Pit Babe - Capítulo 02.2
Capítulo 02.2
“Hum… PitBabe”. Charlie parou o beijo, embora no seu coração ainda quisesse aquele toque. Ele pensou que eles já estavam se beijando há bastante tempo. E Babe tinha que sair e encontrar outras pessoas. Mas a outra pessoa não parecia concordar com nada disso. Babe segurou o rosto dele e o beijou sem qualquer interesse em parar. “Espere, espere, espere.”
“O que foi?” Babe começou a se estressar com Charlie continuando a irritar ele. Mesmo que ele fosse apenas um garoto muito estúpido, que direito ele tinha de incomodá-lo dessa forma?
“Você não vai se encontrar com seu amigo?”
“Por que eu deveria? A gente sempre se vê”
“Mas, por que você disse que me levaria para ver o ambiente?”
“O ambiente” Babe disse suavemente, aproximando seu rosto da orelha do garoto, antes de colocar a língua para fora e lamber a orelha do jovem lentamente até Charlie se arrepiar, “Ouça minha voz…”
“Meu Deus, é isso? Você só vai me fazer ouvir sua voz?”
“Bom, isso é tudo que te darei”, disse Babe presunçoso, antes de puxar o rosto do garoto para beijá-lo novamente, incapaz de se conter. Então, Charlie só podia deixar ele fazer o que quiser, pois se recusasse, isso o irritaria ainda mais. Ele deveria ser paciente, pois ainda deveria haver esperança em uma próxima vez. (Ashy: se refere ao fato dele poder ver o ambiente da corrida de perto)
Babe beijou o jovem alfa como se estivesse viciado no sabor. Normalmente, ele não gostava de provocações por muito tempo, pois quanto mais faziam isso, mais feromônios o alfa liberava. E era isso que o deixava tão irritado e exausto o tempo todo. Mas com Charlie não havia essas sensações. O garoto não tinha feromônios que o incomodavam. Não havia cheiro que o deixasse tonto e com vontade de vomitar, como ele sentia com outros alfas. Por isso, ele sentiu a necessidade de continuar beijando e acariciando esse garoto estúpido até o tempo acabar.
“Eu quero fazer agora”, Babe pausou o beijo, e seus quadris arredondados roçavam suavemente contra a frente das pernas de Charlie, indicando que o desejo parecia estar despertando novamente, embora eles já tivessem feito isso essa manhã.
“Aqui?”, perguntou Charlie, erguendo as sobrancelhas com uma expressão hesitante.
“E por que não?”
“Mas, é hora da competição”, Babe suspirou irritado, por não poder fazer o que queria. Sua vontade, agora, era tirar a calça do garoto e fazer com que ele o fodesse de uma vez por todas. Mas, considerando a situação e o tempo limitado, antes que ele pudesse se divertir como queria, um demônio viria interromper.
“Você aprende cada vez mais, Charlie”, Babe franziu os lábios com irritação, antes de mover o rosto para beijar Charlie novamente. Parecia que ele realmente queria aproveitar ao máximo, até o último segundo. O melhor é ele aproveitar o jogo pequeno, caso não conseguisse o jogo grande. Portanto, o jovem alfa só podia ceder aos desejos do alfa mais velho.
TOC TOC…
O som de batidas na janela fez com que Charlie perdesse o ritmo de surpresa. Por outro lado, Babe nem sequer parou suas ações. Ele se concentrou em beijar os lábios da figura alta, sem se importar com o fato de que alguém parado ao lado do carro e batendo na janela para chamá-lo.
“Babe…”, Charlie virou o rosto de leve para dizer a Babe que parasse com tudo. Porque ele não podia continuar fazendo isso, com alguém em cima olhando para eles daquele jeito. “Alguém está batendo na porta. Fale com ele primeiro”
“Merda!”, disse Babe irritado. Antes de estender a mão para pegar o chapéu do banco do motorista e colocar na cabeça de Charlie. Em seguida, sussurrou suavemente para ele.
“Mantenha sua cabeça baixa.”
Charlie obedeceu rapidamente, porque Babe fez um acordo com ele desde o primeiro dia de que não queria que ninguém mais soubesse sobre o relacionamento deles. A primeira razão que Babe lhe deu foi que isso tornaria sua vida mais difícil se alguém descobrisse que ele estava em um relacionamento íntimo com outra pessoa.
Pit Babe é alguém que está sempre sendo observado, amado por muitos e odiado por outros. Por isso, qualquer pessoa próxima a Babe também sofre com as consequências da fama do piloto. Babe não quer que Charlie passe por algo assim, pois não quer ter que resolver o problema e ficará chateado por ter de arcar com esse fardo.
Outro motivo é que pode ser mais difícil para Charlie entrar na Equipe X já que há muitos candidatos que querem entrar na equipe. Se ele conseguisse passar por isso sem que todos soubessem que ele tem alguma conexão com Babe, seria ótimo. Caso contrário, com certeza haveria escândalos e problemas. Especialmente porque Babe não tinha a intenção de trazê-lo para a equipe usando suas conexões, e seria ainda mais irritante se ele tivesse que lidar com a estupidez das pessoas que não sabiam disso.
É por isso que ele tinha que se esconder o tempo todo com Babe.
“O que é?” Babe baixou um pouco a janela antes de perguntar à pessoa do lado de fora em um tom não muito agradável.
“O Billy perguntou se você quer apostar”, interrompeu Mara em um tom casual. Ela é uma mulher muito bonita, usando short jeans e uma camiseta justa. Ela mascava chiclete e olhava para Babe com um sorriso estranho. “Ele já apostou. Você é o único que falta”
“Quanto?”
“Cinquenta mil.”
“Estou dentro”, respondeu Babe imediatamente, sem nem pensar duas vezes.
“Ótimo!”. A mulher riu satisfeita por ver a confiança do número um. Babe apostava quase sempre que aparecia. E, naquele momento, ele apostava 100% em sua própria vitória. Se alguém perguntasse se valeu a pena, poderia dizer que sim, porque ele era conhecido como a lenda que nunca cometeu um erro.
“Você não quer saber quem são seus concorrentes?”, perguntou a bela mulher em voz alta, como se estivesse se divertindo com alguma coisa.
“Não preciso”. Babe não parecia nem um pouco preocupado. O talentoso corredor número um recusou, não se importando nem um pouco com quem estava competindo.
“Okay então”
“Eu mesmo resolverei as coisas com o Billy.”
“Tudo bem, é isso”, respondeu ela com uma risada suave na garganta, enquanto
seus belos olhos decorados com maquiagem ousada tentavam espiar dentro do carro com grande interesse.
Parece que Pit Babe realmente trouxe um garoto novo para a pista e ele o escondeu bem. Ele não deixava ninguém ver seu rosto, quem não se interessaria por algo assim?
“Tá olhando o que?”, disse Babe em voz baixa. Quando ele viu que a jovem ainda se recusava a sair, além de ela estar tentando olhar para dentro do carro dele com olhos tão curiosos, foi realmente bem irritante. “Não se preocupe com meu acompanhante”
O rosto da bela mulher estava um pouco irritado pela maneira como ele falou. Ela cerrou os lábios antes de finalmente balançar a cabeça e ir embora.
Depois de expulsar o demônio que o estava incomodando, Babe imediatamente fechou a janela e voltou a olhar para o jovem, que estava sentado como um boneco com a cabeça quase colada ao peito, como havia sido ordenado. Mas quando ouviu que a garota tinha ido embora, Charlie levantou um pouco a cabeça relutante. Babe se aproximou e tirou o chapéu do menino. Assim, ele pôde ver o rosto estúpido e os olhos bonitos do garoto. Babe riu.
Esse garoto é realmente estúpido.
Charlie não entendia do que Babe estava rindo. Mas quando ele viu a outra pessoa rindo, ele também riu sem perceber.
“Por que está rindo?”. O garoto ficou em silêncio assim que a pessoa que estava rindo voltou a falar, sua voz era clara, sua mente nunca conseguia acompanhar, ele sabia que o piloto gostava de provocá-lo com frequência. Mas sempre com uma cara séria, então ele não sabia diferenciar quando ele estava brincando ou quando estava falando sério.
“Fique quieto”
Não importava o que Bebe ordenasse, Charlie sempre fazia sem hesitar, ficava quieto e deixava que o outro descansasse o rosto na cavidade de seu pescoço como desejasse. O homem mais velho percorria os lábios pela pele do pescoço dele e o lambia várias vezes, alternando com movimentos regulares da língua. Babe disse que a vantagem de Charlie era não cheirar como um alfa, por isso o famoso corredor gosta de sentir o cheiro dele com frequência. É um pouco estranho, mas ele pensa que o cheiro do garoto é bom….
“Babe”, gemeu Charlie, fazendo-o parar de cheirar seu pescoço e depois se aproximar gentilmente.
“Sim?”
“É normal competir assim?”. O jovem perguntou o que estava em seu coração desde que Babe disse que o traria para a Midnight Run. Ele admite estar um pouco nervoso porque é uma corrida clandestina, mas Babe e os outros aqui não parecem nem um pouco preocupados com isso.
“Às vezes sim, às vezes não.”
“O que significa?”
“Uma vez ou outra não faz mal”, respondeu ele, movendo o rosto da curva do pescoço para traçar o rosto de Charlie, até a bochecha. O piloto sênior o beijou como desejava e o jovem não sabia como reagir.
“Mas, às vezes, temos que correr para fugir da polícia…”
“Por que, está com medo?” Babe riu baixinho quando viu o rosto pálido de Charlie. Esse garoto estava realmente assustado, ele estava com medo de tudo. Tão assustado que não sabia como uma pessoa assim podia ser tão apaixonada pelas corridas Porque, embora as corridas em pistas abertas sejam legais, correr com carros ainda é um tipo de esporte perigoso.
“É assustador”, respondeu Charlie com sinceridade, “mas estou com você esta noite, então não estou com medo…”
“Você realmente confia em mim?”
“Eu sei que você vai ‘escapar’ a tempo”, respondeu o jovem com uma expressão inocente.
Quando Charlie falou, Babe sentia como se o garoto estivesse falando de forma sincera, sem tentar agradá-lo como todos os outros faziam, mas ele não achava que Charlie fosse uma pessoa ruim, ele era apenas estúpido demais para mentir.
“Você é um bom motorista e o seu carro é muito mais potente do que um carro de polícia”, disse Charlie enquanto olhava gentilmente nos olhos dele, não importava o que fosse, parecia sincero e inocente.
“Eu não tenho medo.”
…………………
Depois de várias rodadas de competição, os vencedores recebem os ganhos da aposta feita e o perdedor paga a aposta, a animação continua até chegar à rodada final que é exatamente à meia-noite, considerada uma rodada muito importante porque o SSC Tuatara de Pit Babe finalmente se moveu do estacionamento para a posição no ponto de partida
Charlie estava muito empolgado com a aproximação do início da corrida, pois era a primeira vez que ele se sentava ao lado de um piloto, além disso, o piloto era aquele que todos conheciam como Pit Babe e ele não sabia onde encontraria uma oportunidade tão grande como essa. O jovem olhou em volta para a esquerda e direita, animado. Ao apertar o cinto de segurança, ele olhou furtivamente para Babe, que estava sentado em silêncio, como se estivesse se concentrando. Ele não estava usando cinto de segurança. A figura acenou para ele, estendendo a mão para puxar o cinto, mas foi interrompido porque a mão do homem o impediu, então Charlie teve que retirar a mão apressadamente de forma frustrada.
“Não precisa”, disse Babe em voz baixa, antes de virar a cabeça para fora da janela do carro, como se estivesse realmente se preparando para correr.
“Não é perigoso?”
“Nós não usamos cintos de segurança quando corremos fora da arena”
Charlie realmente não entendia isso. ‘Por que correr o risco de não usar o cinto de segurança?’. Mas quando ouviu a resposta anterior de Babe, ele tirou o cinto de segurança porque queria seguir tudo o que o piloto fazia.
“Mas você tem que usar.”
Quando Babe falou, a mão grande parou e imediatamente abandonou sua intenção de tirar o cinto, mesmo que a outra pessoa nem tenha olhado. Babe desviou o olhar como se não tivesse notado nada. Mas ele sentiu que estava se certificando de que Charlie não tirasse o cinto de segurança, como olhos atrás dele. Mas não era estranho, porque ‘ele tinha cem olhos’, também tinha boa audição e olfato, a ponto de saber qualquer movimento que Charlie fizesse.
“Faz muito tempo que não vejo você, Babe”.
“…”
Houve um som vindo de um carro ao lado deles, interrompendo o som do motor acelerando quando o carro parou. Todos os carros que competiam na corrida noturna se alinharam na linha de largada. Babe arregalou os olhos com uma expressão facial não muito feliz ao ouvir aquela voz. Charlie tentou abaixar a aba do chapéu abaixando a cabeça assim que viu Babe abrir a janela do lado do assento motorista.
Babe colocou o braço na janela do carro e balançando-o com uma voz irônica, até que o homem sentado ao seu lado inclinou a cabeça com curiosidade. Quem seria? E por que Babe parece odiá-lo tanto? Mas ele não conseguia ver quem era porque Babe o proibiu de levantar a cabeça.
“Senti sua falta.” A voz do homem parecia irritar Babe. Provavelmente, esses dois haviam tido um passado um pouco conturbado um com outro. “Se você trouxer alguém, não parecerá tão ruim”.
“…”
“Você é meu ex esposo”
“Sério?” Babe riu e respondeu em um tom de surpresa que soou muito falso: ”Que estranho”
“…”
“Porque desde que terminei com você, eu me divirto como ninguém”
Charlie olhou para as palmas das mãos em seu colo, parecendo confuso. Ele não sabia se tinha o direito de saber essas coisas sobre Babe. Mas se a outra pessoa dissesse isso sabendo que ele estava sentado ali, talvez não importasse tanto.
“Sinto muito, que você teve que passar por aquilo”. A outra pessoa não pareceu incomodada com as palavras ofensivas de Babe. Ou ao menos tentava não transparecer a dor de ouvir as palavras de Babe, porque Charlie achou as palavras do piloto fortes. “Hoje mesmo você trouxe um novo garoto. Estou muito triste.”
“Se não tenho mais você, arranjo outro, o que tem de estranho?”
“Nada, mas isso significa que você não sente minha falta?”
“Hum… senti”, disse Babe com uma voz doce, parecendo pensativo. “Mas neste ano eu desejei que todas as pessoas ruins desaparecessem da minha vida.”
“…”
“E depois disso, nunca mais vi você.”
“…”
Continua…
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Créditos:
->Tradução: Ashy
->Revisão: Gege