Os Piratas: O Prisioneiro Do Rei - Capítulo 07 - Frota Caprancis
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- Capítulo 07 - Frota Caprancis
Depois de sair da cozinha, Claire foi conduzido ao convés por Mary.
Claire também esteve várias vezes em um navio ao cruzar o Estreito de Dover, mas ficou impressionado com o tamanho do convés que se desdobrava diante dele.
‘Não acredito que um navio pirata seja tão grande. Isto é quase um navio de guerra.’
Pode-se dizer que as águas costeiras repletas de navios de guerra são o seu território. Mary parecia presunçosa quando Claire arregalou os olhos azuis e olhou em volta.
— Haha. Todo mundo faz essa expressão quando vê este ‘Crescente’ pela primeira vez.
— É incrível. Quantas pessoas estão neste navio?
— Talvez 600 pessoas?
— 600 pessoas? Em um barco?
Claire ficou pasmo com o grande número.
— Não é incrível? Pode carregar até 400 toneladas e possui 115 canhões. Não existe nenhum navio deste tamanho nas forças armadas britânicas. É o navio de guerra mais forte do mundo.
Ela parecia muito orgulhosa e tagarela, explicando o navio e mostrando-o para Claire.
— Estas são as escadas que levam à proa. O deck vai até o quarto andar, mas provavelmente você não vai subir lá.
— Aquelas escadas… … o que?
— São as escadas para o segundo andar. Pela doca oeste.
Claire, consciente da ‘doca oeste’, engoliu em seco sem perceber. Tentando não demonstrar que estava preocupado, acalmou seu coração e rapidamente fez outra pergunta.
— Elpianos são piratas, então como eles poderiam ter um navio como este?
— Este é o navio que o capitão Elcain deu para seu irmão. Eles derrotaram e capturaram a frota espanhola no Caribe. Devido a essa batalha, quase todos os piratas do Caribe curvaram a cabeça para o Rei Elcain.
Mary chamou Elpian da 2ª Frota, e chamou Elcain, o capítulo da 1ª Frota. Foi estranho, mas a conversa dela continuou sem que Claire sequer perguntasse.
— Nosso capitão, que era um estudante universitário comum, visitou o capitão Elcain no Caribe e recebeu apenas este navio. Assim que chegou ao Mar do Norte, emergiu como uma força influente.
— Ele deu o navio de guerra mais poderoso do mundo ao seu irmão mais novo?
— Sim. Mesmo que não ganhasse, o capitão é o pirata mais forte de qualquer maneira.
Claire achava que eles eram irmãos que se davam muito bem. Não importa quantos navios existam e quão poderosos sejam, o objeto simbólico do navio de guerra mais forte não é algo que possa ser facilmente entregue a outra pessoa.
— É uma sorte termos este navio, sem ele a 2ª Frota Capransis não teria existido. Embora existam alguns que estão protegidos pelo nome de Frota Caprancis, há muitos mais que o visam. Mesmo que a Marinha Britânica seja amiga, a capacidade do almirante de se estabelecer no Mar Mediterrâneo, que está repleto de jogadores poderosos, é notável.
Enquanto caminhavam pelo convés ouvindo a história de Mary, alguns olhos seguiram os dois. Os piratas estavam por toda parte, limpando o convés, consertando alguma coisa ou sentando em barris de madeira e bebendo em plena luz do dia.
A maioria deles eram pretos e maltrapilhos, ao contrário dos Elpian ou do Giltres, então à primeira vista dava para perceber que eram piratas. Mary estava calma ao passar pelo caminho, mas Claire estava extremamente desconfortável. Isso porque todos lambiam os lábios ou assobiavam enquanto olhavam para as duas pessoas. Alguns até disseram uma linguagem obscena.
— Ei, Mary. Não é hora de você se cansar daquele velho? Deve ter sentido um vazio em sua buceta, porque teve uma péssima noite com aquele broxa.
— Será muito mais útil do que algo do tamanho do seu dedo dentro de você.
— Se você não gosta, deixe a gente experimentar o cara ao seu lado. Vamos cuidar muito bem do novato.
— Cale-se. Antes de querer alguém para massagear seu pau, primeiro aja como um homem em batalha!
Não importa o que foi dito, Mary respondeu com calma. Ele poderia dizer de onde vieram suas palavras duras. Olhando para ela andando com confiança, Claire pensou que ser uma pirata não era uma tarefa fácil.
O enorme navio tinha tudo. Havia um depósito cheio de mantimentos e até uma mesa de sinuca. Como Claire também é homem, foi honestamente interessante ver um belo navio. Foi tão incrível que a sensação de autodestruição pela manhã havia diminuído em grande parte.
Enquanto vagavam freneticamente pelo amplo navio, o sol estava alto no céu. Mary, que estava mostrando como mover uma pequena vela pendurada em uma corda, deu um tapinha no barco e disse:
— Está quase na hora do almoço. Vamos para o seu quarto.
— Meu quarto?
Mary levou Claire confuso para o corredor onde as cabines estavam localizadas. Quando abriu a porta de um quarto, o interior parecia familiar. Claire logo percebeu que este era o quarto ao qual ele estava originalmente.
— Esta é a sala que o médico anterior usou. Agora ele está vazio. Já que você tem boas intenções, o quarto é seu de agora em diante.
Ele não estava de bom humor naquele momento, então não podia ver claramente, mas a aparência da sala era espetacular.
Estava escuro porque só havia uma janela do tamanho da palma da sua mão, era muito estreita, as coisas estavam espalhadas ao acaso e estava uma bagunça. Não havia cama nem rede, apenas uma cadeira surrada, uma escrivaninha, alguns livros quase cinzas e um cobertor sujo no chão. Claire franziu a testa reflexivamente ao pensar que poderia ser um cobertor usado por alguém que havia morrido recentemente.
— Não faça essa cara. Não há mais cabines além dessa. Se você quiser ir para uma cabine com dezenas de pessoas rolando juntas, eu farei isso.
— … vou recusar.
Mesmo que existam fantasmas, é muito melhor que piratas. De qualquer forma, definitivamente se sentiu sortudo por ter uma cabine particular.
— De qualquer maneira, não vai ficar neste quarto por um tempo. Você passará as noites confortavelmente no aposentos do capitão.
Mary piscou para Claire, que ficou enojado, e saiu para pegar algo para comer.
Enquanto Claire comia um almoço pobre de carne seca e biscoitos duros, Mary bebia rum. Depois de terminar a refeição, ela arrotou e se levantou sem vergonha alguma.
— Então vou tirar uma soneca. Se certifica de trancar bem a porta. Porque alguns idiotas cheios de tesão podem invadir.
Claire assentiu e expressou sua gratidão em voz baixa.
— Obrigado por cuidar de tudo.
— Não diga essas que fazem crescer pé de galinhas no rosto. Seria melhor não dizer palavras curtas como ‘obrigado’ ou ‘desculpe’ de agora em diante.
Claire coçando o antebraço, fez uma última pergunta a Mary antes dela sair.
— Ei, Mary. Quando chegaremos a Plymouth?
— Provavelmente chegará amanhã à noite. Então, verei você novamente à noite.
Mary saiu da cabine.
⚓⚓⚓
Ele estava sozinho com pensamentos de odiar os homens. Ficava cada vez mais deprimido porque a aparência sombria do cômodo parecia refletir sua situação atual.
Claire não queria se sentir assim, então em vez de ficar parado, ele arregaçou as mangas. Em primeiro lugar, estava a pensar em melhorar o ambiente onde sentia que poderia ficar doente só por ficar ali dentro.
Pegando a camisa suja que estava no canto, limpou a mesa e o chão empoeirados e organizou as coisas que estavam espalhadas. Tentando abrir a caixa de couro no canto, mas ficou com medo e fechou. Isso porque estava infestado de insetos porque continha comida estragada.
Colocou todos os seus pertences fora da porta, exceto os livros e uma lâmpada grande que estava sem óleo, e tirou o pó dos cobertores. Queria andar, mas não teve coragem de ir sem Mary.
O sol já estava se pondo quando as condições sanitárias do quarto passaram de lata de lixo a celeiro. Quando a sala sem lâmpada ficou escura, Mary bateu na porta.
— Vamos, Claire. O capitão está chamando.
Ele estava um tanto preparado, mas quando ela veio, de repente ele ficou sombrio. Mary franziu a testa ao se levantar como um cadáver e se aproximar da porta.
— Ugh, está coberto de poeira.
Ela conduziu Claire escada abaixo até o nível inferior da cabana. Havia uma enorme banheira de água no espaçoso armazém.
— Se lave. Desta vez estamos navegando no mar, então há bastante água.
Ele não queria lavar seu corpo para ele, mas mais do que isso, todo o seu corpo estava desconfortável. Enquanto Mary esteve ausente por um momento, Claire despejou água em uma tigela grande e lavou cada centímetro de seu corpo.
— Agora, se seque com isso.
Mary voltou um pouco depois e estendeu um pano grosso de linho. Olhando para Claire, que havia enxugado a umidade, ela sorriu.
— Você está muito bonito.
— Não me ofenda.
Com a roupa ainda na mão, Claire foi até o quarto de Elpian com Mary.
— Capitão. Eu trouxe ele.
Após bater e abrir a porta de ferro, viu Elpian sentado em uma poltrona.
Ele estava lendo um livro, vestindo roupas confortáveis e com as longas pernas cruzadas. Quando Elpian gesticulou com o queixo como se estivesse dizendo para ela sair sem tirar os olhos do livro, Mary piscou para Claire e saiu. Claire estava parado na frente da porta, olhando para Elpian, e ficou surpreso quando de repente leu o título do livro.
Era o livro de Sir William ‘O registro das estrelas’, um livro de astronomia muito difícil. Embora ele fosse marinheiro e tivesse interesse em astronomia, era um livro excessivamente acadêmico. Como se estivesse absorto nisso, Elpian nem olhou para Claire.
Ficando descontente com a atitude de simplesmente chamá-lo e continuar a olhar o livro. Claire não queria ficar parada parecendo estar sendo observado, então foi até a cama e se sentou. Elpian ergueu os olhos ao ver movimento e riu.
— Você se adaptou rapidamente.
O tom de voz parecia ridicularizar a ideia de ir e sentar na cama com os próprios pés. Ele largou o livro que estava lendo e se levantou da poltrona. Embora estivesse nervoso, Elpian foi até a mesa em vez de ir até a cama. Ele abriu uma gaveta, tirou algo e jogou em Claire.
Quando o pegou e olhou, era um maço de papel enrolado.
— Anote as coisas que você precisa.
Ficando atordoado por um momento, mas então se lembrou que ele havia dito que lhe daria as coisas que precisava em Plymouth. Como ele estava planejando escapar para Plymouth de alguma forma, não estava interessado nessas coisas, mas para fingir estar resignado e adaptado, Claire decidiu escrever algo.
Elpian perguntou enquanto demorava deliberadamente para anotar os remédios e as valiosas necessidades diárias que lhe vinham à mente.
— Você vai escrever uma carta?
— Não vou escrever porque você vai ler primeiro.
Como estava planejando fugir, não queria dar seu endereço.
Ele encobriu isso. Quando olhou para ele, viu que ele estava sentado em uma mesa e escrevendo o que parecia ser um diário de viagem.
O perfil sério iluminado pela lâmpada era elegante. Não parecia tão assustador quanto ontem, pois parecia plausível por fora e combinado com as histórias que ouviu de Mary durante o dia. Se ele puder ser obediente e baixar a guarda, poderá evitar tratamento desumano.
— Eu ouvi sobre esta frota.
Quando falou baixinho, Elpian virou a cabeça para encarar Claire.
— Se eu assinar as regras do mar, você me tratará adequadamente?
— Você está dizendo que quer se tornar um pirata?
— De qualquer forma, é melhor cuidar da minha vida e ser cuidadoso.
Foi uma olhada em vários cálculos, mas Elpian não deu sinais de aceitar isso.
— Se você me tratar como os outros caras, eu cooperei…
— Você não pode assinar.
Elpian cortou as palavras de Claire.
— Porque não sou o tipo de pessoa que pode se tornar um pirata?
— Ser pirata é melhor do que ser prostituta.
Os cantos da boca vermelha de Elpian se ergueram com as palavras que ele disse com raiva. Ele caminhou até a cama, se sentou contra a parede e estendeu a mão para Claire.
— Vem aqui.
Sentindo uma forte sensação de intimidação em seu lindo rosto. Quando ele não se moveu, Elpian esticou o braço e puxou o corpo de Claire para mais perto. Ele foi puxado por uma força tão grande que caiu em seu colo.
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LILITH TRADUÇÕES: YANP, COVEN, NOCTURNE, MR.YAOI, BL NOVEL’S E WATTPAD