Deseje-me se puder - Capítulo 128
Grayson logo protestou, sentindo-se injustiçado:
— Eu nem terminei de falar ainda…
— Não pode tirar foto nem vídeo, de jeito nenhum. Se você fizer qualquer coisa do tipo, acabamos na hora. Eu nunca mais olho na sua cara.
Grayson imediatamente ficou abatido. ‘Como esperado’, pensou Dane com indiferença. ‘Por que esse idiota sempre tem essas ideias tão óbvias?’
— Se entendeu, vamos voltar.
— Espera.
Dane já ia se afastando quando Grayson o chamou de novo. Ele virou-se com uma expressão impaciente e viu Grayson falando com uma seriedade absurda:
— Quero dormir com a Virgínia encaixada entre Vênus.
‘Que tipo de loucura é essa, meu Deus…’
O rosto de Dane perdeu toda a cor, mas Grayson estava completamente sério. Os dois ficaram parados, se encarando como se fossem um xerife e um fora da lei prestes a duelar no Velho Oeste. No fim, foi o xerife quem cedeu.
— Tá bom.
Dane passou a mão pelo rosto, sem nem se preocupar em ver a reação de Grayson, antes de se virar para ir embora. Grayson o seguiu apressado, ainda adicionando mais pedidos:
— Quero ir e voltar do trabalho com você também.
— Faça o que quiser.
Dane continuou andando sem olhar para trás, mas nem precisava. Ele sabia que Grayson estava sorrindo como um idiota enquanto o seguia.
‘Que cara ridículo!’
Dane balançou a cabeça, mas seu rosto, sem que ele percebesse, havia suavizado.
***
— Peitos, peitos. Peitos, peitos.
Grayson cantarolava sorridente. Desde que chegou ao trabalho – ou talvez até desde o caminho no carro – ele estava assim.
— Peeeeitos!
Ele ligou a serra elétrica no ritmo da música e riu sozinho. Os colegas de trabalho, que estavam observando de longe, trocaram olhares perplexos.
— O que deu nele? Pirou de vez?
— E o rosto dele? Parece que apanhou.
— Quem ousaria bater nele? Se fizesse isso, já estaria morto.
— Mas é estranho, ele parece feliz, mesmo depois de ter apanhado. Tem alguma coisa errada, com certeza.
— Dizem que quando os feromônios acumulam, os alfas dominantes ficam meio malucos.
— E se for isso, o que faremos? Se deixarmos ele assim, não vai acabar dando merda?
— Será que ele gosta de apanhar? (Ele gosta)
— Se for isso, beleza, mas, e se for acúmulo de feromônio mesmo? Aí temos que resolver logo.
Eles realmente estavam preocupados com Grayson. Desde que ele ajudou a salvar Deandre, tinha se tornado um membro da equipe de verdade. Seus problemas eram problema de todos. Se ele estivesse com algum problema de saúde, eles tinham que achar uma solução.
— Mas Alfas Dominantes não respondem a remédios. O que nós podemos fazer?
— Pelo que eu sei, a única forma de aliviar os feromônios é com sexo.
— E agora, o que vamos fazer? Espere, não me diga que…
O homem que falou ficou pálido de horror, e os outros ao redor também perderam a cor do rosto. O ambiente ficou pesado, ninguém sabia como reagir, até que, de repente, alguém deu um passo à frente.
— Eu faço isso.
— O quê?
— Deandre?!
Todos ficaram boquiabertos. O cara que sempre foi o mais hostil com Miller… se voluntariando para isso?
— Bom, faz sentido. O Miller salvou sua vida, né?
Alguém comentou, e logo os outros começaram a concordar.
— É, comparado com a vida, a bunda não é nada.
— Na verdade, até que saiu barato. Ele está pagando pouco pelo que deve.
— Esse é o verdadeiro espírito de sacrifício pelos colegas. Impressionante.
— Deandre, seu filho da mãe! Eu sabia que esse dia chegaria! Desde que você começou a tratar Miller com tanto desdém, eu sabia que acabaria assim!
Deandre lançou um olhar fuzilante para o último cara que falou.
‘O que esse idiota está dizendo? Tá querendo insinuar que desde o começo ele já sabia que eu ia acabar dando a bunda pro Miller?!’
A raiva borbulhou dentro dele, mas discutir isso agora não era a prioridade. Primeiro, ele tinha uma dívida para pagar. Deandre fechou os punhos, se encheu de determinação e começou a caminhar firme na direção de Grayson. Atrás dele, os colegas assistiam atentos, torcendo em silêncio.
— Miller.
Grayson estava distraído, apertando o botão da serra elétrica no ritmo da música que cantarolava: vuuuum, vuuuum. Ao ouvir seu nome, ele lançou um olhar rápido para Deandre. Seus olhos, antes brilhantes e cheios de energia, de repente ficaram sem foco.
Ele ficou quieto por alguns segundos e… simplesmente virou a cara, voltando a cantar e mexer na ferramenta como se nada tivesse acontecido. Como se Deandre nem estivesse ali.
O sangue subiu à cabeça de Deandre.
‘Esse desgraçado está me ignorando?!’
Mas ele não podia perder a paciência. No fim das contas, Grayson tinha salvo sua vida. E ele nem tinha tido a chance de agradecer de verdade. Agora era a hora.
— Hã-hãm.
Ele pigarreou, mas não houve resposta. Grayson continuou cantarolando, ocupado com suas ferramentas.
— Ei, Miller. Preciso falar com você.
Deandre reuniu toda a coragem para dizer aquilo, mas Grayson sequer reagiu. Ele só ficou ali, mexendo no equipamento como se não houvesse ninguém ao lado dele. O silêncio se arrastou por mais alguns segundos, e Deandre começou a ficar nervoso. Ele coçou a nuca, indeciso, depois respirou fundo.
‘Ah, droga não sei como fazer isso.’
— Me desculpe.
As palavras saíram num grito repentino. Os caras que estavam assistindo arregalaram os olhos de surpresa.
Foi só então que Grayson finalmente parou de cantar. Ele levantou a cabeça e olhou para Deandre. Os olhares se cruzaram, e Deandre desviou, encarando o chão. Seu rosto estava queimando de vergonha, mas ele continuou:
— Eu fui um babaca com você. Peço desculpa…
Ele engoliu em seco e despejou tudo de uma vez:
— Eu te tratei mal pra caramba, e mesmo assim você me salvou… Eu devia ter me desculpado antes, mas depois você sumiu do trabalho e acabei deixando passar. Mas eu precisava dizer isso. Obrigado. Você foi incrível, eu… Eu até paguei para o Dane te bater uma vez. Só de pensar nisso agora, eu morro de vergonha. Então… sério… obrigado. E me desculpa.
Grayson ficou imóvel.
Foi como se, de repente, uma peça se encaixasse na cabeça dele. Uma lembrança esquecida ressurgiu, e tudo fez sentido. Mas Deandre, que estava ocupado demais confessando tudo, nem percebeu a mudança na expressão de Grayson e continuou falando.
— Daqui para frente, seja lá o que você fizer, eu vou colaborar o máximo que puder. Se precisar de mim para qualquer coisa, é só me chamar… De verdade, obrigado por salvar minha vida.
Ele soltou essas palavras de gratidão em voz alta e, só então, ergueu a cabeça como se finalmente sentisse alívio. O rosto de Deandre estava tomado por uma determinação que Grayson nunca tinha visto antes.
— Então, é isso. Acho que agora é a minha chance de retribuir.
‘Não parece uma má ideia.’
Grayson ergueu os cantos dos lábios devagar. Coincidentemente, ele tinha uma motosserra em mãos. Era a ferramenta perfeita para se livrar de uma presença incômoda.
Mas havia um problema. O cara não tinha batido nele. O fato de ele ter pago para que alguém batesse nele não era motivo suficiente. Enquanto ele alisava a motosserra, frustrado, Deandre se virou de repente. E então, para surpresa de Grayson, empinou a bunda na direção do rosto dele.
— Anda, usa logo! Usa minha bunda para drenar seus feromônios!
Grayson simplesmente parou de se mexer. Um silêncio gelado se instalou no ambiente. Todos prenderam a respiração, esperando sua reação. Deandre também estava tenso, aguardando o que viria a seguir.
— ……Blargh.
— M-Miller?
— Miller, você está bem? Ei, alguém traz água para ele!
— Miller, reage! Miller!
O pessoal entrou em pânico ao ver Grayson vomitar do nada. Deandre também ficou pálido, mas para ele, aquilo foi uma verdadeira sorte. Porque, se não fosse pela ânsia de vômito repentina, Grayson provavelmente teria usado a motosserra nele.
***
— PUAHAHAHAHAHAHA!
Depois de ouvir toda a história em casa, Dane simplesmente caiu na gargalhada. Grayson nunca o tinha visto rir tanto assim antes, mas, ao contrário dele, não achava graça nenhuma na situação.
— Agora eu entendo como você se sentiu naquele dia, e quase vomitou.
— Hehehe… Kakaka… PUAHAHAHAHA!
Grayson resmungou, deprimido, mas Dane não conseguia parar de rir. O jeito como ele se divertia com aquilo fez Grayson se sentir ainda mais irritado, mas logo ele ficou cabisbaixo.
— Mas pelo menos eu não sou tão nojento quanto o Dandre, certo?
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Continua….
Duda
AKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKA que cena maldita
Lee joobim
Meu corpo todo tá doendo de tanta vergonha KKKKKKKAKAKAKAKAKAKKAKAKAKAKAKKAKAKAKAKAK
Choryti
Q vergonha pqpKKKKKKKKK