Capítulo 37
Capítulo 37 。 ₊°༺❤︎༻°₊ 。
— Haa… haa…
Yeoul parou em frente ao escritório de Shin Taeon, respirando com dificuldade. A porta de ferro hermeticamente fechada veio ao seu campo de visão. Na maioria das vezes em que esteve ali, ele fora forçado a suportar espancamentos brutais. Por isso seus sentimentos eram complicados, mas hoje a urgência era maior. Ele cerrou o punho e bateu na porta.
— Você está aí?
No entanto, a porta permaneceu tão sólida quanto se nunca mais fosse abrir. Com suas entranhas queimando de impaciência, Yeoul logo segurou e girou a maçaneta com força. Como não havia ninguém lá, a maçaneta não girava e estava firme.
“Ele saiu…?”
O desagrado tomou conta dos olhos de Yeoul. Logo, um cano de ferro colocado no corredor chamou sua atenção. Uma agressividade impulsiva estava surgindo. Sem perceber, Yeoul pegou aquele cano de ferro. Em seguida, golpeou a porta de ferro com ferocidade.
BAM!
O som da colisão ressoou alto. A porta de ferro começou a exibir marcas de arranhões, mas manteve-se firme como uma fortaleza de ferro. Yeoul, que já estava agitado, sentiu suas entranhas queimarem ainda mais. Depois de golpeá-la várias vezes, parou de repente, sentindo que estava desperdiçando energia com algo inútil.
Além disso, havia outras pessoas naquele prédio comercial, então parecia que ele causaria uma confusão. No fim das contas, Yeoul suspirou e colocou o cano de ferro cuidadosamente de volta ao seu lugar.
“Tenho que esperar mais?”
Yeoul suspirou enquanto olhava para o céu estendido além da janela do corredor.
Se continuasse longe de onde deveria estar assim, Eun Sajun eventualmente descobriria que ele havia fugido e o interrogaria novamente. Além disso, como aquele homem também não era normal, poderia causar problemas. Ele estava curioso sobre o paradeiro de Yeojin, mas, se o perigo caísse sobre ele, isso seria problemático à sua própria maneira.
Pensou que deveria voltar por hoje. Quando estava prestes a passar pelo corredor sem forças e descer as escadas:
— Hã? Geum Yeoul?
Shin Taeon o olhava com uma expressão surpresa.
— Como você achou o caminho até aqui?
Ele estava repleto de perplexidade, como se deparasse com algo completamente inesperado.
— Por que você não atendeu o telefone?! Eu vim porque estava ansioso.
— O quê? Você me ligou?
Só então Shin Taeon checou seu telefone e torceu o canto da boca.
— Ah, ligou mesmo mais cedo. Você gosta de mim?
— Que tipo de coisa é essa de se dizer?
Gostar dele… Mesmo como piada, era horrível demais.
— Mas por que você ligou tantas vezes?
— Porque não houve contato depois que lhe entreguei o código!
— Estava com medo de que eu fugisse assim?
Yeoul não conseguiu responder que sim. As sobrancelhas de Shin Taeon tremeram e ele subiu o restante dos degraus.
— Vamos entrar e conversar primeiro.
No interior do escritório inteiramente cinzento, não se podia sentir nem um pouco de calor humano. Apenas um cheiro desumano preenchia o espaço. Além disso, manchas de sangue vermelho-escuro existiam aqui e ali no chão. Aqueles também eram vestígios de arrastar devedores para lá e espancá-los.
Yeoul acomodou-se no sofá e encarou Shin Taeon. Fez o possível para reprimir e controlar a raiva em seu peito. Parecia que esses sintomas de Transtorno Explosivo Intermitente vinham piorando desde que conhecera Eun Sajun.
Além disso, como Shin Taeon lia sua mente de forma desagradavelmente precisa e o provocava, ele ficava ansioso com a possibilidade de impulsos surgirem. Shin Taeon abriu a porta da geladeira no escritório, tirou um tônico para a saúde, colocou-o sobre a mesa e ofereceu a Yeoul.
— Beba.
— …
Quando seu coração queimava de urgência, não havia a menor possibilidade de aquele tipo de coisa descer por sua garganta. Ele apenas olhou para a bebida em silêncio.
— Por que não está bebendo? É potável.
Shin Taeon colocou um cigarro na boca e o acendeu. Em um instante, o escritório se encheu de fumaça branca. Ele escaneou Yeoul da cabeça aos pés. Era um olhar cheio de desagrado. Logo seus olhos se fixaram na mão enfaixada de Yeoul.
— Hã? O que há de errado com a sua mão? Está machucado?
— Sim. Houve um pequeno incidente.
Yeoul sentiu-se desconfortável e colocou a mão enfaixada debaixo da mesa. Em seguida, sentindo que deveria dizer o que viera dizer, firmou o olhar.
— Eu… você verificou o código que lhe dei da última vez?
— Sim.
— Agora… Então… acabou, certo?
— O que acabou?
— Você disse que se eu descobrisse o código, perdoaria a dívida…
Ele achou que finalmente poderia escapar de Eun Sajun agora, mas ficou perplexo com a resposta esquiva de Shin Taeon.
Shin Taeon deu uma tragada funda no cigarro e soltou a fumaça. Uma fumaça densa e desagradável cobriu o rosto de Yeoul.
— Não. Eu ainda preciso verificar se esse código está exatamente correto.
— O quê? Como assim?
O coração de Yeoul caiu.
— Você pode ter me dado o código errado.
— Eu lhe disse os números que estavam no corpo daquela pessoa, não disse?
— Certo. Mas isso não significa que é 100% preciso. Se não for, terei que descobrir o código de novo. Por isso, fique ao lado de Eun Sajun até obtermos resultados definitivos.
Justo quando pensava que essa vida tinha acabado, sentiu como se estivesse caindo de volta no abismo do desespero.
— Você não disse nada parecido com isso da última vez! Então, quanto tempo mais eu tenho que esperar?
— Vai levar cerca de uma semana.
— O quê? Tudo isso?
O que poderia levar tanto tempo para identificar 8 números? Era absurdo demais.
— Isso está conectado diretamente a uma instalação de pesquisa russa, sabe? Na próxima sexta-feira, às 16h. Vamos nos encontrar naquele café em que combinamos da última vez.
— Haa…
No fim das contas, o tempo que ele teria que ficar ao lado de Eun Sajun aumentara ainda mais. Yeoul estava extremamente abatido. Como tivera intimidade com aquele homem, seu coração se sentia ainda mais estranho… Ter que ficar juntos por mais tempo nesse estado…
— Se você não quer ver Geum Yeojin morrer, cale a boca e espere.
Shin Taeon franziu a testa asperamente. Yeoul também não pôde continuar falando. Enquanto Yeojin fosse mantido como uma fraqueza, qualquer rebelião adicional era impossível. O impulso de querer esmagar a cabeça de Shin Taeon com o cano de ferro que esteve no corredor há pouco surgiu, mas ele se segurou com esforço.
Por agora, enquanto sua fraqueza estivesse sob o domínio dele, não havia escolha a não ser esperar. No fim, Yeoul saiu do escritório a custo.
— Haa…
Enquanto descia as escadas, o vento frio de inverno varreu seu corpo. Parecia lembrá-lo da realidade sombria. Sentia como se uma escuridão eterna se instalasse diante dele. Quando conseguiria escapar dessa vida? Abatido, Yeoul ergueu a cabeça de repente para olhar o céu. Ao contrário de seus sentimentos, estava irritantemente límpido.
Ele caminhou pesadamente para fora daquela forma. Quanto ele havia andado? Uma sombra projetou-se à sua frente e Song Hobin estava parado ali. Os olhos de Yeoul se arregalaram diante de sua aparição repentina.
— Terminou seus assuntos?
Diante da aparição repentina dele, os olhos de Yeoul tremeram violentamente.
— Por que você está aqui?
— Fiquei preocupado, então o segui. O senhor acabou de sair daquele prédio?
Song Hobin olhou para o prédio onde Shin Taeon estava e franziu a testa profundamente.
— Aquilo não é um negócio de agiotagem ilegal?
Tinha dito a ele para não o seguir mais cedo, mas ele o perseguira? Yeoul sentiu uma dor de cabeça surgindo e balançou a cabeça.
— Ah… não… não é. Já é tarde. Vamos para o hospital agora.
Originalmente, ele teria entregue o código e deixado Eun Sajun conforme o planejado, mas, como Shin Taeon mudara suas palavras, ele tinha que tomar cuidado com suas ações.
Song Hobin também pareceu sentir algo suspeito na atitude de Yeoul; sua expressão não era boa, mas, talvez aceitando a situação, assentiu.
— Compreendo.
Yeoul voltou para o táxi com a ajuda de Song Hobin. E seguiu de volta para o hospital, que parecia uma prisão.
Seus sentimentos eram complicados em muitos aspectos. Não apenas a atitude de Shin Taeon, que mudava como quem vira a palma da mão, mas o fato de Song Hobin o ter seguido era ainda mais desconfortável. Embora tivesse dito que não se tratava de agiotagem, o homem parecia continuar desconfiado. Tinha medo de que ele contasse esse fato a Eun Sajun.
Ficando ansioso, Yeoul olhou de relance para ele de lado. Então seus olhos se cruzaram. Pensando “ah, não”, Yeoul virou a cabeça apressadamente. Gradualmente, um calor estranho começou a circular nos olhos de Song Hobin.
— Bebê-nim. Na verdade, há uma saída secreta na mansão do Diretor.
— Hã?
Yeoul olhou para ele, perguntando-se por que ele estava dizendo tal coisa de repente.
— Se o senhor entrar no depósito norte, no primeiro andar, há uma porta lá dentro e, se sair por ali, leva diretamente para fora.
Havia um espaço assim naquela mansão? Yeoul ficou extremamente surpreso.
— Sério? Como você soube disso?
— Vi as empregadas entrando e saindo por ali depois de fazerem compras da última vez. Foi assim que descobri.
— Ah…
Fora feito simplesmente para tornar o trabalho mais conveniente? Porém, não era como se fosse difícil entrar e sair pelo portão principal também, então ele estava confuso sobre se havia realmente necessidade de ir tão longe. Mas agora, neste momento, existia uma pergunta maior.
— Por que você está me dizendo isso?
— Só achei que seria bom o Bebê-nim saber.
Song Hobin deu um sorriso gentil com os olhos. Parecia suspeito, como se ele soubesse que Yeoul queria escapar de Eun Sajun.
— Eu não preciso saber dessas coisas.
Yeoul, que sentiu como se sua fraqueza tivesse sido pega sem motivo, negou e depois olhou pela janela do carro.
O céu que estivera límpido logo antes estava agora escuro, como se coberto por nuvens carregadas. Parecia insinuar seu futuro, tornando seu estado de espírito ainda mais complicado.
Bzzzz.
Naquele momento, o telefone que Yeoul colocou no bolso começou a tocar. Ao mesmo tempo, seu coração caiu. Atualmente, havia apenas uma pessoa que ligaria para aquele telefone. Apenas Eun Sajun. Yeoul engoliu em seco e atendeu a ligação.
— Alô?
[Onde você está agora?]
Sua voz era extremamente fria.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Gabby.