Capítulo 13
↫─Capítulo 13
— Esta não é a primeira vez que faço isso, sabe.
Como se quisesse se exibir, Lau lambeu o fluido seminal, aquele aglomerado de feromônios, da palma de sua mão mais uma vez. Quando um Yihyun vermelho como uma beterraba tentou avançar sobre ele novamente, ele puxou o armou para trás. Ele envolveu a cintura do inquieto Yihyun com um armou e sorriu maliciosamente, então estendeu seu armou longo para fechar a torneira antes de distribuir beijos nas bochechas de Yihyun. Mwah, mwah, mwah.
Os feromônios jorravam dele, tendo ingerido diretamente os feromônios de seu amado. Como se fosse varrido por uma grande onda, Yihyun momentaneamente perdeu os sentidos.
— Hngh… Hah, ha…
Aproveitando a abertura, Lau mais uma vez empurrou Yihyun contra o espelho. Ele pressionou sua virilha firmemente contra as nádegas de Yihyun. Sua bela bunda foi esmagada, a carne saltando para cima, e entre as nádegas, sua glande espreitava, latejando. A visão de seu próprio líquido pré-ejaculatório transbordando de sua glande e escorrendo pela bunda de Yihyun fez a respiração de Lau ficar irregular.
Hoo…. Ele deslizou as mãos pela coluna de Yihyun e segurou seus flancos esguios. Enquanto movia lentamente os quadris para cima e para baixo, sua glande repetidamente se enterrava na bunda de Yihyun antes de emergir novamente. A cena era tão obscena que ele teve que morder o lábio com força suficiente para machucar.
Thud. Yihyun bateu a testa contra o espelho e retorceu os quadris. O pênis duro e quente roçando contra sua bunda, um movimento que lembrava o ato sexual, fez Yihyun desmoronar.
— Ugh, ngh… Hngh, soluço…
— Yihyun-ah.
Lau aproximou o rosto de um Yihyun que gemia e sussurrou uma pergunta. A essa altura, Lau era como alguém sob efeito de uma droga narcótica. Seu cérebro, mergulhado em feromônios, recusava-se a pensar racionalmente. Ele mais uma vez esfregou as partes íntimas de Yihyun com sua palma larga.
— Aqui, devemos tirar mais disso antes de irmos para o quarto?
O estado de Yihyun não era muito diferente do de Lau. Encarando o chão, esfregando o topo da cabeça contra o espelho, um longo fio de saliva pingava dos lábios de Yihyun.
— Hah, ha… Hahh, hoo…
Ofegando com respirações descompassadas, Yihyun mal conseguiu virar a cabeça para olhar para Lau.
— A quantidade tem aumentado muito ultimamente.
A mão envolvendo e acariciando sua retaguarda era furtiva. Yihyun sabia que ele não estava falando de sêmen. Ele estava falando sobre tirar mais fluido seminal no banheiro. Encostado no espelho, Yihyun só conseguia soltar respirações ruidosas, como se tentasse se recompor após chorar, incapaz de responder se queria ou não.
Mas os feromônios de Yihyun, que se espalhavam densamente, eram uma resposta por si só.
Pressionando o peito firmemente contra as costas de Yihyun, Lau deslizou as mãos pelas coxas finamente trêmulas de Yihyun. Então, ele o ergueu pela parte de trás dos joelhos.
— Ngh.
No momento seguinte, as panturrilhas de Yihyun estavam balançando no ar.
Yihyun era um homem feito, então não era um levantamento sem esforço, mas também não era como se Lau tivesse dificuldade. Como se levantasse uma barra para treino muscular, com um simples impulso e a flexão de seus bíceps, ele ergueu Yihyun no ar.
Era uma posição em que ele era segurado de frente, com as mãos enganchadas sob as dobras dos joelhos. Seus joelhos estavam dobrados e o espaço entre suas coxas estava bem aberto, expondo completamente sua virilha. Não importava como se tentasse descrever, era a posição usada para fazer alguém urinar.
Yihyun tateou para envolver as mãos nos braços de Lau.
— Sinto que vou cair.
Ele fingiu estar ansioso, mas sua real intenção era encobrir sua vergonha.
— Eu nunca vou te deixar cair. Você sabe que já fizemos esta posição muitas vezes.
Sussurrando com uma voz rouca e áspera, Lau beijava continuamente a nuca pegajosa de Yihyun à sua frente.
Sim, ele já havia penetrado nele nesta posição várias vezes. Mas nunca assim, sem inserção, e ainda por cima na frente de um espelho.
Yihyun tentou fechar as coxas, mas não adiantou. Pelo contrário, Lau abriu suas pernas ainda mais, como se para exibir. Seu pênis, que havia ficado duro novamente durante as carícias, estava exposto no espelho sem nada para escondê-lo.
O pênis rigidamente ereto de Lau estava pressionado firmemente contra a base de sua bunda. Era longo o suficiente para cruzar seu ânus, cutucar seus testículos e até roçar no próprio pênis de Yihyun. Parecia que aquele membro poderia mudar de direção a qualquer momento e penetrar fundo dentro dele. Yihyun engoliu seco sem perceber.
— Vendo como seus feromônios estão ficando mais fortes, você deve estar gostando.
Uma vez que começavam a trocar feromônios, mentir sobre sexo era inútil. Depois de beijar a nuca de Yihyun, Lau desta vez fez um som de “shhh”, como se o avisasse para ficar quieto.
— Shhh… shhh…
— Por que, por que você está fazendo esse som? Eu não estou urinando.
— É parecido. Tente, como se estivesse urinando. Shhh…
— Não faça isso. Não é como se fosse sair só porque você faz esse som…
Drip, drip. Antes que ele pudesse terminar a frase, um fluido translúcido e viscoso esticou-se em um longo fio em direção ao chão. Ele escorreu, revestindo o pênis de Lau que estava atravessado sobre sua entrada, e caiu pesadamente.
Yihyun balançou a cabeça, com as panturrilhas balançando no ar enquanto se debatia. Mesmo assim, ele não conseguia desviar os olhos da imagem refletida no espelho. Depois de expelir alguns grandes aglomerados, um fluido seminal mais fino começou a vazar em um fluxo. Drip, drip. Chuviscando, chuviscando.
Ele sabia que a quantidade de suas secreções havia aumentado a ponto de encharcar duas ou três toalhas grandes. Ele havia se tocado com as próprias mãos e visto o líquido lubrificar o rosto de Lau. Mas esta era a primeira vez que ele presenciava diretamente a cena daquilo saindo de seu próprio corpo.
Então isto é ser um ômega.
Ser capaz de receber o membro massivo de um alfa sem qualquer lubrificante, derramar tanto fluido seminal que o interior do seu ânus transborda…
A percepção de que seu ânus não era mais apenas um ânus estava ali mesmo, no espelho. Nele, Lau pressionou os lábios firmemente contra a orelha de Yihyun. Ele sussurrou baixo, como se compartilhasse um segredo.
— O que aconteceu.
— Hngh, soluço… Hnngh…
— Shh… Você disse que não sairia.
— Hah, ngh. Ugh.
— Você começou a urinar pela bunda em vez de pelo pau agora?
Apenas ouvir sua conversa suja fazia brotar fluido seminal fresco. Gush, gush. A sensação daquilo saindo de sua retaguarda fez Yihyun estremecer e chutar as panturrilhas. Era uma quantidade que o fazia se perguntar se suas entranhas iriam cair. O que a princípio era pesado e se estendia em fios longos, tornou-se mais fino em consistência e escorreu após expelir alguns grandes aglomerados.
— Os… outros ômegas ficam assim? Eles ficam, Kūn?
Lau mexeu com a ponta do pé no fluido corporal que havia se acumulado o suficiente para formar uma pequena poça.
— O nosso Yihyun-i é apenas um pouco mais molhado que o normal.
Então ele bateu o pé no fluido seminal, criando um som de chapinhar. O som do muco pegajoso aderindo e se soltando da pele lembrava o ato sexual. Splish, splish, splish, splish.
— Mudei de ideia.
No espelho, Lau, com um olhar alucinado, passou a língua pelo lobo da orelha de Yihyun.
— Deixe-me sugar o seu suco.
Naquele instante, a entrada de Yihyun se apertou e depois relaxou, e um fluxo espesso de fluido seminal jorrou mais uma vez. Yihyun virou a cabeça em direção a Lau, que estava atrás dele.
Após um beijo bagunçado, com suas línguas se esfregando e se entrelaçando fora de seus lábios, Yihyun ofegou em busca de ar. Beijando a ponta do nariz alto de Lau, ele começou a mexer na própria retaguarda com as próprias mãos.
— Faça isso por mim. Aqui, eu quero que o Kūn sugue aqui.
Lau não conseguiu manter a sanidade.
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A luz da lua infiltrava-se pela grande janela voltada para o pátio. Graças a ela, a cozinha e a sala de estar estavam suficientemente iluminadas, mas a luz não invadia o quarto além da parede divisória.
A luz fraca refletia-se tenuemente na pele nua das duas pessoas, entrelaçadas acima e abaixo em uma posição desordenada.
Lau estava deitado de costas voltado para o teto com os joelhos dobrados, e Yihyun estava deitado de cabeça para baixo sobre ele, expondo a parte inferior do corpo diante de seus olhos. Não estava apenas exposta. Como ele estava inclinando a parte superior do corpo para frente, suas nádegas abertas e a entrada entre elas, seus testículos e pênis, estavam todos revelados em detalhes completos.
Com os rostos enterrados entre as pernas um do outro, os dois homens observavam, lambiam, sugavam e tocavam livremente o pau do parceiro com seus lábios, línguas e mãos. Era como se tivessem esquecido que o parceiro tinha a mesma anatomia que eles, que eram do mesmo sexo em termos de gênero primário. Para Lau, o ânus de Yihyun, e para Yihyun, o pênis de Lau, eram considerados genitais minuciosamente misteriosos do sexo oposto.
Yihyun lutava para engolir a glande que preenchia sua boca até um pouco mais fundo. Mas não era apenas grossa; o líquido pré-ejaculatório que fluia incessantemente tornava tudo ainda mais difícil. O interior de sua boca estava completamente pegajoso. Parte dele escorria pela garganta de Yihyun por conta própria.
De tanto engolir continuamente o fluido corporal carregado de feromônios, Yihyun estava se tornando mais ousado. Ele não se sentia envergonhado, embora o rosto de Lau estivesse enterrado entre suas nádegas e ele estivesse fazendo o que queria com todos os seus lugares mais privados.
— Hoo, oom. Oop. Oong.
Sons abafados ecoavam da boca de Yihyun, bloqueada pelo pênis de Lau. Parecia um pedido de ajuda. A estimulação que acontecia entre suas pernas era demais.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna