Capítulo 96
Deep Pivot — Capítulo 96
O corpo de Seo-Joon se ergueu bruscamente. A sensação da língua de outra pessoa tocando uma área tão íntima pela primeira vez era estonteantemente intensa. Uma mão grande agarrou a parte interna de sua coxa, empurrando-a para cima e afastando-a.
— Ah, ugh… Yeonwoo, espera, …faz cócegas, ugh…
Um hálito quente umedeceu a pele macia, penetrando fundo. A língua macia de Yeonwoo finalmente deslizou para dentro da fenda firmemente fechada.
— Ah, Yeonwoo…
As costas de Seojoon arquearam-se para fora da cama antes de desabar novamente. Suas mãos, que tentavam empurrar Yeonwoo, perderam o propósito e se enredaram em seus cabelos sem rumo.
Suas pernas se tensionaram instintivamente, mas a cabeça de Yeonwoo firmemente presa entre elas as impediu de se fecharem. Chup, chuup. Os sons escorregadios, especialmente vindos daquela área específica, ecoavam nos ouvidos de Seojoon e soavam incrivelmente obscenos.
A ponta da língua de Yeonwoo, pontuda e pronta para penetrar, estimulou agressivamente a pele fina e sensível.
— Ah, argh…
Mesmo tendo tomado banho, a sensação de sujeira e vergonha não havia diminuído. A pele de Seojoon estava tão sensível pela falta de contato que ele conseguia sentir vividamente a textura de cada nódulo na língua de Yeonwoo.
Completamente dominado por essa nova sensação, Seojoon contorceu o corpo, incapaz de reprimir os gemidos que lhe escapavam. A mão de Yeonwoo, que havia subido por suas coxas trêmulas, agarrou delicadamente o membro semiereto.
— Ha, ugh… Yeonwoo, Yeonwoo…
Com a frente e atrás estimulados por Yeonwoo, Seojoon só conseguia agarrar os cabelos e gritar seu nome.
Seus músculos tensos se afrouxaram gradualmente enquanto a língua de Yeonwoo os provocava delicadamente. A abertura estreita se contraía e relaxava repetidamente, fazendo Seojoon desejar simplesmente desaparecer. Mas, depois de ter se derramado imprudentemente na garganta de Yeonwoo antes, sentia-se culpado demais para pedir que parasse naquele momento.
A cabeça de Yeonwoo se movia de um lado para o outro, acompanhando o movimento dos quadris de Seojoon. Finalmente, a língua de Yeonwoo rompeu persistentemente o limite interno.
Seojoon apertou ainda mais seu cabelo, e ele sentiu uma sensação indescritivelmente estranha e desconhecida quando a língua tocou uma membrana mucosa que nunca havia sido penetrada antes.
— Ah, não… ugh, quão longe… ah…
Não era exatamente prazeroso ou simplesmente cócegas. A sensação incomum atingiu suas membranas sensíveis novamente, e desta vez, Seojoon não conseguiu nem soltar um gemido enquanto suas costas se arqueavam para o alto.
Na realidade, o avanço foi de apenas um centímetro, mas para Seojoon, cujas paredes nunca haviam sido violadas, sentia como se todo o seu interior havia sido invadido pela língua de Yeonwoo.
Yeonwoo não era habilidoso o suficiente para estimular consistentemente a frente e as costas simultaneamente, ocasionalmente lembrando-se de acariciar o eixo de Seojoon com a mão livre.
— Ugh, ahh…
Em vez de diminuir, a ereção de Seojoon só ficava mais firme e espessa a cada toque desajeitado, liberando avidamente o pré-sêmen. Conforme a mão grande de Yeonwoo deslizava ao longo do membro, a pele fina era puxada para trás, fazendo com que o fluido escorresse da uretra.
Silêncio, silêncio. A língua mergulhou lentamente, avançando a cada tentativa antes de recuar novamente. Seojoon percebeu o que Yeonwoo pretendia com aquele ato obsceno.
Os fluidos do guia (sailiva) penetraram na delicada membrana mucosa. Suas extremidades, antes frias, estavam agora coradas, profundamente avermelhadas, e a temperatura corporal crescente queimava seu rosto.
— Huff, haa…
A dor persistente de sua recente transformação física foi substituída por uma sensação de calor. Chup, chuup. Os lábios de Yeonwoo, que sugavam levemente e provocavam a abertura, de repente enfiaram sua língua até o fundo, cutucando as paredes internas de Seojoon.
— Ah…! Pare!
Seojoon recuou e se contorceu em choque. A cabeça que se agarrava teimosamente a ele finalmente se soltou. Seojoon rapidamente se recostou e encarou os lábios de Yeonwoo, vermelhos de fricção.
Quando ele olhou para cima, aqueles olhos inocentes o encararam de volta, aparentemente despreocupados com o ato descarado que acabara de cometer.
Mesmo que ele aja como se fosse inocente…
— I-isso é… haa… uma quebra de contrato, Yeonwoo.
Neste momento, Seojoon viu Cha Yeonwoo como um cachorrinho incontrolável que não podia ser contido por nenhuma coleira.
— …Eu sei.
Yeonwoo murmurou baixinho, com os olhos baixos.
— Desculpe, mas… o tenente me deu permissão para fazer o que eu quisesse…
— E foi até aqui que imaginei.
Seojoon ficou sem palavras, encarando-o sem expressão. Mesmo com o cachorrinho travesso dizendo coisas tão irritantes, ele não conseguia desviar o olhar dos lábios, inchados no meio de tanto chupar.
— E acho que agora entendi o que você quis dizer.
O rosto de Seojoon escureceu enquanto Yeonwoo se aproximava, seu corpo grande projetando uma sombra. Seojoon se apoiou em uma das mãos para não cair completamente enquanto olhava para Yeonwoo.
— Você não precisa de palavras; você descobrirá naturalmente quando tentar.
Yeonwoo apertou a mão de Seojoon e a guiou para baixo. Ugh… Seojoon gemeu baixinho entre dentes. Que pirralho sem-vergonha. Uma gota de pré-sêmen caiu de sua ponta inchada. Com isso, ele não conseguiu expressar nenhuma objeção.
Suas flechas, presas nas mãos um do outro, roçavam seus corpos febris. Yeonwoo o encarou com olhos gentis e, em seguida, baixou o olhar timidamente.
— Tenente, sua temperatura corporal voltou.
Haa… Seojoon expirou pesadamente, franzindo a testa. É esse mesmo o problema? Será que Cha Yeonwoo percebeu o que acabou de fazer?
A mente de Seojoon ficou em branco quando ele percebeu que as ações recentes de Yeonwoo eram semelhantes às preliminares, normalmente feitas antes da penetração total.
— Como você pode dizer algo assim descaradamente…
Mesmo Seojoon, que tinha alguma experiência sexual, nunca havia tentado um ato tão audacioso com ninguém, especialmente usando a boca em vez das mãos.
— …Eu disse que deveríamos começar nos acostumando com a língua… Haa…
Seojoon, tremendo de vergonha, encostou-se em Yeonwoo, que pressionava a parte inferior de seus corpos enquanto falava com tanta audácia. Ele não fazia ideia de que “se acostumar com a língua” significava aquilo, que envolvia mais do que apenas o membro. Nunca imaginara isso, nem em seus sonhos mais loucos.
Dominado pela indignação, Seojoon mordeu com força o lóbulo da orelha de Yeonwoo. Yeonwoo, movendo os quadris lentamente, soltou um suave “ai”. Agora, ele estava agindo de forma fofa novamente.
— Você imaginou algo muito pior do que eu esperava.
— Quero beijar cada parte de você, Tenente.
— Você é um pervertido, Yeonwoo
— …Acho que sim.
— Não fique feliz. Não é um elogio.
Seojoon mordeu a bochecha novamente, achando irritante que Yeonwoo ainda parecesse incrivelmente fofo.
— E se ser tão imprudente colocar você em perigo real?
Buscando a mão de Seojoon, Yeonwoo sussurrou contra sua pele.
— O Tenente jamais me machucaria. Eu sei disso.
— …
Com uma resposta tão cativante, era impossível manter a raiva. Quem ousaria ficar chateado com alguém tão radiante e lindo?
Yeonwoo esfregou o nariz no de Seojoon, inclinando a cabeça como se pedisse um beijo. Seojoon suspirou baixinho, pressionando a testa no ombro de Yeonwoo e disse:
— Não importa o quão doce você seja, eu não vou te beijar agora.
Só depois de escovar os dentes. Em vez de beijar, Seojoon deu um selinho no pescoço e nas bochechas de Yeonwoo e murmurou:
— Então só um selinho.
— Não.
Yeonwoo, como se estivesse fazendo beicinho, bateu as testas deles e mostrou a língua.
— Eu mal toquei em você…
Quando o olhar de Seojoon foi atraído para a ponta da língua vermelha de Yeonwoo, ele sentiu os lábios de Yeonwoo roçarem seu lóbulo da orelha com um sorriso.
— Foi eficaz, não foi? Seu corpo está bem quentinho agora, Tenente.
Suas palavras inocentes foram sussurradas no ouvido de Seojoon.
Meu amante é inocente ou apenas obsceno?
Ele não conseguia mais dizer exatamente.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna