Capítulo 20
↫─Capítulo 20
— Hmm….
Lau estava completamente absorvido pelo beijo, quase esquecendo que Yihyun estava doente. O mundo vermelho, preenchido por mais calor do que o habitual, era tão bem-aventuradamente agradável que ele não queria escapar. Ele perseguiu implacavelmente a língua de Yihyun que recuava, empurrando a ponta de sua própria língua sob ela. No momento em que a língua de Yihyun inevitavelmente subiu sobre a dele, ele aproveitou a oportunidade e a sugou para dentro de sua boca.
— Hng, ungh… hng….
Yihyun, com a língua sendo sugada, gemeu como se implorasse do fundo de sua garganta.
Tanto quanto Lau sentia o calor por Yihyun naquele momento, ele agarrou seus ombros com força e o puxou para mais perto. A força era tal que suas unhas ficaram pálidas, e as veias nas costas de sua mão, abaixo do relógio de pulso, saltaram ainda mais azuis. Ele apertou e lambeu suavemente a língua quente de Yihyun entre sua própria língua e o céu da boca, então a sugou com força suficiente para fazê-la formigar na ponta. Era um beijo um tanto excessivo para um paciente.
— Heuheu, heut… euheum.
Conforme a respiração de Yihyun ficava pesada, Lau aliviou a pressão em sua língua. Ainda segurando-o em seus braços, ele continuou com beijos rasos, observando-o até que seus suspiros ofegantes diminuíssem completamente.
Então, testa com testa, ele disse com uma voz levemente apologética.
— Foi demais?
— Demais?
— Por quê? Você achou que meus feromônios estavam prestes a vazar?
— ……
Yihyun não conseguiu responder.
Seus lábios, que estavam secos até agora devido ao beijo profundo, estavam agora úmidos. Pressionando as costas da mão contra os lábios, Yihyun olhou ressentido para Lau.
Lau também estava levemente provocado. Ele queria deliberadamente liberar seus feromônios para estimular Yihyun. Mas ele não podia assumir a responsabilidade até o fim. Se ele o excitasse mais aqui, ele realmente seria odiado por Yihyun desta vez.
Olhando de soslaio para Yihyun bebendo seu café, Lau também levou sua caneca aos lábios.
— Desculpe. Não consigo evitar quando você está vestindo minhas roupas.
— Isso não é um fetiche estranho?
— Fetiche? Que tal chamar de amor?
— Como isso é amor?
— Eu gosto que você esteja vestindo minhas roupas, gosto que você venha aqui e fique quando eu não estou, e gosto que você use minhas coisas sem hesitação.
— ……
— Sinto como se as fronteiras entre o que é seu e o que é meu estivessem se tornando nubladas.
Yihyun olhou para Lau com uma expressão comovida. Ele até se arrependeu de tê-lo provocado levemente sobre ter um fetiche estranho. Lau, pousando sua caneca, inclinou-se profundamente e sussurrou em seu ouvido.
— Como quando fazemos sexo.
Click. Justo então, o celular de Lau, que estava do outro lado da mesa, tocou brevemente. Lau esticou o braço, quase deitando sobre a mesa, e pegou o aparelho. Era uma mensagem do motorista, notificando-o de sua chegada. Yihyun, tendo perdido o momento para dar uma bronca em Lau, apenas o observou em silêncio.
— Eu preciso ir.
Falando com um tom de arrependimento, Lau levantou-se da cadeira. Yihyun subitamente agarrou a barra da blusa de Lau. Foi um movimento apressado, incomum para ele.
— ……
Quando Lau olhou para baixo, o próprio Yihyun pareceu surpreso com suas ações e ficou desconcertado. Soltando a mão, ele hesitou e se levantou.
— Vamos juntos.
— Você não está se sentindo bem, por que não se despede de mim apenas na porta?
— Não é tão ruim assim. Estou apenas um pouco lânguido.
Yihyun, que havia colocado uma jaqueta leve sobre o moletom, pegou suas chaves e o seguiu.
No elevador descendo para o térreo, Lau segurou o ombro de Yihyun com firmeza. Como sempre quando se separavam, Yihyun, ao contrário do habitual, envolveu os braços na cintura de Lau e não se conteve em expressar seu afeto.
— Estou preocupado com você ficando sozinho enquanto está doente.
— Você me conhece. Posso cuidar de mim mesmo mesmo estando sozinho.
— É verdade. Não há nada com que se preocupar com o nosso Seo Yihyun. Eu sei muito bem que não há nada com que se preocupar… mas ainda estou preocupado?
— Se parecer que vai piorar nem que seja um pouco, pedirei para a noona vir imediatamente. Tudo bem?
Era uma resposta muito típica de Seo Yihyun. Só então Lau se sentiu aliviado e sorriu.
A tarde em Paris, transitando do final do outono para o início do inverno, estava bastante gelada. Não estava frio o suficiente para fazer você se encolher ainda, mas Lau estava preocupado com o corpo de Yihyun.
Enquanto o motorista carregava a mala no porta-malas, os dois trocaram suas despedidas finais. Lau fechou firmemente o casaco de Yihyun e acariciou seu rosto com ambas as mãos.
— Não se esforce demais, ok?
Ele beijou os lábios que assentiram brevemente e o abraçou com força. As palavras — Eu não quero me separar — subiram aos seus lábios, mas ele as engoliu, sabendo que apenas deixariam seu amante em seus braços ainda mais miserável.
— Nos encontraremos em três semanas. Você verá a Morae e o Seo Yihyun depois de muito tempo, e será divertido. Estou ansioso por isso.
Aceno.
— Três semanas passarão rápido.
Aceno.
Não estava claro se ele estava dizendo aquilo para confortar Yihyun ou como uma auto-hipnose para si mesmo. Eles passariam muito tempo juntos em breve, mas esta partida era particularmente difícil. Eles estiveram juntos todos os dias por 40 dias. Não era fácil deixar Yihyun sair de seus braços. Até mesmo os parisienses, que não se interessavam muito pelos outros, lançavam olhares enquanto passavam. Foi um abraço longo assim.
— Senhor, deve partir agora.
O motorista, que havia terminado de carregar a bagagem e estava esperando, apressou-o cuidadosamente. Lau afrouxou os braços com os quais o abraçava, mas não conseguia tirá-los do corpo de Yihyun.
— Entre rápido.
Desta vez, Yihyun apenas assentiu em resposta.
Apontando para cima com o dedo, em direção ao apartamento 601, Lau brincou.
— Me ligue quando chegar em casa. Ficarei preocupado.
Felizmente, Yihyun sorriu.
O motorista aproximou-se e abriu a porta do banco de trás. Parecia uma pressão silenciosa para terminar logo e entrar. Lau entrou no carro ainda segurando a mão de Yihyun. No momento em que as pontas dos dedos que ele segurara até o último segundo se soltaram, Lau sentiu como se seu coração estivesse caindo.
Thud. O motorista sem coração fechou a porta, separando os dois. Lau baixou o vidro fumê.
— Entre rápido. Seu rosto está pálido.
Yihyun, com ambas as mãos nos bolsos do casaco, assentiu com um rosto que não estava nem chorando nem sorrindo. O rosto de Lau, tentando sorrir para tal Yihyun, não era diferente.
— Posso partir?
Lau assentiu relutantemente ao motorista, que perguntou com uma voz rígida.
Ele acenou com a mão, tentando sorrir o mais brilhantemente possível. Yihyun tirou uma mão do bolso e acenou de volta.
Yihyun foi se afastando gradualmente no espelho lateral. Lau não conseguia tirar os olhos daquela figura. Yihyun, também, estava parado lá voltado para cá, incapaz de dar um passo.
— Isso não é jeito de uma pessoa viver.
Lau murmurou, passando a mão pelo rosto como se fosse amassá-lo. Ele balançava a cabeça sem perceber. Mesmo assim, não tirou os olhos do espelho lateral.
Foi quando a limusine estava a cerca de um quarteirão de distância do apartamento 601. Lau, que vinha observando o espelho lateral, franziu as sobrancelhas e inclinou-se mais para frente. O Yihyun no espelho estava movendo as pernas lentamente. E logo, ele aumentou a velocidade e começou a correr atrás do carro.
Não era uma corrida em velocidade máxima. Seus passos, arrastando-se como se tivesse sido roubado de algo e não tivesse outra escolha a não ser persegui-lo fixamente, não eram suficientes para alcançar o carro em movimento. Yihyun era como uma criança que perdeu seu guardião em um lugar desconhecido e não sabia o que fazer.
— Pare o carro… pare o carro!
Lau gritou urgentemente, batendo no banco do passageiro. Ele nem sequer teve a presença de espírito para fechar a porta. Correu para fora em direção a Yihyun, voltando pelo caminho que viera no carro em velocidade total. Foi a primeira vez que correu assim fora de uma esteira desde que se tornou adulto.
O rosto de Yihyun, ficando mais próximo, parecia que ele estava chorando. Lau estava quase ficando louco e aumentou a velocidade até que as solas de seus pés ardessem. Ele abraçou Yihyun assim que ele esteve ao alcance. Sob, sob, sob. Yihyun estava soluçando. Lau, ofegante, continuou a segurá-lo com mais força.
— Está tudo bem, Yihyun-ah. Está tudo bem….
Por que você está chorando, por que me seguiu? Por que fez algo que nunca fez antes? Lau não perguntou nada. Ele apenas segurou Yihyun firmemente em seus braços, baixou o rosto e enterrou os lábios em seu ouvido, e tentou tranquilizá-lo com seu corpo, perfume e voz.
— Você não pode… ficar um pouco mais… antes de ir?
Sua voz trêmula mal conseguia juntar as palavras entre os soluços.
Lau apertou os olhos com força.
— Amanhã… ou, até o próximo voo… estaria bem.
— Yihyun.
As mãos de Yihyun agarraram as costas de Lau com força.
— Não vá… estou com medo.
Fazer Yihyun dizer essas palavras novamente. Ele não conseguia acreditar.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna