My Beloved Visits My Grave - Capítulo 44
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- Capítulo 44 - Vamos Resolver O Casamento
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Gu Lang ficou surpreso por um momento antes de perceber o que ele estava dizendo. Imediatamente, seu rosto corou de calor e ele levantou o pé para chutá-lo, mas Murong Yan agarrou sua canela e a pressionou contra seu próprio lado, acariciando-a com um tom provocante: “Tanta gente está olhando. Se você quer brigar, vamos voltar e trancar a porta para brigar.”
Gu Lang olhou ao redor para os criados e guardas que ainda estavam arrumando as coisas e, com esforço, retirou o pé, virando-se para partir.
Murong Yan rapidamente o agarrou. “Onde você está indo?”
Gu Lang: “Já que não há mais nada a fazer, vou voltar para a casa de bambu…”
“Quem disse que não há mais nada a fazer?”, Murong Yan interrompeu. “Agora você é o Guarda-costas Pessoal deste Príncipe Herdeiro. Com o palácio nesta confusão, você não deveria ficar para me proteger adequadamente?”
Gu Lang: “… Sua habilidade em artes marciais é melhor que a minha.”
Murong Yan: “Lidar com assassinos é algo que este Príncipe Herdeiro não pode fazer pessoalmente. Você ainda não foi nomeado Consorte do Príncipe Herdeiro e já quer ficar à toa?”
Gu Lang não queria lidar com ele e começou a caminhar. “Há tantas pessoas, não falta apenas eu.”
“Isso não vai funcionar”, Murong Yan puxou-o de volta. “Vamos, vamos dar uma olhada nas pessoas da Montanha Fulan.”
Gu Lang: “Eu não vou.”
Murong Yan se curvou e o levantou nos braços.
“Murong Yan, o que você está fazendo?!” Gu Lang lutou para se soltar. “Me solte!”
Murong Yan respondeu calmamente: “Se você não vai andando, eu vou te carregar.”
“Você…” Gu Lang disse irritado. “Descarado!”
Murong Yan pareceu pensar por um momento. “Qual é a acusação por insultar o Príncipe Herdeiro mesmo?”
Gu Lang: “…”
No final, Murong Yan levou Gu Lang, cujo rosto estava sério como água, para longe.
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Xu Jing’er estava em pé diante do portão do palácio, seu rosto marcado por preocupação enquanto esperava por seu pai. Hoje, ela primeiro ouviu rumores de uma rebelião no palácio, e depois viu as bandeiras do Exército do Norte marchando para a cidade para resgatar o imperador. Seu pai havia entrado no palácio logo de manhã, e ela estava um pouco preocupada. Assim que soube que o Exército do Norte havia suprimido a rebelião, ela correu para lá. No entanto, o palácio ainda não estava completamente reorganizado, e ela foi detida diante do portão, forçada a esperar do lado de fora.
Depois de muito tempo, Xu Jing’er finalmente viu seu pai sair lentamente do palácio, acompanhado por Qu Fengyun e Ruan Nian.
“Pai!” Xu Jing’er correu para apoiá-lo. “Pai, você está bem?”
Xu Zhiyan deu um tapinha em sua mão e disse: “Pai está bem.”
Qu Fengyun, com um braço em uma tipoia, aproximou-se para se despedir de Xu Zhiyan e então tentou ir para casa a pé. Vendo que sua mão estava ferida e que ele parecia exausto, Xu Jing’er convidou-os a voltar para casa na carruagem do ministro.
Qu Fengyun ainda não havia dito nada quando sua manga foi puxada. Ele virou-se e viu Ruan Nian com um olhar suplicante: “Vamos de carruagem, minhas pernas estão tão cansadas.”
Qu Fengyun: “…”
Você só correu alguns passos.
Xu Jing’er acrescentou: “O Médico Imperial Ruan também está cansado, a carruagem será mais rápida.”
Qu Fengyun não teve escolha a não ser concordar com um aceno de cabeça.
Assim, os quatro se apertaram na carruagem do ministro e balançaram de volta para casa.
Durante o caminho, Xu Zhiyan notou que sua filha continuava a olhar sorrateiramente para Qu Fengyun e Ruan Nian, cobrindo a boca várias vezes para esconder risos, com uma expressão de jovem apaixonada.
A carruagem parou primeiro em frente à residência da família Qu. Qu Fengyun e Ruan Nian desceram, agradecendo a Xu Zhiyan e Xu Jing’er.
Xu Zhiyan, vendo sua filha agarrada à janela da carruagem, claramente relutante em vê-los partir, coçou a barba pensativo: Jing’er estaria… interessada em Qu Fengyun ou pelo Médico Imperial Ruan?
⊹⊱✫⊰⊹
Quando Wei Yong entrou no Gabinete Imperial, não viu o imperador, apenas o Príncipe Herdeiro e um jovem.
“Este velho servo saúda Sua Alteza.” Wei Yong estava prestes a se curvar quando Murong Yan rapidamente o segurou. “General Wei, não há necessidade de tantas formalidades.”
Murong Yan o ajudou a se sentar em uma cadeira e disse: “Desta vez, chamei o General Wei não por ordem de meu pai, o imperador, mas porque desejo que o general conheça alguém.”
Ele recuou um pouco, revelando Gu Lang atrás dele.
Wei Yong perguntou, confuso: “Este é…”
Gu Lang tremeu os lábios, abrindo a boca várias vezes antes de finalmente sussurrar: “Quando eu tinha dez anos, deixei cair acidentalmente o vinho Nu’er Hong¹ que meu pai guardava há anos. Você, com medo de que eu fosse repreendido, disse que tinha sido você quem o bebeu…”
Wei Yong olhou para ele, parecendo um tanto perdido.
“No meu aniversário de doze anos, você disse que ia me levar para ver malabarismos, mas nos perdemos na rua. Eu voltei para casa sozinho, e você passou a noite inteira me procurando, sendo depois frequentemente ridicularizado por meu pai…”
Wei Yong, com a mão no braço da cadeira tremendo levemente, balbuciou: “Você, você é…”
Gu Lang estava com os olhos vermelhos. “Tio Wei, sou eu, Gu Lang…”
“Gu…” Wei Yong deu um sobressalto, levantando-se abruptamente. “Xiao Lang? Você é Xiao Lang?! O filho do velho Gu?!”
Gu Lang assentiu.
“É realmente você?!” Wei Yong agarrou seus ombros, emocionado. “Você não morreu?”
Gu Lang disse: “Foi o tio Zhao quem me salvou.”
“Que bom, que bom, o importante é que você está bem, realmente ótimo…” Wei Yong segurou-se na cadeira, com lágrimas brilhando em seus olhos, e de repente virou-se, cobrindo o rosto com uma mão.
Murong Yan recuou silenciosamente, fechando a porta atrás de si.
“Onze anos se passaram…” Wei Yong, de costas para Gu Lang, falou com a voz embargada. “Nunca pensei que te veria de novo. Deve ter sido o velho Gu intervindo do além…”
Nos últimos onze anos, os dias passados pareciam como se fossem ontem. Cada vez que me deitava, revivia os tempos em que galopávamos pelos campos de batalha e compartilhávamos copos de vinho com entusiasmo. Nos sonhos, meus velhos amigos ainda estavam lá, rindo abertamente, mas ao acordar, só restava um punhado de terra cobrindo ossos brancos.
Wei Yong fungou o nariz e, após um longo momento, virou-se para olhar para Gu Lang, com um tom de tristeza em sua voz: “Você cresceu tanto, tão parecido com seu pai quando ele era jovem… Ah, lembro que antes de partir para a fronteira norte, combinei com seu pai que, quando eu voltasse, iríamos arranjar um casamento de crianças entre você e minha filha… Nunca imaginei que, ao retornar, ele já estaria sob a terra…”
As lágrimas pareciam prestes a transbordar novamente, mas Wei Yong acalmou suas emoções e, batendo no ombro de Gu Lang, disse: “Filho, você sofreu muito todos esses anos. Não se preocupe, a partir de agora, com o Tio Wei aqui, ninguém vai te machucar.”
Gu Lang sentiu um calor no coração. “Obrigado, Tio Wei.”
Wei Yong continuou: “Embora esse acordo de casamento tenha sido apenas uma conversa com seu pai, ainda conta. Minha filha nunca se interessou por ninguém todos esses anos, e ainda não se casou. Deve ter sido o destino esperando por você! Então, vou encontrar alguém para escolher um bom dia, e vocês dois podem se casar o mais rápido possível.”
Gu Lang: “……”
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Notas:
1 女儿红, nu’er hong, é um tipo de vinho chinês, ele é feito de arroz glutinoso fermentado e tem uma cor amarela.