— Capítulo 118
Capítulo 118
— Por que diabos você se dá ao trabalho de cumprimentá-lo? — Yeon-oh exigiu. Abaixando a cabeça, ele pressionou a testa contra a de Gi-hyeon, projetando uma sombra escura sobre os olhos de Gi-hyeon e cegando-o completamente para o resto do mundo.
— Saia. Eu só disse oi porque você se recusou a nos apresentar — Gi-hyeon repreendeu, levantando a mão para afastar o rosto de Yeon-oh novamente. Desta vez, Yeon-oh segurou seu pulso.
Mantendo as testas unidas, Yeon-oh apenas virou a cabeça ligeiramente para latir para o homem por cima do ombro. — Ele é o artista do mês da Galeria Naban. Este é meu marido. Feliz agora? Ei, eu estou indo embora, então nem pense em se mexer até o evento acabar. Nem pense em dar o fora.
Com isso, ele puxou Gi-hyeon pelo pulso e marchou para longe. Ignorando as perguntas de Gi-hyeon sobre onde estavam indo, Yeon-oh discou um número.
— Gerente Yoo, onde estão as chaves do meu carro?
Imaginando para quem ele estava ligando enquanto o ignorava, Gi-hyeon percebeu que ele estava falando com o Gerente Yoo. Gi-hyeon deu um leve puxão em seu braço capturado. Detectando o movimento rebelde, Yeon-oh finalmente parou e se virou, franzindo a testa. Gi-hyeon balançou a cabeça.
— Vamos pegar o meu carro. Eu dirigi até aqui.
Yeon-oh pausou, depois falou diretamente no receptor. — Você ouviu ele, certo? — Sabendo muito bem que Yoo não poderia ter ouvido nada, Yeon-oh desligou sem mais uma palavra de explicação. Que personalidade absolutamente atroz… Gi-hyeon riu baixinho. Encarando intensamente aquele rosto risonho, Yeon-oh puxou Gi-hyeon para seus braços.
— Sorria para mim com mais frequência. Fica bem em você.
Não estava carregado de luxúria, nem era sua provocação habitual, mas Gi-hyeon não conseguia entender por que aquelas palavras simples enviaram um arrepio percorrendo sua espinha. Provavelmente porque Yeon-oh soava tão profundamente sincero. Libertando seu braço, Gi-hyeon o envolveu firmemente ao redor das costas de Yeon-oh. Ele sentiu o homem estremecer, mas, ignorando a reação, deu tapinhas gentis em sua coluna.
— Eu também.
— …
— Eu gosto quando você sorri.
Ele falava sério. Não era como se Yeon-oh nunca tivesse sorrido antes, mas ele nunca pareceu tão genuinamente em paz como ultimamente. Cada dia parecia uma descoberta nova para Gi-hyeon. “Então é assim que é namorar você”, pensou ele.
Como uma criança gigante preparando-se para uma bronca, o corpo rigidamente tenso de Yeon-oh derreteu instantaneamente, praticamente desmoronando no abraço de Gi-hyeon. Dada a leve diferença de tamanho, Yeon-oh não conseguia se enterrar completamente, então contentou-se em esmagar Gi-hyeon com tanta força que não havia um único espaço entre eles.
Depois que Gi-hyeon deu mais alguns tapinhas em suas costas, Yeon-oh se afastou e, sem dizer uma palavra, arrastou-o para frente novamente.
— Onde está o carro?
Gi-hyeon queria dizer que estava no estacionamento externo, mas a voz de Yeon-oh estava subitamente tão grossa e rouca que a atmosfera perigosamente pesada tornou difícil falar. Quando Gi-hyeon hesitou, Yeon-oh pressionou-o imediatamente.
— Apresse-se e me diga para que eu possa sugar seus lábios.
Hipnotizado pela demanda direta, Gi-hyeon apontou para seu carro. Yeon-oh o conduziu até lá, tentando empurrá-lo para o banco do passageiro, mas Gi-hyeon girou suavemente seu pulso capturado, entrelaçando seus dedos. Yeon-oh virou-se, seus olhos ardendo com intenção sombria.
— Eu vim te buscar. Deixe-me dirigir para você.
Yeon-oh congelou, encarando intensamente Gi-hyeon antes de girar o corpo inteiro para encará-lo, um sorriso enorme abrindo-se em seu rosto. Ele parecia ligeiramente em conflito, suas sobrancelhas levemente franzidas mesmo enquanto seus lábios se esticavam, uma reação que fez os próprios lábios de Gi-hyeon se curvarem para cima.
— Você está falando sério, hã?
— Sério o quê?
Incapaz de terminar o pensamento, Yeon-oh apenas murmurou uma série de descrenças sem sentido. — Sério, é? Onde você aprendeu a… — Finalmente desistindo das palavras, ele puxou Gi-hyeon de volta pela cintura. Eles mal tinham percorrido cem metros e já estavam presos em outro abraço.
— Ah, So Gi-hyeon…
Enterrando o rosto no pescoço de Gi-hyeon mais uma vez, Yeon-oh soltou um gemido torturado. As mãos que estavam envoltas na cintura de Gi-hyeon deslizaram lentamente para baixo, amassando descaradamente sua bunda com luxúria inegável. Pressionado contra o outro, Gi-hyeon conseguia sentir claramente o volume grosso e pesado forçando as calças de Yeon-oh. Ele estava exatamente no mesmo estado.
O atrito distrativo e semiereto provocou um calor peculiar e formigante que beirava uma dor aguda. Envolvendo seus braços firmemente ao redor da cintura de Yeon-oh, Gi-hyeon engoliu um gemido desesperado.
— …Vamos nos apressar e ir para casa.
Ao ouvir a voz de Gi-hyeon cair em um sussurro impossivelmente escuro e rouco, as costas de Yeon-oh estremeceram violentamente. Apesar de sugerir que fossem embora, Gi-hyeon relutava em se separar, suas palmas acariciando distraídamente as costas de Yeon-oh. Estalando a língua, Yeon-oh bufou.
— Ei, eu vou gozar. Pare de me tocar.
Gi-hyeon não tinha certeza absoluta do que ele estava prestes a gozar, mas sabendo que receberia uma resposta obscenamente explícita se perguntasse, ele manteve a boca fechada. Recusando-se a interromper o abraço, Yeon-oh conduziu Gi-hyeon desajeitadamente até a porta do lado do motorista. O absurdo absoluto de dois homens adultos se arrastando juntos como pinguins fez Gi-hyeon rir baixinho. Por sua diversão, ele foi recompensado com beijos rápidos e punitivos em ambos os cantos de sua boca curvada.
No momento em que Gi-hyeon abriu a porta e deslizou para o assento do motorista, Yeon-oh impediu que ela fechasse e enfiou seu corpo maciço lá dentro. Inclinando-se pesadamente para dentro da cabine, ele reivindicou os lábios de Gi-hyeon mais uma vez. Fechando os olhos por instinto, Gi-hyeon os abriu abruptamente ao estalo suave de Yeon-oh se afastando, explodindo em um repentino ataque de riso. O jeito que eles estavam agindo era ridículo demais.
— Vamos ficar aqui a noite toda desse jeito.
— …
O ar cortante do outono tinha deixado suas bochechas geladas, então, toda vez que se beijavam, o roçar gelado de seus narizes e bochechas um contra o outro só fazia Gi-hyeon rir ainda mais. Yeon-oh permaneceu em silêncio, encarando intensamente Gi-hyeon através de seu acesso de risinhos. Sem dizer uma palavra, Yeon-oh pousou uma mão no teto do carro e inclinou-se novamente.
Desta vez, o beijo foi devastadoramente profundo. A boca de Yeon-oh, carregando o frio cortante da noite, desceu silenciosamente. O intenso bater no peito de Gi-hyeon forçou-o a esfregar subconscientemente sua ereção. Suas línguas se emaranharam profundamente, os sons úmidos e estalados de sua troca ecoando alto. Quando a ponta da língua de Yeon-oh raspou grosseiramente contra o céu de sua boca, Gi-hyeon franziu a testa, inclinando a cabeça para trás por instinto para conceder-lhe melhor acesso.
— Ngh…
— …
Foi só então que seus lábios, praticamente fundidos apesar da confusão úmida, finalmente se separaram. Gi-hyeon não conseguia ver a expressão nos olhos de Yeon-oh. Tendo se endireitado subitamente, o rosto de Yeon-oh estava obscurecido pelo teto do carro; tudo o que Gi-hyeon conseguia ver era seu maxilar cerrado e fortemente marcado. Seu pomo de Adão grosso, do tamanho de uma noz, subia e descia lentamente enquanto seus lábios rosados brilhavam, úmidos e brilhantes com a saliva compartilhada.
— Você…
— Fechando a porta. Cuidado com as mãos.
Yeon-oh cortou-o bruscamente. Embora sua voz permanecesse assustadoramente baixa, o comando era tão absoluto que Gi-hyeon puxou as mãos para trás reflexivamente. Batendo a porta, Yeon-oh contornou o capô e jogou-se no banco do passageiro.
Ver a expressão de Yeon-oh travada em uma careta aterrorizantemente rígida enviou um pico violento de excitação através das veias de Gi-hyeon. Seu baixo-ventre parecia incrivelmente pesado, uma tensão sufocante restringindo a costura de suas calças. Sua semiereção inflamou-se em uma ereção completa e latejante, esticando o tecido de forma desconfortavelmente apertada. No momento em que ele inconscientemente moveu os quadris para ajustar a pressão—
— Se você vai balançar essa bunda, faça isso no meu rosto—
— …O quê?
Completamente chocado pela obscenidade pura, Gi-hyeon encarou Yeon-oh inexpressivamente. Ao perceber que havia deixado o pensamento imundo escapar em voz alta, um olhar de profundo arrependimento passou pelo rosto de Yeon-oh antes que ele queimasse em um vermelho violento. Murmurando um “Porra” áspero, Yeon-oh agarrou a nuca de Gi-hyeon e puxou-o. Suas testas colidiram com um estalo alto, mas Gi-hyeon estava atordoado demais para sentir a dor.
— Ah, sério…
Gemendo como um homem em agonia, Yeon-oh manteve os olhos bem fechados. As luzes internas da cabine estendiam as sombras escuras de seus longos cílios sobre suas bochechas coradas. Gi-hyeon abriu a boca para falar, mas desistiu.
— Eu…
— …
Yeon-oh abriu os lábios repetidamente, lutando para formar as palavras antes de exalá-las como um suspiro pesado.
— Eu não aguento mais essa porra. Eu não consigo simplesmente fazer a coisa do “namoro”, Gi-hyeon.
Piscando ao perceber, Gi-hyeon agarrou imediatamente a nuca de Yeon-oh e esmagou seus lábios. O beijo mal tinha começado, mas sua boca salivava como se estivesse faminto. A luxúria que fervilhava como uma queimação lenta e pegajosa finalmente se incendiou, explodindo em um inferno furioso.
Gi-hyeon empurrou a língua profundamente entre os lábios de Yeon-oh. Yeon-oh agarrou instantaneamente a carne invasora, sugando-a implacavelmente. A pressão e o atrito enlouquecedoramente úmido contra sua língua eram avassaladores.
— Ngh, ah…
Um gemido sem fôlego escapou pela pequena fresta entre os lábios úmidos de Yeon-oh. Gi-hyeon sentiu suas calças ficando úmidas. Ele conseguia sentir explicitamente o líquido pré-ejaculatório grosso vazando da ponta de sua glande. O tecido úmido e pegajoso grudado em sua cueca só derramava gasolina em sua excitação já em chamas.
Apoiando a mão no peito de Yeon-oh, Gi-hyeon começou inconscientemente a amassar o músculo grosso. A elasticidade pesada e firme sob sua palma enviou uma emoção selvagem percorrendo sua espinha. Bem quando ele ia esmagar o mamilo rígido sob o polegar, Yeon-oh agarrou seu pulso.
— Cuidado com essas mãos. Não conseguiu aguentar nem um segundo a mais, hã, Gi-hyeon?
Afastando seus lábios úmidos, Yeon-oh pressionou sua boca diretamente contra o lóbulo da orelha de Gi-hyeon, sua provocação abafada enviando um calafrio de corpo inteiro através de Gi-hyeon. Desamparado, Gi-hyeon assentiu.
— Se recomponha, querido. Você disse que estava dirigindo.
O sussurro de Yeon-oh era espesso com diversão sombria. Aquele tom impossivelmente lascivo arrancou um gemido desesperado e torturado da garganta de Gi-hyeon. Forçando o queixo de Gi-hyeon para cima para que ele não pudesse esconder o rosto, Yeon-oh pressionou beijos frenéticos e de boca aberta sobre seus lábios, bochechas, pálpebras e osso da sobrancelha antes de esticar a mão e bater no botão de ignição.
— Apresse-se e dirija. Meu pau parece que vai explodir, porra.
Essas palavras foram a faísca final que acendeu o rastilho.
↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna