Capítulo 09.6
2. Delícia de Cereja (Parte 6)
Ah, então era isso. Yurij, olhando para baixo, para Cheriot, que inclinava a parte de cima do corpo entre suas pernas, compreendeu. «Agora eu entendo por que ele mencionou o Alexei; parece que ele estava com um ciúme absurdo.» Hoje era só o segundo dia em que ele via Alexei desde que voltou a Vancouver, mas para seu jovem namorado, que queria monopolizar seu dia a dia, nem isso parecia aceitável.
—A gente vai amanhã.
—Amanhã não dá. A gente vai transar o dia todo.
«Embora amanhã tenha jogo, né?…» Embora tenha pensado isso, Yurij não demonstrou nenhuma reclamação em particular. Aquele momento era o que ele realmente desejava, então nada mais importava agora. Ele também não estava com ânimo para apontar algo assim. Quando Cheriot, posicionado entre suas pernas, ergueu suas coxas empurrando-as, seu quadril afundou e seu baixo-ventre ficou pesado. Ele estava insanamente excitado.
«Ele vai me penetrar assim?»
Yurij lembrava daquela posição. Seu corpo ficava meio dobrado e ele era penetrado como se o esmagassem de cima; era uma postura que entrava tão fundo que lhe dava a ilusão de que chegava até a garganta, e lhe custava manter a compostura. Desde o começo, ser penetrado naquela posição podia ser um pouco avassalador, mas a ele, que tinha querido sentir a temperatura corporal de Cheriot esse tempo todo, não importava de verdade.
Ele estava esperando ansiosamente que Cheriot tirasse o pau, alargasse o buraco e o penetrasse, mas aconteceu algo diferente do que Yurij esperava.
—Cherry, o que você está…?
Cheriot, rodeando suas panturrilhas com os dois braços, ergueu as pernas de Yurij até que seu buraco ficasse completamente exposto, e depois afundou o rosto entre suas coxas, que revelavam claramente seu sexo. Embora o visse com os próprios olhos, Yurij se perguntou que diabos ele estava fazendo, e só reagiu tarde quando a língua de Cheriot tocou seu buraco.
—Cherry…!
Cheriot, apertando fortemente suas pernas com o rosto enterrado sob sua virilha, começou a lamber o buraco como se estivesse esperando por aquilo. A ponta afiada de sua língua desfez as pregas densas.
—Haa, nhg!
Yurij, com os olhos muito abertos, abriu a boca e deixou escapar um som. O prazer que sentiu ao contato da língua era intenso demais. A sensação de ser lambido de forma pungente com a ponta da língua se expandiu vividamente. Com os lábios abertos e exalando gemidos mudos, —ah, ah—, Yurij torceu a cintura e depois apertou fortemente os lençóis. Sentia que se não agarrasse algo, não conseguiria suportar aquele prazer enlouquecedor.
—Mmm, ha, haa, haa…!
Então, quando Cheriot espalmou amplamente a língua e começou a chupar a parte de baixo como se fosse um cachorro lambendo, um gemido superficial brotou de seus lábios trêmulos.
—Para, Cherry, embaixo, uhm, está derretendo…! Haah, uhg, hm…!
Sem exagero, ele sentia que derretia por baixo. Em contraste com a temperatura corporal fria de Yurij, a língua de Cheriot parecia ainda mais quente e, enquanto sua parte de baixo se retesava, uma estranha sensação se infiltrava dentro de seu buraco. Involuntariamente, o buraco se contraiu.
—Wolfie, o seu buraco se contrai. Você está ansioso pra ser penetrado?
Cheriot, separando a língua que lambia cobiçosamente sua parte de baixo, sussurrou. Quando o fôlego quente tocou seus testículos e períneo, provocando outro estímulo, Yurij sentiu uma sensação abrasadora. Mal recuperando a compostura, tentou regular a respiração e lhe dizer que simplesmente o penetrasse. Aquela maneira de proceder não parecia algo que devesse acontecer a um alfa.
—Sim, então, simplesmente enfia… haah, huuu, haa, ah!
Seu pedido para que o penetrasse ficou entalado. Cheriot, baixando a cabeça de novo, começou a empurrar a língua dentro do buraco. Pedir que ele o penetrasse daquela forma definitivamente não era o plano.
—Haah, ha, para, para, chega, eu vou…! Mmm, uuuh!
Seu corpo perdeu completamente o controle. Com a parte de baixo derretida e frouxa, Yurij aceitou um prazer violentamente intenso. Quando a língua grossa se arrastou e empurrou dentro do buraco revirando seu interior, estrelas saltaram diante de seus olhos. Sua visão realmente se tingiu de branco e preto, e algo brilhou. Yurij, com os olhos meio revirados, arqueou exageradamente a cintura. Esticou ao máximo as pernas que Cheriot sustentava, e seus dedos dos pés se encolheram.
—Huuu, hu, huu, haa, nhg, Cherry, Cherry…
Ah, não. Simplesmente, sem saber o que estava errado, Yurij proferiu descontroladamente algumas palavras. Cheriot, como se tentasse fazê-lo perder completamente a cabeça, empurrou a língua até a raiz e depois a tirou, realizando um movimento de bombeamento. A sensação da massa carnosa enchendo e saindo do buraco dava um prazer completamente diferente de ser penetrado por um membro viril.
Ele derreteu por dentro. Como suas paredes internas já estavam quentes, ao esquentarem até quase ferver, aquele calor se estendeu até seu ventre. Ele estava à beira da agonia pela sensação de prazer tenso que enchia desde o baixo-ventre até o períneo. Ele, que tinha agarrado e soltado os lençóis feito louco, chegou ao clímax bem quando Cheriot lhe fazia cócegas suavemente perto da prega com a língua enquanto erguia o queixo.
—…!
Ele sentiu tanto que lhe custou respirar. Arqueou a cintura para cima e expôs o pau ao ar, ejaculando sobre o próprio corpo. Um líquido viscoso e branco se espalhou por seu tronco superior pálido, recém-lavado.
—Huh, uhg, haa, huu, hu…
Finalmente ele conseguiu respirar. Cheriot observou Yurij, que tremia dos lábios e exalava gemidos tarde, com um olhar muito satisfeito e feliz.
Quando ele soltou as mãos que sustentavam suas panturrilhas, as pernas de Yurij caíram sem força sobre a cama e afundaram. Em suas extremidades inferiores, encharcadas de prazer, não restava nem um pingo de força. Enquanto ele exalava com dificuldade e seu peito se agitava, Cheriot acariciou lentamente seu abdômen.
Seu dedo tocou uma cicatriz. Cheriot, acariciando com dedos suaves a longa cicatriz branca rasgada como fez daquela vez, baixou a cabeça e beijou o flanco esquerdo de Yurij. Ouviu-se um som suave ao contato de seus lábios. Diante daquela sensação, Yurij dobrou a parte de cima do corpo e retesou fortemente o abdômen. Ele não sabia se era por ter acabado de ejacular, mas cada lugar que Cheriot tocava respondia com sensibilidade.
—Parece que o seu buraco adora ser chupado. O interior estava tão quente que eu achei que a minha língua fosse grudar. Estava ardente, nada a ver com quando eu o penetro com os dedos.
Cheriot, que soltava palavras obscenas com facilidade, se moveu em direção ao armário ao lado da cama. Ao abrir a gaveta e tirar um recipiente de plástico, voltou ao seu lugar. Empurrou para cima uma das coxas de Yurij, que continuava flácido e encharcado pelos remanescentes do orgasmo. Diante do olhar claro fixado em seu buraco úmido, Yurij se estremeceu, contraindo seu interior, e sem perceber deixou escapar um suspiro expectante.
—Por que você ficou tão sensível? Nem se compara com aquela vez.
Cheriot murmurou como se estivesse em apuros e depois abriu a tampa de plástico. Posicionado entre as pernas bem abertas, enfiou a mão sob as nádegas e separou a carne. Yurij, enquanto se estremecia diante de um tipo de estímulo diferente do de ser lambido, sentiu um líquido frio tocar seu períneo. Ao sentir a sensação refrescante em sua parte de baixo, que estava em brasa, Yurij franziu o cenho e olhou para baixo. Cheriot estava espremendo o lubrificante dentro do buraco como se o despejasse.
—Cherry, agora por favor… penetra.
—Como hoje o Wolfie é um lobo mau, eu não vou fazer o que você pedir.
Cheriot negou com a cabeça e começou a meter o lubrificante dentro do buraco, já solto e preparado. Ao sentir como a substância espessa e fria continuava entrando em seu buraco, ele teve a sensação de que seu baixo-ventre se inchava. Bem quando franzia o cenho, incomodado, Cheriot moveu os dedos.
—Lembra bem, Wolfie. Aqui está.
O dedo médio, que tinha se adentrado no buraco encharcado, pressionou as paredes internas e parou em algum lugar. Yurij, que o olhava aturdido, dobrou o corpo e exalou um gemido quando Cheriot começou a pressionar aquele lugar com força no dedo.
—Ahg…!
O prazer caiu como um raio no alto da cabeça. Uma descarga elétrica que se espalhou agudamente por sua coluna fez o buraco morder com força o dedo. Cheriot, baixando o olhar e sorrindo abertamente, apreciou com deleite a reação sensível de seu alfa.
—Ah, que lindo.
—Uh, uuh, uhg, ah, aah, mmh…!
Um gemido surdo brotou como uma torrente. O prazer que embranquecia sua mente era difícil de suportar com lucidez. Ele, que empurrava os lençóis com força com as plantas dos pés e torcia as extremidades inferiores como num espasmo, não parecia sobrecarregado, e Cheriot continuou penetrando seu interior.
O lubrificante derretido pela temperatura corporal se transformou em líquido lá dentro, fazendo um som aquoso. Diante do som desordenadamente úmido, mais próprio de um ômega, seu rosto e sua nuca esquentaram como se fossem explodir. Uma vergonha enlouquecedora logo se transformou num prazer proporcional que o conquistou.
Cheriot, que tinha empurrado o dedo até o fundo até os nós tocarem, só continuou estimulando aquele ponto. Como ele continuava esfregando a grossa próstata interna com uma força nem forte nem suave demais, Yurij começou a sentir que gozaria de novo.
—Aah, uhgm, Cherry, uhm, para…!
Sentindo que ia gozar, que gozava, jogando palavras desordenadas, Yurij finalmente ejaculou de novo diante do movimento de mãos que parecia incentivá-lo a chegar logo. De seu pau, colado e tocando seu ventre, fluiu um sêmen ligeiramente mais aguado que antes.
Cheriot, com a outra mão, esfregou e espalhou o líquido que tinha se derramado ao longo da forma de seus abdominais. Yurij, que tinha encharcado toda a sua parte de cima com o próprio sêmen, desabou como que desmaiado depois de alcançar o clímax duas vezes seguidas rapidamente. Só depois de fazer Yurij gozar duas vezes, Cheriot baixou a bermuda. A ponta de seu grosso membro, que tinha se erguido imponentemente desde que escutou Yurij sozinho, estava úmida por algo que poderia ser líquido pré-seminal ou sêmen e brilhava. Cheriot, segurando a pelve flácida de Yurij, que respirava com dificuldade, com as duas mãos, exalou um suspiro prolongado e profundo.
—Viu. Eu claramente disse… que você ainda não tinha a resistência. Eu disse que se a gente quisesse fazer como antes, a gente devia esperar uns meses… não foi? A glânde grossa tocou o buraco. Cheriot, alinhando a ponta do pau com o pequeno buraco que pingava lubrificante como um líquido, aplicou força lentamente e se adentrou. A grossa coluna carnosa partiu as estreitas paredes internas. Um som pegajoso ressoou lá de baixo.
—Haa, haa…
O buraco, que estivera ansioso por engolir o pau, se colou como se estivesse esperando por aquilo. Como ele o tinha preparado a ponto de a entrada estar frouxa e derretida, Cheriot pôde entrar sem pressa.
—Haaah…
Cheriot exalou um gemido carregado de satisfação e empurrou o pau até a raiz. As pregas, antes densas, se esticaram e retesaram, e a sensação de encher até o baixo-ventre, os intestinos e a boca do estômago se somou, dificultando sua respiração. Bem quando parecia que ele não podia entrar mais, Cheriot, que continuava se empurrando, tocou algum lugar, e Yurij, que estivera meio inconsciente, arregalou os olhos sobressaltado.
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Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna