Os Piratas: O Prisioneiro Do Rei - Capítulo 05 - Frota Caprancis
- Início
- Todos Os Mangas
- Os Piratas: O Prisioneiro Do Rei
- Capítulo 05 - Frota Caprancis
Assim que colocou a faca que Elpian lhe dera no peito, Mary abriu a porta de repente.
— Ei, você está vivo?
Ela acenou com a mão com uma expressão feliz, entrou rapidamente no quarto e suspirou de brincadeira.
— Ei, pensei que você fosse do tipo que iria se enforcar. Apostei meio guiné por você. Eu perdi.
— Eu nunca vou morrer.
Os olhos cinzentos de Mary pareciam estranhos quando viu Claire falando severamente. Ela olhou para Claire com a boca aberta por um momento, mas então seu rosto voltou a sorrir.
— Seu tom de voz mudou. Eu gosto de você cada vez mais.
Claire nunca havia falado informalmente com uma mulher adulta que não fosse sua irmã, mas achava estranho ser respeitoso com um pirata. Mary deu um tapinha nas costas de Claire de forma amigável e falou como se estivesse advertindo-o.
— Mas arriscar a vida no mar é uma tolice. É diferente da terra onde você morre enquanto fica parado.
Depois de dizer isso para si mesmo, Mary cruzou os braços de Claire e o puxou para si.
— Vamos, vamos sair. Você disse que queria sair do quarto.
Guiada por sua natureza indisciplinada, Claire deixou a cabine do capitão. O corredor por onde passou ontem à noite se desdobrou diante dos seus olhos. O corredor estreito com paredes enceradas parecia surpreendentemente limpo e muito silencioso.
— Onde vamos?
— Restaurante.
‘Restaurante em um navio pirata?’
Claire inclinou a cabeça e a seguiu. A luz do sol brilhava pela janela à esquerda como se fosse um deck, e havia uma porta à direita no final do corredor. Claire ficou chocada ao ver que havia alguém dentro pela pequena janela da porta.
— Ei, trouxe você especialmente.
Mary falou alegremente, mas Claire hesitou e olhou para dentro.
O interior era bem iluminado e bastante espaçoso. Parecia ser uma sala de jantar e uma cozinha, com uma bancada feita de abetos trançados de um lado e uma fogueira adequada. Parecia bastante realista, como uma cozinha de uma casa de fazenda.
Havia duas pessoas ali, um homem de cabelo castanho curto cozinhando perto do forno, e um homem de cabelo ruivo e encaracolado lendo alguma coisa em uma mesinha em frente.
As duas pessoas que estavam criando uma cena idílica ouviram a voz de Mary e seguiram nessa direção. Os olhos observadores caíram sobre Claire.
— Este é realmente um rosto que o capitão gosta.
O moreno comentou brevemente. Ele esperava que fosse um jovem com costas robustas, mas, surpreendentemente, ele era de meia-idade, parecendo ter cerca de 40 anos. Um homem bonito e digno, com olhos cinzentos e profundos.
— Viu? Você vai ser incendiado pelo capitão por um tempo.
O rosto de Claire ficou vermelho com as palavras de Mary.
A julgar pela conversa, parecia que todos já sabiam que Claire estava na cama do capitão. Mary puxou a cadeira ao lado do ruivo e se sentou. E ela fez sinal para ele.
Claire hesitou por um momento, depois entrou e se sentou em frente dela.
— Bom dia, novato.
O senhor de meia-idade falou de maneira amigável. Claire ficou confuso ao ver o homem que não parecia um pirata e assentiu sem jeito. Mary interrompeu, agitando o dedo.
— O que é bom dia? Ele chorou e gritou a noite toda. Você também ouviu isso no seu quarto Miguel?
Mary deu um tapinha no ombro do ruivo e ele olhou para Claire, que estava corando. Quando seus olhares se encontraram, ele parecia claramente insatisfeito, depois tirou o braço de Mary e voltou a olhar para o livro.
Foi uma atitude de flagrante desrespeito. Giltre, que estava de costas para Claire enquanto seu rosto estava rígido, deve ter pensado que Claire havia ficado desconfortável depois de ouvir as palavras de Mary, um estranho consolo.
— Não há nada com o que se preocupar. Porque o interesse do capitão não dura muito.
— Uh? Acho que vai durar bastante. Aposto meio guinéu em cerca de duas semanas.
Ele gosta de apostar no infortúnio de outra pessoa. Claire franziu a testa. Parece que apostar se ele iria se enforcar ou não, não era brincadeira. Giltre veio até a mesa com uma frigideira, olhou novamente para a aparência de Claire como se a avaliasse e então aceitou a aposta.
— Eu aposto três semanas.
— Sério? Então é melhor aumentar a aposta. Ei, Miguel, o que você acha?!
Mary sorriu exageradamente e entregou a Giltre um prato que estava na mesa. Depois pegou o peixe bem cozido, colocou no centro da mesa e perguntou o ruivo.
— Isso mesmo, Miguel, onde você vai?
Em resposta à pergunta de Mary, Miguel fechou o livro nervosamente. Ele olhou para cima e viu que era um homem com olhos estreitos e linhas um tanto pálidas e finas.
— Terminei. É muito barulhento.
Miguel franziu a testa, se cansou e foi embora. A força foi tão forte que Claire estremeceu, mas os outros dois não pareciam se importar muito.
— De qualquer forma, com seu temperamento. Miguel realmente vê tudo.
— Eu esperava que algo assim acontecesse, o provocasse assim deliberadamente.
Depois de repreender Mary, o homem de cabelos castanhos largou a frigideira e se sentou na cadeira em que o ruivo estava sentada há poucos segundos atrás.
— Como já conversamos muito. Eu gostaria de pelo menos me apresentar ao novato.
Ele estendeu a mão grande para Claire para apertar sua mão.
— Eu sou Giltre Juanita. Eu sou o primeiro imediato deste navio.
Se você for um primeiro imediato, será o próximo na classificação depois do capitão. No entanto, ele não tratou Claire, que havia sido capturado, particularmente grosseiro, e era o único que tinha maneiras aplicáveis em terra. Claire apertou a mão dele sem perceber, e Mary começou a rir ao ver os dois.
— Ahahaha, apertando as mãos. Você sabe que tipo de espaço social é esse? De qualquer forma, ele faz todo tipo de coisas estranhas.
Que ela risse ou não, Giltre nem fingiu ouvir e falou com ele de maneira amigável.
— Se você é médico, deve ter se formado na faculdade. Oxford? Cambridge?
— Em Oxford.
— Então você é um ex-aluno como eu. Bom. Todo mundo em Cambridge é um bando de azarados que apenas se exibem.
— Você é de Oxford?
Mary Reed respondeu em nome de Giltre a Claire, que ficou surpreso e perguntou de volta.
— Pode ser difícil de acreditar, mas é verdade. Acho que esse maldito velho está cansado de sempre falar sobre piratas e faculdade.
— Parece que você não está cansado de pegar frutos assim todas as vezes.
— Vim para cá depois de ingressar em três empresas piratas, mas, por incrível que pareça, há muitos universitários aqui.
— Infelizmente.
Mary falou asperamente e começou a comer peixe grelhado sem usar garfo. Claire, chocado com a presença de um pirata formado na faculdade, gaguejou e perguntou.
— Ei, o Sr. Giltre se formou na faculdade, então por que…?
— Por que me tornei um pirata? Eu me formei em oceanografia.
Na opinião de Claire, se formar em oceanografia e se tornar pirata parecia tão pouco relacionado quanto estudar economia e se tornar ladrão. Mary respondeu à pergunta novamente desta vez.
— Ela era da Marinha. Depois de se aposentar, ele não conseguiu encontrar um emprego decente e, enquanto estava no mar, sua esposa teve um caso. Acho que ele se tornou um pirata porque estava com muita raiva.
— Se você não tomar cuidado com suas palavras, não haverá almoço.
Giltre rosnou imediatamente, mas não parecia realmente zangado. A diferença de idade e a atitude um em relação ao outro faziam com que parecessem um pai e uma filha que falavam duramente, e não como companheiros piratas.
— O que quer que eu diga, não me arrependo de ter me tornado um pirata. Como sou imediato, posso ganhar um dinheiro decente mesmo se não lutar, e é muito fácil viver neste navio. Eles até oferecem uma cabine privada.
— Sim,sim, sim….
Mary coçou a orelha sarcasticamente, mas Giltre acrescentou sem prestar atenção.
— Aqui realmente combina com minha idade. A única desvantagem é que o cara de Cambridge é o chefe.
— Que é de Cambridge?
— O homem que acariciou você a noite toda.
‘Elpian? Esse sujeito selvagem é de Cambridge?’
Enquanto Claire estava pirando, Giltre foi até a fogueira e trouxe algo e colocou na frente de Claire. Era uma xícara de chá com um cheiro perfumado.
— Se você está se sentindo mal, então experimente beber uma xícara de chá antes de comer.
Não há ironia na hora do chá com as elites de Oxford num navio pirata. Claire não conseguiu beber de boa vontade e murmurou em um tom estranho.
— … … é assim mesmo que os piratas são?
— Eu te disse antes, este lugar é especial. É claro que, mesmo aqui, casos como o do capitão ou deste velho são raros.
Em vez de Giltre sorrir abertamente, Mary apontou o dedo e interrompeu.
— Esse cara, o capitão, e Gregory, o artilheiro, também se formaram na faculdade. E aquele cara de antes também.
— Aquele cara?
— Você sabe, o cara que ficou com raiva e foi embora. Seu nome é Miguel. Ele também veio de uma família de classe alta como você. Ele diz que seu pai era juiz?
— Por que diabos o filho de um juiz se tornou um pirata?
— Miguel é um pouco parecido com você. Foi capturado num navio mercante espanhol. Eu ia libertá-lo pedindo resgate, mas quando o capitão o provou, ele quis ficar.
Enquanto falava, Mary balançava os quadris obscenamente. Ela riu ao ver Claire corar com aquele gesto.
— Mas assim que experimentou, o capitão imediatamente mudou para outro cara. É por isso que ele se tornou a personificação do ciúme. Você como ele revirou os olhos para você mais cedo?
O pior é receber a má vontade de outra pessoa por algo que você não queria de jeito nenhum. A expressão de Claire se distorceu, mas Mary tagarelou animadamente.
— O capitão teve o próximo depois do Miguel, mas foi apanhado na batalha e morreu em três dias. Porém, muitas pessoas dizem que viram Miguel empurrando-o para fora do convés durante a batalha. O próximo cara foi transferido pelo Miguel para a 3ª Frota, e depois… … .
— Pare de espalhar bobagens.
Giltre interveio na conversa interminável de Mary e a repreendeu.
— Do que você está falando quando ele está por perto?
— É verdade que o Miguel é um pouco duro com os caras que dormem com o capitão, mas… … . Bem, é melhor não levar a sério. Porque a maioria deles são apenas rumores.
— Quais são esses rumores? Você não viu a expressão antes? Você é o único médico, então não pode fazer nada imediatamente, mas se você vagar pelo convés ou algo assim, poderá ser empurrado.
— Ei, não me assuste.
— Assustar você significa ter cuidado. Se você não consegue controlar seu corpo adequadamente, ah, a propósito, você está andando bem? Acho que você ainda não foi…pelo capitão?
— De qualquer forma, você é uma garota que fala arbitrariamente.
Giltre bateu suavemente na mesa, franzindo a testa como se estivesse com dor.
— Esse tipo de conversa fiada é um assunto completamente inadequado para o café da manhã. Deixe por isso mesmo.
Mary parou de falar com uma expressão azeda no rosto. Giltre parecia preocupado sobre o que conversar no café da manhã, então apontou sua flecha para Claire.
— Claro, novato, você provavelmente tem muitas perguntas. Você tem alguma coisa a perguntar?
Claro, havia inúmeras coisas para perguntar. A primeira pergunta que me veio à mente foi onde Henry estava, mas perguntar isso em voz alta foi como um protesto para ficar mais vigilante.
Claire hesitou um pouco e depois fez uma pergunta.
— Qual é o destino desta frota? Ela está passando direto por Plymouth e indo para o Caribe?
— A 2ª Frota normalmente não sai do Mar do Norte. Ele pode proteger os navios mercantes britânicos por aqui e cobrar impostos de proteção, ou cobrar pedágios de outros países.
Ele estava prestes a dar um suspiro de alívio ao saber que não sairiam do Mar do Norte quando Giltre acrescentou:
— Claro, esta viagem é uma exceção.
— Exceção… o que?
— OK. Uma vez a cada dois anos, esta frota tem de ir para o Norte de África.
— Uma vez a cada dois anos? Qual é a razão?
— Porque ele está vindo.
Giltre fez uma pausa para um efeito dramático antes de falar.
— O Rei do Caribe, Elcain Capransis.
_______
LILITH TRADUÇÕES: YANP, COVEN, NOCTURNE, MR.YAOI, BL NOVEL’S E WATTPAD