Episódio 63
E as perguntas que ele tinha sobre a pessoa chamada Hong Yeonwoo começaram a se encaixar como um quebra-cabeça.
Ele deveria receber várias coisas da mãe. Simplesmente em troca de terminar comigo.
Mas então, por acaso, ele perdeu a memória num acidente e ele ainda estava grávido de uma criança cujo pai ele não sabia. Todas as compensações prometidas teriam voado embora, e ele não ia querer largar isso.
Yeonwoo parecia ter julgado que alegar que era filho de Baek Chahyun lhe traria mais nessa situação.
— Então, era isso que você queria.
Chahyun, com um cigarro na boca, desenhou um arco nítido com o canto dos lábios.
Era tão óbvio que era quase um alívio. Ele conseguia lidar com isso sozinho. Exceto arranjar um Alfa, claro.
Chahyun, que havia jogado o cigarro agora curto pela janela, fez sinal para o secretário Lee sair.
Conforme amassava os documentos na mão, a imagem de Yeonwoo no funeral tremulou em sua cabeça.
Seus olhos estavam inchados de chorar, e ele estava tão magro que era difícil de olhar. Ele não conseguia esquecer o choque que havia recebido então. Quando Yeonwoo disse que não conseguia comer por causa do enjoo matinal, ele até ressentiu a criança que nem havia nascido ainda.
Ele estava claramente preocupado com Hong Yeonwoo. Ele vinha tendo uma consciência vaga disso, mas seus sentimentos ficaram mais claros depois do funeral. A ponto de ele querer mantê-lo ao seu lado mesmo depois de se casar com Oh Yumin.
Nesse caso, a existência da criança poderia ser vantajosa para ele. Se fosse uma criança à qual Yeonwoo desse à luz, ele estava disposto a cuidar bem dela, mesmo que não fosse sua. Seria ainda melhor se Yeonwoo não pudesse deixá-lo por causa disso.
Claramente, no começo, ele estava com raiva de Yeonwoo por tentar enganá-lo, mas agora ele não se importava nem um pouco. Na verdade, ele preferia que não fosse seu filho. Se fosse verdadeiramente seu filho, seria envolvido ou usado em disputas familiares contra a vontade dele. Ele havia até amarrado seus canais deferentes para evitar isso, então ele inevitavelmente se sentiria lesado se uma criança nascesse de repente.
Depois do teste de paternidade, uma vez confirmado que ele não era o pai, ele planejava fornecer a Yeonwoo, que ficaria desanimado, uma residência adequada e o ambiente necessário para a criança.
Yeonwoo, sem conhecer o seu lugar, parecia estar cobiçando sua posição de cônjuge, mas, se ele lhe desse compensação adequada e o apaziguasse, ele esqueceria facilmente o casamento com Oh Yumin. Em primeiro lugar, Hong Yeonwoo não estava em posição de exigir a posição de cônjuge dele.
No entanto, já que havia decidido morar com ele por enquanto, ele estava disposto a fingir estar de bom humor. Por enquanto, recuperar a saúde era a prioridade. Além disso, ele disse que tinha problemas com a perna, então ele tinha que cuidar disso também.
— Ele precisa de mais atenção do que eu pensava.
De qualquer forma, Yeonwoo por fim perceberia que criar a criança ao lado dele era mais benéfico do que se casar com ele.
Chahyun, tendo organizado seus pensamentos com calma, deu partida no carro. Uma vez que desemaranhou e organizou como devia as coisas que estavam embaraçadas como um fio em algum lugar de sua mente, sua cabeça ficou muito mais leve.
Chahyun chegou ao estacionamento do apartamento, abriu a porta do carro e saiu. Conforme caminhava para pegar o elevador, ele de repente percebeu que seu corpo cheirava a cigarro.
— Ah, porra.
Ele lembrou de Yeonwoo não suportando o cheiro de cigarro e vomitando no caminho de volta a Seul.
Ele havia ouvido que todos os sentidos, incluindo o olfato, ficam mais sensíveis durante a gravidez. Ele havia fumado com frequência no carro, então o cheiro talvez tivesse impregnado não só suas roupas, mas também o próprio carro.
Imaginar o enjoo matinal de Yeonwoo voltando se ele fosse para casa daquele jeito fez seu estômago se torcer por conta própria. Seria um problema se ele vomitasse a refeição que ele havia se esforçado tanto para alimentá-lo.
Irritado, Chahyun se virou e seguiu para um hotel perto do apartamento. Ele reservou às pressas um quarto qualquer, tomou banho e, quando saiu, as roupas que havia solicitado ao concierge já haviam chegado ao quarto.
Ele vestiu as roupas novas e simplesmente jogou fora no quarto as roupas com cheiro de cigarro.
— Secretário Lee.
— Sim, Diretor.
Chahyun ligou para seu secretário conforme entrava no carro e saía do hotel.
— Descarte os carros que eu tenho e consiga novos.
— A quais modelos de carro o senhor está se referindo…?
— Todos eles.
Chahyun respondeu de forma simples. O secretário rapidamente entendeu as instruções.
— Entendido. Devo preparar os mesmos modelos de carro de antes?
— Seria bom se fossem os mesmos, mas não importa se forem razoavelmente parecidos.
— Mas há algum problema com os carros? Algo desconfortável…?
— Eles cheiram a cigarro, então eu não posso usá-los. De qualquer forma, tome providências para que sejam entregues o quanto antes.
— Entendido.
Assim que ele desligou, ele já havia chegado de volta ao estacionamento do apartamento. Chahyun saiu do carro com satisfação e fechou a porta.
Quando entrou no apartamento, Yeonwoo estava bastante ocupado andando pela sala. Ele havia dito a alguém para comprar roupas que ele pudesse usar, e parecia que o pedido havia chegado nesse meio-tempo.
— Você chegou? Hm, estas roupas.
Yeonwoo notou Chahyun e se aproximou dele, reconhecendo-o.
— Eu posso colocá-las no closet do quarto pequeno? Eu vinha usando aquele lado antes, mas, se você não gostar…
— Quando foi isso? Quando você morava comigo antes do acidente?
Chahyun perguntou, colocando as mãos nos bolsos e ficando de pé torto.
— Ah, é.
Yeonwoo o observou inconscientemente, percebendo a voz contida de Chahyun.
Ele ficou chateado por eu ter dito que estava usando o closet? Já tem um na suíte principal, então eu disse que usaria o quarto pequeno.
— Se você for usar, eu posso só colocar as minhas no armário.
— Hong Yeonwoo.
Quando Chahyun chamou seu nome com frieza, Yeonwoo encontrou seus olhos como se perguntasse por quê.
— Não traga mais à tona coisas que aconteceram no passado na minha frente.
— Hein? …Está bem.
— Porque eu não quero ouvir.
— …Eu entendi.
Yeonwoo respondeu em confusão diante das palavras inesperadas.
Ele parecia estar de bom humor quando chegou em casa, mas de repente ficou muito contido. Eu acho que eu trouxe à tona algo desnecessário.
Yeonwoo seguiu com cuidado Chahyun, que estava tirando o casaco com uma expressão incomodada e entrando no quarto.
— Mas para onde você foi?
— Por que você pergunta?
Chahyun respondeu com indiferença.
— Porque você está com cheiro bom.
Pensando bem, a franja de Chahyun estava molhada, como se ele não tivesse tomado banho havia muito tempo. Observando o cabelo que ainda estava molhado e pendendo pesado, Yeonwoo se perguntou sobre seu paradeiro recente.
— …Parece que você tomou banho fora.
Para onde ele foi? O que poderia ter acontecido para ele ter que sair e tomar banho a essa hora…? Ah, ele encontrou Oh Yumin?
A suposição mais provocativa lhe veio à cabeça de imediato. Ele queria perguntar diretamente a Chahyun, mas ele não tinha o direito de fazer isso agora.
Yeonwoo logo afastou de forma consciente os pensamentos negativos.
— Eu derramei algo nas minhas roupas, então eu lavei.
— Ah. Entendi.
Inesperadamente, uma resposta plausível voltou. Yeonwoo rapidamente a aceitou e se sentiu aliviado. Logo, ele se sentiu sem graça por sequer questionar Chahyun na sua posição.
— Eu perguntei porque seu cabelo estava molhado.
— Ah. Eu esqueci de arrumar.
Chahyun murmurou irritado, jogando para trás a franja caída.
Vendo aquilo, Yeonwoo moveu os lábios. Ele não precisava fazer isso nem em casa.
— Por quê? Combina bem com você abaixada também.
— Eu odeio parecer um moleque louco.
— ……
Yeonwoo sentiu uma profunda sensação de culpa e responsabilidade diante dessa resposta.
Desde que ele disse de brincadeira que Chahyun ficava fofo com a franja abaixada quatro anos antes, Chahyun nunca havia abaixado a franja ao sair. Ele insistia num penteado que expunha a testa e, antes de perder a memória, a coisa em que ele gastava mais tempo de manhã era pentear para trás com esmero e ajeitar o cabelo.
Chahyun podia não ter essas memórias agora, mas Yeonwoo tinha certeza de que Chahyun ainda odiaria ser chamado de fofo. Ele era cauteloso com qualquer estilo que o fizesse parecer nem que fosse um pouco mais novo.
— Por quê? Normalmente, não fica mais… másculo e legal com franja?
Yeonwoo queria dar ao penteado de Chahyun liberdade agora.
Então Chahyun, que estava desabotoando a camisa, olhou para baixo, para Yeonwoo. Seus olhos se estreitaram como se ele não pudesse acreditar.
— Você disse que era fofo uma vez.
Chahyun trouxe à tona o que Yeonwoo havia dito na escada de emergência antes.
— Aquilo não era o seu rosto, mas… a sua sensação geral era assim. Fica bom penteado para trás, mas… você é bonito e maravilhoso o bastante mesmo com a franja abaixada… ahem.
Enquanto falava, Yeonwoo limpou a garganta, sentindo que estava elogiando o rosto de Chahyun.
— De qualquer forma, está tudo bem.
— Ah, é?
— É, é só a minha opinião.
— Eu imagino que você tem uma preferência forte.
Chahyun, com uma cara como se tivesse ouvido algo interessante, se aproximou e deu um tapinha embaixo do queixo de Yeonwoo. Era um sinal para olhar para ele.
Quando ele ergueu o olhar, Chahyun baixou a cintura e beijou Yeonwoo como se estivesse esperando.
— Hm.
Porque ele havia tirado só a camisa, seu corpo se tocou com três ou quatro botões abertos, e os feromônios Alfa de Chahyun foram sentidos com força. Yeonwoo não rejeitou sua respiração e sua língua que revolviam sua boca.
— Eu tenho uma pergunta.
Chahyun disse numa voz contida, tirando os lábios por um instante.
— O que é?
— Você não pode fazer sexo até dar à luz?
— Isso… eu também não sei.
Talvez não. Yeonwoo desviou do olhar dele diante do tema constrangedor. Chahyun lambeu os lábios, olhando para baixo, para os lábios brilhantes de Yeonwoo.
— Não estaria tudo bem eu te comer na coxa uma vez por semana?
Chahyun disse, soprando uma respiração pegajosa no ouvido de Yeonwoo.
— Ou, você é bom com as mãos?
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna