↫─Capítulo ⚝ 149
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 149
Kang Il-hyeon estava parado de braços cruzados, encarando fixamente o boneco em um canto de seu quarto. Quando recuperou os sentidos, soube que não apenas tinha um amante masculino de quem não conseguia se lembrar, mas também que tinha agido como um tolo, cobrindo-o de presentes.
Ele queria expulsá-lo imediatamente em descrença, mas algo estranhamente o incomodava.
Então, Il-hyeon puxou levemente as calças que o boneco estava vestindo para espiar dentro. Ele franziu a testa. Alguém o havia manuseado tanto que a parte do pênis estava gasta, lisa e brilhante.
O que é isso? Que tipo de pervertido…
— Com certeza! Você chupou meu pau, chupou meu rabo, chupou tudo!
Porra. Esse não posso ser eu.
Depois de fazer uma careta de nojo, ele verificou o tamanho do pau com os olhos e soltou uma risadinha.
— Menor que o meu.
Desta vez, ele levantou a camisa até o peito. Mamilos rosa? Quem quer que tenha feito isso era bem habilidoso — quase parecia uma pessoa real parada ali. Quando ele tocou o mamilo distraidamente, sentiu-o macio como se fosse de verdade. Achando divertido, ele o beliscou e torceu quando houve uma batida na porta.
— Entre.
Mal havia falado e Kang Yoo-jung entrou. Ela veio sem falta hoje também para verificar a condição dele. Embora tivesse parecido calma mesmo ao lhe contar sobre a morte do pai, ela parecia ansiosa com o fato de o irmão ter perdido as memórias.
— Como você está hoje?
— O mesmo de sempre. Eu disse para você não vir quando estivesse ocupada. Eu disse que cuidaria dos meus próprios assuntos.
— Vi Ja-kyung saindo quando cheguei. Você sabia?
— E daí?
— Olhando para a mala de viagem dele cheia de pertences, parece que ele está indo embora?
Il-hyeon franziu a testa. O quê? Por causa de ontem? Um homem ficando chateado e indo embora só por causa de uma provocaçãozinha. Na verdade, da perspectiva de Il-hyeon, era algo bem-vindo. Ele não estava feliz em manter alguém de quem não conseguia se lembrar como amante em sua casa. Ele nunca tinha levado ninguém com quem saísse para casa antes, nem tolerava intrusão em seu espaço privado.
— Já vai tarde. Você não veio me dizer para me despedir dele, veio?
— Você vai realmente deixar as coisas assim?
— Por que você está cuidando tanto dele? Vocês dois eram tão próximos assim também?
Kang Yoo-jung riu incrédula antes de mudar completamente sua expressão.
— Se eu dissesse que sim, você o entregaria para mim?
Kang Il-hyeon assentiu e desviou o olhar. Faça como quiser. Leve-o embora e faça o que quiser com ele. Eu não me importarei.
— Você mesmo disse isso. Não mude o tom mais tarde.
Kang Yoo-jung saiu, e Il-hyeon não conseguia entender a atitude dela. Embora Yoo-jung fosse gentil, ela mantinha assuntos profissionais e pessoais separados e tinha tendências individualistas fortes que a tornavam relutante em mostrar interesse ou afeto pelos outros facilmente. Por isso, era intrigante que ela estivesse tomando o partido de Lee Ja-kyung a esse ponto.
Quando estava prestes a entrar no banheiro, Il-hyeon parou, murmurou um xingamento e foi para fora. Como Yoo-jung havia dito, Lee Ja-kyung estava se despedindo, abraçando a governanta com sua bagagem ao lado. A governanta dava tapinhas em suas costas, com uma expressão profundamente decepcionada.
— Onde você vai?
— Trabalhar.
— Que trabalho?
Ja-kyung não respondeu, em vez disso, fez uma reverência de despedida e se virou. Enquanto ele puxava sua bagagem, Yoo-jung sinalizou com os olhos para impedi-lo. Quando Il-hyeon deu de ombros relutantemente, ela veio e empurrou suas costas.
— Ja-kyung. O CEO Kang diz que quer se despedir de você.
Quando Il-hyeon franziu a testa, Yoo-jung o empurrou de qualquer maneira, e ele não teve escolha senão observar enquanto Lee Ja-kyung colocava sua bagagem no porta-malas do carro.
— Onde você vai com essa expressão tão grave?
— Limpar a bagunça que eu fiz.
— É sobre os invasores na nossa casa? Eu disse ao Tae-soo para cuidar disso, então deixe para lá.
— Eu quero resolver isso eu mesmo.
— Você vai voltar para cá quando terminar?
— …
— Por que não responde?
— Você não gosta que eu esteja aqui de qualquer maneira, CEO Kang.
Quando Kang Il-hyeon não respondeu, Ja-kyung sentou-se no banco do motorista com o rosto inexpressivo. Justo quando estava prestes a fechar a porta, Il-hyeon enfiou a mão no meio. Assustado, Ja-kyung olhou para cima enquanto a mão de Il-hyeon quase ficava presa, e viu Kang Il-hyeon encarando-o com um cigarro na boca.
— Quando terminar, volte.
Piscando como se tivesse ouvido mal, desta vez Il-hyeon aproximou o rosto.
— Volte, eu disse. Porque eu não desgosto completamente de você.
Qual é a diferença entre não desgostar e não desgostar completamente? Ja-kyung não conseguia entender, não importa o quanto pensasse sobre isso. Kang Il-hyeon fechou a porta, e Ja-kyung baixou a janela, inclinando o rosto um pouco para fora. Como ele planejava ficar no exterior por um tempo se as coisas piorassem, Ja-kyung sentiu que deveria se despedir adequadamente.
— Se cuide.
Quando ele acenou levemente, Kang Il-hyeon cutucou a parte interna da bochecha com a língua. Ele parecia ter algo a dizer, mas a conversa terminou quando o telefone dele tocou. Ja-kyung ligou o carro e, no espelho retrovisor, Kang Il-hyeon estava falando ao telefone enquanto o observava. Ele não saiu do lugar até que Ja-kyung desaparecesse completamente de vista.
—
Depois de estacionar o carro no estacionamento subterrâneo do hotel, Ja-kyung, Wang Lun e Wang Han estavam esperando por alguém. Enquanto todos exibiam expressões entediadas, Lun, sentado no banco do motorista, dava risadinhas enquanto assistia a um vídeo. Eram filmagens de animais. Ultimamente, Wang Lun estava estranhamente obcecado por cachorrinhos e gatinhos. Da última vez, ele chegou a deixar de ir à igreja para visitar um abrigo de cães abandonados.
— Wei, olhe isso. Não é fofo demais?
Han o repreendeu.
— Não traga um para casa se não puder cuidar direito. É um crime para andarilhos como nós terem animais de estimação.
— Eu poderia me estabelecer.
— Fale de algo realista. Você é quem fica inquieto quando fica no mesmo lugar por muito tempo.
— Wei, você vai criar um? A casa do CEO tem um quintal grande e muitos outros cachorros.
Wang Han cutucou sua costela e lhe lançou um olhar, dizendo para parar de falar. Perguntando se ele realmente tinha que mencionar isso para alguém que já estava chateado com Kang Il-hyeon não recuperando as memórias. Embora Lun tenha se desculpado tardiamente, Ja-kyung não estava realmente ouvindo, sua atenção focada lá fora.
— Ele saiu.
Enquanto Ja-kyung falava, avistaram o advogado que ele havia salvo no subterrâneo antes. Ele estava extremamente cauteloso com os arredores, e Ja-kyung saiu do carro e acenou para ele. Conforme ele se aproximava, sua aparência parecia melhor que antes, e sua expressão havia se iluminado.
— Olá. Você tem passado bem? O que o traz aqui?
— Como está meu irmão? Ele foi trabalhar?
— Sim, a suspensão do promotor foi revogada e ele foi trabalhar. Como instruído, mantive sua visita de hoje em segredo, Ja-kyung-ssi.
Ja-kyung sorriu dizendo que ele tinha feito bem, então abriu a porta traseira e empurrou o homem para dentro. — Entre primeiro. — Embora o advogado tenha perguntado confuso por que ele estava fazendo aquilo, Ja-kyung não respondeu e, depois de colocá-lo totalmente para dentro, sentou-se ao lado dele para evitar sua fuga. Com um baque, a porta se fechou e o carro partiu imediatamente, o medo aparecendo no rosto do advogado.
— P-para onde estamos indo?
— Encontrar Lee Man-soo.
O rosto do advogado ficou pálido como um fantasma. — Espere! Deixe-me sair! Não foi isso que combinamos! Eu disse que cooperaria! Por favor, poupe minha vida! — Quando ele tentou forçar a saída enquanto implorava, Ja-kyung golpeou sua nuca para deixá-lo inconsciente. Vendo o advogado desfalecido, Wang Lun estalou a língua.
— É por isso que você deveria ir quietinho. Por que fazer tanto escândalo.
— Ele deve estar assustado. Tendo quase morrido após ser pego por aquele bastardo, como você se sentiria se lhe dissessem que vai encontrá-lo de novo?
— Como? Eu ficaria feliz. Pensando que mataria o bastardo com minhas próprias mãos desta vez. Você não pensaria assim?
— Lun, para pessoas normais, sentir medo é a reação natural.
— É mesmo? — Wang Lun inclinou a cabeça antes de chamar Ja-kyung atrás.
— Wei. Vamos deixar o segurança para trás?
— Ele nos traiu uma vez. Ele pode fingir se submeter a nós enquanto se comunica com eles. Você o trancou bem?
— Sim, ele com certeza não vai sair.
Wang Lun tinha confinado o segurança em seu local secreto. Depois disso, ele investigou várias coisas e, como o guarda havia dito, era verdade que os pais dele estavam doentes e todo o dinheiro dele tinha ido para lá. A casa dele estava prestes a ser retomada pelo banco e, tentando sustentar o irmão atleta, ele tinha até pegado dinheiro com agiotas, quase acabando por perder seus órgãos.
— Devemos matá-lo quando isso acabar?
— Vamos pensar sobre isso.
Enquanto os três conversavam, o carro já havia deixado o centro da cidade e chegado a uma área tranquila. Era perto da beira-mar, os arredores eram esparsos e havia velhos armazéns espalhados. O local de encontro era uma fábrica localizada na parte mais interna desta área.
Estava fechada há muito tempo e era desolada; mesmo durante a visita preliminar, parecia que seria difícil encontrar qualquer pessoa que morresse ali. Quando o carro parou lentamente, o advogado gemeu e recuperou a consciência. Ele viu Ja-kyung e tentou abrir a porta do carro para fugir. Agarrando-o pela nuca, ele lutou e implorou por sua vida.
— Eu vim para salvar você. Digamos que você ajudou meu irmão e acabou na prisão. E então? Você acha que não haverá membros da gangue deles na prisão? Ele é um gângster conhecido, dizem. Tirar sua vida não seria nada para eles.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna