente contorcido, voltou rapidamente ao lugar, começando a encarar a realidade.
Ele precisava encontrá-lo.
— …Vou enviar um número. Extraia e mande todo o histórico de ligações e mensagens recebidas por este número na última semana. Também é necessária a cooperação da polícia para rastreamento de localização em tempo real.
— Hã? Que número é esse? Mas nós já enviamos muitos ofícios de cooperação agora, então se não for urgente…
— É urgente.
Isso é o mais importante.
Jang Jin-woo murmurou sozinho, pegou o restante das roupas, vestiu-se e saiu do apartamento. Não tinha tempo nem para esperar o elevador, então desceu as escadas correndo. Afastando à força o pressentimento sombrio de que já poderia ser tarde demais, dirigiu o carro rumo a Seul.
⚖ ─── 𝛂 · β· Ω ─── ⚖
Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello