↫─Capítulo 61
Capítulo 61
Do baixo ventre, um arrepio percorreu a espinha de Cheongyeon até o alto da cabeça, fazendo-o pensar, de forma absurda, que não seria estranho morrer ali mesmo. Ele não conseguia acreditar que o corpo humano fosse capaz de suportar um prazer tão intenso.
— Haa, euuuh, heuuut… Haa.
Cheongyeon soltou um longo gemido que soava quase como um grito. Sem perceber, a respiração havia prendido em sua garganta, e ele desviou os lábios dos de Doheon, virando a cabeça para o lado.
Respirou pesado, largado sobre um corpo tão firme e quente quanto pedra. Tentou mover a mão, mas, seja pelo esgotamento físico ou pelo álcool, não conseguia reunir forças.
— Quer água?
Doheon, que observava Cheongyeon sem que ele conseguisse sequer se mover, perguntou enquanto afastava o cabelo molhado e despenteado do rosto dele.
— Sim… s-sim.
Cheongyeon mal conseguiu abrir os lábios para responder. Estava envergonhado de estar se agarrando a Doheon como uma cigarra, mas seus braços e pernas estavam tão pesados que era incapaz de mover um dedo. Sentia como se alguém tivesse colocado uma pedra enorme sobre seu corpo, esmagando-o por completo.
Doheon ergueu Cheongyeon e o deitou com cuidado no lugar ao lado, então saiu da cama. Quando o pênis que o preenchia foi retirado, o estômago, que parecia prestes a explodir, ficou vazio. Ao mesmo tempo, sêmen escorreu pelo seu períneo. Cheongyeon nem conseguia se recompor daquele estado lamentável e mal deu conta de fechar as pernas.
Enquanto isso, Doheon encheu um copo de vidro com água da mesa. Cheongyeon piscou com dificuldade, os olhos semicerrados, e roubou um olhar para as costas de Doheon.
Ao contrário do torso completamente nu, as calças ainda pendiam ambiguamente nos seus quadris — uma aparência que contrastava com sua imagem habitualmente seca e contida, transmitindo uma sensualidade estranhamente perturbadora. Era também algo que raramente se via, então Cheongyeon não conseguia desviar os olhos de Doheon.
Logo, quando Doheon caminhou em direção à cama com o copo, seus olhares se cruzaram, e Cheongyeon se sobressaltou, virando a cabeça rapidamente para o outro lado.
— Fui pesado demais?
Doheon murmurou enquanto erguia abruptamente o corpo de Cheongyeon e o sentava. Em seguida, entregou-lhe o copo cheio de água.
— Consegue beber?
— Sim.
Cheongyeon acenou com a cabeça. Mas, ao contrário da resposta confiante, não foi fácil. Assim que recebeu o copo, seu braço tremeu de forma lamentável.
Ele não havia percebido enquanto estava fora de si e se enrolando com Doheon, mas os feromônios dele estavam tão densamente impregnados no quarto que até respirar era difícil. Os feromônios dele certamente eram eficazes em estimular e seduzir ômegas, mas a sensação opressora que ele normalmente carregava ainda coexistia com isso. Em qualquer caso, era uma presença única.
Cheongyeon terminou de beber a água com dificuldade e colocou o copo na mesinha ao lado da cama. Então, observando cautelosamente a reação de Doheon, levantou-se da cama com passos cambaleantes.
Queria lavar o corpo e, mais do que tudo, queria se afastar daquele olhar que não o largava, então desejava sair logo.
Normalmente, após o sexo, iam cada um ao seu próprio banheiro para se lavar, mas hoje o comportamento dele estava estranho. Por que ele não estava indo se lavar?
— Para onde você vai?
Doheon se aproximou de Cheongyeon e o amparou. Felizmente, as forças voltaram rapidamente, talvez por ter reposto os líquidos. Tinha bebido álcool e expelido muita água pelo corpo, então pensou que talvez tivesse tido um breve episódio de desidratação.
Cheongyeon estremeceu e deu um passo, cauteloso.
— Ao banheiro.
— Eu te levo.
Estava prestes a responder que conseguia ir sozinho, mas antes de abrir a boca, Doheon ergueu abruptamente o corpo de Cheongyeon.
— Heok? Por que de repente…!
— Você não consegue nem andar direito.
Com o corpo suspenso no ar, Cheongyeon se sobressaltou e agitou os pés antes de abraçar o pescoço de Doheon. Mesmo sendo um homem adulto, Doheon não pareceu achar que ele fosse pesado, entrando no banheiro sem uma única pausa na respiração.
Mesmo nesse curto intervalo, não se esqueceu de tocar a clavícula e o pescoço de Cheongyeon com os lábios. Cheongyeon corou, sem conseguir se adaptar ao comportamento incomum de Doheon.
Durante o tempo em que foram um casal casado, não era que não houvesse contato físico algum. Mas era extremamente limitado e próximo de uma obrigação. Era a primeira vez que se tocavam após o sexo.
Cada vez que seus lábios o tocavam, a pele ainda sensível formigava. Seria por causa dos feromônios de Doheon? Ou havia algo de errado com ele?
Tantas coisas estavam acontecendo ao mesmo tempo que só se acumulavam perguntas sem resposta.
— Diretor… pode me colocar no chão agora.
Cheongyeon disse, tentando esconder o tremor na voz e usando o tom mais calmo possível.
— Vai se lavar na banheira?
— Sim.
Doheon colocou Cheongyeon no chão e o fez sentar na borda da banheira, então ergueu seu queixo. Quando Cheongyeon olhou para ele com apreensão e estava prestes a perguntar o porquê, seus lábios se encontraram novamente.
— Heueum… heuuut.
Cheongyeon, sem perceber, fechou os olhos e aceitou o beijo profundo de Doheon. Chup, chuuup. O som dos lábios molhados lambendo e sugando ecoou pelo banheiro.
Cheongyeon enrolou os braços em torno do pescoço de Doheon e se apoiou nele, dominado pela persistência da língua invadindo sua boca, enroscando-se com a sua e varrendo o seu palato. Seus ombros tremeram com os feromônios estimulantes que emanavam dele.
— Haa… preciso me lavar, mas. Heuuut.
Cheongyeon murmurou enquanto separava os lábios brevemente e tentava recuperar a respiração irregular.
— Hoo. Mais uma vez.
— …Hã? Agora, aqui?
Doheon ergueu Cheongyeon de onde estava sentado na borda da banheira e mordeu seu ombro branco. Sobressaltado, Cheongyeon tentou recuar, mas não havia muito espaço para escapar no banheiro.
Além disso, o braço de Doheon estava envolto em sua cintura, então ele já não conseguia se mover.
Cheongyeon ficou agitado e agarrou o braço de Doheon, mas ele facilmente o virou e depositou beijos curtos em sucessão ao longo de sua coluna lisa.
Sua mão grande e comprida cobriu o dorso da mão de Cheongyeon, e logo o fez se apoiar na banheira. Em meio à confusão, Cheongyeon seguiu a condução de Doheon, curvou as costas e apoiou as mãos nos azulejos de mármore da banheira.
Mais uma vez? Aqui, como?
Quando sua cabeça estava repleta de tais perguntas, algo quente e espesso entrou entre suas nádegas.
— Heueung… Ah, espera um pouco.
Embora já tivesse gozado, o pênis de Doheon, que não havia murchado nem um pouco, esfregava-se de forma pegajosa contra o períneo de Cheongyeon. Ele friccionava a glânde grossa contra a área ao redor da entrada, que estava sensivelmente inchada pela fricção, como se a esmagasse.
— D-Diretor, este é o banheiro… Heueup!
Antes que Cheongyeon terminasse de falar, o membro rasgou seu interior sem aviso. Cheongyeon ofegou com o estômago preenchido num instante.
— Heueut… Aah.
O pênis de Doheon foi recebido sem dificuldade pela parede interna que havia sido bastante dilatada na cama.
— Keut.
Doheon soltou um gemido satisfeito com a carne interna que envolvia seu membro de forma mais quente e suave do que antes. O ponto onde a parede interna era particularmente estreita havia sido agitado repetidamente por inserções sucessivas, e agora apertava em torno do seu membro com uma pressão adequada.
Doheon imediatamente começou a mover os quadris com vigor. Cada vez que retirava o pênis quase até o fim e o enfiava rapidamente, as costas lisas de Cheongyeon se contraíam e suas nádegas tremiam visivelmente.
— Heuk, euueung! D-de repente… euut, fundo demais… Haa, fundo…!
As pernas de Cheongyeon tremeram enquanto Doheon o penetrava sem misericórdia, sem lhe dar tempo de se ajustar à sensação. Parecia que ia desabar no chão do banheiro.
Cheongyeon amaldiçoou Doheon interiormente e virou a cabeça para trás.
— Haeungeut!
Não, tentou virar. Porém, com as costas sendo penetradas por Doheon, nem mesmo era fácil manter a cabeça erguida.
— Haa, de qualquer forma você precisa expulsar o que está dentro.
Doheon falou sem o menor pudor e mexeu seu membro até a parte mais profunda de sua parede interna. Então, como ele havia dito, o sêmen que havia se acumulado profundamente em seu interior transbordara pelo orifício.
Cheongyeon ficou horrorizado ao ver o fluido branco leitoso caindo sob seus pés cada vez que Doheon mergulhava o pênis profundamente. Um líquido pegajoso já havia se acumulado no chão como uma pequena poça.
— S-só use a mão, heueuk, é… euung, possível… Aah.
Que tipo de lunático no mundo enfiaria o pênis para retirar o sêmen que ejaculou lá dentro? Por quem você me toma, um idiota?
Cheongyeon precisou duvidar dos próprios ouvidos por um momento com aquela ideia vulgar que não combinava nada com ele. Mas como Doheon estava penetrando-o violentamente, só conseguia gritar sem conseguir dizer se ele estava falando sério ou brincando.
— Euung, rápido demais, heueuk…! A, não, euueung!
— Vou terminar logo.
Doheon disse, aumentando a força da mão que segurava o quadril de Cheongyeon para que ele não escapasse. O banheiro ecoou com sons carnais e desordenados.
A cada investida, o sêmen turvo transbordava do orifício vermelho de Cheongyeon, que se esforçava para conter o pênis dele, e escorria pela virilha e pelas coxas. Um líquido pegajoso já havia se acumulado no chão como uma pequena poça.
— Por favor, Diretor… heueup, euueung…! Um pouco, dev, devagar…
— Meu nome.
— Heueung, euut.
— Fala meu nome. Hoo, aí eu coloco devagar.
Doheon insistiu com Cheongyeon, penetrando-o com força, produzindo um som como um estalo.
— Do… Doheon-ssi. Doheon-ssi, ah, rápido demais.
Cheongyeon disse em voz lacrimosa, firmando a mão que segurava a banheira.
— Vai devagar, por favor, Doheon… Aah. Por favor, Doheon-ssi… euueung….
Sem saber o que estava dizendo, Cheongyeon implorou como Doheon mandou, repetidas vezes. Mas, longe de diminuir a velocidade do ataque, ficou ainda mais rápido, e seu corpo esvoaçou como papel.
O prazer avassalador e os movimentos bruscos de Doheon eram intensos demais para Cheongyeon suportar.
— Hoo, heueuk.
— Aah, euut… euung, euut-eung.
Com a visão parecendo girar, Cheongyeon inadvertidamente inclinou a cabeça e viu o espelho pendurado ao lado da banheira.
Nele, os corpos de dois homens se unindo moviam-se de forma nua e crua. Cheongyeon encarou Doheon refletido no espelho como se estivesse enfeitiçado.
Um rosto selvagemente contorcido de excitação. Era estranho vê-lo franzindo o cenho com o rosto corado. O suor na testa e nas têmporas, e a cena de ele cerrar os dentes com força, eram terrivelmente eróticos.
O espelho refletia vividamente até a cena de si mesmo tremendo as costas e sacudindo o corpo inteiro a cada investida de Doheon. À primeira vista, parecia o acasalamento de dois animais.
— Haeuk…! Euut, euung!
Doheon varreu o cabelo encharcado de suor para trás e agarrou o quadril de Cheongyeon, mergulhando fundo em seu interior.
A cabeça de Cheongyeon foi jogada para trás quando o membro rígido esmagou exatamente o ponto onde ele estava sentindo prazer. E, sem nem perceber, atingiu o clímax.
— Hoo….
Com a parede interna de Cheongyeon contraindo firmemente após seu orgasmo, Doheon, que havia continuado a mover os quadris mais algumas vezes, também gozou, enterrando o pênis em sua carne.
Um momento depois, o corpo de Cheongyeon, que mal havia se sustentado, desabou, e Doheon, que havia retirado o pênis, ergueu o corpo exausto de Cheongyeon nos braços.
Foi tudo o que Cheongyeon conseguiu se lembrar.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna