Capítulo 21
⚝ Capítulo 21
Respirei fundo e abracei o pescoço dele. Eu queria beijá-lo logo, mas meus lábios continuavam escorregando por causa da saliva que transbordava.
Subi um pouco o meu corpo e parei de soluçar. Camar também estava frustrado, então agarrou a nuca do meu cabelo com força e pressionou os lábios contra os meus. Nossos dentes se chocaram e a língua dele invadiu a minha boca. Eu me agarrei a ele, me esforçando ao máximo para não soltá-lo. Camar me deitou de costas. Quando dei por mim, eu já estava deitado em cima dele. E, com isso, ele começou a investir contra mim.
— Uh, uh, uh.
Um gemido escapou por entre meus lábios ressecados. A cada estocada vigorosa que atingia o fundo, parecia que as minhas entranhas estavam sendo rasgadas. Camar soltou a mão que segurava meu cabelo e agarrou minha cintura. O pênis, que de forma estranha havia mudado de ângulo e perfurado o meu interior, roçou em um ponto muito sensível do meu ventre. Por um momento, minha respiração falhou como um grito sufocado.
— Yohan, está tudo bem, está tudo bem.
Continuei a gemer, entorpecido, sem processar bem o que ele estava falando. Sem perceber, apoiei as mãos nos ombros dele e ergui a parte superior do meu corpo. Minhas nádegas se abriram ligeiramente e eu desci com tudo sobre ele. O líquido lubrificante escorria e encharcava os pelos grossos de Camar, fazendo um som úmido e obsceno toda vez que eu esfregava meus quadris.
De repente, ele começou a empurrar de volta. Quando endireitei minhas costas, era como se o pênis que preenchia o meu ventre estivesse realinhando meus órgãos internos em uma linha reta.
Cada vez que ele movia o quadril para frente e para trás, seu pênis grosso investia vigorosamente. Meus olhos ficaram turvos de imediato. Assim que ele parou, ele contraiu a base lá dentro. Endireitei as costas e estiquei meu interior o máximo que pude. As mãos de Camar apertaram ainda mais a minha cintura, ganhando força.
— Ah, eh…
Tremi com um gemido descontrolado. Quando recobrei a consciência, vi que eu havia ejaculado no abdômen de Camar. No momento em que percebeu isso, Camar de repente se ergueu. Ele me virou e me deitou de costas na cama, sem se desconectar de mim. E, desse jeito, passou a investir por cima.
— Uh, uh, uh…
Os gemidos continuavam a fluir dos meus lábios. Camar segurou uma das minhas coxas. Ele alcançou o meio das minhas pernas e apertou a base do meu pênis. O sêmen, que estava escorrendo há algum tempo, foi bloqueado novamente e a pressão se acumulou no meu ventre. O aroma doce que transbordava de dentro de mim fez minha mente divagar. Ao som do choque das nossas peles, Camar apertou meu pênis com firmeza. Senti os pelos pubianos grossos dele roçando profundamente sob a pele intimamente entrelaçada.
— Ah.
Após exalar de forma pesada, Camar voltou a investir, entrando e saindo de mim.
Os pelos ásperos do corpo dele tocavam minha pele macia, esfregando com força. Toda vez que a minha entrada se movia, um pouco do fluido espesso escorria e gotejava pela minha carne.
“Não é o suficiente”, murmurei em pensamentos, sentindo o calor no meu cérebro fritar a minha sanidade. “Eu queria que fosse mais fundo. Me preencha… preencha o meu ventre… ah, por favor.”
— Yohan — Camar me chamou, continuando as estocadas brutais. — Você quer mais? Devo ir mais fundo?
— Uh-hum — respondi, assentindo rapidamente com a cabeça.
— Quão fundo?
“Você está de brincadeira comigo?”, pensei. Mas não havia espaço para raiva ou qualquer outra coisa. Coloquei apressadamente a mão sobre o meu próprio ventre. A sensação era de que o pênis grosso dele estava separado da minha palma apenas pela fina camada de pele do meu abdômen. Sem perceber, pressionei o local com força, e Camar soltou um gemido profundo e gutural, afastando-se de mim de repente.
— Ah… Por que…?
Senti o vazio e, sem perceber, soltei um suspiro de frustração. Mas Camar não respondeu; ele simplesmente me virou de bruços e me abraçou por trás.
— Yohan, pode doer um pouco agora.
Eu não sabia dizer se aquelas palavras roucas eram um aviso ou apenas uma fala qualquer. Antes que eu pudesse raciocinar, ele introduziu o pênis novamente, dessa vez por trás.
Imediatamente, meus olhos reviraram e um grito silencioso rasgou a minha boca aberta.
Por um momento, Camar não se moveu. Prendi a respiração enquanto ele me prendia firmemente contra ele, travando minha cintura com um braço e pressionando o meu ventre com a outra mão.
— Ah, está doendo…!
Um gemido esganiçado escapou por conta própria. Lá dentro, o pênis dele estava pressionando o fundo do meu ventre, e a mão grande dele apertava o mesmo local pelo lado de fora. Meu estômago estava tão espremido que parecia estar encostando nas minhas costas, e eu simplesmente não conseguia respirar.
Lá dentro, o pênis de Camar começou a inchar de forma anormal. Era diferente de antes. Inchou tanto e ficou tão atado que entupiu completamente o meu interior, formando o nó. Ao mesmo tempo, o cheiro avassalador e o aroma doce dos feromônios dele dominaram a minha consciência por inteiro.
Não.
De repente, um instinto primitivo disparou na minha mente. E, junto com ele, um pavor e um medo desesperador engoliram toda a excitação que eu sentia até um segundo atrás.
— Espera, espera, Camar, não! — gritei em pânico.
Embora minha respiração estivesse falhando e meus olhos piscassem atordoados, minha mente gritava que eu precisava impedir aquilo.
— Não, Camar, não faz isso!
Continuei a gritar, debruçado sobre a cama. Lutei para me soltar dos braços dele, mas ele era uma rocha e não cedeu um milímetro. Eu sabia o que ele estava prestes a fazer. Camar, que me imobilizava com força, mordeu meu ombro e arrastou os lábios até a minha orelha. Eu estava em pânico; o desconhecido tornava tudo ainda mais aterrorizante. Finalmente, desabei em prantos. Eu estava sentindo dor, estava com medo e completamente vulnerável.
Camar encostou os dentes no lóbulo da minha orelha. Justo no instante em que ele estava prestes a me morder para me marcar, gritei a plenos pulmões:
— Não, não…!
Naquele exato momento, uma onda brutal de feromônios doces foi derramada sobre mim. Meus olhos se abriram e o medo derreteu. Meu corpo inteiro perdeu a tensão e eu despenquei, apoiando-me completamente em Camar. Um pensamento ecoou em minha mente atordoada:
“Camar está tentando me engravidar.”
A mão dele, que ainda pressionava o meu abdômen, entrou no meu campo de visão turvo. Ele não a tirou dali, massageando a protuberância do pênis que se erguia logo abaixo da minha pele. “Ah!”, pensei, confuso. Eu não sabia se já tinha acabado.
De repente, uma sensação de asfixia tomou conta de mim. Mas como eu estava de estômago vazio, só senti uma forte náusea. Com um som que misturava dor e respiração pesada, Camar pareceu subitamente recobrar a consciência e afrouxou a força da mão que pressionava o meu estômago, abraçando-me imediatamente.
— Yohan, você está bem? — A voz perplexa e preocupada soou atrás de mim.
A pressão do corpo estranho entupindo o meu interior também cedeu um pouco. Foi então que percebi que Camar havia desfeito o nó e voltado a si. O cheiro denso que estava me esmagando recuou, e minha respiração finalmente voltou ao normal. Respirei fundo e estiquei o corpo.
Meu ventre ainda ardia em brasa. A sensação instintiva de clamar por mais — porque aquilo ainda não era o suficiente — chegou ao ponto de entorpecer as minhas entranhas. Meu corpo tremia da cabeça aos pés enquanto eu me apoiava nos braços de Camar.
— Tudo bem, tudo bem… Tudo bem, Camar.
Falei com muito custo, olhei por cima do ombro e beijei a bochecha dele. Camar me virou de frente e retribuiu com um beijo nos meus lábios. Ele começou a se mover dentro de mim mais uma vez. Desta vez, no entanto, seus movimentos eram cuidadosos e ritmados.
Sentei-me no colo dele, com as pernas abertas, e balancei lentamente acompanhando o ritmo de Camar.
— Ah, ah, uh.
Cada vez que ele atingia meu ponto mais sensível, um gemido involuntário escapava. Ao mesmo tempo, eu podia sentir o sêmen transbordando da minha entrada pouco a pouco, misturando-se com o meu próprio lubrificante. O pavor de momentos atrás desapareceu como se nunca tivesse existido, e apenas o puro prazer tomou o seu lugar.
Agora tudo parecia estar bem. Tentei dizer isso a Camar, mas fui impedido quando ele enfiou os dedos na minha boca, brincando com a minha língua. Os dedos dele a acariciavam suavemente e roçavam nos meus lábios. A saliva escorria solta pela minha boca.
Fechei os olhos e me entreguei de corpo e alma a ele. Ao olhar para baixo, vi o pênis pesado entrando até o talo, erguendo a fina pele do meu baixo-ventre. Toda vez que Camar se movia, a protuberância subia e descia no meu abdômen. Quando ele moveu a mão e acariciou meu pênis suavemente, pude sentir com uma clareza absurda a fricção perfeita lá dentro.
Mantive minhas mãos apoiadas e fechei os olhos. Lentamente, minha respiração voltou a acelerar e um calor escaldante subiu das profundezas do meu ser. Quando achei que ele continuaria me tocando, Camar sussurrou no meu ouvido com a voz rouca:
— Na próxima vez, posso fazer isso com a boca?
Minha espinha inteira estremeceu de arrepiar. Respondi, mal conseguindo puxar o ar quente para os pulmões:
— …Eh.
O pênis, que havia perfurado minhas entranhas ao máximo, parou por um momento. Com os olhos revirados, observei a sensação de calor e completude se espalhar vagarosamente por todo o meu ventre. Camar retirou o pênis de dentro de mim e me deitou delicadamente na cama.
A noite se foi e o amanhecer despontou, mas nenhum de nós se importou em notar.
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Jor&Belladonna