Capítulo 49
Capítulo 49 。 ₊°༺❤︎༻°₊ 。
— Hah…
Yeoul, que havia saído do hospital, correu vigorosamente. Chegou ao café onde Shin Taeon estava. Como saíu um pouco mais cedo hoje, tinha tempo de sobra.
— Ufa…
Aliviado, Yeoul abriu a porta. Talvez por causa dos encontros repetidos, o dono do café naturalmente dispensava os outros clientes e deixava o estabelecimento vazio.
O rosto do dono no balcão não demonstrou nenhum constrangimento ao cumprimentar Yeoul. Yeoul também o cumprimentou educadamente de volta, aproximou-se da mesa onde sempre sentava e acomodou-se na cadeira. Em seguida, mordeu os lábios. Esperava uma conclusão definitiva hoje.
Se Shin Taeon dissesse qualquer outra coisa, ele absolutamente não deixaria passar. Yeoul olhou ao redor com os olhos envenenados. Procurava algo para golpear o outro, apenas por precaução.
Viu um cinzeiro. Em seguida, um vaso de flores e os cantos de porta-retratos pendurados na parede entraram em seu campo de visão. Se chegasse a esse ponto, ele não teria escolha a não ser usar aquilo para espancá-lo. Então a porta se abriu e uma respiração pesada pôde ser ouvida. Yeoul virou-se. Shin Taeon estava justamente entrando.
— Oh? Você chegou cedo hoje?
Shin Taeon aproximou-se vestindo um terno cinza e sentou-se. Hoje também, ele estava com um cigarro na boca, e a fumaça subia. Yeoul sentiu vontade de tossir, mas conteve-se firmemente.
— Você deve ter tido tempo para sair hoje.
— Sim…
— Haha…
Shin Taeon sorriu largamente e riu. Diante daquela aparência languida, os olhos de Yeoul tornaram-se ainda mais afiados.
— E então, o que aconteceu com o código?
— Ah… porra.
Os olhos de Shin Taeon endureceram em um instante. Logo em seguida, apesar de haver um cinzeiro logo ali, ele esmagou a ponta do cigarro diretamente na mesa. Por causa disso, a fumaça pareceu ainda mais densa. Diante daquele cheiro acre, Yeoul tossiu violentamente. Sua raiva explodiu mais uma vez. Ele imaginou brevemente estilhaçar a cabeça de Shin Taeon com o cinzeiro, mas mal acalmou suas emoções crescentes e as engoliu.
“Isso não vai dar certo. Vamos nos acalmar…”
— Para concluir, aqueles números não eram o código.
— O quê?
Yeoul sentiu como se o fio de esperança a que se segurava estivesse se queimando.
— Ah, não era o código?
— Certo. Eu sabia que isso aconteceria. Os números pareciam algum tipo de aniversário.
— Isso não pode ser…
Ele pensou que parecia uma data. Mas achava que era um código composto naquele formato. Era chocante demais que realmente não fosse, a ponto de seu corpo congelar.
— Tem certeza de que não está com a informação errada?
— Não. Porra. Eun Sajun, aquele maldito bastardo, cobra safado.
Cuspindo xingamentos, ele franziu a testa profundamente. Ao mesmo tempo, pegou o cinzeiro e bateu contra a mesa. Um estrondo ecoou violentamente, mas Yeoul apenas observou a violência dele com olhos frios.
— Parece que aquele bastardo não tem o código.
— O quê?
Então o que ele deveria fazer?
— E quanto ao Yeojin? Eu arrisquei minha vida para descobrir o código conforme o CEO ordenou!
— …
Se Shin Taeon mudasse de palavra ali, Yeoul também estava pronto para atacar imediatamente, alcançando instintivamente o cinzeiro.
— Não tem jeito.
Shin Taeon enfiou a mão no bolso interno da jaqueta de motociclista que vestia e tirou uma faca. Estava em um estojo de couro preto e parecia ter cerca de 15 centímetros de comprimento. A ponta da lâmina tinha o formato de um gancho, dando-lhe uma sensação um tanto incomum.
— O que é isso?
Yeoul ficou tenso, perguntando-se se ele iria esfaqueá-lo.
— Mate Eun Sajun com isso.
— O quê?
Diante de sua ordem, o coração de Yeoul despencou.
— O-o que você quer dizer… Como eu poderia fazer uma coisa dessas…
— No momento, você é o mais próximo daquele bastardo.
— …
— Visto que Eun Sajun parece confiar bastante em você, tente a sorte.
— Ah… mesmo assim…
Até então, Yeoul nunca havia demonstrado sua agressividade na frente de Shin Taeon. Por isso, estava confuso sobre o motivo de ele estar dando tal ordem.
— Faça isso direito.
— Haa… Eu não consigo fazer uma coisa dessas.
Yeoul estava tão perplexo que sua voz falhou. Era uma voz que parecia quase prestes a chorar.
— Se você recusar ou falhar, vou acabar com o Geum Yeojin.
— …
Era sua ameaça clara. Em confusão, sem saber o que fazer, seus olhos tremiam ansiosamente.
Ele esteve constantemente preocupado com a possibilidade de sua verdadeira natureza ser revelada a Eun Sajun. Mas agora, matá-lo… Além disso, o outro era um veterano das forças especiais. Embora estivesse acamado no momento.
Pensando bem, não seria agora, na verdade, uma oportunidade de subjugá-lo?
— Vou te dar uma semana.
— …
— Dê cabo dele.
Shin Taeon ordenou como se estivesse impondo algum castigo grave.
— Se você matar aquele bastardo e voltar, libertarei tanto a sua dívida quanto o Geum Yeojin.
— …
Yeoul olhou para a faca diante de seus olhos.
— Depois de matá-lo, entre em contato comigo. Eu irei buscá-lo.
Shin Taeon guardou a faca que segurava de volta no estojo e a ofereceu a Yeoul.
— Acredito que você consiga fazer isso.
Os grandes olhos de Yeoul tremiam sem parar, como se enfrentassem ondas.
— Estou ocupado, então tenho que ir agora.
Shin Taeon levantou-se com movimentos irresponsáveis e deixou o café. Yeoul agarrou aquela faca com dificuldade. Sentia como se até mesmo seu coração estivesse sendo retalhado. De certa forma, não era diferente de Shin Taeon lhe dar uma oportunidade, mas seus grandes olhos tremiam umidamente.
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— Ufa.
Shin Taeon, que saiu do café, jogou o cigarro que tinha na boca no chão e o pisoteou com o sapato. Era como pisotear Eun Sajun. Seus olhos eram afiados como lâminas.
Logo em seguida, dirigiu-se a um sedã em um estacionamento próximo. Quando abriu a porta traseira, Geum Yeojin estava sentado no banco de trás. Shin Taeon encarou Geum Yeojin e sentou-se ao lado dele.
— Por que você está acompanhando? Não vai ficar no hospital?
— Eu queria ver o rosto do Geum Yeoul.
Embora Yeojin estivesse sempre no quarto de hospital, hoje também ele fora ao escritório de Shin Taeon. E quando disse que iria encontrar Yeoul, acabou pegando carona.
— Você o viu?
— Eu o vi secretamente. Mas por que você deu uma ordem dessas enquanto dava uma faca ao Geum Yeoul?
Shin Taeon ajeitou a franja.
— Por quê? Porque eu queria atormentá-lo.
— Atormentar?
— Com a personalidade ingênua do Geum Yeoul, eu sei muito bem que ele não consegue tocar nem em um fio de cabelo na cabeça de Eun Sajun. Eu só queria vê-lo se agitando e se apegando a mim.
— …
A tez de Yeojin escureceu por um momento. Ele parecia prestes a dizer algo a Shin Taeon, movendo levemente os lábios, mas logo fechou a boca como se mantivesse silêncio.
— Geum Yeoul vai se agarrar a mim em breve. É terrivelmente divertido.
Shin Taeon, que não sabia de nada, sorriu maldosamente. Yeojin balançou levemente a cabeça diante de Shin Taeon. Na verdade, ele não havia vazado uma única palavra sobre o transtorno de raiva de Yeoul para Shin Taeon.
Como se torcesse pela ruína de Shin Taeon.
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— Haa…
Yeoul não sabia como havia entrado no quarto de hospital ou em que estado. Estava apenas atônito. E encarava a faca que Shin Taeon lhe deu. Ela realmente tinha uma aparência fria e feroz.
Logo em seguida, virou a cabeça para olhar para Eun Sajun. Ele estava no mesmo estado de quando saíu mais cedo. Parecia dormir profundamente. Yeoul acariciou suavemente a cabeça de Eun Sajun enquanto segurava o coração que parecia prestes a se despedaçar. O cabelo encharcado de suor envolvia umidamente sua mão.
— O que eu devo fazer…?
Seu abdômen doía como se estivesse rasgando. Mas, se não desse cabo de Eun Sajun, Yeojin estaria em perigo.
“Isso não vai dar certo… Isso é problemático…”
Sentia como se estivesse em pé sobre a ponte de tronco único mais cruel do mundo. Suas entranhas queimavam em brasa.
Yeoul levantou-se do assento com o coração pesado e aproximou-se de Eun Sajun. Vê-lo dormir enquanto exibia elegantemente seus longos cílios fazia seu coração parecer se despedaçar ainda mais. Ele era alguém que o salvou… Como poderia cravar uma faca em seu peito? Não importa como pensasse nisso de um lado ou de outro, era impossível.
— Haa…
Yeoul aproximou-se da janela como se estivesse determinado e estava prestes a jogar a faca que Shin Taeon lhe deu do lado de fora.
— Bebê, você está aí?
A voz languida de Eun Sajun foi ouvida. Assustado, Yeoul olhou para lá. Ele o encarava com olhos sonolentos.
— Huk!
Sobressaltado, Yeoul primeiro colocou rapidamente a faca no chão e a empurrou com o pé para debaixo da cama. A faca rolou e deslizou para baixo da mobília. Em seguida, aproximou-se de Eun Sajun como se nada tivesse acontecido.
— Você acordou?
— O que você estava fazendo com a janela aberta?
— Não, não é nada.
Yeoul balançou a cabeça, temendo que a faca pudesse ser descoberta. Eun Sajun inclinou a cabeça.
— Aconteceu alguma coisa ruim?
— O quê?
— Seus olhos estão vermelhos.
Huk. Yeoul esfregou as pálpebras apressadamente.
— Não, não é nada. A propósito, como está a sua febre?
— Melhorou.
— Mas… o que você jogou debaixo da cama agora há pouco?
— O quê?
O corpo de Yeoul enrijeceu. Ele tinha visto a faca?
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Gabby.