𓆩 ─ Capítulo 69
𓆩 ─ Capítulo 69
— Parem, seus canalhas!
Naquele exato momento, algumas pessoas saíram para bloquear o caminho como se tivessem lido os pensamentos de Yuder, gritando desafiadoramente.
— Como ousam pisar no caminho que frequentamos! Devem estar prontos para pagar o pedágio.
— Ah, certo. São eles. Os que encontrei quando vim para o teste da Cavalaria.
Jimmy, que estava conversando com Gakane, olhou para seus rostos e sussurrou baixinho.
— Parece que não houve mudança mesmo depois de algum tempo.
Seu tom era como se não estivesse lidando com bandidos, mas cumprimentando rostos familiares de uma cidade natal há muito perdida. Os bandidos, achando estranho que os três sentados calmamente em seus cavalos não estivessem assustados, acenderam suas tochas e se aproximaram.
— O quê, essas crianças congelaram de medo? Por que não estão dizendo nada…
Um dos bandidos com um rosto áspero marcado por cicatrizes de faca se aproximou e, vendo Jimmy em seu cavalo, fechou a boca de repente.
— O que foi, por que parou de falar? Como eu estava dizendo sobre o pedágio…
Outro bandido que o seguiu parou no meio da frase também.
— Qual é o problema? O que há de errado… Você, você é!
— Olá. Vocês ainda estão aqui, vejo.
Jimmy esfregou o nariz enquanto os cumprimentava de cima de seu cavalo. Claro, os destinatários do cumprimento não apreciaram sua saudação alegre.
— Droga. É o garoto que disse que ia fazer algum tipo de teste da última vez!
— Você, você… não me diga que falhou? É por isso que voltou? Droga!
— Não, passei, claro. Tenho outros dois companheiros aqui além de mim.
Jimmy apontou para Yuder e Gakane com um sorriso. Só então os bandidos pareceram perceber a existência dos outros dois, seus olhos se arregalando em choque e medo.
— Não me diga, esses dois também são… como você, cortando rochas com suas espadas…?
— Ah. Eles são muito mais impressionantes do que eu. Como podem me comparar a eles, que tenho apenas 12 anos?
— Droga, recuem. Recuem! Corram!
Assim que Jimmy terminou de falar, um dos bandidos mais próximos a eles começou a correr, agitando as mãos selvagemente. Os outros bandidos, como se estivessem esperando por tal ordem, fugiram sem nem olhar para trás.
Um vento repentino se levantou no caminho escuro da montanha, e a tocha segurada por um dos bandidos foi apagada às pressas. Os bandidos restantes, que estavam mais longe, pareceram notar que algo estava errado e prontamente desapareceram nas sombras.
— Eles já fugiram, e ainda não fizemos nada. O que devemos fazer?
Jimmy murmurou, preocupado enquanto observava sua partida rápida.
— De fato. Hmm. Devemos persegui-los?
Gakane também se virou para Yuder, um toque de incerteza em seus olhos. Normalmente, eles teriam perseguido, mas estavam atualmente em uma missão urgente para encontrar Devran Hartude.
— O que você acha, Yuder?
— Convoque o clone de sombra para perseguir. Bloqueie o caminho e capture o maior número possível.
— Entendido.
Com a ordem de Yuder, o clone de sombra de Gakane saltou de debaixo de seu cavalo, disparando na direção em que os bandidos haviam fugido a uma velocidade incrível. Movia-se tão rápido que era incomparável a um humano correndo.
— Jimmy. Desde quando bandidos estão rondando por aqui?
Enquanto o clone de sombra de Gakane executava sua tarefa, Yuder, com um rosto impassível, perguntou a Jimmy. Perdido em pensamentos, Jimmy franziu ligeiramente a testa.
— Hmm. Não tenho muita certeza. Na verdade, havia muitas pessoas que costumavam pegar este caminho até o ano passado. Mas quando disse aos meus pais que iria sozinho para o teste da Cavalaria, eles absolutamente me proibiram de ir por aqui. Disseram que era perigoso porque bandidos haviam tomado a rota e estavam cobrando pedágio. Mas é muito mais rápido do que qualquer outro caminho, então… hehe.
— Então, você está dizendo que eles estão aqui há pelo menos um ano.
— Por quê? Isso é um ponto significativo?
Gakane, manipulando sua sombra, inclinou a cabeça e virou o olhar para Yuder. Graças ao treinamento rigoroso que vinha fazendo, ele agora era capaz de controlar sua sombra com bastante facilidade. Yuder abriu a boca calmamente, direcionando suas palavras tanto para Gakane quanto para Jimmy.
— Vocês dois ainda não notaram?
— Notar o quê?
— Não entendo o que você está dizendo.
— Há Despertos entre aqueles bandidos.
— …O quê? Ah, não.
No momento em que Gakane abriu a boca surpreso, um baque e um grito ecoaram de longe. Parecia que ele havia usado seu controle de sombra com muita força acidentalmente.
— Despertos? Então por que fugiram depois de nos ver? Não precisariam ter feito isso. Não, mais importante, Yuder, como você sabia disso?
— Luz de tocha. Vento. Escuridão.
— Hã?
— Ah, entendi. Entendo agora!
Com as palavras enigmáticas de Yuder, Jimmy imediatamente se animou e exclamou.
— Eles se aproximaram de nós com uma tocha, mesmo sem estar carregando uma desde o início. E quando fugiram, o vento soprou de repente! E não há lua nem estrelas visíveis no céu!
Todos estavam corretos. Só então Gakane olhou para cima, surpreso com a escuridão total onde nem lua nem estrelas podiam ser vistas.
— Não percebi. Como isso aconteceu? Apesar do céu estar tão escuro, não achei estranho porque conseguia ver meus arredores tão claramente.
Até essa aceitação da situação poderia ser devido à habilidade de alguém. Yuder, engolindo sua resposta final, observou enquanto o clone de sombra de Gakane lidava com três bandidos que lutavam no aperto da sombra.
— Me soltem! Me soltem!
— Droga. Eu disse que tive um mau pressentimento nos últimos dias e sugeri que parássemos nossas operações até o chefe voltar, não foi?
— Cale a boca, seu bastardo fedorento. Sua bunda está espetando meu rosto!
— Venho dizendo repetidamente que tive um mau pressentimento desde o incêndio do outro dia!
— Então o que isso tem a ver conosco!
Yuder desmontou de seu cavalo para olhar para os bandidos, que estavam xingando e lutando. Gakane e Jimmy o seguiram.
— Gakane.
— Sim.
Apenas ouvir seu nome foi suficiente; Gakane entendeu instantaneamente a intenção de Yuder. Assim que o clone de sombra soltou os bandidos, os três homens caíram no chão, gritando de dor.
— Ai! Ah, minhas costas!
— Droga, se vão nos matar, façam rápido! Mas vocês não conseguirão nada de nós! Nosso chefe vai nos vingar!
Enquanto os bandidos barulhentos gritavam, Yuder examinou seus rostos mais de perto. Na luz fraca da tocha bruxuleante, ele não havia notado antes, mas todos eram mais jovens do que ele pensara inicialmente. Apenas um deles carregava uma faca.
Se fossem do tipo que vivia de tais atividades, não estariam tão mal armados. A curiosidade de Yuder sobre suas verdadeiras identidades cresceu.
— Por que Despertos estão aqui, agindo como bandidos, cobrando pedágios?
— O que isso tem a ver com você? O que você sabe? Pare de falar.
Em vez de responder, Yuder conjurou uma chama em sua palma. Embora pequena, a chama ameaçadora brilhou intensamente, iluminando seus arredores e atraindo o olhar de todos. Medo e alarme passaram pelos rostos dos três bandidos.
— Yuder, você agora pode conjurar chamas sem uma espada?
Incapaz de esconder seu espanto, Gakane sussurrou em seu ouvido.
— Com o vento, com o fogo… Como sua habilidade continua se desenvolvendo assim?
A verdade era que ele sempre fora capaz de fazer isso. Mas se ele dissesse isso, Gakane certamente perguntaria por que ele o manteve em segredo. A única resposta que Yuder poderia dar, como antes, era…
— …Treinar com vocês me melhorou um pouco.
— Um pouco? Você chama isso de um pouco?
— Ei, podemos apenas conversar sobre isso? Sim, cometemos um erro ao não reconhecer com quem estávamos lidando e pedir um pedágio. Mas não somos assim, realmente. Somos bons rapazes. Nunca matamos ninguém, só pegamos um pedágio bem pequenininho quando as pessoas passavam! Não se esqueça que você nos trouxe aqui quando não fizemos nada!
Felizmente, um dos bandidos ergueu a voz, impedindo Gakane de perguntar mais. Sentindo-se ligeiramente grato aos bandidos, Yuder se aproximou deles. Ao fazê-lo, o medo se intensificou nos rostos dos bandidos.
— Só quero uma resposta para minha pergunta.
— Se… se respondermos, você não vai nos matar, vai?
— Cale a boca quando falar com o inimigo…
Yuder estendeu a outra mão e conjurou uma rajada de vento. O bandido que tentara falar foi silenciado pelo vento feroz que atingiu seu queixo, fechando sua boca em um instante.
Testemunhando Yuder manejando vento e fogo simultaneamente, os olhos dos bandidos se arregalaram de terror.
— Deixe-me perguntar novamente. Por que pessoas que normalmente não fariam esse tipo de coisa estão agindo como bandidos aqui? Incluindo Despertos.
— …
— Respondam-me.
— Responderei se você libertar meus irmãos.
— Chefe! Os bandidos se viraram em uníssono e gritaram. Yuder olhou para um homem que aparecera do nada.
Ele era um jovem notavelmente bonito, jovem demais para ser acreditado como um líder de bandidos. No entanto, a metade esquerda de seu rosto estava horrivelmente cicatrizada, e seu olho esquerdo perdera a cor, com a pupila dilatada, induzindo uma sensação de medo em vez de sua beleza inata.
Entre as pessoas que Yuder conhecera, este homem, com uma impressão nitidamente diferente do homem mais bonito, Kishiar, deixava um impacto inesquecível.
— Foi você quem começou tudo? Levando-os a essa bagunça?
— Não. A sequência dos eventos é o inverso.
O homem respondeu surpreendentemente calmo.
— Eles primeiro fugiram da tirania de um nobre, e então me conheceram.
Continua…
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♤♡ Tradução, revisão e Raws: Belladonna & Fabby & Othello ◇♧