Extra 03 ❖ Bridge The Gap 01.5
❖ Bridge The Gap 01.5
Então ele ligou o Google Maps e mostrou rapidamente. Era tão fofo. Sentindo-se de volta ao normal, Nathan também se acalmou. O lugar que Alex mostrou era um bar de coquetéis. Chamado Alchemist, o local preparava drinques com ferramentas que pareciam de alquimia e oferecia coquetéis que não se viam em outros lugares.
Para comer algo leve e beber, os dois subiram em direção à estação. O bar ficava bem perto da estação Charing Cross. Chegaram ao destino rapidamente. Com o inverno, o clima ficou consideravelmente mais frio, e ao entrar no local, o ar quente os envolveu e seus corpos esfriados se aqueceram. Talvez ele estivesse prestando atenção excessiva ao comportamento recente de Alex por causa da mudança de estação. Ou talvez fosse por causa do ambiente de trabalho no hospital, onde não havia tempo para respirar.
Enquanto Nathan procurava mentalmente as razões mais lógicas, o garçom os conduziu até a mesa. Tiveram sorte e conseguiram uma mesa perto da janela. Alex, sentado em frente, parecia animado, como se não estivesse cansado do trabalho, olhando para todos os lados. Quando Nathan deslizou o cardápio sobre a mesa, Alex respondeu com um adorável “obrigado”. Nathan riu baixinho e apoiou o queixo na mão. Só de ver Alex escolhendo o menu com cuidado já o deixava satisfeito. Ele também não estava com tanta fome, já que tinha comido o sanduíche há pouco.
– Há algo que você queria beber?
Nathan perguntou enquanto folheava o menu, pensando que pelo menos deveria escolher uma bebida. Folheando o papel distraidamente, Nathan decidiu dar a Alex a opção de escolha. Em algum momento, Nathan passou a escolher o menu pedindo várias coisas que Alex queria experimentar. Não era que ele tivesse perdido a curiosidade por coisas novas. Era apenas que experimentar com Alex era mais divertido. Certamente, nos últimos cinco anos, não foi apenas Alex quem mudou.
– Aqui tem dois menus exclusivos.
Alex apontou para o menu com um rosto animado.
– Vamos pedir esses.
– Tudo bem?
Mesmo que não fosse a primeira vez que faziam isso, Alex sempre perguntava se estava tudo bem. E enquanto perguntava, seus olhos brilhavam de expectativa, e Nathan não conseguia desviar o olhar. “É tão fofo que acabam filmando ele.”
– Peça também o que você quiser comer.
– Então, espera um pouco.
Alex começou a folhear o menu e a resmungar.
– Você está com muita fome?
– Mais ou menos.
– Então vamos pedir só algumas coisas e comprar um kebab no caminho de casa. Aqui não tem muita opção de refeição. Vamos pedir arancini* e croquete? Você gosta de arancini.
Mesmo que Nathan dissesse para ele pedir o que quisesse, Alex sempre pensava primeiro no que Nathan gostaria. Ouvindo-o, ele assentiu.
– Vamos pedir também a salsicha que você gosta.
– Sim!
O pedido foi decidido rapidamente. Como eles sempre decidiam assim, não demorava muito para escolher o menu. Alex, olhando em volta e vendo que os garçons estavam ocupados, levantou-se.
– Vou pedir direto ao barman. Fique sentado, Nate.
Sem dar tempo para Nathan falar, Alex se dirigiu rapidamente ao balcão. Sabendo que ele agia de forma proativa quando se sentia culpado, Nathan, que ia se levantar, apenas assentiu. Mas mesmo sem se levantar, seus olhos estavam fixos em Alex.
Nesse momento, ele se lembrou de algo de muito tempo atrás. O primeiro dia em que saíram juntos. Alex disse que, desde a infância, sempre quis fazer isso com ele depois de adulto, e que nunca tinha ido a um bar com outras pessoas. Quando ouviu isso, Nathan pensou:
“Quero fazer Alex feliz pelo resto da vida.”
Imaginar o rapaz que havia mantido uma promessa que parecia impossível de ser cumprida por tanto tempo fez seu coração doer. Quando viu Alex, que mal havia se recuperado de um grande ferimento, sorrir feliz só por estar com Nathan, seu coração doeu. Ele queria cuidar e amar Alex. Com tudo o que tivesse.
“Não é esse tipo de pensamento que se tem quando se decide casar?”
Refletindo sobre seu próprio passado, Nathan percebeu de repente. Parecia que ele tinha encontrado a resposta para a pergunta de por que nunca havia falado sobre casamento até agora. Não era apenas porque eles eram muito jovens. Desde o momento em que começaram a namorar, Nathan decidiu assumir a responsabilidade por Alex. Queria se tornar sua família e amá-lo para que ele nunca mais se sentisse solitário.
Para Nathan, Alex já era sua outra metade. Desde o momento em que percebeu e admitiu que o amava há tanto tempo.
Apenas o procedimento legal estava faltando; Alex já era como seu cônjuge. Sua família já havia aceitado Alex como membro há muito tempo. Sua mãe, Nora, sempre sentiu pena dele, que era como se não tivesse pais, e o tratava bem. Agora, ela procurava Alex com mais frequência do que seus próprios filhos. Nos dias em que as folgas não coincidiam, Alex muitas vezes passava tempo com sua mãe por iniciativa própria. O mesmo acontecia com seus irmãos. Já fazia muito tempo que eles transmitiam recados ou objetos para Nathan através de Alex.
Suas residências também estavam unificadas, e tinham uma conta conjunta. Na verdade, a situação não era diferente de um casamento; só precisavam realizar a cerimônia e assinar os papéis.
Uma vez que começou a pensar em casamento, Nathan começou a achar estranho que eles ainda não tivessem se casado.
—
Ele pensou nisso. Se Alex se machucasse, como médico ele não poderia ir ao local, mas como seu responsável legal, teria o dever de correr para lá imediatamente. A menos que fosse cirurgião, havia poucas coisas que ele poderia tratar com as próprias mãos, então fazia mais sentido cuidar de Alex como seu protetor.
Além disso, a parte prática também não era problema. Embora o salário de médico não fosse excepcional em comparação com a carga de trabalho, seu salário estava muito acima da média. Ele tinha uma casa própria em seu nome, sem empréstimos pendentes, e com bom valor de mercado. Também não tinha família para sustentar. Todos os seus familiares tinham seus próprios meios de vida, e seu irmão mais velho, Nick, estava em uma posição financeira tão confortável que não precisaria se preocupar com dinheiro a vida inteira. Ou seja, não havia nenhum problema financeiro a considerar.
As condições já estavam estabelecidas. Só faltava a decisão.
Com a sensação de que sua mente estava clareando, Nathan piscou os olhos. Parecia que ele havia andado em círculos mesmo tendo um caminho bem na sua frente. Depois que percebeu, não havia mais razão para adiar o casamento. O interminável período de residência havia finalmente terminado e ele se tornou um médico de fato, e Alex também havia se estabelecido firmemente como detetive. Este era o momento perfeito.
Naquele instante, Alex voltou de fazer o pedido. Com o rosto corado, ele encontrou Nathan com os olhos e sorriu alegremente, acenando com a mão. Mesmo estando bem na sua frente, ele agia como se estivesse pedindo para ser encontrado, e o coração de Nathan apertou. Ele imaginou o rosto de Alex, com seu sorriso brilhante, mudar para uma expressão de incredulidade no momento em que mencionasse casamento. Seu coração começou a bater cada vez mais rápido. Quando Alex se sentou à sua frente, já estava batendo tão forte que parecia que ele ia vomitar.
– Esperou muito? Estava um pouco cheio, então demorou. Disseram que trazem logo.
Nathan assentiu um pouco tarde. Os pensamentos se acumulavam de uma só vez, deixando sua cabeça confusa. Seria melhor preparar tudo antes de falar? Por outro lado, já haviam passado muito tempo juntos. Como casamento é uma questão prática, em vez de fazer uma proposta de surpresa sem qualquer discussão, parecia mais certo perguntar o que ele pensava e decidirem juntos. A maioria das pessoas ao redor fazia as coisas dessa forma.
Pensando bem, eles nunca haviam conversado sobre casamento. Deixando de lado o que ele mesmo pensava, será que Alex pensava da mesma forma? Com essa pergunta tardia, Nathan lentamente abriu os lábios.
– Alex.
– Hmm?
– Você…
Seu estômago embrulhou. Seu pulso pulsava rapidamente em sua nuca, fazendo sua pele queimar. Ele nunca havia ficado tão nervoso em toda a sua vida. Embora achasse que Alex certamente ficaria feliz, quando chegou a hora de falar, as palavras não saíam facilmente. Uma ansiedade inexplicável também passou por sua mente. Será que o local não era adequado? Mas isso não era uma proposta. Era apenas um processo para confirmar a opinião de Alex.
– Você já pensou em casamento?
Como se fosse um tópico de conversa cotidiano, Nathan perguntou em um tom casual. Sua voz estava baixa por causa do nervosismo, mas sua atitude não era excessivamente séria. No momento em que seu rosto branco e inexpressivo fez a pergunta, Alex arregalou os olhos.
Por um momento, ambos ficaram em silêncio. Alex, com seus olhos castanho-escuros arregalados, mantinha os lábios entreabertos como alguém profundamente surpreso. Seu rosto parecia dizer “o que foi que eu ouvi?”. Nathan também ficou sem palavras. Ele sabia que Alex ficaria surpreso com essa pergunta.
No entanto, a expressão que Nathan imaginava era um pouco diferente daquela.
Não… muito diferente.
Alex, movendo os lábios, virou ligeiramente a cabeça com um gesto estranho. Como alguém verificando quando o pedido chegaria, ele olhou para o interior do bar e depois voltou a olhar para Nathan. Nathan não perdeu o momento em que um sinal de constrangimento passou pelos olhos dele. Com as sobrancelhas franzidas, Alex abriu a boca como se fosse dizer algo, mas hesitou.
O silêncio se prolongou. Ficaram mais de alguns segundos sem dizer nada. Nathan piscou seus longos cílios, tentando interpretar a expressão que testemunhou. Não era um sinal positivo. Alex parecia muito surpreso. Não era a expressão de alguém tão feliz que não conseguia acreditar, como Nathan havia previsto, mas sim a expressão de alguém que havia se deparado com uma situação difícil.
– C-casamento? De repente?
Finalmente, Alex abriu a boca. Essa também não era a voz que Nathan havia imaginado. Embora nunca tivessem discutido o assunto, Nathan acreditava que Alex estava no mesmo estado de espírito que ele. Sentiu como se tudo em que acreditava estivesse sendo abalado pela raiz.
Ele achava que conhecia Alex muito bem.
– Não é tão de repente assim, não é?
Ele pensava que estavam olhando para o mesmo lugar.
– Já namoramos há muito tempo, e já temos uma certa idade. Eu… achei que um dia nos casaríamos.
Nathan nunca havia imaginado que isso poderia ser apenas um pensamento seu. Se isso era arrogância, era arrogância. Se era excesso de confiança, era excesso de confiança. Mas ele realmente acreditava que Alex sempre iria querer seguir o mesmo caminho que ele. Ele pensava nisso tão naturalmente quanto não percebe que está respirando.
– Hmm, é verdade. É verdade, mas…
Alex inspirou fundo, como quem tem algo a dizer. Inflando o peito e depois baixando os ombros, ele cerrou os lábios e desviou o olhar. Nathan, que sempre teve mais confiança do que ninguém em interpretar Alex, agora não conseguia entendê-lo. Era impossível adivinhar o que aquilo significava.
– Sabe, precisa ser hoje que a gente tem que conversar sobre isso?
Depois de se agitar por um longo tempo, Alex finalmente falou. Não era uma voz fria. Pelo contrário, parecia que ele estava morrendo de vergonha. No entanto, Nathan não tinha certeza. A crença de que ele poderia entendê-lo mesmo sem algo como uma condição genética estava perdendo força. Não era agradável.
Nathan fechou a boca. As pequenas mudanças que ele havia notado recentemente se fundiram em uma só, transformando-se no Alex que estava diante dele. Seu Alfa, que continuava sendo extremamente adorável, tinha a mesma aparência de sempre, mas Nathan não conseguia saber quem era o Alex Yeon que habitava aquele corpo.
Os sanduíches de peito de frango que se repetiam, os horários de chegada que se desalinhavam, os pequenos detalhes que não eram compartilhados, a expressão de constrangimento ao ouvir a palavra casamento…
Por mais que estudasse a condição genética, Nathan não poderia saber essas coisas. Ele não se arrependia de sua decisão de se tornar médico, mas percebeu o quão tolo havia sido seu eu mais jovem ao escolher a genética.
Entender a condição genética não significava que ele poderia entender todas as ações de Alex.
●・○・●・○・● Nota: ●・○・●・○・●
Arancino é um produto tradicional da culinária da ilha da Sicília, na Itália. Trata-se de um pastel de arroz frito, com um diâmetro entre 8 e 10 cm, recheado com um molho de carne picada.
Ps.: Parece uma coxinha se você pesquisar.
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↫─ Fim do Capítulo.
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✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna