↫─Capítulo ⚝ 146
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 146
Ja-kyung desceu as escadas com as malas prontas, e a governanta se apressava, enfiando algo em uma bolsa de pano.
— Leve isso com você. Preparei alguns acompanhamentos para os próximos dias.
— Está tudo bem. A senhora me deu alguns da última vez também.
— Com três homens, vai acabar num instante. Tem costela cozida também, então aproveite.
Ela olhou ao redor para ver se havia mais alguma coisa para embalar e, parecendo pronta para empacotar a casa inteira, Ja-kyung teve que impedi-la dizendo que já era o suficiente. Quando conheceu a governanta, ele desconfiava dela, achando-a um tanto suspeita, mas quanto mais a conhecia, mais carinhosa ela se provava. Ele frequentemente pensava que, se tivesse uma mãe, talvez fosse assim que se sentiria.
— Obrigado.
— Que obrigado nada? Faço porque quero. Ainda assim, a casa vai parecer vazia sem você, Ja-kyung.
— Os hyungs estarão aqui no meu lugar. Eles são pessoas com nada além de força, então sinta-se à vontade para pedir que façam qualquer coisa.
A governanta sorriu, dizendo que faria isso. Enquanto Ja-kyung saía com sua bagagem, ele encontrou um funcionário entrando pelo portão principal. Era o homem que anteriormente havia pedido ajuda para o irmão. Depois de faltar vários dias ao trabalho por causa do irmão, as coisas pareciam melhores agora. O homem parecia abatido, com olheiras sob os olhos, provavelmente por cuidar do irmão.
— Que bom que você está em casa…
— Ouvi dizer que você tirou uma folga, o que o traz aqui? Como está seu irmão? Ele está bem?
— Ele tem fraturas e desidratação, mas felizmente sua vida não corre perigo. É tudo graças a você. Muito obrigado.
— Não foi nada.
Ja-kyung sentiu-se estranho. Ele ainda não estava acostumado a receber gratidão por salvar a vida de alguém. Como se sentia um pouco sem graça, o homem tirou um envelope do peito. Reconhecendo que era dinheiro, ele recusou, mas o homem implorou para que aceitasse. Ja-kyung acenou com as mãos e devolveu o envelope ao homem.
— Você vai precisar de muito para as contas do hospital do seu irmão, compre algo bom para ele comer em vez disso.
— Mas isso me faz sentir muito culpado…
— Sério, está tudo bem. Preciso ir a um lugar agora, conversamos sobre isso depois.
O olhar do homem fixou-se na mala de Ja-kyung.
— Você vai para algum lugar longe…?
— Vou visitar meu hyung em Seul.
— Entendo. Tenha uma boa viagem.
Depois de se despedirem, Ja-kyung seguiu para fora. Enquanto carregava sua bagagem no porta-malas, ele olhou para trás e viu veículos grandes ainda indo e vindo com a construção em andamento. O que eles estavam trabalhando tanto para construir? Imaginando isso, ele entrou no carro e ligou o motor enquanto gotas de chuva começavam a cair. Olhando para o céu, estava nublado em um cinza nebuloso, ameaçando desabar a qualquer momento.
—
Wei. Wei. Ouvindo a voz de Lun, Ja-kyung levantou a cabeça enquanto estava deitado na rede. O som das ondas era agradavelmente relaxante e, embora o sol estivesse quente, a sombra das árvores era refrescantemente fresca. Quando ele desceu da rede e colocou os pés no chão, Lun mostrou-lhe um peixe recém-apanhado enquanto ria calorosamente.
— Olhe só isso! Eu peguei. Que tal? Impressionante, não é?
— Como você pegou?
— Com as minhas próprias mãos!
Ja-kyung expressou admiração. Ele se moveu apressadamente, acendendo o fogo de um lado, sugerindo que grelhassem o peixe para o almoço. Ja-kyung olhou ao redor da ilha. Embora fosse bom estar na ilha com os três, ele continuava sentindo que algo faltava. Olhando para trás, havia uma cabana que parecia bastante familiar. Onde ele tinha visto aquilo antes? Justo quando estava pensando nisso, ao longe, Han se aproximou carregando algo no ombro.
— Hyung, o que é isso?
— Reuni algumas coisas úteis por perto. Viver em uma ilha exige muitas coisas diferentes.
— Esse é o nosso hyung mais velho.
Enquanto Han desempacotava o fardo, continha de tudo, desde pratos até itens variados. Estranhamente, os itens continuavam saindo como uma bolsa mágica, e Ja-kyung cavava cada vez mais fundo nela. De repente, ele sentiu algo sinistro. Quando ele estremeceu com a sensação sob a ponta dos dedos, Han e Lun olharam para ele com expressões curiosas.
— O que foi?
Ao puxar o que havia agarrado, Ja-kyung gritou.
— O-o que é isso!
Seu rosto ficou pálido, mas Wang Lun e Wang Han caíram na gargalhada.
— Como assim o quê? É a cabeça do CEO Kang!
— Eu sabia que isso aconteceria algum dia!
— Wei! Seja sincero. Você queria se libertar do CEO Kang também!
— Vamos, vamos grelhar a cabeça do CEO Kang também?
Justo quando Ja-kyung estava recuando em confusão, uma voz estranha ecoou de todos os lados. Bem feito para você. Como é a sensação de estar do lado que recebe? Você agiu de forma tão arrogante, e agora olhe onde está. Quando Ja-kyung levantou a cabeça, viu Seok-joo e a família de Kang Il-hyeon reunidos à sua frente.
Entre eles estava o falecido CEO Kang, sorrindo com um machado cravado no topo da cabeça. Incapaz de superar seu medo e tentando escapar, ele viu a cabeça decepada de Il-hyeon no chão, encarando-o com os olhos abertos. Então seus lábios se abriram em um sorriso.
— Querido, você deveria ter vindo me salvar.
Arfando, Ja-kyung sentou-se abruptamente na cama. Olhando ao redor, soltou um suspiro de alívio ao perceber que era apenas um sonho. Droga, que sonho desagradável. Depois de esfregar o rosto vigorosamente, ele saiu da cama e foi para fora, onde aromas deliciosos flutuavam pelo ar. Ja-kyung aproximou-se de seu irmão, a quem avistou na cozinha, e Jang Tae-ho sentiu sua presença, virou-se e sorriu.
— Por que já está de pé? Volte a dormir.
— Onde está o advogado?
Jang Tae-ho gesticulou para fora com os olhos. Através da janela, ele podia ver o advogado lutando para serrar madeira. Tendo aparentemente nunca manuseado uma serra antes, sua técnica era tão desajeitada que deixava quem observava nervoso.
— O que ele está fazendo ali?
— Os pés do banco do quintal quebraram. Ele está fazendo um alvoroço desde manhã tentando consertar. Vá tentar impedi-lo. Ele não me ouve.
— Ele tem tanta energia assim sobrando?
— Acho que é o jeito dele de mostrar gratidão.
Ha, Ja-kyung riu incrédulo. Se Man-soo fosse preso, o advogado provavelmente enfrentaria um julgamento também. No entanto, ele escolheu ajudar Tae-ho porque queria pagar por seus crimes e se tornar um pai de quem seus filhos pudessem se orgulhar. Não tendo filhos, Ja-kyung não conseguia entender tais sentimentos.
— Kyung-joon. Prove isto.
Quando Tae-ho ofereceu uma colherada de ensopado, Ja-kyung provou e fez sinal de positivo, fazendo-o sorrir amplamente. Ajudando na preparação da refeição, ele aprendeu que Tae-ho era na verdade muito bom na cozinha. Picar cebolas lembrou-o de alguém chorando enquanto as cortava e, embora apenas um dia tivesse passado, ele já sentia falta dele.
Justo quando os três estavam prestes a começar a comer juntos, veio uma ligação de Wang Lun.
— Com licença.
Indo para dentro para atender a chamada, algo parecia errado com a voz de Wang Lun. Seu tom contido e hesitante deu-lhe um mau pressentimento. Quando perguntado o que aconteceu, Lun soltou um suspiro enorme.
— Wei, não se assuste. Houve um ataque ontem à noite.
— O que você quer dizer? Que ataque?
— Eu também não sei. Aconteceu de repente enquanto estávamos dormindo. Alguém drogou os seguranças, fazendo-os desmaiar, então nem soubemos quando eles invadiram.
A expressão de Ja-kyung endureceu enquanto ouvia Wang Lun. Invasores tinham entrado na casa ontem à noite, causando caos. Vários funcionários ficaram feridos, mas o mais importante, Il-hyeon também se machucou e foi levado para o hospital. Ouvindo isso, o coração de Ja-kyung afundou.
Poderia ser obra daqueles que ameaçaram o sequestro pelo telefone ontem?
Não importa o quanto ele perguntasse, Lun evitava dar detalhes, dizendo que não sabia de mais nada.
— Então, onde ele está agora?
— No hospital da Yoo-jung.
— Vou para lá.
— Bem… não acho que adiante você vir agora…
— O que você quer dizer?
Wang Lun hesitou por um longo tempo. Como vou explicar isso…? Suas voltas fora do comum para falar frustraram Ja-kyung, que exigiu irritado que ele falasse logo. Então Wang Lun disse algo completamente inesperado. Enquanto ouvia, Ja-kyung congelou como pedra, incapaz de acreditar.
— Isso é… possível?
— Não sei. Foi o que o médico disse. É por isso que não adianta você vir. Ele também não conseguiu reconhecer nenhum de nós.
Ja-kyung apertou os olhos com força. Droga. Enquanto praguejava, Wang Lun perguntou se ele estava bem. Depois de dizer que iria de qualquer maneira e para esperar, ele desligou. Saindo, Tae-ho olhou para ele com preocupação.
— O que houve? Ouvi gritos.
— Hyung, preciso sair um pouco. Volto logo, então não vá a lugar nenhum e mantenha as portas trancadas. Não, vamos juntos. Vocês dois devem ficar em um hotel por enquanto. Eu vou reservar.
Ja-kyung forçou a dupla confusa a entrar no carro. Dirigiu rapidamente para o hotel, conseguiu um quarto para eles, fez com que prometessem não sair de lá e seguiu direto para o hospital.
Durante todo o caminho, ele se sentiu sufocado e tonto. Embora Lun tenha dito para não vir, ele sentia que precisava ver por si mesmo para ficar tranquilo.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna