↫─Capítulo 72
Capítulo 72
Ao checar as notificações, Cheongyeon viu que havia recebido uma nova mensagem de Kim Kyung-seop.
— Cheongyeon. Venha ao escritório um pouco à tarde, depois que sua agenda terminar.
Pensando bem, Cheongyeon não vinha mantendo muito contato com Kim Kyung-seop ultimamente e não sabia como ele estava. Ele parecia ocupado participando de reuniões aqui e ali.
Cheongyeon respondeu dizendo que tinha entendido, finalizou o breve compromisso após o encontro com o preparador e seguiu para o escritório da agência.
No passado, ele teria se preocupado com o que poderia ter acontecido, mas recentemente estava tão acostumado com a agenda apertada que nem pensou em nada.
— Ator. Nós chegamos.
Cheongyeon ergueu a cabeça ao ouvir a voz gentil do empresário. Antes que percebesse, a van já estava estacionada em frente à agência.
Ao sair do carro e entrar no prédio, Kim Kyung-seop, que por acaso estava no corredor, acenou, dizendo que estava feliz por ele ter vindo.
— Há quanto tempo, Cheongyeon. Entre e sente-se. Você tem estado ocupado ultimamente, não é?
— Um pouco. O senhor tem passado bem, diretor?
— Eu sempre passo bem. Mas por que seus lábios estão tão inchados? Estão rachados ou é alguma alergia?
— Acho que estão rachados porque o interior da van está muito seco.
Cheongyeon inventou naturalmente a desculpa que já havia preparado. Kim Kyung-seop estalou a língua.
— Você precisa se cuidar quando a maré está alta. Não tem um protetor labial? Ei, Dong-gyun! Se tiver algum protetor labial por aí, traga um.
Depois de acomodar Cheongyeon no sofá para as visitas, Kim Kyung-seop colocou a cabeça para fora da porta e gritou. Poucos segundos depois, um funcionário surgiu de algum lugar, colocou um protetor labial novo diante de Cheongyeon e desapareceu.
— O senhor não está ocupado hoje? Não o vejo sempre que venho ao escritório.
Cheongyeon perguntou a Kim Kyung-seop enquanto abria a embalagem e aplicava o creme espesso nos lábios.
— Tenho estado um pouco ocupado correndo de uma reunião para outra. Não é por nada; estou tentando conseguir sinopses de filmes e dramas para te mostrar.
Kim Kyung-seop acenou com a mão como se dissesse para não se preocupar. Em seguida, ele mesmo começou a preparar um chá em uma caneca.
Enquanto isso, Cheongyeon olhou ao redor do escritório. De alguma forma, a atmosfera parecia diferente.
Por ser o escritório de uma empresa tão pequena, costumava haver pilhas de tralhas diversas acumuladas em todos os cantos, mas tudo havia sido limpo e o interior estava organizado.
— Deve estar sendo difícil com tantos compromissos esses dias, certo? Originalmente, a carreira de uma celebridade não dá resultados de uma hora para outra; leva algum tempo. Mas, assim que o embalo começar, você vai subir rapidamente, então espere para ver.
Kim Kyung-seop falava sem parar com uma voz animada, entregando o chá morno. Ele parecia entusiasmado por ter muito trabalho.
Cheongyeon também queria corresponder ao humor dele o máximo possível, mas sentia-se envergonhado ao encarar Kim Kyung-seop agora. Kim Kyung-seop era a única pessoa que sabia sobre sua relação de patrocínio com Do-heon. Não importava o que Kim Kyung-seop pensasse, seria inevitavelmente desconfortável para Cheongyeon conversar de forma descontraída.
Enquanto tomavam o chá, Kim Kyung-seop perguntou detalhadamente se ele estava gostando do empresário, se a estilista era boa e se a equipe que trabalhava com ele o estava tratando bem. Ele também acrescentou que, se houvesse algum desconforto, ele deveria avisá-lo a qualquer momento.
A julgar pelos funcionários que ele não tinha visto antes entrando e saindo pela porta do escritório, parecia que não apenas a equipe designada para o seu lado, mas o próprio tamanho da agência estava crescendo. Ele não sabia o quanto Do-heon estava envolvido nisso, mas o crescimento da agência contratada era, de qualquer forma, algo positivo para o ator.
— Ah, é mesmo, Cheongyeon. Fiz alguns contatos comerciais e consegui alguns papéis que ficaram vagos; você gostaria de dar uma olhada nos roteiros?
Ele pegou uma pilha de papéis que havia deixado previamente sobre a mesa.
— Papéis que ficaram vagos?
— Você sabe como é. Existem papéis em que os atores de repente deixam a produção devido a controvérsias de violência escolar ou por dirigir embriagados bem antes das filmagens.
— Ah, como quando eu implodi o drama de Yang Jeong-hak da última vez…?
— Bem, é disso que estou falando. Mas, ei, seu moleque maluco. Por que fala desse jeito? Já faz um tempo que isso aconteceu.
Era uma piada, mas Kim Kyung-seop resmungou que ele havia trazido à tona coisas desnecessárias, talvez porque ainda se sentisse culpado pelo incidente.
Cheongyeon verificou os roteiros à sua frente, um por um.
— Acho que você pode escolher o primeiro até esta semana, e a líder de equipe Kwon Hye-na dará a confirmação final. Para sua referência, as filmagens começam na próxima semana ou na outra, então tenha em mente que o prazo é apertado.
— Isso não vai coincidir com o drama que estou filmando agora?
— Os personagens nos novos roteiros recebidos não têm muitas falas ou cenas, então, mesmo que o período de filmagem coincida, não será totalmente impossível se você negociar as datas. O que acha?
— …Está melhor do que eu pensava. Como o senhor descobriu isso?
Cheongyeon virou a página, maravilhado.
— Eu tenho meus meios. Se algum destes for confirmado, você terá que compensar o que aquele moleque maluco do Yang Jeong-hak fez com você da última vez.
— Vamos ver. O senhor me chamou aqui hoje para me entregar isso?
— Isso também. Mas também estou aqui para te entregar isto.
— O que mais…
Kim Kyung-seop fez uma expressão significativa e revirou o bolso interno do paletó. Cheongyeon estendeu a mão com os olhos indagando o que seria.
— Uma chave de carro?
A cabeça de Cheongyeon inclinou-se para o lado ao receber o objeto.
Era uma chave de carro com um logotipo familiar.
— Está lá embaixo; quer ir ver agora?
— Não, por que uma chave de carro de repente…?
— Venha logo. Chegou esta manhã e eu estava curioso para ver como era o interior, então estava esperando por você.
Com uma sensação de incredulidade, Cheongyeon seguiu Kim Kyung-seop escada abaixo no prédio. Lá, um carro importado branco que ele não havia notado antes estava estacionado. Naturalmente, era da mesma marca do logotipo na chave que estava na mão de Cheongyeon.
— É o seu carro, Cheongyeon. O que achou? Não é incrível?
Kim Kyung-seop exclamou com admiração ao lado, como se estivesse orgulhoso.
Por um momento, ele pensou que Do-heon tivesse trazido o carro que ele costumava dirigir quando moravam juntos. Mas, olhando mais de perto, o design externo e a placa eram sutilmente diferentes daquele que ficava na casa de Do-heon.
— Este é meu?
— Sim. É o modelo mais recente. Para conseguir um desses, você precisa esperar mais de um ano, mas este saiu imediatamente. Não é fantástico?
— O senhor não comprou isso, não é, diretor?
Cheongyeon, olhando fixamente para o carro, perguntou. Na verdade, ele estava convencido de que Do-heon o havia comprado para ele, sem nem precisar ouvir a resposta.
Moon Do-heon era o único capaz de conseguir um carro da mesma marca e cor que o que ele costumava dirigir quando morava em sua casa e entregá-lo em um único dia.
Kim Kyung-seop, que estava olhando ao redor após a pergunta de Cheongyeon, aproximou-se e sussurrou.
— Claro que não. Mas, externamente, vai parecer que a agência está te dando isso.
— …….
— De qualquer forma, o drama vai começar a ser exibido para valer em breve. Se você ficar andando por aí sozinho sem um carro quando não estiver em gravação, não vai ser bom.
Significava que Do-heon o havia enviado, afinal de contas. Ele já esperava por isso, mas ver o carro de centenas de milhões de wons brilhando diante dele trouxe vividamente à memória as coisas caras que havia recebido após a noite no hotel na semana passada, fazendo-o se sentir desconfortável.
Cheongyeon apertou a chave do carro firmemente em sua mão. A sensação que sentira antes era a mesma que sentia agora. Não, era ainda mais desagradável.
Ele havia pedido para atuar, não para receber presentes caros como compensação toda vez que dormia com alguém. A ofensiva de presentes de Do-heon parecia excessiva, e ele sentia repulsa.
— Vá para o lado de dentro. Hã? Nossa, a cor é ótima.
Kim Kyung-seop, sem conhecer os sentimentos de Cheongyeon, continuou empurrando suas costas por trás. Os funcionários que estavam no escritório e haviam saído aos poucos para ver o veículo também o incentivavam ao redor.
— Todos os opcionais estão inclusos no interior?
— Nossa, estou curioso sobre o desempenho.
— Quanto custa isso? Diretor, o senhor comprou isso com o investimento que recebeu da última vez?
— Então, quanto de investimento o senhor recebeu?
Cheongyeon engoliu um suspiro diante do alvoroço vindo de todos os lados.
Não, se você vai dar, dê discretamente. Precisa falar isso na frente de todo mundo desse jeito?
O sentimento de ressentimento direcionou-se a Kim Kyung-seop por um breve instante, mas, se ele ia dirigi-lo de qualquer maneira, talvez fosse melhor criar a justificativa de que o diretor da agência o havia presenteado…
Porque geraria mais fofocas se ele de repente aparecesse sozinho em um carro importado novo.
— …….
…Não. O que estou dizendo? Por que estou pensando como se fosse usar este carro como se fosse óbvio? Eu não preciso disso e não quero receber!
Cheongyeon abriu a porta do carro com o coração pesado e verificou o interior. Era semelhante ao que ele costumava dirigir quando morava com Do-heon, e como Cheongyeon tinha vários carros na época, estava familiarizado com o sistema.
Ele não podia simplesmente ficar bravo com o diretor da agência depois de receber um presente, então Cheongyeon agradeceu relutantemente a Kim Kyung-seop diante dos funcionários.
Em seguida, fingiu inspecionar o carro por um tempo, deixou um aviso de que tinha algo a fazer e saiu de fininho no momento certo.
Cheongyeon foi até o canto do beco, verificou cuidadosamente se não havia pessoas passando e imediatamente pegou o celular para ligar para Do-heon.
A chave brilhante em sua mão parecia pesada como uma pedra. Ele queria levar o carro de volta à concessionária imediatamente e devolvê-lo.
— Ah, Moon Do-heon. Esse homem, sério.
Cheongyeon passou a mão pelo cabelo com nervosismo, ouvindo o som claro da chamada.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna