↫─Capítulo ⚝ 139
↫─Things That Deserve To Die ⚝ 139
Kang Seok-joo reclamou com uma expressão de desespero. Ele disse que antes, Il-hyeon apenas apontava falhas e o repreendia, mas ultimamente tem despejado montanhas de trabalho sobre ele. Ele choramingou que poderia morrer de excesso de trabalho primeiro.
— Então, resolva isso. Se Kang Il-hyeon morrer, eu te dou parte do que eu herdar. Não, eu te dou tudo. Por favor, me salve, ok?
Ja-kyung sorriu com simpatia e colocou outra uva na boca.
— Quanto você pode dar como sinal?
Quando ele perguntou de forma direta, a esperança encheu os olhos de Seok-joo.
— Bem, não tenho muito que possa converter em dinheiro agora. Mas posso cobrir qualquer quantia que você quiser, o máximo possível.
Os olhos de Kang Seok-joo brilhavam como os de um vigarista vil, e um sorriso se espalhou pelo rosto de Ja-kyung. Ele sentiu pena ao pensar no quanto o garoto deve ter sido atormentado para vir até ele com isso, mas não podia contar a Kang Il-hyeon sobre esse assunto. Se o fizesse, ele poderia realmente acabar como fertilizante no campo de melancias.
— Em vez disso, que tal trabalhar duro e ganhar reconhecimento por suas habilidades? Você foi promovido, não foi?
— Por que está mudando de tom? Você acabou de agir como se fosse ajudar.
— Eu poderia ajudar, mas não agora.
— Então quando seria possível?
Ja-kyung revirou os olhos.
— Quando eu começar a não gostar mais do Kang Il-hyeon?
Kang Seok-joo explodiu de raiva, perguntando que bobagem era aquela. Ele argumentou que como um assassino de sangue frio poderia ser influenciado por sentimentos pessoais, e se ele podia realmente ser um assassino de primeira classe agindo assim, mas Ja-kyung lhe ofereceu suco dizendo para não se exaltar e sentou-se na espreguiçadeira.
— De qualquer forma, não até lá. A vida de Kang Il-hyeon é minha. Se você tentar fazer outra pessoa fazer algo assim, eu irei te matar primeiro. Lembre-se disso, Seok-joo.
Enquanto ele se deitava novamente usando óculos escuros, Seok-joo praguejou, chutou a cadeira e saiu.
Ja-kyung balançou a cabeça e ligou o celular para tocar música. Justo naquele momento, uma mensagem chegou de Wang Lun.
[S Club, 21h.]
—
— Vocês dois não podem entrar.
A entrada da boate era guardada por dois homens grandes que só deixaram Ja-kyung passar, bloqueando Wang Lun e Wang Han. Quando Wang Han mostrou seu cartão VIP, eles passaram um rádio para algum lugar e, após a confirmação, finalmente pediram desculpas.
Os dois resmungaram ao entrar.
— O que é isso, nos pararam por causa dos nossos rostos?
— O que mais eles olhariam?
— E o Wei? Por que deixaram o Wei entrar direto?
— Olhe para ele, ele é igual a nós?
Wang Lun, que estava prestes a questionar o que havia de diferente, fechou a boca. Ja-kyung estava usando uma camisa colorida e chamativa e, embora fosse barata do mercado, ele passava a impressão de um jovem mestre rico.
— Aquele garoto parece mais um jovem mestre agora que o rosto dele ficou mais alvo.
— Ele sempre teve essa aparência de jovem mestre desde criança. Quando o levávamos pelo bairro, todo mundo ficava olhando.
Ouvindo Wang Han se gabar como um pai orgulhoso, Wang Lun insistiu que ele também tinha classe, mas a perdeu por causa das dificuldades. Enquanto isso, um segurança veio de dentro da boate e se aproximou dos três.
— Vocês são os que foram apresentados pelo irmão In-cheol, certo? Por favor, sigam-me.
Passando pelo palco barulhento e continuando pelo corredor oposto, eles chegaram a uma porta de aço firmemente fechada. Ao abri-la, revelou-se um elevador e, ao descerem para o subsolo, viram uma cena bem diferente da boate acima.
A estrutura foi construída com um ringue no centro cercado por assentos para o público, e muitas pessoas já estavam se misturando, bebendo e fumando. Ao passarem, notaram o cheiro característico de maconha, percebendo que não eram apenas cigarros. Naquele nível, outras drogas provavelmente também estavam sendo comercializadas.
— As lutas ainda não começaram. Vocês podem usar o bar ali e, por favor, façam suas apostas antes de as lutas iniciarem.
Ele entregou a eles um tablet mostrando os perfis e recordes dos lutadores de hoje. Olhando para aquilo, Ja-kyung sondou casualmente.
— Estes são todos os lutadores?
— Apenas os competidores de hoje estão listados.
— Não dá para ver os outros, certo?
Em vez de responder, o funcionário lhe deu um olhar confuso, e Ja-kyung acendeu um cigarro e gesticulou em direção aos lutadores.
— Parece que só tem gente raquítica. Eu ficaria bravo se perdesse meu dinheiro.
O funcionário riu e disse para não se preocupar, explicando que havia alguns lutadores selecionados e que todos tinham uma experiência sólida que valia a pena assistir. Após terminar mais algumas explicações, o funcionário desapareceu, e Wang Lun, Wang Han e Ja-kyung pegaram cerveja e água com gás para se sentarem na área de observação.
Logo depois, o locutor subiu, conversou brevemente e apresentou os lutadores. Conforme as fotos dos lutadores apareciam no painel eletrônico e a música tocava, eles entravam um a um sob os gritos do público.
Quando o sino tocou e a luta começou, dois lutadores de porte sólido se agarraram. Embora chamassem de artes marciais, era essencialmente nada diferente de uma briga de cães – sem limite de tempo, sem restrições de técnica, apenas lutando até que uma pessoa ficasse inconsciente.
Lun já havia ficado absorvido na luta, torcendo pelo lutador em quem apostou, e quando esse lutador desmaiou antes da marca de 10 minutos, ele se levantou e praguejou sem restrições. Mesmo enquanto alguém era carregado para fora, todos estavam ocupados demais rindo e se divertindo.
Conforme as lutas atingiam seu auge, chegou a rodada final, e o lutador com o recorde mais impressionante apareceu. O homem era chamado de Urso Pardo, tinha mais de 190 cm de altura, a cabeça raspada e o corpo inteiro coberto de tatuagens.
Seu oponente também não era pequeno e tinha uma experiência atlética considerável, mas caiu após apenas alguns socos. Isso porque, antes de desferir os golpes, o oponente havia trapaceado enfiando o dedo nos olhos dele.
No entanto, ninguém disse nada sobre a falta. Justo quando o locutor estava erguendo a mão do Urso Pardo, Ja-kyung jogou sua água com gás no ringue e vaiou.
— Buuu! Isso foi falta. Covarde.
Wang Lun tentou detê-lo sutilmente.
— Wei. Você está bêbado de água com gás?
Quando Wang Han também estava prestes a intervir, Ja-kyung gritou com o oponente novamente.
— Seu covarde! Eu vi você enfiar o dedo nos olhos dele! Meus irmãos viram também! Todo mundo viu. Se é assim que se luta, eu também ganharia!
Wang Han apertou os olhos com força. Quando Ja-kyung sugeriu vir aqui pela primeira vez, ele pensou que eles apenas observariam e iriam embora, mas não era isso. Wang Lun, parecendo entender a jogada, caiu na gargalhada e se juntou a ele.
— É isso aí! Seu frouxo! Nosso caçula derrotaria alguém como você com um só golpe!
Enquanto eles cutucavam os nervos do oponente, um bufo escapou do nariz dele. O anfitrião, parecendo perturbado, sorriu e olhou em volta nervosamente. Alguém estava observando da seção superior dos assentos do público, e o olhar era claramente direcionado a eles.
— Por que você não para com isso e vem aqui chupar meu pau? Rebola a bunda enquanto está nisso. Você serviria perfeitamente!
Na provocação final de Wang Lun, o oponente não conseguiu se conter e saltou para fora do ringue. Enquanto os seguranças tentavam impedi-lo, alguém de cima fez um gesto para que recuassem. O público que assistia foi à loucura, e Wang Han deu um tapa nas costas de Wang Lun.
— Lun! Bloqueie!
Mas Wang Lun rapidamente rolou para o lado, e Ja-kyung avançou. Enquanto o enfurecido Urso Pardo estava prestes a desferir um soco na direção de Ja-kyung, Ja-kyung desviou levemente e foi para trás dele, chutando com força a parte interna de seu joelho. No entanto, a perna apenas cedeu levemente, não causando impacto significativo.
Ja-kyung esquivou para a esquerda e para a direita, atingindo o rosto do oponente. Conforme o Urso Pardo era atingido repetidamente, seu corpo balançou, e Ja-kyung rapidamente agarrou as cordas do ringue, subindo e então se lançando, envolvendo as pernas como uma tesoura em volta do pescoço do Urso Pardo.
O Urso Pardo perdeu o centro de gravidade e caiu no chão com um baque, contorcendo-se para escapar. Ja-kyung aplicou força nas pernas e estrangulou o pescoço. Enquanto os dois lutavam para lá e para cá, a atmosfera do local esquentou instantaneamente e se transformou em caos.
Wang Lun contou os números no lugar do árbitro boquiaberto e, antes que pudesse terminar a contagem, o oponente já havia desmaiado. Ja-kyung soltou as pernas e se levantou. As pessoas estavam jogando maços de dinheiro por toda parte, e Ja-kyung pisou nas cordas do ringue, erguendo o punho e rugindo.
Observando isso, Wang Han cobriu a cabeça. Wang Lun, que estivera recolhendo dinheiro, aproximou-se e deu um tapinha leve, abrindo um sorriso radiante.
— Deveríamos criar o Wei como um lutador de artes marciais mistas?
Ja-kyung, Wang Lun e Wang Han foram guiados por um funcionário para um escritório dentro da boate. Momentos depois, um homem apareceu, vestindo uma camisa social e calças, com um cigarro na boca. O homem sentou-se no sofá oposto, cruzando as pernas e olhando de cima para os três. Seus olhos estavam cheios de intenção assassina, e suas mãos estavam cobertas de cicatrizes e calos.
O homem desdenhou dos três.
— É aceitável que pessoas conhecidas venham ao estabelecimento de outra pessoa e causem distúrbios? Por que não assistem em silêncio? Vocês sabem quanto vale o nosso lutador?
— Não estamos interessados nisso. Na verdade, viemos procurar alguém. Poderia nos dizer onde ele está?
À menção de procurar alguém, o rosto do homem escureceu e a atmosfera tornou-se pesada. Independentemente disso, Ja-kyung tirou uma foto e a colocou sobre a mesa.
— Você conhece esta pessoa?
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna