↫─☫ Capítulo 51
↫─Capítulo 51
— …Ei. O Gyuwon sabe usar preservativo?
Ko Woonha, que assava carne fresca, ergueu os olhos. Ele já tinha terminado quase uma garrafa inteira de soju sozinho.
— O senhor está realmente curioso sobre isso, hyung?
— Porra, estou curioso, o que você quer que eu faça? Não, digo, o quão fofo aquele desgraçado era quando criança? Aquele garotinho, hã? Por… porra. Ele com certeza até, até beijou, não é?
— ……
Ko Woonha encarou Cha Gyuhan em silêncio com um sorriso mecânico no rosto.
— Nossa, vou enlouquecer. Você, se fosse com seu seu irmão mais novo de repente, hã? Um irmão mais novo é sempre como uma criança. Ele até me perguntou uma vez se as cegonhas traziam os bebês. Você disse que também tem um irmão mais novo. Não é assim também?
— O meu irmão mais novo também é meio vadio. Desculpe.
— Esses filhos da puta.
Cha Gyuhan soltou um xingamento. Pensar que uma família que poderia virar parentes por casamento era assim. Como esperado, ele não conseguia aceitar.
Segurando a cabeça e soltando um grito silencioso, Cha Gyuhan arrancou o copo de Ko Woonha e virou o soju de uma vez. Em seguida, disse:
— Termine com o Gyuwon. Estou te avisando, ele é um garoto intenso. Se for um incômodo, eu mesmo falo com ele por você.
— Não é um incômodo.
— O que isso quer dizer afinal? Como você não acha alguém como o Cha Gyuwon um incômodo?
— Exatamente.
Ko Woonha encheu o próprio copo. O nível do líquido chegou até a borda. Depois de despejar até o meio inflar com a tensão superficial, a garrafa ficou exatamente vazia. Pedindo uma garrafa nova, Ko Woonha pegou o copo. A menor trepidação fazia transbordar e molhar sua mão.
— Acho que estou gostando do Cha Gyuwon.
Depois de dizer isso com o rosto sorridente, ele esvaziou o copo.
Cha Gyuhan piscou os olhos confuso, sem conseguir acreditar no que tinha acabado de ouvir.
— É o quê?
— A carne está queimando. Coma.
— Não. Deixe eu confirmar o que acabei de ouvir primeiro. Quem, o quê?
— Não vou dizer de novo.
Ko Woonha pegou sua porção de carne, enrolou com vegetais em conserva e comeu.
— Este lugar é bom. Podemos pedir macarrão apimentado também?
— Pede… Mas não, o Ko Woonha está o quê? Diga de novo.
— Hyung, o senhor nem é o Cha Gyuwon, qual o sentido de ouvir isso? E eu não gosto disso porque o senhor é linguarudo.
— Ei. O que quer dizer com linguarudo? Sabe quantos caras vêm falar comigo para pedir conselhos? A minha boca é super discreta!
— Isso é provavelmente porque o senhor esquece no dia seguinte depois de ouvir.
Ele acertou em cheio. Cha Gyuhan fechou a boca com força.
— O Cha Gyuwon é um adulto.
“Eu sei disso muito bem. Melhor do que o Cha Gyuhan.”
Ko Woonha riu baixinho. Cha Gyuhan encarou com fúria, achando aquele sorriso desagradável.
— Os sentimentos dele são da conta dele, e eu cuido da minha própria vida. O motivo de eu ter saído do quarto naquela hora foi porque, até para mim, ficar rolando na frente da família é meio demais.
Ko Woonha, que tinha um histórico de simplesmente fazer mesmo sabendo que seu irmão mais novo tinha chegado, fingiu manter a dignidade.
— Não. Sinceramente, me senti enojado.
— Do quê? Por minha causa? Porque sou um lixo de pessoa?
— Não.
Ko Woonha abriu a nova garrafa de soju e torceu a ponta da tampa em formato de espiral. Com um leve piparote, a tampa girou no lugar como um peão.
— Não sei. Só que, naquele momento, pareceu que eu e o Cha Gyuwon estarmos juntos era algo ruim.
— De nada…?
— Por isso mesmo. Não sou do tipo que se importa com essas coisas, e odeio totalmente ter esse tipo de sentimento. Saí porque senti que ficaria realmente nojento se começasse a agir todo patético como o protagonista de um drama.
“Ainda bem que fiz isso”. Ko Woonha assentiu com a cabeça.
Cha Gyuhan estava confuso. Ele rolou os olhos para lá e para cá antes de comer a carne em silêncio. Depois de esvaziar sua tigela de arroz sem dizer uma palavra e terminar o resto da comida, ele fez um gesto para Ko Woonha lhe servir uma bebida. Como sua tolerância ao álcool era de cerca de meia garrafa de soju, ele tinha que ter cuidado depois de beber este copo.
— Não, estou perguntando porque estou confuso, então… você gosta do meu irmão?
Cha Gyuhan era simples. Ele não entendia por que Ko Woonha tinha saído naquele dia; se sentiu nojo, podia simplesmente ficar bravo. Ele entendia ainda menos o sentimento de extremo desconforto causado por duvidar se o estilo de vida que mantinha estava errado por causa de outra pessoa.
Com uma expressão que ia além do perplexo e beirava o estúpido, Cha Gyuhan tentou organizar a história do seu próprio jeito.
— Se você fizer o meu irmão chorar, vou mandar os meus rapazes te sequestrarem, te pendurarem de cabeça para baixo e te afundarem na água para depois te puxar.
Ao som da ameaça, os olhos de Ko Woonha brilharam.
— Isso parece divertido. Não podemos tentar agora?
Depois de refletir por um momento, Cha Gyuhan corrigiu suas palavras.
— Apenas apague o número do Gyuwon bem aqui e suma para sempre.
── ⋆⋅☆⋅⋆ ──
Ko Woonha usou um truque para deixar Cha Gyuhan bêbado. O Cha Gyuhan bêbado estava em um estado muito animado. Lisonjeando o homem empolgado, ele finalmente o convenceu a levá-lo para um galpão em Incheon. Um subordinado dirigiu o carro levando os dois, e Ko Woonha acabou pendurado de cabeça para baixo em um guindaste, sendo afundado na água e puxado para fora. A água estava muito fria e tinha um cheiro levemente de peixe.
— Foi divertido.
O rosto de Ko Woonha brilhava radiantemente enquanto ele limpava o rosto e o cabelo molhado com uma toalha. Como não fazia sexo recentemente, estava se sentindo muito rígido.
— Mais alguma coisa que queira fazer, hyung?
Nesse meio tempo, Cha Gyuhan, que tinha curado um pouco da bebedeira, segurou a cabeça dolorida e ficou irritado.
— Você acha que veio a um parque de diversões? Suma, seu desgraçado louco. Não, espere.
Cha Gyuhan fez um gesto para um amigo que esperava no cais de Incheon. Um homem que fazia bolhas de chiclete estalando aproximou-se e segurou Ko Woonha. Gemendo de dor de cabeça, Cha Gyuhan mexeu nos bolsos e tirou um celular. Como ele tinha tirado a jaqueta durante o shabu-shabu de banho frio, a jaqueta só guardava um pouco de frio, mas estava seca.
— Esse é para o trabalho.
— Você tem vários celulares?
— Sim.
Cha Gyuhan estremeceu com a dor de cabeça que piorava à medida que ficava sóbrio, e depois colocou a mão de volta no bolso de Ko Woonha.
Enquanto mexia com a mão no bolso da calça, sentiu algo duro.
— Você usa o Pro?
Enquanto perguntava sobre o maior modelo e tateava mais para tirá-lo, estranhamente não estava conseguindo segurar, e estava ficando maior. Um celular não deveria ser tão grosso assim.
— Hyung, esse é o meu pau — Ko Woonha disse.
— Se o senhor tivesse descido só mais um pouco, teria sentido as pérolas e saberia. Hyung, o senhor esqueceu tudo sobre o meu…
— Ah, porra, você realmente, da pra calar a maldita boca!
Cha Gyuhan ficou furioso. Ele olhou apreensivo para o homem parado atrás de Ko Woonha. Parecia que dormir com homens era um segredo. Ko Woonha, ouvindo o estalo do chiclete atrás dele, acrescentou uma palavra por consideração a Cha Gyuhan.
— Eu entendo. Não é como se eu tivesse usado no senhor de qualquer forma.
Ele tinha usado bastante. No entanto, Ko Woonha fingiu como se tivesse sido ele quem deixou ser ativo.
—Ahem
Cha Gyuhan limpou a garganta . Ele finalmente encontrou o celular no outro bolso. Encontrou o número de Cha Gyuwon, apagou e colocou o celular de volta.
— Vou te chamar um táxi.
— O senhor vai pagar a corrida do táxi?
— Brincar com você a esta hora da madrugada já é o suficiente. Você paga.
Os braços de Ko Woonha foram soltos. Depois de receber seu celular de trabalho de volta, ele saiu cambaleando do galpão.
Ele disse que chamaria um táxi, mas no fim, o próprio Ko Woonha chamou. O motorista do táxi tomou um susto e olhou para trás várias vezes.
— Cliente, o senhor entrou no mar com este tempo? Nossa, vai morrer de frio. Aguente firme. Vou aumentar o aquecedor no máximo.
— Obrigado.
Ko Woonha sorriu abertamente. Os coreanos são realmente gentis.
— Mas por acaso o senhor aparece na TV…? É um famoso? Um ator? Uau… o senhor é muito bonito…
— Não. Sou apenas um funcionário de escritório.
Ko Woonha, que até um momento atrás tinha pedido para um ex-parceiro sexual gângster pendurá-lo em um guindaste e afundá-lo na água, falou calmamente.
— Moço. Tudo bem se eu dormir durante a viagem?
— Claro. Não precisa pedir permissão.
Ao som da risada calorosa, Ko Woonha agradeceu mais uma vez e fechou os olhos.
── ⋆⋅☆⋅⋆ ──
Ele teve que acordar de novo apenas duas horas depois de se lavar e dormir. Mesmo assim, Ko Woonha levantou-se como de costume, trocou de roupa e saiu.
Uma notificação de compromisso apareceu. A reunião interna com o BearB era hoje.
— Reunião interna.
Ko Woonha murmurou essas duas palavras para si mesmo. Havia margem para ser interpretada como um “encontro” entre homens.
Ko Woonha, que dava um sorriso de canto, logo limpou a garganta e recuperou a postura. Ele estava indo trabalhar, mas tinha interesse pessoal demais. “Vamos agir como de costume.”
— Ah? Líder de equipe, o senhor está realmente muito estiloso hoje!
No entanto, a aparência de Ko Woonha ao chegar ao trabalho estava de alguma forma bastante diferente do normal…
— Porque um convidado de fora está vindo.
Com as palavras evasivas e sorridentes de Ko Woonha, todos assentiram com a cabeça.
Hoje, ele estava vestindo um terno de três peças em tom bege. Parecia muito adulto e maduro, mas como não usava gravata, não parecia muito pesado nem excessivo.
— ……
↫─☫ Continua…
ᯓ★ Nenhuma das situações apresentadas neste capítulo referem-se/ se baseiam em fatos reais.
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr