My Beloved Visits My Grave - Capítulo 29
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- Capítulo 29 - O Mestre Tem uma Pele Muito Grossa
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O cego Murong Yan, incapaz de sair de casa, passava os dias confinado na Casa de Apostas Shanhe, alimentando os peixes e ouvindo sobre quanto dinheiro a casa havia arrecadado. Entediado e inquieto, ele pediu a Gu Lang que lesse para ele alguns romances.
“Debaixo da minha cama há uma caixa de romances”, disse Murong Yan a Gu Lang. “Vá buscar alguns e leia para mim, está bem?”
Romances? Gu Lang, meio cético, foi até debaixo da cama e, de fato, encontrou uma grande caixa de livros. Ele pegou um aleatoriamente e começou a folhear, mas após algumas páginas, sua expressão mudou subitamente. Eram romances, sim, mas as palavras entrelaçadas descreviam cenas de paixão ardente e encontros íntimos, suficientes para fazer qualquer um corar.
“Você achou?” Murong Yan perguntou, parado na porta.
Gu Lang queria trocar de livro, mas por mais que trocasse, não conseguia encontrar um que não descrevesse cenas de paixão.
“É bom?” Murong Yan insistiu, e ao perceber que Gu Lang permanecia em silêncio, acrescentou: “Por que não está lendo? Está tão absorto que não tem tempo para ler para mim…”
Naquele dia, Sun Fang e Zhao Zhuo estavam sentados no portão do pátio, observando o cego Murong Yan sendo perseguido por Gu Lang pelos telhados, derrubando várias telhas no processo.
“O Mestre tem uma pela muito grossa”, Sun Fang comentou. “É perseguido e espancado pelo Guarda-costas Gu todos os dias e nunca parece ter medo.”
“O Jovem Mestre não está sendo realmente severo”, disse Zhao Zhuo, observando os dois perseguindo-se pelo telhado, com um sorriso nos lábios. “Dessa forma, ele parece mais humano…”
Mais tarde, a caixa de romances foi misteriosamente removida por Murong Yan, e Gu Lang nunca mais a viu sob a cama.
“Eu nunca li”, Murong Yan sentou-se à beira da cama de Gu Lang, falando para a pessoa que estava deitada, quase adormecida. “Foram todos presentes de outras pessoas, eu não sabia o que estava escrito.”
Gu Lang, com os olhos pesados de sono, acenou com a cabeça e disse: “Vou dormir.”
Murong Yan levantou o cobertor e se enfiou debaixo dele. “Hmm, durma.”
Gu Lang: “… Seu quarto é ao lado.”
“Ir e vir é muito incômodo”, disse Murong Yan. “A cama é tão grande, você não quer dividir metade comigo?”
Gu Lang estava tão cansado que decidiu ignorá-lo. Murong Yan, ouvindo sua respiração longa e suave, sorriu e também fechou os olhos para dormir.
Na manhã seguinte, Murong Yan acordou na escuridão e percebeu que alguém estava olhando para ele.
“Estou bonito?” Ele riu suavemente, sua voz um pouco rouca talvez por ter acabado de acordar.
Gu Lang se assustou e não disse nada.
“Você vai ficar só olhando?” Murong Yan se aproximou um pouco mais, sussurrando suavemente. “Não vai aproveitar que estou cego para fazer alguma coisa?”
Gu Lang pareceu confuso. “Fazer o que?”
Murong Yan: “O que você quiser fazer.”
Gu Lang pensou por um momento e disse: “Bater em você?”
Murong Yan: “…”
“Seu bloco de madeira¹!” Murong Yan, furioso, jogou o cobertor para o lado e saiu da cama sozinho.
Apesar da irritação, quando a noite chegava, ele ainda voltava para dividir a cama. Gu Lang não conseguia argumentar com ele e, portanto, permitia. Assim, Murong Yan continuou a se aconchegar na cama por mais de meio mês, e mesmo quando sua visão estava quase recuperada, ele se recusava a voltar para o seu próprio quarto para dormir.
As faixas brancas que cobriam seus olhos já haviam sido removidas, e o médico dissera que em alguns dias ele deveria ser capaz de ver novamente.
Na manhã seguinte, Murong Yan abriu os olhos sonolento e, na luz suave do amanhecer, viu um rosto familiar.
Gu Lang ainda não havia acordado, segurando o cobertor e respirando suavemente, com uma marca vermelha pressionada em seu rosto pálido.
Murong Yan levantou a mão para tocar a marca vermelha, sua ponta dos dedos deslizando sobre a bochecha, causando uma leve coceira. As pálpebras de Gu Lang se moveram e ele abriu os olhos.
“Acordou?” Murong Yan falou com suavidade. “Seu rosto está todo marcado.”
Gu Lang ainda não estava totalmente acordado e estava prestes a fechar os olhos novamente para dormir, mas de repente parou e agarrou a mão que estava em seu rosto. “Você… consegue ver?”
Murong Yan acenou com a cabeça. “Sim, consigo te ver.”
Os olhos de Gu Lang gradualmente se iluminaram, e um leve sorriso apareceu neles. “Ontem eles estavam apostando, apostando quando você…” Ele parou no meio da frase, quando de repente uma sensação quente pressionou seus lábios.
Ele lembrou-se da noite em que Murong Yan o levou para o telhado para ver a lua, o calor intenso invadindo sua boca, e em seu pânico, ele mordeu o lábio inferior do homem, provando o sangue quente dele.
Estava quente.
Esse foi o único pensamento que ele teve antes de desmaiar.
A língua de Murong Yan invadiu seus dentes e lábios, mordendo e lambendo suavemente. Gu Lang, de repente, voltou a si e chutou o homem para fora da cama.
“Ai…Você poderia ser mais gentil”, Murong Yan esfregou a cintura, olhou para Gu Lang na cama e de repente sorriu, dizendo: “Pelo menos você não desmaiou.”
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Nota:
1 木头(mùtou) em chinês significa literalmente “madeira” ou “tronco de árvore”. Nocontexto da conversa, “木头” éusado como uma metáfora ou um termo carinhoso para se referir a alguém que éconsiderado “insensível” ou “lento para entender”, como se a pessoa fosse tãodensa ou inflexível quanto um pedaço de madeira. É uma maneira de expressarfrustração com a falta de percepção ou reação de alguém, especialmente emsituações em que se espera uma resposta mais emocional ou romântica.
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Flor: Esses livros de conteúdo duvidoso aí…
AAAAAAHHHH eles são tão…!