Capítulo 12
Capítulo 12 。 ₊°༺❤︎༻°₊ 。
O corpo de Yeoul congelou completamente. Ele se perguntou se tinha ouvido direito e até chegou a cutucar uma das orelhas. Como alguém podia, logicamente, chamar outra pessoa por um termo tão intimo? A situação já era absurda o bastante pelo fato de ele ter que dar uma espiada na tatuagem gravada no pênis daquele Alfa, e agora parecia ainda mais insana.
— Ah.
Eun Sajun também pareceu perceber o próprio erro e rapidamente balançou a cabeça. Com uma expressão constrangida, passou a mão pela franja.
— Ah, eu me enganei. Não era isso. Quis dizer que, de agora em diante, você deve me chamar de “querido”. Eu também vou chamar você assim.
Era melhor do que aquilo, mas aquela forma de tratamento também era um enorme fardo por si só. Eles nem sequer eram amantes. Depois do beijo, tudo aquilo só deixava Yeoul ainda mais confuso.
— Por quê? Por quê?
— Achei que seria bom para nos aproximarmos.
Mesmo assim, ter que chamá-lo de “querido”… Que tipo de tratamento constrangedor era aquele?
— Querido. Entendeu?
Eun Sajun apertou a bochecha de Yeoul, com um olhar astuto. Ele se sentiu ainda mais desconcertado, mas por quê? Era como se tivesse sido obrigado a manter um doce extremamente açucarado dentro da boca. Ele também não sabia explicar por que se sentia daquele jeito. Aquilo parecia loucura.
De qualquer forma, precisava agradar Eun Sajun, então tinha que seguir obedientemente a sugestão dele.
— Ah… entendi.
— Você também vai me chamar assim.
— Eu… eu também?
Eun Sajun assentiu. A boca de Yeoul ficou seca, mas, quando ele estava prestes a abrir a boca com esforço, passos rápidos se aproximaram e a porta do motorista se abriu completamente.
— Diretor-nim. Tudo foi resolvido.
Era o secretário Kim. Eun Sajun pareceu perceber a presença dele e não insistiu mais no assunto, mudando de tema.
— A limpeza do local também foi concluída?
— Sim.
— Não ficou uma única gota de sangue?
— Claro que não. Restauramos o local completamente, como se nada tivesse acontecido.
— Bom trabalho.
Ao ouvir aquela conversa, Yeoul percebeu que Eun Sajun parecia pertencer a um mundo muito mais distante do seu do que ele havia imaginado. Isso tornou seus sentimentos ainda mais complicados.
Pouco depois, o secretário Kim ligou o motor e o sedã partiu.
Yeoul chegou novamente à mansão de Eun Sajun. Ele havia dito que haveria uma reunião, mas o lugar estava silencioso, sem nenhum vestígio dela, como se todos já tivessem ido para casa.
Yeoul estava preocupado em como lidaria com os convidados caso ainda houvesse alguém ali, então foi um alívio.
Nesse momento, a governanta se aproximou.
— Diretor-nim. Todos os convidados voltaram para suas respectivas casas há trinta minutos.
— Entendo.
— Porém…
A governanta parecia querer dizer alguma coisa, mas observava a reação de Yeoul. Eun Sajun inclinou ainda mais a cabeça, confuso.
— O que foi?
— Eu conto depois.
— Diga agora.
Ele parecia irritado, com a impaciência estampada no rosto. A governanta também pareceu assustada e mexeu os lábios antes de começar a falar.
— Bem… Eu mal consegui acalmar o senhor Baek Cheonhui quando ele disse que queria vê-lo antes de ir embora, Diretor-nim.
— Acalmá-lo? Ele fez alguma coisa?
— Ele apenas levantou um pouco a voz. Mesmo quando o senhor disse que sairia mais cedo, ele tentou desesperadamente impedi-lo.
— É verdade.
Ao ouvir a conversa, Yeoul sentiu-se ainda mais culpado e grato a Eun Sajun. Será que Baek Cheonhui queria tanto vê-lo assim? Afinal, ele nem sequer era um Ômega extremamente Recessivo de verdade.
— Então o senhor Baek Cheonhui foi embora?
— Sim. Foi embora com muita dificuldade.
— Entendo.
Eun Sajun respondeu de maneira indiferente. Sua expressão demonstrava que não se importava nem um pouco com Baek Cheonhui.
A governanta se retirou, aparentemente ocupada com outras tarefas. Observar sua figura se afastando apressadamente pareceu estranho para Yeoul.
Se não fosse pelo contrato de gravidez, aquele talvez fosse o trabalho que ele deveria estar fazendo originalmente.
— Agora precisamos elaborar o contrato, então vá esperar na sala de estar.
— Ah… sim. Entendi.
Yeoul assentiu sem jeito.
Ao entrar na sala de estar, Yeoul sentiu uma sensação estranha.
Quem diria que ele voltaria ao lugar de onde havia fugido apenas dez dias atrás…
Ele pensou que a vida realmente era imprevisível.
A porta se abriu e Eun Sajun entrou. Ele segurava o tablet que havia trazido da última vez, quando sugerira que os dois elaborassem um contrato.
Embora não tivesse escolha a não ser assinar aquele contrato, só de pensar em realmente colocar sua assinatura nele já sentia a tensão aumentar.
Eun Sajun sentou-se diretamente à frente de Yeoul. Tocou no tablet e lançou-lhe um olhar.
— Antes de elaborarmos o contrato, há uma coisa que quero saber.
— Sim? O que… o que você quer saber?
As palavras de Yeoul foram desaparecendo no final devido ao excesso de nervosismo.
— Por que você fugiu da última vez?
— Ah.
A pergunta veio como uma emboscada e fez a respiração de Yeoul parar por um instante.
Mas era uma pergunta que Eun Sajun tinha todo o direito de fazer. Distraído pelas ameaças de Shin Taeon, Yeoul havia esquecido completamente daquela situação que ele mesmo havia criado.
Um suor frio começou a se formar em sua testa. Ele rapidamente engoliu o suco de laranja que a governanta havia deixado ali.
Geum Yeoul! Pense. Pense rápido em uma resposta plausível!
Depois de agonizar até sentir que sua cabeça explodiria, Yeoul finalmente abriu a boca com dificuldade.
— Meu… meu irmão mais novo sofreu um acidente de repente, e eu recebi uma ligação dizendo que ele estava na emergência. Então… não tive escolha.
— Ah, é mesmo? Você deve ter ficado muito assustado.
Uma expressão preocupada surgiu no rosto de Eun Sajun.
Parecia que sua mentira havia funcionado. Yeoul suspirou aliviado e deu um tapinha no próprio peito.
— Sim… eu entrei em pânico.
— Então foi por isso que nos encontramos no hospital.
— Isso mesmo.
Yeoul assentiu vigorosamente para dar mais credibilidade à mentira.
— Mas, se essa era a situação, você deveria ter entrado em contato comigo depois que as coisas se acalmassem um pouco. Eu fiquei preocupado.
— Ah… eu estava fora de mim. Sinto muito.
Yeoul encolheu os ombros. Como não esperava que os dois se encontrassem novamente daquela maneira, ele se arrependia de ter agido tão irresponsavelmente naquela época.
— Mas por que você mudou de ideia de repente?
Outra crise surgiu para sua mentira.
Naturalmente, não podia mencionar nada relacionado a Shin Taeon. Yeoul engoliu em seco.
Mas talvez graças à mentira que havia preparado anteriormente, a próxima mentira surgiu com facilidade.
— Meu irmão estava em estado crítico e eu precisava de dinheiro.
— Como eu esperava.
Eun Sajun ergueu o tablet, como se já tivesse previsto aquela resposta.
— Eu imaginei que você diria algo assim.
Hã? Ele imaginou que eu diria algo assim?
Yeoul sentiu que havia algo estranho naquela frase.
Não deveria ter sido algo como “Eu imaginei” ou “Eu sabia que devia haver alguma circunstância desse tipo”?
— Como mencionei da última vez, se você conseguir dar à luz com sucesso, prometo garantir que possa viver uma vida luxuosa pelo resto da vida.
— Sim…
— Então leia o contrato com atenção e assine.
Eun Sajun estendeu o tablet. A tela estava preenchida com o contrato.
Yeoul engoliu em seco.
Embora tivesse vindo fazer um contrato de gravidez para descobrir o código, uma parte de seu coração estava pesada. Sentia ansiedade sobre conseguir descobrir o código corretamente e, ao mesmo tempo, culpa por estar enganando Eun Sajun.
Mas, como não podia evitar aquilo, começou a ler as cláusulas.
A Parte A era Eun Sajun, e a Parte B era Yeoul.
O contrato estava cheio de cláusulas típicas, mas uma delas chamou sua atenção.
Yeoul ficou momentaneamente desconcertado.
Ele havia ouvido dizer que crianças concebidas naturalmente, em vez de por fertilização in vitro, tinham maior possibilidade de manifestar características extremamente recessivas.
Acima de tudo, para ter acesso aos órgãos genitais dele, uma gravidez natural seria definitivamente mais vantajosa.
Mas, por algum motivo, lembrar-se do beijo que haviam compartilhado antes fez seu peito formigar.
— Por quê? Há alguma cláusula que o incomode?
— Não… não.
Ele fechou a boca, preocupado que Eun Sajun pudesse achar aquilo estranho.
Então passou para outra cláusula.
Como se tratava de um contrato de gravidez, aquela era naturalmente uma cláusula esperada.
Yeoul não gostava de cigarros nem de álcool e raramente tomava café, então passou por ela sem dar muita importância.
— Hic!
Atingido em cheio no ponto fraco, Yeoul sentiu como se algo tivesse ficado preso em sua garganta.
As pupilas de Eun Sajun também se dilataram de surpresa ao ver o rosto de Yeoul ficar repentinamente pálido.
— O que aconteceu? Está se sentindo mal?
— Ah… não… isso… quer dizer…
Yeoul abriu e fechou a boca como um peixe.
Deveria mencionar a indenização?
Se lidasse com aquilo da maneira errada, poderia estar cavando a própria cova.
Como Yeoul não conseguia responder facilmente, Eun Sajun pareceu achar aquilo estranho e desviou o olhar para o tablet.
— Você está agindo assim por causa da cláusula sobre a indenização?
— Bem…
— Há alguma coisa sobre a qual o nosso querido esteja mentindo para mim?
Eun Sajun sorriu com olhos astutos, semelhantes aos de uma raposa.
Yeoul sentiu como se seu coração tivesse sido esfaqueado e depois perfurado, e balançou a cabeça vigorosamente.
— Não. Eu só fiquei curioso porque envolve dinheiro…
— Ouvi dizer que, quando se fazem contratos de gravidez, é comum alguns Ômegas mentirem sobre suas características.
Eek.
Yeoul mal conseguiu engolir outro gemido que quase escapou.
— Essa cláusula foi incluída justamente para situações assim. Mas ela não se aplica ao nosso querido, então você não precisa se preocupar.
Eun Sajun parecia acreditar plenamente que Yeoul era um Ômega extremamente Dominante.
Embora o suor frio escorresse pela testa de Yeoul a ponto de ele sentir que poderia desmaiar, ele mal conseguiu manter a compostura.
— Hum… por acaso… quanto seria a indenização?
Sinceramente, fazer aquela pergunta era como pisar em uma mina terrestre por vontade própria, mas ele não conseguia conter a curiosidade.
— Isso será determinado de acordo com a gravidade da mentira.
— Ha…
Diante daquela resposta excessivamente subjetiva, a visão de Yeoul escureceu.
É mesmo certo assinar isso agora?
Estou planejando desaparecer assim que descobrir o código gravado no pênis dele…
Aquilo parecia que acabaria se tornando um enorme problema.
— Por que está hesitando tanto?
Eun Sajun inclinou a cabeça enquanto Yeoul permanecia rígido.
— Não… bem, é que…
— Há alguma coisa incomodando você? Por acaso você não é um Ômega extremamente Dominante?
— Sim… isso… Não! Eu sou um Ômega extremamente Dominante!
Yeoul gritou enquanto suava profusamente.
Mas, quando chegou a hora de assinar, a cláusula da indenização era assustadora demais.
Parecia que acabaria se tornando devedor de Eun Sajun enquanto tentava fugir de Shin Taeon.
— Não prolongue isso e simplesmente assine.
Falando em um tom autoritário, Eun Sajun colocou a mão sobre a de Yeoul.
Então guiou o dedo de Yeoul, fazendo-o rabiscar sua assinatura no campo destinado à assinatura do contrato.
— Não! O que você está fazendo?!
Yeoul gritou, chocado.
— Você já ia assinar mesmo. Então por que está hesitando tanto? Você disse que precisava de dinheiro.
Eun Sajun respondeu calmamente, enquanto olhava elegantemente para a tela do tablet.
— Bem, agora o contrato está concluído.
— Haa…
Yeoul baixou a cabeça e agarrou os cabelos.
Sentia como se tivesse sido coberto por cinzas vulcânicas.
Para cumprir a missão que lhe havia sido dada, ele realmente precisava fazer aquele contrato.
Será que deveria conversar com Shin Taeon sobre a questão da indenização?
Mas não havia a menor possibilidade de aquele agiota ajudá-lo.
Ele certamente diria para Yeoul resolver aquilo sozinho.
— Não se preocupe tanto.
Antes que percebesse, Eun Sajun já estava sentado ao lado de Yeoul.
— Se você for honesto comigo, não precisará se preocupar com coisas como indenização.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Gabby.