My Beloved Visits My Grave - Capítulo 9
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- Capítulo 9 - O Seu Presente de Amor
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O Príncipe Herdeiro caiu de costas para Gu Lang e, após se levantar, apressou-se a voltar na direção de onde veio. Gu Lang só conseguiu ver suas costas o tempo todo.
Wu Liu, seguindo atrás, estava confuso. “Sua Alteza, o senhor não vai voltar para o Palácio Oriental?”
O Príncipe Herdeiro não respondeu e, como se alguém estivesse perseguindo-o para cobrar uma dívida, caminhou ainda mais rápido.
Gu Lang observou os dois se afastarem e olhou para Wu Liu. Realmente, ele era alto e de cintura fina. Embora Wu Liu não fosse feio, também não poderia ser considerado bonito.
Talvez, no olhar de um amante, até mesmo Wu Liu parecesse um belo homem? Gu Lang pensou consigo mesmo.
⊹⊱✫⊰⊹
Gu Lang saiu do Palácio Oriental e dirigiu-se para o sul da cidade. Ele passou por casas de telhas velhas e entrou em uma casa decadente.
Dentro da casa, Qu Fengyun, Vice-comandante da Guarda Imperial, estava sentado no chão com um braço apoiado na perna estendida e segurando um galho de árvore, desenhando círculos no chão.
Ao ver Gu Lang entrar, Qu Fengyun jogou o galho de lado e disse com indolência: “Fala, o que foi?”
Gu Lang parou diante dele e disse: “No lado leste da Montanha Fulan, há pessoas criando soldados particulares em segredo.”
Foi Zhao Zhuo quem descobriu isso. Ao passar pela Montanha Fulan, ele percebeu que as pedras e cascalhos no chão estavam tremendo. Entrando na montanha, ele se deparou com uma enorme multidão de pessoas, todas armadas, gritando e praticando exercícios militares.
“Criando soldados particulares em segredo?” Qu Fengyun endireitou-se e perguntou, “Você sabe de quem se trata?”
Gu Lang respondeu: “Zheng Yufei, mas não há evidências.”
Os olhos de Qu Fengyun brilharam. “Isso é um crime punível com a execução de nove gerações da família. Zheng Yufei realmente tem uma ousadia sem limites.” Ele se levantou e começou a sair, deixando apenas uma frase para Gu Lang: “Entendido. Aguarde minhas notícias.”
⊹⊱✫⊰⊹
Na residência do Primeiro-Ministro, Xu Zhiyan estava com dor de cabeça devido ao choro de Xu Jing’er.
“Bu-hu… Eu não quero me casar com aquele homem de Beiqi!” Xu Jing’er chorou e gritou. “Ele parece um urso, eu não quero me casar com ele!”
Xu Zhiyan disse: “Seu pai também não quer que você se case com ele, mas no momento não há como recusar. Temos que aceitar por enquanto. Deixe seu pai pensar em uma maneira.”
“Mas ele marcou de me levar para um passeio no lago amanhã”, Xu Jing’er balançou a mão de Xu Zhiyan e disse, “Pai, eu não quero ir! Ele é tão pesado que o barco vai afundar.”
Xu Zhiyan deu tapinhas na mão dela e disse: “Aguente um pouco, deixe seu pai pensar em outra maneira…”
Xu Jing’er bateu o pé no chão. “E se você não conseguir pensar em nada, vou ter que me casar com ele?!”
Xu Zhiyan: “Jing’er…”
Xu Jing’er não quis ouvir e saiu correndo, chorando.
A criada correu atrás dela imediatamente: “Senhorita, senhorita…”
No dia seguinte, Xu Jing’er foi de liteira para o encontro, acompanhada pelos guardas e criadas da residência do Primeiro-Ministro. No meio do caminho, Xu Jing’er de repente disse que estava com dor de barriga e pediu que a liteira fosse levada até a clínica médica mais próxima.
Ao entrar na sala médica, ela disse que precisava ir a latrina e proibiu a criada de acompanhá-la. No entanto, depois de muito tempo sem retornar, a criada ficou preocupada e foi verificar a latrina, apenas para descobrir que sua senhorita havia desaparecido.
“Alguém venha rápido! A senhorita desapareceu!”
Xu Jing’er teve que se esforçar muito para escalar o muro dos fundos da clínica usando tijolos como apoio. Ela correu apressadamente, sem saber para onde ir.
A cidade havia recebido chuva no dia anterior, deixando as estradas lamacentas e cheias de poças d’água. Enquanto corria, Xu Jing’er pisou em falso, caiu no chão e ficou toda suja de lama.
“Bu-hu… Que nojo…” Ela ficou com os olhos cheios de lágrimas, olhou ao redor e avistou um rio à frente. Decidiu se aproximar para se lavar.
Mancando, ela chegou à beira do rio e pisou em uma pedra para tentar pegar um pouco de água e lavar o rosto. No entanto, a pedra, que havia sido polida pela água ao longo dos anos, estava redonda e escorregadia. Xu Jing’er perdeu o equilíbrio e, com um “ploft”, caiu na água.
“Ah! Socorro! Cof, cof… socorro…”
Sun Fang estava pescando à beira do rio quando, de repente, ouviu alguém gritando por “socorro”. Seguindo o som, ele correu até o local e viu uma garota se debatendo na água.
⊹⊱✫⊰⊹
Quando Xu Jing’er acordou, percebeu que estava deitada em uma cama desconhecida. Ela se apoiou na borda da cama e sentou-se, olhando em volta para o quarto, sem saber onde estava.
Nesse momento, a porta do quarto se abriu e um jovem entrou segurando uma tigela.
“Senhorita, você acordou”, Sun Fang entregou a ela a sopa de gengibre. “Beba um pouco de sopa de gengibre para se aquecer.”
Xu Jing’er pegou a sopa de gengibre e disse baixinho: “Muito obrigada, Jovem Mestre.”
“Senhorita, onde fica sua casa?” Sun Fang perguntou. “Quando você estiver melhor, eu a levo de volta.”
A garota ficou em silêncio, com os olhos vermelhos.
“O que… o que foi?” Sun Fang ficou inquieto. “Senhorita…”
As lágrimas da garota começaram a cair copiosamente.
“Ei, ei…” Sun Fang ficou sem saber o que fazer. “Senhorita, não chore… Tudo bem, não vou perguntar mais, não vou perguntar… Por favor, não chore…”
A garota fungou o nariz e finalmente conseguiu parar de chorar.
Sun Fang, sem outra opção, decidiu deixá-la ficar.
No dia seguinte, Xu Jing’er saiu do quarto e começou a caminhar distraidamente. Enquanto caminhava, avistou um tanque de peixes.
No tanque, havia dois peixes maiores e alguns peixes pequenos.
Os dois peixes grandes foram dados por Gu Lang a Murong Yan. No ano passado, no aniversário de Murong Yan, ele pediu um presente de aniversário a Gu Lang. Gu Lang não sabia o que dar, mas ao passar por um mercado, viu uma senhora carregando um peixe e dizendo “que haja abundância todos os anos”. Então, ele comprou dois peixes e os deu de presente a Murong Yan.
Mais tarde, os peixes grandes tiveram filhotes, e Murong Yan ficou à beira do tanque suspirando: “Os peixes já tiveram vários filhotes, quando você vai me dar um…?” Antes que ele pudesse terminar a frase, Gu Lang o chutou para dentro do tanque.
Ao lado do tanque, havia um prato com comida para peixes. Xu Jing’er, entediada, sentou-se à beira do tanque e começou a alimentá-los.
Ela se perguntava: “Como estará meu pai? Ele deve ter mandado pessoas me procurar por toda parte?”
Distraída com seus pensamentos, ela jogava punhados de comida para os peixes no tanque.
Pouco depois, Sun Fang se aproximou e, ao olhar para o tanque, viu um dos peixinhos levemente virado de barriga para cima — quase morrendo de tanto comer.
“Ah!” Sun Fang gritou desesperado. “Salvem os peixes!”
Xu Jing’er se assustou com a reação dele e, ao ver o peixinho, também sentiu um pouco de culpa. Mas a reação de Sun Fang foi tão exagerada que ela não pôde evitar perguntar: “Por que você está… tão nervoso? É só um peixe…”
“Estenão é um peixe comum!” Sun Fang respondeu, já se preparando para entrar notanque e resgatar o peixe. “É um presente de amor que o amado do nosso Mestredeu a ele! Se o peixe morrer, ele vai me assombrar até como fantasma!”
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Flor: Sun Fang maior apoiador do casal principal!