Capítulo 28
Capítulo 28 。 ₊°༺❤︎༻°₊ 。
— Ah… É que… Quer dizer…
Sua visão escureceu. As mesmas palavras continuavam dando voltas em sua boca.
Ele decidiu que dizer que estava indo ao banheiro seria a resposta mais apropriada. O problema era que provavelmente seria questionado sobre o motivo de estar vestindo roupas de sair. Então, planejou responder que as vestiu porque estava frio.
Yeoul olhou para Eun Sajun enquanto pensava em desculpas esfarrapadas. Mas ele estava dormindo de novo.
— O quê?
Yeoul ficou pasmo. Ele não tinha acabado de falar com ele? Ou era sonilóquio?
Mas o que tinha percebido durante os últimos dias dividindo a cama era que os hábitos de sono de Eun Sajun eram muito tranquilos. Ele não apenas não roncava, como também não rangia os dentes nem se revirava muito. Parecia que estava conhecendo um lado dele pela primeira vez.
Yeoul ficou momentaneamente desconcertado, mas agora era sua chance de escapar. Ele foi na ponta dos pés, abriu a porta do quarto e saiu. Conseguia ver a sala de estar com uma iluminação suave acesa. Embora fosse um espaço mais apertado do que a mansão à qual estava acostumado, o interior parecia ter transferido os gostos de Eun Sajun com exatidão — a disposição dos móveis e a paleta de cores pareciam familiares.
A observação foi breve enquanto olhava ao redor cuidadosamente, perguntando-se se poderia haver outros funcionários. Felizmente, estava quieto e não conseguia sentir a presença de mais ninguém. Pensou ainda mais firmemente que precisava sair dali rapidamente.
Após passar por um pequeno corredor, surgiram escadas que levavam ao primeiro andar. Yeoul acelerou um pouco o passo e desceu as escadas.
Como era sua primeira vez naquele espaço, ele vagou brevemente procurando onde ficava a entrada, mas a encontrou rapidamente. Abriu a porta com a sensação de estar atravessando espinheiros. Sentiu a brisa gélida do mar. Parecia que lâminas estavam cortando seu rosto por todos os lados.
— Nossa, está frio.
Era um frio mais intenso do que imaginara.
Por um momento, o aconchego da cama veio à sua mente, mas ele balançou a cabeça. Desde o início, estar ao lado de Eun Sajun não era onde deveria estar. Mas agora que estava realmente o deixando, ficou confuso sobre o motivo de se sentir arrependido.
— Preciso me recompor.
Yeoul deu um tapa na própria bochecha e começou a correr. Ao mesmo tempo, sentiu uma intensa sensação de libertação enquanto abria o portão e saía.
— Uau…
Ele conseguia ver o mar com ondas ondulando ao lado da vasta extensão de praia de areia. Já tinha visto o mar pela janela antes, mas vê-lo de perto assim parecia mais real. Se assistisse ao nascer do sol dali, seria realmente lindo, pensou. De repente teve vontade de ver, mas tal romantismo era um luxo no momento.
Agora era hora de contatar Shin Taeon. Ele olhou ao redor procurando um lugar onde pudesse haver pessoas para pedir um telefone emprestado. Era uma área predominantemente tranquila. Ele só conseguia ver casas de veraneio e residências espalhadas aqui e ali. Yeoul se sentiu frustrado e acelerou os passos.
Então ele viu uma loja de conveniência ao longe. Yeoul dirigiu-se rapidamente para lá. Mas havia olhos azuis observando as costas de Yeoul, e ele não percebeu.
Plim-plim
Yeoul abriu a porta da loja de conveniência e entrou. Um homem de aparência gentil usando óculos estava no balcão, e ele se aproximou apressado.
— Com licença… Me desculpe, mas eu poderia te pedir um favor?
— Sim, o que é?
— Estou com um problema, você poderia me emprestar seu telefone?
O homem olhou para Yeoul da cabeça aos pés com uma expressão perplexa, examinando-o por completo. Parecia estar desconfiado de Yeoul.
— Por favor…
Yeoul, que tinha ficado ansioso, piscou os olhos grandes e esfregou as mãos. O homem, que havia hesitado por um momento, logo estendeu o telefone para Yeoul.
— Não pode falar por muito tempo.
— Obrigado. Muito obrigado!
Yeoul recebeu o telefone educadamente e ligou para Shin Taeon. O sinal de chamada continuou. A tensão aumentou e seu coração batia como se fosse explodir.
“Atende. Atende.”
Ele sabia perfeitamente que ele estava ativo àquela hora, mas não sabia por que ele não estava atendendo ao telefone. Enquanto ficava impaciente, o suor brotava em suas palmas. Ele não estava esperando pelo resultado de uma ligação assim?
Quando sentiu que estava enlouquecendo de medo:
[Alô.]
A voz de Shin Taeon foi ouvida como uma tábua de salvação.
— Alô! Sou eu. Geum Yeoul.
Sua voz naturalmente ficou mais alta por causa do desespero.
[O quê? Por que você está ligando a esta hora?]
— Não é nada disso, eu descobri o código…
Mas Yeoul não conseguiu continuar com as palavras seguintes.
BAM!
Porque a porta da loja de conveniência caiu no chão como se tivesse sido arrancada. Ao mesmo tempo, ele sentiu de repente um feromônio familiar.
Yeoul, cujo coração gelou, tremeu e olhou para trás. Pôde ver homens de terno como estátuas de pedra e, no meio deles, o olhar azul de Eun Sajun faiscava em sua direção.
— Eu lhe disse que era proibido sair sozinho, não disse?
— Arf! Como… como…
Yeoul, assustado com sua aparição repentina, deu um passo para trás. Por que a pessoa que estava deitada na cama de repente aparecera diante de seus olhos? A ponto de ele querer acreditar que era uma alucinação.
[O quê? Por que você não está mais respondendo ao telefone?!]
No meio disso, a voz violenta de Shin Taeon ecoou do outro lado do telefone. Yeoul, achando que as coisas ficariam piores, primeiro apertou o botão de encerrar a chamada. Em seguida, devolveu o telefone ao homem no balcão.
— Haah…
Os olhos de Eun Sajun ficaram gradualmente mais afiados. Ele ergueu ambos os braços e os envolveu ao redor das costas de Yeoul, abraçando-o com força. O corpo pequeno de Yeoul ficou envolvido nos braços de Eun Sajun em um instante.
Imediatamente, a ponte proeminente do nariz de Eun Sajun dirigiu-se à nuca de Yeoul. Sua respiração podia ser ouvida fortemente, como se estivesse inalando. Era como uma fera esfomeada verificando antes de caçar.
— Bebê. Vamos voltar.
— Eu… Eu…
Se fosse arrastado de volta assim, parecia que a oportunidade de encontrar Shin Taeon desapareceria para sempre. Isso seria um problema. Yeoul, firmando o olhar, pisou no pé de Eun Sajun.
— Ah!
O rosto de Eun Sajun também se encheu de perplexidade, como se não tivesse pensado que Yeoul agiria assim. Os homens posicionados ao redor deles também ficaram chocados. Era como se tivessem testemunhado um ato suicida.
“Se eu for pego agora, vou realmente morrer.”
Yeoul empurrou Eun Sajun rapidamente e saiu pela porta da loja de conveniência.
— Arf… arf…
Um vento forte como uma ventania soprava loucamente, mas ele corria desesperadamente.
Ele não conhecia a geografia dali, então nem conseguia saber para onde estava indo. Por isso, decidiu que deveria ir para um lugar com o máximo de pessoas possível.
Quanto tempo havia corrido desesperadamente sem olhar para trás?
Entrou em uma estrada tranquila. Como era tarde da noite, não havia sinal de pessoas ao redor, muito menos de carros passando. Parecia que estava sozinho em um espaço onde a humanidade havia perecido. Era o próprio desespero.
Sua resistência estava esgotada e suas pernas gradualmente começaram a perder a força. Parecia que seria difícil continuar correndo. Ele olhou ao redor. A julgar pelo quão calmo o ambiente estava, não parecia que Eun Sajun o havia seguido.
— Uf…
Aliviado, Yeoul respirou fundo e depois se sentou no chão. Mas, para o caso de Eun Sajun e seus funcionários o descobrirem, ele escondeu o corpo atrás de um poste de luz.
Seria porque correra até sentir que os músculos iam explodir? O suor escorria. Parecia que estava no meio de um deserto.
Ele não entendia por que Eun Sajun estava lá. Ele claramente estava dormindo até ele sair. Levava cerca de dez minutos a pé da casa de veraneio até a loja de conveniência. Será que Eun Sajun tinha acordado e o seguido imediatamente durante esses dez minutos? Tinha tentado sair escondendo sua presença o máximo possível, mas devia ter perturbado o sono dele.
— Isso está realmente me deixando louco…
Yeoul sentia suas entranhas queimando em desespero. Tinha que ir para Seul… Como deveria ir? Primeiro, como suas pernas estavam ficando dormentes por ficar de pé, ele se sentou no chão. Um vento frio soprou. Sua tristeza dobrou e fez seu peito doer. Sentiu vontade de chorar sem motivo, mas engoliu o choro.
O céu, que esteve escuro, começou a clarear gradualmente. O primeiro sol do ano estava prestes a nascer.
Então ele sentiu a presença de alguém descendo por sua espinha.
— Bebê. O que está fazendo escondido aqui?
Era Eun Sajun.
A ansiedade de Yeoul aumentou. Não podia ser pego assim. Seria um problema. Ele apalpou o chão com a mão procurando algo para se defender. Pegou grama seca, galhos de árvore e uma pedra dura. Era quase como um martelo.
Uma agressividade bizarra ganhou vida nos olhos de Yeoul. No momento em que a pegou, Eun Sajun estava ficando cada vez mais perto.
— Vamos voltar.
Yeoul olhou para trás com cuidado.
— Eu… Eu tenho uma coisa para fazer, então preciso ir agora.
— Que tipo de assunto faz você agir assim? Venha aqui enquanto estou sendo bonzinho.
Eun Sajun estava chegando cada vez mais perto. Yeoul, que ficou ansioso, finalmente acabou jogando a pedra que segurava nele.
。 ₊°༺❤︎༻°₊ 。 。 ₊°༺❤︎༻°₊ 。
Continua….
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Gabby.