Deseje-me se puder - Capítulo 121
TAAARUM!
Outro trovão estrondou pelo céu. Grayson arregalou os olhos, encarando Dane sem conseguir nem piscar.
Seus olhos trêmulos iam do rosto de Dane para o peito dele… e depois para a própria mão, que ainda estava pousada ali. Num reflexo, Grayson tentou puxar o braço para trás, mas antes que conseguisse, Dane apertou sua mão com mais força, impedindo-o de escapar.
O olhar de Dane desceu para ele, avaliando sua reação.
— O que foi? — perguntou com um tom irritado. — Até ontem você vivia dizendo que meu peito era perfeito, agora mudou de ideia?
Grayson ficou tão surpreso com a acusação que se apressou em negar, balançando a cabeça freneticamente.
— O quê? De jeito nenhum! Não, não, nunca!
— Então qual é o problema, porra? — Dane rosnou, os dentes rangendo. — O que você está tentando fazer, huh? Eu tô literalmente te dando o que você quer. Vai ficar com frescura agora?
Seu olhar era afiado enquanto esperava por uma resposta. Se Grayson soltasse qualquer desculpa ridícula, Dane estava pronto para dar meia-volta e sair dali sem olhar para trás.
Foi então que reparou no movimento sutil dos lábios de Grayson. Ele murmurava algo baixinho, quase inaudível em meio ao barulho da chuva lá fora. Dane se inclinou levemente para ouvir melhor… e então, finalmente, conseguiu entender.
— Isso é um sonho… Isso é um sonho… Isso é um sonho… Isso é um sonho… Isso é um sonho… Isso é um sonho… Isso é um sonho… Isso é um sonho… Isso é um sonho…
Os sussurros se repetiam sem parar, como um disco riscado.
Dane apenas o observou em silêncio. Sentia a tremedeira do outro através do punho que ainda segurava. O corpo de Grayson inteiro tremia, como pequenas ondas se espalhando na superfície de um lago.
— Aah…
Virando o rosto para o lado, ele passou a mão pelo rosto, e soltou um suspiro. Então, em vez de largar a gola de Grayson e ir embora, tomou uma decisão diferente.
PAH!
O som ecoou alto quando a mão de Dane acertou em cheio a bochecha de Grayson. Grayson se sobressaltou, com os olhos piscando rápido em confusão. A dor queimava em seu rosto, mas o choque foi ainda maior.
— E aí? — Dane perguntou, olhando para ele de cima.
Grayson piscou mais algumas vezes, como se só agora estivesse processando o que aconteceu.
— …isso doi.
Logo depois, franziu a testa e rosnou, resmungando em meio a um palavrão.
— Porra, isso doe pra caralho…
Sua bochecha pálida agora exibia uma marca vermelha, dos dedos de Dane. Ele até tinha batido com a palma da mão, e não pegou leve. Provavelmente, Grayson ia reclamar da dor amanhã.
Mas isso era um problema para o Grayson do futuro.
— Ótimo. Agora você já entendeu que isso aqui é real, certo?
Se ele insistisse na baboseira de que era um sonho, Dane não hesitaria em estapear a outra bochecha também. Mas, talvez por ter visto o punho de Dane se fechando… ou porque a dor era real demais para ser ignorada, Grayson hesitou e, por fim, assentiu com a cabeça.
Mesmo assim, ele murmurou como se não pudesse acreditar
— P-por quê…? Por que você está… me deixando fazer isso…?
— Porque você mesmo disse que não conseguiria com mais ninguém.
Dane respondeu sem hesitar. O cheiro do feromônio de Grayson, que se espalhava intensamente pelo ambiente, estava fazendo com que ele também perdesse o controle. Não era do seu feitio ficar conversando na cama assim.
‘Droga, em qualquer outra situação, já teria feito isso pelo menos três vezes.’
Segurando a vontade de xingar em voz alta, ele resmungou:
— Vá, faça o que quiser agora.
Assim que ele falou, Dane liberou seu próprio feromônio.
Quando o aroma doce e viciante de Dane se misturou ao de Grayson, ele inalou violentamente, surpreso. O cheiro invadiu seus pulmões como uma onda, afogando qualquer resquício de racionalidade. Como se alguém tivesse apertado um botão, seu cérebro parou de funcionar. Não havia mais dúvidas, questionamentos ou negações. Só restavam desejo, afeto e uma sensação avassaladora de euforia.
Sem hesitar, Grayson puxou Dane pelo pescoço, levantou o corpo e o derrubou na cama.
— Dane… Dane… Dane…
Ele repetia o nome do outro entre beijos desesperados.
Sugava sua língua, mordia seus lábios e ainda assim continuava chamando por ele, sem parar, como se quisesse se certificar de que era mesmo Dane quem estava ali com ele. E Dane sabia exatamente o que aquilo significava.
— Tá… tá bom…
Ele respondeu, dando leves tapinhas nas costas de Grayson, como se estivesse acalmando um cachorro carente. Só que um cachorro daquele tamanho era exagero.
Grayson, ofegante, desceu os lábios pelo peito dele e, sem aviso, abriu a boca, abocanhando o máximo que podia. Seus ombros tremiam, sua respiração entrecortada escapava pelo nariz, mas ele não parou. Sugava, mordia, lambia, espalhando saliva por toda a pele quente de Dane.
Dane permaneceu imóvel, deixando-o fazer o que quisesse.
Mas então, sentiu o membro rígido e quente de Grayson entre suas pernas. Ele parecia prestes a explodir a qualquer momento, mas… mesmo assim não tentou entrar em Dane. Ao invés disso, estava completamente focado em devorar seu peito.
Ele lambia, babava, mordiscava o mamilo inchado, como se aquilo fosse a única coisa que importava no momento.
E com a outra mão massageava o outro peito, apertando, puxando e girando entre os dedos. Às vezes, Grayson apertava com força, outras vezes deslizava suavemente os dedos, estimulando o mamilo de todas as formas possíveis sem dar um segundo de descanso.
— Haa… Vênus… minha Vênus…
‘Desde quando é seu?’
Dane franziu o cenho por um instante, mas logo desistiu. No estado em que Grayson estava, discutir sobre a propriedade dos seus peitos não fazia o menor sentido. Havia uma coisa muito mais importante acontecendo.
— …Nhgn.
Um gemido entrecortado escapou de seus lábios.
Talvez fosse o efeito do rut, talvez fosse só tesão puro, mas o jeito bruto e impiedoso com que Grayson o tocava era demais. Suas mãos apertavam com força, seus dentes cravavam sem piedade, deixando sua pele cheia de hematomas e marcas de mordida.
A paciência de Dane se esgotou. Ele mesmo tinha dito que Grayson podia fazer o que quisesse, mas isso não significava que ele podia transformar seu corpo num trapo assim.
— Já chega…
No momento em que ia dizer “Pare com isso”, Grayson soltou os lábios como se tivesse adivinhado. ‘Já acabou?’, Dane pensou, mas obviamente estava enganado. Dessa vez, Grayson trocou as mãos e a boca de lugar – começando a apertar e chupar o outro peito. Ele abriu bem a boca e mordeu a pele, saboreando, enquanto a outra mão apertava, massageava e sentia a textura sob os dedos. Se continuasse assim, os dois lados ficariam completamente arruinados.
Além do mais, para liberar o feromônio, ele precisava gozar. O cara já estava duro como uma pedra, então até quando ele ia continuar com isso?
— Grayson. — Dane não aguentou e falou. — Para liberar os feromônios, você tem que gozar. Até quando vai ficar só brincando com os meus peitos?
— Mmh?
Ainda com a boca ocupada, Grayson levantou os olhos para ele. O olhar inocente contrastava com suas ações, e Dane não pôde deixar de franzir o rosto. Assim que pareceu entender, Grayson sorriu.
Mesmo assim, ele não parou. Seus lábios continuaram a se mover e suas mãos não davam trégua. Dane suspirou, incrédulo.
‘O que tem de tão bom assim nesses peitos?’
Era absurdo. Ele parecia mais interessado nisso do que no objetivo final. Dane sentiu vontade de suspirar novamente, mas ainda tinha uma solução.
— Ei.
Grayson, ainda concentrado, apenas moveu os olhos para olhar para ele.
— Sobe aqui.
Grayson piscou, confuso. Mesmo assim, nem pensou em soltar o peito que estava na mão ou o que estava na boca. Dane, vendo aquilo, não teve como não rir da derrota.
— Sobe logo. Eu vou acariciar sua Virgínia com Vênus.
A reação foi imediata. Grayson arregalou os olhos, tão surpreso que sua mandíbula simplesmente caiu, fazendo-o soltar o que estava mordendo. Vendo a reação, Dane deslizou as mãos para os próprios peitos e os apertou no meio, formando um vale perfeito.
— Não quer colocar aqui no meio?
Grayson não respondeu. Mas sua Virginia pulsou, erguendo-se com tanta força que as veias ficaram visíveis. Dane sentiu o membro estremecer, latejando, quase chegando na altura do umbigo. Ele relaxou as mãos, deixando um espaço entre os dois montes macios, e murmurou:
— Anda. Venha logo, mete a Virgínia aqui.
E, sem hesitar, Grayson avançou como um touro para o espaço entre os peitos.
°
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Continua
Duda
Minha nossa
Lee joobim
Minha reação foi a mesma 😳