↫─Capítulo 43
Capítulo 43
— Você quer ser famoso?
Como não houve resposta, Doheon mudou a pergunta.
— Bem… algo assim. Também é divertido.
— Que tal abrir um restaurante ou um negócio de moda em vez disso?
Enquanto Cheongyeon concordava de forma superficial, Doheon fez uma sugestão repentina.
— Se você está se sentindo sufocado apenas ficando em casa, isso significa que posso criar outro título para você. Algo que o coloque na mídia de forma apropriada e exija menos esforço.
O que ele estava falando? Doheon parecia pensar que Cheongyeon queria ser ator simplesmente porque precisava da atenção e do olhar das pessoas. Além disso, ele estava claramente convencido de que Cheongyeon voltaria para ele a qualquer momento se as condições fossem adequadas. Continuava dizendo coisas ridículas assim.
— Claro, você terá que ter um cuidado especial com seus feromônios se entrar nos negócios. Mas acho que podemos pensar nisso mais tarde.
— …….
O que ele pensaria mais tarde? Cheongyeon nem queria pensar a respeito.
A expressão de Cheongyeon endureceu friamente enquanto ouvia as palavras de Doheon. Além disso, o problema dos feromônios não era que ele não conseguisse controlá-los e os espalhasse por toda parte, mas sim que eles eram particularmente difíceis de controlar apenas na frente de Doheon. Era algo que ele suspeitava vagamente antes, mas ficou mais claro depois que ele terminou com ele.
Cheongyeon pensou em corrigir esse fato, mas logo desistiu. Não mudaria nada mesmo se lhe contasse. Do ponto de vista dele, ele poderia interpretar isso como culpa dele.
Perdido em pensamentos, Cheongyeon abriu a boca com a voz mais calma possível.
— Você ainda quer que eu volte para casa?
— Por que mais eu tiraria um tempo para sentar aqui e jantar com você?
Doheon disse como se estivesse afirmando o óbvio. De um jeito muito desagradável.
Certo. Este era Moon Doheon. O tom arrogante, a maneira como mantinha o queixo erguido e sentava-se ereto sem um único ponto desalinhado. Era uma forma de se comunicar muito parecida com Doheon.
Qualquer um pensaria que Cheongyeon havia implorado para jantarem juntos e o arrastado para cá, de tão distante que ele era.
Cheongyeon de repente se lembrou de que ele havia dito da última vez que ainda se sentia culpado em relação ao seu pai adotivo. Ele pensou que talvez, do ponto de vista dele, ele pudesse pensar que havia trocado a vida de seu pai adotivo pela própria vida de Doheon.
Era parcialmente verdade, mas Cheongyeon não queria ressentir Doheon pelo acidente nos Estados Unidos. Foi a escolha do pai adotivo, e ninguém poderia ter previsto isso.
— Se você está fazendo isso por causa da promessa que fez com o meu pai… você não precisa ficar preso a esse testamento. Fui eu quem pediu o divórcio primeiro.
Cheongyeon sentiu a boca seca e ergueu o copo de água para molhar a garganta.
— É uma coisa dolorosa de dizer, mas eu não posso ter filhos de qualquer maneira….
— …….
— Sinto muito por ter feito do casamento do diretor Moon um fracasso. Eu sei que você queria um filho, então mais ainda…. Vendo como as coisas terminaram, acho que esse não era o meu lugar desde o começo.
— Eu também pensei sobre a questão dos filhos.
Doheon disse, limpando a boca com um guardanapo.
— Se você ainda não conseguir engravidar após mais alguns anos de tratamento, podemos encontrar outro caminho.
Cheongyeon ergueu a cabeça e encontrou seus olhos diante da resposta totalmente sem sintonia.
— Outro caminho?
— Não é como se você tivesse que ser a pessoa a gerar o filho.
Ele não conseguia acreditar. Cheongyeon duvidou de seus próprios ouvidos.
— …Você está dizendo que terá um filho do diretor Doheon no útero de outra pessoa?
— Esse é um dos meios técnicos disponíveis.
Doheon explicou em um tom totalmente comum. Era uma voz seca, sem nenhuma emoção, como se estivesse explicando como operar uma máquina.
O que ele tinha acabado de ouvir? Cheongyeon o examinou de cima a baixo com uma expressão de incredulidade.
Ele se casaria com Yoo Cheongyeon e teria um filho de outro ômega?
Era uma ideia tão absurda que passava dos limites do constrangedor. Não era diferente de Doheon, que havia sofrido com defeitos congênitos, declarar que repetiria o mesmo erro do presidente Moon.
— Mesmo que você coloque a criança na mesma situação que você… você não se importa? Você enlouqueceu? Ou você bebeu alguma coisa?
— Você não consegue interpretar isso como eu querendo tanto que você volte a ponto de fazer isso?
Por que ele estava indo tão longe? Cheongyeon se acalmou e tentou ler os pensamentos de Doheon, olhando para sua expressão o mais calmamente possível.
Mas nenhuma emoção transparecia em lugar nenhum. Ele estava apenas olhando para Cheongyeon com os mesmos olhos indiferentes de sempre.
Talvez Doheon não quisesse aceitar que seu casamento havia fracassado. Para começar, era um casamento ao qual toda a família se opusera, e todos assistiam com os olhos bem abertos, apostando quando ele se divorciaria de um ômega recessivo como ele, que não tinha nada. O orgulho dele era forte demais para provar que as palavras deles, que haviam zombado e amaldiçoado este casamento, estavam no final corretas.
— Você está me dizendo para criar um filho que outra pessoa teve?
— Eu nunca disse isso. Se você não quiser ver a criança, pode simplesmente criá-la em outro lugar.
— …Como você, Moon Doheon?
Diante da pergunta de Cheongyeon, Doheon inclinou-se para trás em sua cadeira. E ele assentiu lentamente.
— Sim. Como eu.
Não havia um pingo de hesitação na série de movimentos curtos. Até sua voz era extremamente cínica. Como se estivesse falando de outra pessoa que não ele mesmo.
Cheongyeon olhou direto para ele sem evitar seu olhar. Ao olhar nos olhos escuros de Doheon, que não tinham nenhuma luz neles, ele sentiu um calafrio.
— …….
— …….
Um silêncio pesado caiu entre os dois. Ao mesmo tempo, todo tipo de informação complexa sobre o homem Moon Doheon se desenrolou na mente de Cheongyeon.
Certo. Ele cresceu sob os cuidados de uma mãe biológica que abandonaria o próprio filho por dinheiro, e se tornou o sucessor de um conglomerado da noite para o dia e foi abandonado por sua mãe biológica. Como se estivessem fazendo uma troca.
E os estudantes da mesma escola que o haviam intimidado em seus tempos de escola começaram a agir com gentileza assim que a situação de Doheon mudou, como se nunca o tivessem isolado.
Pensar que se pode comprar um filho com dinheiro era, de certa forma, um processo de pensamento plausível do ponto de vista dele.
Mas Cheongyeon não era assim. Ele sabia que esse era um valor errado. Ele sentiu um calafrio diante de seus pensamentos bizarros e até mesmo um forte sentimento de rejeição.
Se ele voltasse para o lado dele, teria que suportar ainda mais conflitos do que antes. Suas feridas passadas nem tinham cicatrizado, mas ele não queria voltar para ele para se machucar novamente.
Cheongyeon agora queria sair desse relacionamento repetitivo que certamente seria doloroso.
— Vou fingir que não ouvi isso. Eu… tenho que ir agora.
Cheongyeon levantou-se lentamente de seu assento. Depois de ficar cara a cara com ele por tanto tempo, parecia que as velhas emoções sombrias que ele mal havia apagado estavam voltando à vida.
Quando Cheongyeon estava prestes a passar por Doheon e sair do restaurante, ele parou por um momento e olhou para o prato e o cardápio à sua frente. Trazê-lo a um restaurante cheio de frutos do mar como este.
De repente, ele ficou irritado com algo que tinha acabado de deixar passar.
— E você me perguntou por que eu não estava comendo. Sou alérgico a frutos do mar.
— Desde quando?
Uma linha tênue apareceu na testa de Doheon. Ele inclinou a cabeça e olhou para Cheongyeon. Ele parecia estar ouvindo aquilo pela primeira vez.
Ele sabia. Cheongyeon riu como se já esperasse por isso.
— Acho que é provavelmente desde que eu tinha cinco anos.
— Por que eu não sabia?
— Você provavelmente não sabia porque não estava interessado?
Cheongyeon virou-se, sentindo uma onda de cansaço.
— Espere. Eu te levo.
Vendo Cheongyeon indo em direção à saída, Doheon também se levantou de seu assento.
— Não quero porque é desconfortável.
Antes que ele pudesse acrescentar mais alguma coisa, Cheongyeon saiu do restaurante. O ditado de que as pessoas não mudam estava certo. Ele não esperava nada dele, mas Doheon era consistentemente a pessoa errada para ele.
Ao absorver o ar úmido do lado de fora, ele finalmente sentiu um pouco de alívio em seu peito abafado.
Os assuntos inacabados da tarde ainda o incomodavam, mas Cheongyeon tentou ignorar os problemas e seguiu para casa. Ele não queria pensar em nada agora.
O ar no escritório da agência de Cheongyeon estava mais pesado do que nunca. Kim Kyung-seop o havia chamado pela manhã, e ele sentia que tinha que lidar com o cancelamento da filmagem que havia acontecido ontem, então Cheongyeon correu para lá assim que acordou. No entanto, nenhum dos dois sabia como começar a conversa.
— Ouvi falar sobre o que aconteceu ontem. O roteiro era sobre… você e o diretor Moon Doheon, certo?
Cheongyeon assentiu e mordeu o lábio inferior. Kim Kyung-seop passou as duas mãos rudemente pelo cabelo. E depois de um longo tempo, ele continuou.
— Antes de tudo, eu também não sabia que seria esse tipo de papel. Você só descobriu quando chegou ao set. De qualquer forma, deve ter sido constrangedor.
Olhando para a expressão dele, ele realmente também não sabia de nada.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna