↫─Capítulo ⚝ 41
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 41
Quando Ja-kyung abriu os olhos, o quarto estava na escuridão total. Ja-kyung estendeu a mão e a colocou na cabeceira da cama. Ele não foi capaz nem de tocar em seu telefone ou relógio. Ele se levantou e rolou de costas. Quase gritou porque doía como se seu corpo inteiro tivesse sido espancado.
Ele verificou a hora e percebeu que já passava do almoço. Saiu da cama e foi até a janela, então abriu as persianas. O sol brilhava intensamente. Caminhou pesadamente em direção ao banheiro com o braço cobrindo os olhos. Ficou assustado ao ver seu reflexo assim que entrou.
Há um zumbi parado ali. Seus lábios estavam inchados, seus olhos estavam inchados e seu pescoço estava manchado… Quando levantou a camisa e verificou o peito e o abdômen, parecia que ele havia contraído algum tipo de doença infecciosa.
— Bastardo louco…
Ele fechou os olhos com força e se lembrou do que Kang Il-hyeon fizera com ele na noite anterior. Ele não sabia quantas vezes ele o golpeou até gozar. Ele nunca fica atrás de ninguém em força física, não importa onde vá, mas na noite passada ele desmaiou por um tempo.
As chupadas de Kang Il-hyeon fizeram com que as marcas deixadas por Choi Ki-tae mudassem de cor, e a área se tornou mais ampla. Ele acendeu um cigarro primeiro quando estava completamente acordado. Sentou-se na banheira e fumou dois cigarros com uma expressão atordoada no rosto.
Então ele foi até a pia, pegou uma escova de dentes e colocou pasta. Seu braço dói, e ele não consegue nem escovar os dentes. Ele rangeu os dentes com tanta força para segurar o gemido porque suas gengivas estavam muito inchadas.
— Haa.
Ele riu de si mesmo, enxaguou a boca, tirou todas as roupas e tomou banho. Ele presumiu que as marcas estivessem apenas em seu peito e costas, mas flores vermelhas desabrocharam por todas as suas coxas e panturrilhas. Ele pensou que seria difícil sair por um tempo nessas condições.
Ele vestiu roupas que cobriam o máximo possível após se lavar, e um grande curativo foi colocado em seu pescoço. Ele desceu as escadas porque estava com fome, mas a casa estava silenciosa. Ele achou melhor assim. A dor começava em suas nádegas e progredia por sua espinha a cada passo que dava.
Quando ele entrou na cozinha, a chef da casa olhou para ele enquanto preparava o almoço. Ela correu até ele, limpando as mãos no avental, e perguntou se ele estava bem com uma expressão preocupada.
— Você disse que não estava em boas condições. Eu fiz mingau para você, gostaria de comer agora?
Ja-kyung balançou a cabeça.
— Eu quero comer carne…
Ele perdeu proteína demais ontem. Não, ele deve ter perdido tudo. Ele estava preocupado que as impressões digitais de Kang Il-hyeon tivessem ficado marcadas em seu pau como resultado de ele ter segurado e esfregado excessivamente. Ja-kyung sentou-se no sofá enquanto a chef da casa preparava os pratos de carne.
Quando olhou pela janela, notou o jardineiro cortando a grama. O céu limpo fazia a grama parecer mais verde. Ele tirou o telefone do bolso e acessou a internet. Não havia cobertura sobre o que aconteceu ontem à noite nos jornais.
Era de se esperar. Ele estava largado como um cadáver e inclinando a cabeça para trás quando ouviu um barulho na porta da frente. Assustado, ele se virou. Ele se perguntou se era Kang Il-hyeon e, se estivesse certo, pretendia correr para o segundo andar. No entanto, foi Kang Seok-joo quem entrou na casa.
— Ei, Yi An. Você acabou de acordar?
Ele balançou a sacola de compras em sua mão.
— O que é isso?
— Preparei champanhe para você. Para beber enquanto nada.
Ja-kyung não podia acreditar que Seok-joo preparou aquilo para alguém que nem bebe ou nada. A mentira óbvia o fez rir.
— Você ainda não almoçou?
— Sim… acabei de acordar.
— Isso é ótimo. Vamos lá fora comer enquanto nadamos. Chef. Traga o almoço.
Kang Seok-joo o incitou a sair com o champanhe que havia trazido. O plano de querer comer, deitar e dormir o dia todo foi interrompido. De qualquer forma, agora que sua identidade foi revelada, ele deveria solicitar que Kang Il-hyeon não permitisse que Kang Seok-joo viesse? Era difícil brincar com um garoto.
Ele foi para a piscina, mas o tempo ficou mais quente por alguns dias, e o suor se formou em sua testa apenas por estar sentado sob o guarda-sol. Kang Seok-joo tirou os sapatos e a camisa e os jogou longe. Ele estava vestido com um traje de banho, como se pode ver. Foi uma sunga quadrada da última vez, e agora é uma triangular. A frente era grossa, mas não tão grande quanto a de Kang Il-hyeon.
Então, Ja-kyung ficou um pouco chocado com o motivo de estar comparando os tamanhos dos paus deles. Por outro lado, vendo Kang Seok-joo se movendo para frente e para trás na água sem pensar muito, ele teve inveja de quão confortável era a vida dele.
Os funcionários finalmente trouxeram o champanhe dentro de um balde de gelo e comida. Cada um tinha um prato de bife colocado à sua frente. Batatas, aspargos e cebolas foram servidos ao lado da carne, que foi cortada em pedaços pequenos, junto com dois copos de limonada gelada com folhas de ervas.
Seok-joo, que saiu da água, não aguentou mais e implorou aos funcionários que lhe trouxessem comida. Quando perguntado se tinha tempo à tarde, o funcionário deu um sorriso vago e entrou. Foi assim que Ja-kyung acabou sendo devorado por Kang Il-hyeon.
Depois de abrir o champanhe, ele encheu o copo vazio.
— Saúde.
Cling, os copos colidiram, mas em vez de álcool, Ja-kyung bebeu a limonada. Seok-joo estava curioso sobre o curativo que ele colocou no pescoço, então perguntou como aconteceu. Ja-kyung foi incapaz de falar abertamente e apenas afirmou que estava sentindo dores musculares.
Enquanto ele comia, o celular de Seok-joo tocou. Enquanto verificava a mensagem, ele murmurou — Uau — com os olhos brilhando com um rosto interessado. Quando Ja-kyung olhou para ele, ele lhe contou sobre a conversa que teve com seus amigos sem nem mesmo ser perguntado.
— Ouviu dizer que o pai de Choi Ki-tae morreu?
Ja-kyung piscou os olhos lentamente. Como se não entendesse.
— É o Choi Ki-tae. Aquele bastardo traficante de drogas.
— Ah…
— Uau, isso é chocante pra caralho. Está uma bagunça agora. Choi Ki-tae nega, mas os rumores já estão circulando.
Ele estava tão animado quanto um repórter com uma notícia de última hora. É um mundo onde a morte de alguém não passava de fofoca, não luto. Kang Seok-joo havia esquecido de comer e estava retransmitindo os artigos postados no grupo de bate-papo. Desde relatos de que ele foi assassinado enquanto dormia até alguns artigos confiáveis de que ele deu uma festa e estava tão lotado que ele não pôde ser visto desde então. Tem havido muita especulação.
Ja-kyung mastigou a carne com um rosto inexpressivo.
Kang Seok-joo ligou para Choi Ki-tae. No entanto, ele ligou mais algumas vezes para ver se conseguia completar a ligação e colocou o celular ao seu lado com um rosto mal-humorado.
— Ele não está atendendo. Você acha que é verdade?
— Se o pai dele tivesse realmente morrido, ele teria feito um funeral.
— Eu fiz um investimento lá. Não deveria ter feito.
— Quanto você investiu?
Kang Seok-joo mostrou dez dedos sem hesitação. Não seriam dez milhões de won. Não são nem 100 milhões. Então 1 bilhão?
— Foi uma quantia pequena, mas foi o primeiro investimento da minha vida.
— Invista no lugar certo… O que te faz acreditar em tais pessoas e investir nelas?
— É porque você não sabe. Não há lugar com um retorno melhor do que aquele. E se o Choi Ki-tae cair, o Diretor Kang também ficará chateado.
Para deixar claras as palavras de Seok-joo, ele afirmou que apenas algumas pessoas eram tão habilidosas em lavagem de dinheiro quanto o falecido Choi Moon-sung. Era por isso que Kang Il-hyeon frequentemente o empregava. Além disso, oficiais de alto escalão constantemente entram e saem de suas festas, e ele age como se soubesse que não havia outro lugar bom para construir relacionamentos.
Em vez de responder, Ja-kyung comeu o restante da comida. Kang Seok-joo, por outro lado, estava tendo uma longa conversa com seus amigos sobre a morte do pai de Choi Ki-tae. Kang Seok-joo, que estava digitando uma mensagem naquele momento, olhou para Ja-kyung.
— Mas eu disse que houve um incidente onde alguém roubou as crianças da última vez. Eu não te contei sobre isso?
— Sim.
— Então o irmão mais novo de Choi Ki-tae morreu e, desta vez, o pai de Ki-tae morreu.
— Portanto?
— Acho que foi feito pelo mesmo cara.
Kang Seok-joo não era tão estúpido quanto parece.
— Você acha…?
— Eu estaria certo. Não sei quem é, mas ele tem um rancor contra a família de Choi Ki-tae. Talvez a próxima vez seja o Choi Ki-tae?
Como o Detetive Conan, ele fingiu ajeitar os óculos que não existiam. Ja-kyung riu.
— Tenha cuidado… O cara que falava assim sempre morria primeiro.
Assim que terminou de falar, Kang Seok-joo riu.
— Você acha que eu serei morto facilmente?
Ele finge atirar para o ar novamente com uma expressão triunfante no rosto. Ja-kyung suspirou ao notar Seok-joo posicionando a mão na frente do nariz em vez de no ombro. O recuo vai esmagar seu nariz se você atirar assim. Se ele tiver a oportunidade antes de retornar, ensinará Kang Seok-joo a atirar e então partirá. Dessa forma, mesmo que ele morra por Kang Il-hyeon, ele só morrerá lutando.
Enquanto olhava para ele, Kang Seok-joo de repente se assusta e muda de postura para se sentar. Ja-kyung pareceu saber quem apareceu sem olhar para trás. Fingindo não notar, Ja-kyung mergulhou a carne no molho de mostarda e a levou à boca. O som da pedra rolando podia ser ouvido até aqui. Os passos na grama também estavam ficando mais próximos.
— Por que você está aqui?
Seok-joo levantou-se de seu assento, e Kang Il-hyeon veio e parou ao lado de Ja-kyung. Ele sentiu o olhar dele em seu pescoço, onde o curativo estava aplicado, mas fingiu não saber.
— Isso, hyung… Você me disse para vir e brincar com ele da última vez…
— Vá embora porque ele não precisa mais disso.
Quando a ordem de saída foi emitida, um lampejo de injustiça passou pelo rosto de Seok-joo. Você foi quem me pediu para vir e brincar, e agora não precisa de mim? Ele pegou suas roupas e caminhou em direção à casa após se despedir. Ja-kyung terminou sua refeição enquanto olhava para os ombros caídos de Kang Seok-joo.
Kang Il-hyeon foi para o outro lado e sentou-se quando Seok-joo partiu.
— Você acordou agora pouco? Deve ter estado muito cansado.
Era engraçado como ele fingia habilmente não saber de nada. Depois de encará-lo por um momento, ele mastigou a carne em sua boca como se fosse a carne de Kang Il-hyeon.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna