↫─❀ Capítulo 16.3
Capítulo 16 Parte 3
Aprensivo com a possibilidade de Claude abrir a porta a qualquer momento, Damian passou quase a noite inteira em claro, conseguindo apenas com muito esforço abrir as pálpebras pesadas pela manhã.
Sentia o corpo tão exausto como se estivesse carregando uma âncora de metal.
Olhando lentamente ao redor, ao constatar que o marido não havia arrombado a porta para entrar, ele franziu profundamente o cenho.
“Por que ele agiu daquela forma tão repentina?”
Lembrando-se de como Claude estava diferente do habitual, ele se levantou da cama. Passara a noite em claro tentando decifrar a razão daquela mudança abrupta de atitude.
Nunca vira Claude agir de forma tão ríspida e impositiva. Embora o duque por vezes o provocasse com palavras ou demonstrasse certa teimosia, jamais se portou de maneira assustadora.
Contudo, a noite anterior fora diferente. Damian nunca experimentara uma disparidade de força tão esmagadora. O toque repentinamente bruto destoa por completo de sua delicadeza usual; era excessivamente explícito e voraz, como se ele estivesse prestes a ser devorado por um predador.
Apesar de sua postura por vezes prepotente, Claude não era o tipo de homem que priorizava apenas o próprio desejo na intimidade. Mesmo quando o tomava com avidez, sempre se mostrava atento às reações do ômega.
Ainda assim, mesmo quando Damian alertara que sentia dores no abdômen, Claude ignorou os apelos e continuou a pressioná-lo.
E havia também a questão dos feromônios.
Aquela fragrância sufocante que o encurralava de forma implacável. Ao contrário do aroma sutil de sempre, ele manifestou-se com uma densidade viscosa e avassaladora, envolvendo seu corpo como se estivesse aprisionado por completo.
Damian sentia que, se o deixasse continuar, algo grave poderia acontecer.
Após desvencilhar-se do abraço com um chute desesperado, ele fugiu em direção ao quarto para escapar do influxo de feromônios que o perseguia.
Como só conseguia conciliar o sono nas primeiras horas da madrugada devido à ansiedade, suas pálpebras pesavam e suas articulações pareciam rígidas.
Movendo os membros com esforço, ele fez uma higiene rápida e destrancou a porta para sair do quarto.
A residência encontrava-se imersa em silêncio. A atmosfera era de tamanha quietude que Damian teve a sensação de ser o único ocupante daquela vasta propriedade de veraneio.
Apesar da aparente ausência de pessoas, a mesa de jantar exibia um café da manhã leve.
Ao deparar-se com um sanduíche de croissant recheado com fatias generosas de presunto, queijo e rúcula, acompanhado por suco de laranja de tonalidade vibrante e frutas frescas, Damian deduziu que a refeição fora planejada para resistir ao tempo, uma vez que seu horário de despertar era incerto.
A quantidade disposta correspondia a apenas uma porção, indicando que Claude já realizou sua refeição e se retirara.
Considerando o constrangimento decorrente dos eventos da noite anterior, a ausência temporária do marido configurava um cenário conveniente.
Damian acomodou-se e consumiu a refeição com tranquilidade. Devido ao aumento recente de seu apetite por conta da gravidez, ele limpou os pratos, consumindo inclusive as frutas reservadas para a sobremesa.
Ao finalizar, observou os pratos vazios sobre a mesa e decidiu que seria adequado recolhê-los. Empilhou as louças e as transportou até a cozinha.
Como não dominava o funcionamento dos utensílios dali, limitou-se a depositar os pratos na cuba da pia e abriu a geladeira para servir-se de água.
Sem tarefas pendentes, passou a caminhar pela residência até que, atraído pelas condições climáticas favoráveis, decidiu explorar a área externa. Por estar situada em uma latitude mais ao sul do que Ronen, a região já exibia o calor de um verão pleno.
Enquanto caminhava apreciando a densa floresta verdejante que transmitia uma agradável sensação de frescor, Damian percebeu o som distante de água sendo agitada.
Era o ruído característico de braçadas vigorosas rompendo a superfície.
Ele orientou seus passos na direção do som. Embora supusesse estar sozinho, parecia que alguém utilizava a piscina da propriedade.
Splash, splash.
O som rítmico tornava-se progressivamente mais nítido à medida que ele se aproximava. Logo, a extremidade de contornos suaves da piscina surgiu em seu campo de visão.
A primeira imagem a capturar sua atenção foi a largura dos ombros e a definição muscular das costas do nadador. Os braços estendiam-se de forma simétrica sobre a superfície, submergindo logo em seguida em um movimento contínuo.
“Claude…?”
O duque executava o nado borboleta com uma precisão técnica impecável. Damian acompanhou, fascinado, a fluidez do movimento que lembrava uma criatura marinha emergindo e submergindo na água. A musculatura de suas costas contraía-se de forma proeminente a cada impulso. Sob a incidência da luz solar, os respingos de água dispersavam-se como pequenos pontos brilhantes.
Claude mantinha o ritmo intenso, alheio à presença do observador. Damian permaneceu estático à beira da piscina, acompanhando as sucessivas idas e vindas do marido por um longo período.
Embora apenas o duque estivesse na água, Damian sentia-se estranhamente conectado àquele movimento, como se compartilhasse da mesma correnteza.
O calor do sol aquecia seu corpo enquanto a agitação da água parecia ditar o ritmo de suas próprias pulsações.
Após observar a cena em transe, Damian recuperou o discernimento somente quando o marido submergiu por completo sob a superfície.
Trrrsh—
Após um mergulho prolongado, Claude emergiu rompendo a superfície da água. Ele utilizou as mãos para retirar o excesso de água do rosto e, ao afastar os cabelos para trás, percebeu a presença de Damian, interrompendo o movimento por um instante.
— Dormiu bem?
Diante da saudação, Damian limitou-se a fazer um aceno afirmativo com a cabeça, optando por não ignorá-lo. Em seguida, passou a examiná-lo com atenção. O duque permanecia estático na água, sem esboçar intenção de sair da piscina. Damian tentou identificar em suas feições algum resquício do comportamento atípico da noite anterior, mas a luz solar contra si dificultava a visualização de seus detalhes expressivos.
— Como está se sentindo? — Claude perguntou após uma breve pausa.
Damian assentiu novamente.
— Compreendo. Isso é o que importa.
Com um aceno sóbrio, Claude virou as costas, preparando-se para retomar o nado. Contudo, a voz de Damian o interrompeu antes que submergisse:
— É apenas isso que o senhor tem a me dizer?
Claude virou-se novamente na direção do ômega. Ele pareceu hesitar por um instante, como se avaliasse as próprias palavras. Antes que Damian pudesse cobrar formalmente um pedido de desculpas, o duque pronunciou-se:
— O ocorrido ontem foi um erro de minha parte. Peço desculpas. Jamais foi minha intenção desconsiderar a sua vontade. Na verdade, compreendo a insuficiência de qualquer justificativa. A responsabilidade é inteiramente minha. Garanto que tal conduta não se repetirá.
— E por que eu deveria depositar confiança nessa garantia? O senhor não pretende apresentar as razões para tal comportamento? Tem consciência do quão atípica foi a sua conduta ontem? O mínimo que espero é uma explicação plausível.
Embora considerasse o pedido de desculpas necessário, Damian esperava que Claude apresentasse alguma justificativa para o ocorrido. A resposta evasiva feriu seu brio. Soou-lhe quase como uma declaração de que o marido pretendia abdicar de qualquer aproximação futura.
Sua intenção ao propor um distanciamento temporário fora estabelecer limites, não consolidar uma indiferença mútua. Diante daquela postura, o ressentimento que tentara aplacar ao longo da noite ressurgiu com vigor.
“Passei a noite em claro tentando compreender as razões de sua conduta, enquanto ele desfrutava calmamente de um banho de piscina!”
Tomado por uma irritação crescente, Damian avançou a passos firmes em direção à borda. Sua marcha rápida visava encurtar a distância para confrontá-lo diretamente e observar suas reações de perto, mas a intenção foi frustrada pela reação imediata do duque.
Ao notar a aproximação do ômega, Claude recuou em direção ao centro da piscina, ampliando o espaço entre eles.
— O que significa isso?! O senhor está me evitando?
— Damian. Peço que permaneça onde está para conversarmos.
— E por qual razão?! Tem receio de perder o controle novamente caso eu me aproxime?
— A situação atual é delicada. A distância não impede que eu compreenda perfeitamente as suas colocações. Por favor, permaneça aí.
— A única evidência concreta que possuo é que o senhor está se esquivando de minha presença. Qual a real justificativa para isso? O excesso de reflexão durante a noite afetou o seu julgamento?
A indignação de Damian não retrocedeu; pelo contrário, a insistência de Claude em manter o distanciamento físico intensificou sua frustração.
— Damian, peço que não se exalte e mantenha a distância necessária…
— Recuso-me!
“Se o senhor não se aproximar, eu irei até aí.”
Movido pelo impulso do momento e ignorando o fato de estar completamente vestido, Damian segurou a barra de proteção e inseriu o pé na água. O líquido resfriado molhou instantaneamente o tecido de sua calça.
— Damian!
Ao ver o ômega avançar até que a água atingisse a altura de suas coxas, Claude cruzou a piscina com rapidez e o alcançou.
— O que pensa que está fazendo? Poderia ter escorregado. Essa conduta é extremamente arriscada.
Com o cenho franzido pelo descontentamento, Claude envolveu a cintura de Damian com firmeza e o conduziu para fora da piscina. O braço do alfa oferecia um suporte sólido e seguro ao corpo do conde.
— Solte-me. O senhor esquiva-se de mim, mas ainda assim manifesta preocupação… Espere. Por que a sua temperatura corporal está tão elevada?
Ao tentar afastar o peito largo de Claude, Damian percebeu que o calor emanado pelo corpo do marido era excessivo.
— O senhor está febril! Está sentindo alguma dor?
Apesar de ter permanecido pouco tempo na piscina, Damian sentiu o impacto da água fria em seu próprio corpo. No entanto, o organismo de Claude, que esteve submerso por um longo período, irradiava um calor intenso, perceptível mesmo antes de um contato físico total.
— Praticar atividades físicas nesse estado é uma imprudência grave! Perdeu o juízo?!
Espantado com a intensidade da febre, Damian levou as mãos à testa e ao rosto do marido, proferindo repreensões em tom acelerado.
— Não o considerava um homem negligente a esse ponto. Não foi capaz de registrar o próprio estado físico? Desde quando apresenta essa febre? Agora compreendo… ontem o seu corpo já exibia essa alteração de temperatura. Se apresentava sintomas, deveria ter comunicado! Precisamos providenciar medicação imediatamente… ou melhor, o mais adequado é consultar um serviço médico.
Enquanto discursava sem pausas, Damian tentava puxá-lo pelo braço na direção da casa.
Claude, no entanto, permaneceu estático e conteve o movimento do ômega.
— Não há necessidade de tais providências. Trata-se do início do meu período de rut.
Damian interrompeu suas ações e silenciou imediatamente.
“O quê?”
— O seu rut? De forma antecipada?
— Sim. Embora eu tenha feito uso da medicação supressora, o efeito não se consolidou por completo. Portanto, o distanciamento físico temporário é a medida mais adequada no momento.
Claude soltou suavemente a mão de Damian e deu alguns passos para trás. A dispersão involuntária dos feromônios do ômega atuava de forma contínua sobre seus instintos.
Apesar de ter permanecido na água fria desde as primeiras horas da manhã na tentativa de estabilizar seu organismo, a mera proximidade de Damian fizera com que seus feromônios, até então contidos, voltassem a oscilar de forma desregulada.
Ele concluiu que a decisão mais prudente seria transferir sua acomodação até o término do ciclo. Deveria ter adotado essa conduta assim que identificou a antecipação do rut, mas a relutância em afastar-se de Damian o levou a adiar a decisão, culminando naquela situação de risco.
O mais seguro era agir enquanto ainda preservava o autocontrole.
Antes que viesse a cometer um ato passível de arrependimento.
— Providenciarei a transferência da minha acomodação. Permanecerei em outro local durante a vigência do ciclo.
— Aguarde um instante!
Damian barrou sua saída. Então, a conduta atípica da noite anterior decorria exclusivamente do início do ciclo de rut?
— O senhor mencionou ter ingerido os supressores. Há real necessidade de transferir sua acomodação por essa razão? Ademais, o senhor não afirmou anteriormente que possuía total controle sobre suas reações durante esses períodos? Parecia extremamente seguro de si.
Diante das cobranças incisivas de Damian, Claude soltou um suspiro de resignação.
— As circunstâncias atuais diferem do passado.
— Qual a diferença substancial? Com o auxílio dos supressores, o controle não deveria ser restabelecido? Não compreendo a lógica dessa situação. Um histórico de dez anos de serviço militar sem registros de incidentes biológicos e, subitamente, o senhor se depara com essa impossibilidade? Isso não passa de um pretexto?
— O fator de divergência é a sua presença.
Damian, que discursava motivado pelo receio de estar sendo rejeitado por uma perda de interesse pessoal, silenciou diante da declaração direta do marido.
— Acredita genuinamente que a medicação é capaz de conter meus instintos diante de sua proximidade? Ontem, antes mesmo do início formal do ciclo, experimentei uma perda temporária de discernimento. Quais seriam as consequências sob a manifestação plena do rut? Se o fármaco falhar em sua eficácia e eu vier a tomá-lo de forma impositiva, como lidaremos com as consequências? O senhor depositaria esse nível de confiança em minha conduta, especialmente após os eventos de ontem?
— …
— Mesmo neste instante, os seus feromônios exercem um estímulo contínuo sobre o meu organismo. A necessidade de tocá-lo compromete a minha racionalidade. Sob o efeito do rut, não há garantias de que a minha determinação seja suficiente para conter esses impulsos. Não considero prudente confiar em meu próprio autocontrole nestas circunstâncias. O distanciamento é a única medida capaz de salvaguardar a sua integridade.
A deliberação de Claude foi expressa com absoluta firmeza, sem margem para contestações ou ambiguidades.
Ele justificava o distanciamento como uma medida de proteção ao ômega. Afirmava com convicção que, diante da presença de Damian, os recursos farmacológicos mostraram-se insuficientes. Aquela confissão permitiu a Damian vislumbrar, pela primeira vez de forma clara, a intensidade dos sentimentos do marido.
E a revelação ecoou de forma profundamente significativa em seu âmago. Apesar da expressão de evidente desconforto, o olhar de Claude mantinha-se fixo nele com uma intensidade febril e possessiva. Damian sentiu-se exposto diante daquela manifestação explícita de desejo, embora fosse o duque quem estivesse com o torso descoberto.
Claude tensionou o maxilar de forma repetida na tentativa de conter seus impulsos. A musculatura de seu corpo parecia reagir de forma involuntária àquela contenção severa.
Ao testemunhar o esforço hercúleo do marido para reprimir seus instintos e a avidez com que o observava, Damian inspirou profundamente, sentindo um leve formigamento na ponta dos dedos.
Seus batimentos cardíacos aceleraram progressivamente.
— E por que deveríamos evitar isso?
Damian sustentou o olhar intenso do marido.
— O senhor parece incorrer em um equívoco. Não sou um indivíduo frágil ou ingênuo que demande esse nível de tutela. Decidir o afastamento de forma unilateral, sob a justificativa de zelar pelo meu bem-estar, contradiz a sua própria declaração recente de respeitar as minhas decisões. Essa conduta não configura uma atitude de consideração para comigo.
— O senhor compreende perfeitamente que a motivação não é essa!
— Não, não compreendo. A manifestação de um ciclo biológico justifica a sua fuga para outra acomodação? Acredita que permitirei essa resolução? O senhor permanecerá aqui. Recuso-me a consentir com a sua partida.
A perspectiva de vê-lo afastar-se e desaparecer de seu campo de visão despertou em Damian uma forte rejeição.
— Tem plena consciência das implicações de suas palavras?
— Julga-me incapaz de discernir a gravidade da situação?
— Tenho minhas dúvidas. Ou estaria buscando uma justificativa externa para legitimar uma aproximação íntima durante o meu ciclo?
Diante do questionamento de Claude, Damian bateu o pé contra o solo, demonstrando sua frustração.
“Por que ele insiste em não compreender o meu posicionamento?”
— Nós formalizamos a nossa união. Somos cônjuges. As decisões de relevância não deveriam ser deliberadas em conjunto? Ou continuo a ser tratado apenas como um parceiro temporário que necessita de constante condescendência?
A constatação de que o autocontrole do imponente duque mostrava-se vulnerável diante de sua presença despertou em Damian um sentimento de profunda satisfação. A vulnerabilidade daquele homem, reconhecido por sua retidão e segurança, diante de sua figura, trazia-lhe uma confirmação inequívoca de sua importância na vida dele.
Aquilo representava a evidência definitiva de sua exclusividade no coração de Claude.
Damian reduziu a distância que o separava do marido, mantendo o olhar fixo nele.
— Responda com sinceridade. O senhor deseja realmente manter-se afastado de mim?
Ao longo de sua trajetória recente, Damian limitava-se a reprimir os próprios sentimentos. Utilizou a ausência de uma declaração verbal formal por parte de Claude como pretexto para desacreditar as constantes demonstrações de afeto que recebia. Contudo, as ações do duque constituíam uma declaração muito mais contundente do que qualquer manifestação verbal.
Aquele olhar obstinado focado em sua direção, a busca incessante por sua presença e a intensidade de seu desejo contido…
—… tudo isso atingia o âmago de Damian de forma irrevogável.
O sentimento que nutria por Claude emergiu das profundezas de seu ser, expandindo-se de maneira incontrolável.
A compreensão revelou-se a ele de forma súbita e definitiva.
“Eu amo este homem.”
“Eu realmente amo o Claude.”
Damian estendeu a mão e acariciou a linha rígida do maxilar do marido, que permanecia tensionado pelo esforço de contenção.
— Damian…
Um suspiro denso escapou dos lábios de Claude. Ao sentir o toque suave da mão do ômega contra sua pele febril, ele capturou o pulso de Damian com firmeza.
— O senhor tem consciência de que a distância é a última de minhas vontades? Se as circunstâncias permitissem, não me afastaria de sua presença por um único instante. Mas o senhor está ciente das implicações? Está de fato… seguro quanto a isso?
Como se determinasse que jamais o libertaria daquele enlace, Claude manteve a pressão sobre o pulso de Damian e inclinou a cabeça lentamente. Ele pressionou os lábios contra a palma da mão do ômega, repetindo o gesto de forma solene, como se registrasse um compromisso definitivo.
— Eu assumirei as consequências. Portanto, permaneça aqui. O seu lugar é ao meu lado.
— O senhor está em período de gestação. A integridade do herdeiro…
— Nossa primeira associação ocorreu sob circunstâncias semelhantes e não resultou em prejuízos à saúde. Desta vez também não haverá intercorrências.
No instante seguinte, Claude envolveu a cintura de Damian, puxando-o para si com determinação. Damian foi acolhido contra o peito do duque com tamanha intensidade que seu queixo chocou-se levemente contra o ombro do marido. O abraço que o envolvia era de uma solidez inabalável, transmitindo a sensação de um porto seguro do qual jamais desejaria retirar-se.
A entrega mútua trazia-lhe uma profunda sensação de contentamento. Sentir a posse e a determinação do marido preenchia-o com uma satisfação inédita.
“Este homem me pertence. Ele é o meu alfa.”
Envolvendo os ombros de Claude em um abraço recíproco, Damian sussurrou de forma serena:
— Eu cuidarei do senhor.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello