Capítulo 31
Capítulo 31 。 ₊°༺❤︎༻°₊ 。
Um silêncio denso circulava pelo escritório espaçoso, cujas paredes preto-carvão contrastavam com o mármore branco puro. Eun Sajun estava reclinado em sua cadeira de escritório com os olhos fechados. Suas sobrancelhas finas, levemente arqueadas, revelavam uma sensibilidade afiada.
Toc, toc.
A porta se abriu junto com o som das batidas que cortaram o silêncio. Uma mulher com o cabelo preso com elegância colocou a cabeça para dentro.
— Diretor-nim, o senhor tem uma visita.
— Quem é?
— Kang Hyeok-nim chegou.
— Ah… Diga a ele para entrar.
Assim que a ordem de Eun Sajun foi dada, a porta se abriu. Um homem com a franja penteada para trás entrou. Ele usava óculos de armação transparente e vestia um sobretudo cinza.
— Há quanto tempo. Eun Sajun.
— Como assim “quanto tempo”, nós nos vimos duas semanas atrás.
Diante da resposta de Eun Sajun, Kang Hyeok empurrou desajeitadamente a armação dos óculos e seus olhos ficaram arregalados.
— Ah, é verdade. Fui tratar aquele Ômega que estava de cama com dores no corpo. Tenho estado tão ocupado ultimamente que estou perdendo a cabeça. Até eu tive dores no corpo dois dias atrás.
— Por que o corpo de um Alfa Dominante é tão fraco?
— Talvez seja porque cheguei aos trinta. Meu corpo não é mais o mesmo de antes.
Kang Hyeok era amigo de infância de Eun Sajun e atualmente trabalhava como seu médico particular. Ele fora chamado por Eun Sajun recentemente. Visitou a mansão porque Eun Sajun lhe pedira para examinar um Ômega que estava doente.
— Naquela época eu também tinha outros compromissos e estava ocupado demais para reparar, mas qual é a sua relação com aquele Ômega?
— Fiz um contrato com ele.
— Que tipo de contrato?
— Contrato de gravidez.
— Ah… Você quer dizer aquilo que seu pai disse, que se você não fosse se casar, ao menos trouxesse um neto para casa?
Kang Hyeok sentou-se no sofá enquanto observava a expressão de Eun Sajun.
— Até agora, vários Ômegas Dominantes propuseram fazer um contrato de gravidez com você, mas você recusou todos. Então, desta vez, você deve gostar de verdade dele? Bom, já lidei com muitos Ômegas até hoje, mas nunca vi um Ômega com traços tão delicados e expressivos. Ele parecia realmente inocente.
Ele tinha uma expressão empolgada, como se assistisse a um espetáculo interessante. Em contraste, a feição de Eun Sajun se endureceu enquanto ele abaixava ligeiramente seus olhos frios.
— Eu também não sei.
— Não sabe?
Kang Hyeok encarou Eun Sajun como se olhasse para um monstro. Mais precisamente, sua expressão perguntava que tipo de tolice aquele desgraçado louco estava dizendo agora.
— Preciso observar um pouco mais antes de chegar a uma conclusão.
— Observar? Que palhaçada é essa?
Kang Hyeok, que o estava repreendendo, logo ficou com as pupilas vacilantes.
— Você está planejando fazer algo desprezível com aquele Ômega agora?
— Talvez.
Eun Sajun deu uma resposta bombástica, mas ele próprio parecia estar vagando em uma caverna labiríntica.
— A propósito, Song Hobin está se saindo bem no trabalho?
— Quem é Song Hobin?
— É o irmão mais novo de um amigo meu. Ele mudou de carreira enquanto estava na faculdade de medicina e se preparou para ser segurança. Ouvi dizer que ele conseguiu um emprego na sua empresa desta vez.
Eun Sajun franziu a testa por um momento, perdido em pensamentos, e depois inclinou a cabeça.
— Eu não me lembro de funcionários individuais, então não sei.
— Bom, sua empresa é bem grande. Eu também não sou tão próximo dele, mas originalmente ele estava se especializando em medicina voltada para Ômegas, assim como eu. Fiquei surpreso quando ele se tornou segurança de repente.
Bzzz.
Naquele momento, o telefone de Eun Sajun sobre a mesa começou a tocar. O nome salvo como Gerente Park piscou na tela. O Gerente Park era um homem de meia-idade que atualmente estava fazendo a guarda em frente ao quarto.
— O quê? Aconteceu algo com o bebê?
Eun Sajun atendeu o telefone em tom de dúvida.
[Diretor-nim! Estamos com um grande problema agora!]
— O que houve?
[Os subordinados de Larco invadiram a mansão neste momento.]
Diante do relatório, o semblante de Eun Sajun fechou imediatamente.
— Quantos entraram?
[Estimamos cerca de quatro ou cinco. Já mandamos as governantas e os funcionários para a saída de emergência.]
— O que aconteceu com o bebê?
[O bebê está sendo protegido por um novato neste momento.]
— O quê? Um novato?
Eun Sajun passou a mão pelo cabelo abruptamente enquanto seus olhos ficavam afiados.
— Você deveria estar fazendo a guarda! Por que atribuiu isso a um inexperiente?
[Apenas… acabou acontecendo assim.]
— Porra. Estou indo agora mesmo, então proteja o bebê direito!
[Ah… Entendido.]
Após desligar a chamada, Eun Sajun se levantou pressuroso da cadeira. Os olhos de Kang Hyeok também se arregalaram ao presenciar a cena.
— Por quê? O que está acontecendo?
— Você não precisa saber. Tenho que sair agora, então volte para o hospital também.
Eun Sajun pegou seu paletó rapidamente para sair.
— Ele pode se machucar…
Murmurando para si mesmo, ele pareceu se lembrar de algo e voltou o olhar para Kang Hyeok.
— Você vem também.
— O quê? Eu também?
— Sim.
— Por quê? O que está havendo?
Os olhos de Kang Hyeok brilharam intensamente, como se tivesse descoberto algum espetáculo interessante. Eun Sajun explicou resumidamente a situação que se desenrolava na mansão.
— Posso precisar de você, já que não sabemos o que pode acontecer.
— Você está preocupado com aquele Ômega?
— Estou.
— Bom, ele é pequeno e delicado, então seria a presa perfeita para terroristas.
— Pode ser o oposto.
Diante da declaração de Eun Sajun, Kang Hyeok inclinou a cabeça.
— O oposto?
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Yeoul agachou-se no chão, movendo os olhos de um lado para o outro. Estava atualmente refugiado na parte mais profunda do closet. E, em frente à porta, estava o jovem segurança que o arrastara para o quarto mais cedo.
— Arf… arf…
O rosto dele transbordava tensão nervosa. A gravidade era tanta que até a pistola que segurava tremia. Embora tivesse um porte físico considerável, aos olhos de Yeoul ele parecia uma criança assustada.
— Er… você deveria vir aqui também.
Parecia estar tentando protegê-lo, mas parecia mais provável que acabasse sendo atacado pelos invasores.
— N… não!
Ele tentou falar com firmeza, mas seus olhos estavam aterrorizados. Yeoul ficou pasmo. Talvez percebendo a perplexidade na expressão de Yeoul, o segurança emitiu uma voz trêmula.
— Por favor, confie em miiim…
— …
Yeoul sentiu uma dor de cabeça surgindo por causa daquela atitude totalmente não confiável.
Parecia que confiar naquele segurança não era a solução. Ele olhou ao redor para ver se havia algo que pudesse ser usado como arma em caso de emergência. No entanto, como era um closet, a maioria das coisas eram roupas, havendo apenas sapatos ou bolsas. Havia um prendedor de gravata, mas não parecia adequado para subjugar alguém.
— Por que você está fazendo isso? Está procurando alguma coisa?
O segurança aproximou-se curioso enquanto Yeoul se movia atarefado. Ele não teve coragem de dizer que estava procurando armas por não confiar no segurança.
— Não, não é nada demais.
— Se houver qualquer desconforto, por favor me avise.
— Não há…
— Sim. Entendi… ah.
O segurança de repente se sentou no chão enquanto respondia.
— Por que, por que você está fazendo isso?
Os olhos de Yeoul se arregalaram ainda mais diante do comportamento repentino. O segurança pareceu notar que não deveria estar fazendo aquilo e se levantou novamente.
— Me desculpe… É meu primeiro dia de trabalho hoje, então estou perdendo a cabeça.
— Sim…
— Diferente do treinamento, não sei por que o trabalho real é tão assustador. Mas eu definitivamente vou protegê-lo, Bebê-nim!
— Ah. Sim… er. Você não precisa me chamar de Bebê-nim.
Era vergonhoso demais fazer um pedido daqueles com a própria boca.
— Não posso. É ordem do Diretor-nim.
Ele se perguntou que tipo de ordem era aquela. Foi naquele momento em que ele suspirou em tom de absurdo.
BAM!
Um som destrutivo ecoou pelos seus ouvidos. Assustado, Yeoul olhou naquela direção. O painel da porta tremeu e, ao mesmo tempo, se rachou ao longo dos sulcos da madeira.
— Huk.
Parecia que os invasores finalmente haviam encontrado o caminho até ali. O rosto do segurança ficou instantaneamente pálido como se tivesse sido descolorido.
— Po… por favor, venha para trás de mim! Bebê-nim.
O segurança parou em frente a Yeoul. Ele era definitivamente mais alto que Yeoul, parecendo ter bem mais de 1,80 m e porte atlético, mas a tensão podia ser sentida em seus ombros curvados. Yeoul entrou em um dilema, perguntando-se se não deveria estar protegendo aquele segurança novato em vez do contrário.
Enquanto isso, a porta foi destruída como um trapo e logo se abriu como se fosse se despedaçar. E três homens em uniformes militares pretos seguravam metralhadoras. Usavam óculos de proteção e máscaras para que seus rostos não pudessem ser vistos, mas uma intimidação enorme podia ser sentida.
O segurança tremia ainda mais, e Yeoul também foi tomado por um medo extremo. No entanto, com a única determinação de que não podia morrer ali, ele reuniu suas forças mentais.
— Então você estava se escondendo aqui.
O homem no meio, que parecia ser o líder, falou. Mas sua pronúncia era bastante enrolada, não parecendo ser coreano.
— O Ômega que fez o contrato de gravidez está aqui?
Eles sabiam da existência de Yeoul. Assim como Chris e Jack da última vez, parecia que o fato de Eun Sajun ter um Ômega Dominante ao seu lado se espalhara entre os terroristas.
— E… ele não está aqui.
O jovem segurança respondeu enquanto tremia. Mas eles já haviam visto Yeoul atrás do segurança e sinalizaram um para o outro com o olhar. Em seguida, o homem à direita de repente apontou o cano da arma para o teto e disparou.
BAM!
Foi um som verdadeiramente ameaçador. Tanto o segurança quanto Yeoul caíram no chão. E os homens de uniforme militar entraram ainda mais ousadamente.
— Ei, garoto. Se você nos entregar o Ômega que está com você, pouparemos sua vida.
— N… não.
O jovem segurança ficou na frente de Yeoul. Ele ergueu o cano da arma que segurava e puxou o gatilho. Mas aquele projétil acabou apenas estilhaçando um expositor de vidro. Ao mesmo tempo, ele desabou de repente, talvez assustado pelo próprio tiro que dera. Ele havia desmaiado.
— Huk!
O coração de Yeoul batia descompensado. Não podia ser arrastado daquela forma. Não havia nada que pudesse servir de arma? Ele moveu os olhos rapidamente, olhando ao redor. No chão, havia pedaços espalhados do expositor de vidro estilhaçado. Entre eles, os olhos de Yeoul captaram o maior pedaço.
Logo, o homem de uniforme militar aproximou-se de forma ameaçadora. Ele segurou o braço de Yeoul e torceu seu corpo. No mesmo instante, Yeoul cravou o caco de vidro no pescoço do homem.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Gabby.