Capítulo 58
Capítulo 58 。 ₊°༺❤︎༻°₊ 。
Eun Sajun cruzou os braços e inclinou a cabeça.
— Então aquele homem chamado Shin Taeon invadiu o quarto de hospital?
“Aquele homem chamado Shin Taeon?” Yeoul sentiu algo estranho em sua declaração. De acordo com Shin Taeon, os dois haviam pertencido à mesma unidade. Eles pareciam ter sido bastante próximos, mas Eun Sajun tinha uma expressão como se estivesse ouvindo falar dele pela primeira vez.
— Após analisar as filmagens das câmeras de segurança, não parece ser esse o caso. Verificamos todas as entradas e saídas do hospital, mas não há filmagens daquele homem.
— Então ele entregou a faca para outra pessoa. Quem é essa pessoa?
A conversa sufocante fez Yeoul sentir a escuridão se fechando diante de seus olhos, e seu corpo inteiro tremia como uma vara verde.
— Estamos investigando no momento. Obtivemos todas as filmagens das câmeras de segurança e gravações das caixas-pretas do trajeto que Shin Taeon fez imediatamente após comprar a faca. Devemos saber dentro de uma hora.
O coração de Yeoul despencou mais uma vez. Seus olhos aterrorizados tremiam com mais violência e sua boca ficou completamente seca. Havia uma alta possibilidade de Yeoul ter sido capturado junto com Shin Taeon em sua rota de deslocamento. Ser pego era agora apenas uma questão de tempo.
— Entendido. Entre em contato comigo assim que descobrir.
— Sim, senhor.
A conversa entre os dois terminou.
Eun Sajun aproximou-se do sedã. Quanto mais sua sombra se aproximava, mais a respiração de Yeoul ficava presa na garganta. Ele mal conseguira controlar sua expressão até agora, mas, naquele momento, era impossível.
O que aconteceria se ele fosse pego? Primeiro, começando pelo fato de ter mentido sobre seu gênero secundário, suas circunstâncias seriam expostas. Ele não podia mais ficar ao lado dele com a mente sã. Eun Sajun poderia prejudicá-lo como fizera com Baek Cheonhui, e Yeoul resistiria e avançaria contra ele, mas, de qualquer forma, seria o pior resultado.
No meio disso, Eun Sajun começou a abrir a porta do lado oposto. Yeoul sentiu-se como se estivesse na beira do apocalipse. Ficar ao lado dele por mais tempo era opressor demais. Ele abriu apressadamente a porta do carro ao seu lado. Ao mesmo tempo em que Eun Sajun entrava, Yeoul saltou para fora do carro como uma bola de borracha.
— O que é…?
O rosto de Eun Sajun enrijeceu instantaneamente. Como rachaduras se formando em uma escultura. E Yeoul começou a correr como se seus pés estivessem em chamas.
— Peguem ele!
O rugido de Eun Sajun pôde ser ouvido. Era uma voz afiada que ele nunca ouvira antes. Aquilo fez Yeoul se encolher ainda mais e correr com mais força.
Ele passou pela entrada do restaurante e saiu na rua. Quando olhou de relance para trás, o Secretário Kim e os seguranças o perseguiam ferozmente. Aterrorizado, Yeoul correu freneticamente. Ao sair na rua, um táxi que acabara de desembarcar um passageiro veio à vista.
— Com licença!
Yeoul agarrou desesperadamente aquele táxi e se jogou no banco traseiro.
— Por favor, comece a dirigir rápido!
Diante do grito de Yeoul, o motorista pareceu desconcertado, mas começou a ganhar velocidade. O táxi cruzou em frente ao restaurante novamente, e ele pôde ver Eun Sajun correndo de lá de dentro.
Ao mesmo tempo, os olhos de Yeoul encontraram os dele. Uma intensidade que parecia puxar a própria ponta de sua alma dominou seu corpo inteiro. Foi de gelar a espinha.
— Persigam aquele táxi!
A voz de Eun Sajun ressoou afiada mais uma vez.
As janelas eram definitivamente fumê, então como ele sabia exatamente que ele havia entrado? Ou ele o vira entrando no táxi? Aquilo lhe deu arrepios. Ele decidiu mudar sua rota assim que se afastasse razoavelmente dali.
Após cerca de 10 minutos, eles entraram em uma estrada tranquila. Olhando para trás pelo retrovisor lateral, ele não conseguiu ver o sedã em que andara com Eun Sajun. Pensando que aquela era sua chance, Yeoul pediu ao motorista para parar e desceu.
Os arredores estavam silenciosos. Ele podia ver casas hanok em estilo antigo e pequenos campos. Era tão pouco familiar que ele se perguntava se um espaço tão parecido com o interior existia em Seul. Como parecia bom para se esconder, ele rapidamente correu para um beco.
Quanto tempo ele caminhou? Logo um pequeno parque veio à vista. Yeoul sentou-se em um banco no parque para tomar um fôlego. Como um copo de água virado, apenas a confusão continuava de forma assustadora.
— Hah… Por que eu realmente sou assim?
Era apenas uma questão de tempo até Eun Sajun saber sua identidade e, agora que ele até fugiu, se fosse pego, seria o fim. Nessa situação, ele deveria se encontrar com Shin Taeon para encontrar uma solução, mas seu contato não estava funcionando e ele havia desaparecido, deixando-o sem saber o que fazer.
— O que eu devo fazer… O que eu devo fazer…?
Suas entranhas queimavam em brasa e sua cabeça doía. Sua visão ficou turva e suas pálpebras caíram por conta própria. Sentia que seria consumido pela escuridão daquele jeito. Então sentiu alguém se aproximando. Yeoul abriu seus olhos pesados.
— Você está bem?
Um homem estranho o observava com preocupação. Yeoul tentou dizer que estava bem, mas logo não conseguiu suportar e perdeu a consciência.
— Mmm…
Quando abriu os olhos novamente, viu um teto pouco familiar. Assustado, Yeoul abriu os olhos completamente. E vistoriou seus arredores rapidamente. Tudo estava cercado por cortinas e ele podia ouvir sons movimentados. Parecia estar em um hospital. E havia um soro intravenoso preso ao seu braço.
— O quê?
Enquanto se perguntava, a cortina se abriu e alguém entrou.
— Oh, você acordou?
— Ah… Sim… Olá…
Era o jovem que ele vira no parque antes de perder a consciência. Cabelos cinza-escuros e olhos pretos. Ombros razoavelmente largos e um porte físico sólido. Qualquer um podia ver que ele tinha traços alinhados.
— Ah, esta é a sala de emergência do hospital. Você desmaiou de repente mais cedo, então eu o trouxe para cá.
— Ah…
Só então ele sentiu o cheiro de desinfetante roçando seu nariz. Pensar que tivera que ser arrastado para a sala de emergência — agora ele estava pasmo.
— Muito obrigado. Graças ao senhor, eu sobrevivi.
— De forma alguma. Mas, como você não tinha telefone nem documento de identidade, não pudemos contatar seu responsável. Por acaso aconteceu algo de ruim com você?
— Ah, são apenas algumas circunstâncias.
Felizmente, mesmo sem um documento de identidade, como estava registrado como um Ômega, ele podia usar os serviços hospitalares com seu número de registro de cidadão ou impressões digitais. Além disso, como Eun Sajun não estava ao seu lado agora, não haveria problema em usar sua identidade real.
— O médico me pediu para chamar quando você acordasse. Só um momento.
Ele logo puxou a cortina e saiu. Yeoul perguntava-se como as coisas haviam chegado a esse ponto e segurou a testa. Sua cabeça estava tonta.
— Ah…
O calor subiu em sua barriga novamente. Por que seu corpo estava assim? Enquanto Yeoul segurava a barriga novamente, a cortina foi puxada e um médico idoso de cabelos brancos entrou. Ele examinou a tez de Yeoul com um rosto bastante sério, depois tocou seu pescoço. E mediu sua temperatura com um termômetro.
Havia definitivamente algo de errado com seu corpo, e o medo aumentou.
— Por favor, aguarde um momento.
O médico puxou a cortina novamente e saiu. Yeoul estava nervoso, perguntando-se se havia contraído alguma doença grave.
— Como você está se sentindo agora?
O jovem perguntou cuidadosamente.
— Sim… Estou bem.
Na verdade, ele se sentia um pouco enjoado, mas não era difícil o suficiente para mencionar. Então ele soltou um suspiro de alívio.
— Que bom. Eu estava incrivelmente preocupado.
— Ah, o senhor não precisa ficar.
Yeoul curvou-se educadamente.
— Vou retribuir essa gentileza mais tarde.
— De forma alguma. Não é nada de mais.
— Como não pode ser nada… Deve ter sido difícil me carregar, já que sou pesado.
— De jeito nenhum. Você era leve como uma pena.
Diante da comparação do homem, Yeoul ficou pasmo.
— O quê…
— Haha. Você é fofo.
— Como?
O que era fofo afinal? Yeoul ficou ainda mais desconcertado. Enquanto isso, o sorriso não deixava os lábios do homem.
— Você parece mais jovem do que eu, quantos anos você tem? Eu acabei de fazer vinte e um anos este ano.
— Oh, é a mesma idade que a minha.
— Sério?
Yeoul assentiu. As maçãs do rosto do homem subiram ainda mais, como se ascendessem ao céu. Yeoul não conseguia entender por que ele estava reagindo daquela forma.
— Já que chegamos a isso, vamos nos apresentar um ao outro. Meu nome é Lee Jaehyeon.
— Ah… Eu sou Geum…
Yeoul estava prestes a soltar seu nome verdadeiro como se estivesse possuído, quando fechou a boca. Ele estava sendo perseguido no momento, então seria correto dizer seu nome? Estava confuso.
— Se for difícil me dizer seu nome, você não precisa.
— Eu lhe direi mais tarde.
Parecia melhor esconder vestígios desnecessários. Mas ele tinha que retribuir a esse homem, Lee Jaehyeon. Se não fosse por ele, poderia ter enfrentado problemas ainda maiores.
— Tudo bem.
Lee Jaehyeon sorriu gentilmente. Enquanto isso, a cortina se abriu e o médico que examinara o estado de Yeoul mais cedo entrou.
— Um…
O médico olhou para Lee Jaehyeon e deu-lhe um olhar preocupado, como se fizesse um sinal.
— Aquele cavalheiro poderia dar uma saída por um momento, por favor?
Ele tinha a atitude de alguém prestes a dizer algo sério. Yeoul sentiu a boca secar e suas mãos tremeram.
— Eu… eu contraí alguma doença grave?
— Não é isso. Para os detalhes exatos, parece que você deveria ir ao departamento de ginecologia e obstetrícia para um exame.
— Como?
Ele se perguntou se o departamento de ginecologia e obstetrícia que ele mencionara era o mesmo que Yeoul conhecia.
— O que há de errado comigo?
Ansiedade e medo vieram à tona loucamente. O médico lambeu os lábios e tocou a cabeça como se estivesse intrigado.
— Parece que você está grávido.
— …Como?
Que tipo de raio em céu azul era aquele?
— Grá-grávido… Eu?
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Gabby.