࿔Capítulo 11
࿔*:・゚ Capítulo 11
Trabalhando para a família Gye, o chefe de gabinete Jeong já passara por muitas dificuldades, mas nunca tivera tanta vontade de fugir quanto agora. No entanto, não podia ignorar para sempre aquele som que continuava tocando.
Tlim, tlim, tlim.
Soava como os portões do inferno se abrindo. O chefe de gabinete Jeong respirou fundo e, primeiro, advertiu os funcionários.
— Enquanto eu estiver no telefone, não falem de jeito nenhum sobre a fazenda. Escondam também as expressões. Quem não conseguir esconder o nervosismo, saia agora.
Dois se levantaram num pulo e saíram correndo. Só então o chefe de gabinete Jeong atendeu a ligação do Bruto.
— Sim, vice-chefe.
Respondeu com calma, mas não ouviu som algum. O chefe de gabinete Jeong escondeu o nervosismo e examinou rapidamente o ambiente. O outro era um Esper capaz de identificar objetos sem vê-los, usando o som e suas ondas. Era tão habilidoso que, só pelos sons que chegavam pelo telefone, conseguia saber como estava o lugar, como se o visse com os próprios olhos.
Para ele, o som era praticamente uma videochamada. Então, se houvesse algum objeto que pudesse ser problema, precisava tirá-lo dali. Mas não havia nada em especial que o comprometesse, e ele ia relaxar quando ouviu uma voz lenta.
[— Você fez alguma coisa errada?]
— …Não. Eu fiz algo de errado?
Ouviu-se uma risada curta. O chefe de gabinete Jeong se esforçou para não engolir em seco. O outro era um detector de mentiras humano, capaz de ler até o nervosismo. Mas o esforço para parecer tranquilo foi inútil.
[— Seu pulso acelerou.]
O chefe de gabinete Jeong, sem perceber, apertou os olhos e os abriu de novo. Normalmente, insistiria até o fim que tinha arritmia, mas a voz do outro estava calma demais. A hora de não provocar o Bruto não era quando ele se irritava ou ironizava. Era quando estava assim, quieto, sem demonstrar emoção alguma.
— …Houve um problema no Centro Leste.
[— Fale direito, com exatidão.]
— Foi emitido um alerta vermelho numa fazenda. Foi uma situação imprevista, e o Centro Leste está reunindo Espers às pressas para mandar…
[— Qual fazenda?]
— …Onde está o senhor Ji Wonwoo.
O silêncio voltou. Mas, desta vez, não foi longo. Ouviu-se uma ordem curta e firme.
[— Abra.]
Na cabeça do chefe de gabinete Jeong, a dúvida “abrir o quê?” e a resposta surgiram ao mesmo tempo. Não me diga que é a porta da prisão?!
— Vice-chefe, é perigoso o senhor sair agora. Estamos fazendo o possível para descobrir se o senhor Ji Wonwoo está vivo. Logo a rede de informações do Centro vai trazer notícias exatas da fazenda…
[— Então eu mesmo abro.]
O chefe de gabinete Jeong fechou os olhos com força e pensou no lugar onde ele estava preso. A única forma de ele abrir por dentro era derrubar tudo. Então os inimigos, a família Ji, saberiam que ele tinha saído para o mundo.
— Vice-chefe, o senhor não pode abrir e sair por conta própria. Se me der só um pouco de tempo…
— Chefe de gabinete Jeong, abra para ele.
A voz que interveio de repente veio da porta. Quando o chefe de gabinete Jeong virou a cabeça, surpreso, viu Jae-hak com os ombros arfando, como se tivesse vindo correndo. Ele acalmou a respiração e se aproximou do chefe de gabinete Jeong. Deu tapinhas no braço dele, como quem diz que estava tudo bem, e sorriu.
— Ouvi mais ou menos a conversa. Abra para ele.
— Mas, se eles souberem que a porta foi aberta, a senhorita estará em perigo.
Diante da menção à filha, os olhos de Jae-hak vacilaram, mas logo ele balançou a cabeça.
— Por isso temos que esconder bem que a porta foi aberta e manter em segredo.
— Pode haver um espião entre nós.
— Então aproveitamos a oportunidade para pegá-lo.
As palavras dele soavam como um otimismo sem plano, mas não havia mais o que objetar. Jae-hak, com a respiração já controlada, o acalmou com voz serena.
— O nosso caçula nunca pediu para abrir até hoje, não é? Então confie nele. O caçula é corajoso o bastante para entrar no meio do território inimigo, comer uma refeição e voltar sem ser descoberto. Se ele sair e voltar em silêncio, ninguém vai saber. Não vai ter problema nenhum. Não é?
A última pergunta de Jae-hak era dirigida ao Bruto, mas quem ouviu a resposta foi apenas o chefe de gabinete Jeong. Uma risadinha de desdém soou em seu ouvido. Está vendo? Por mais que se tente convencê-lo com palavras gentis a não causar problemas, não adianta. Se ele fosse do tipo que ouve os outros, ninguém estaria tão preocupado. E, se a chefe da família descobrir… Enquanto o chefe de gabinete Jeong hesitava, uma voz fria interrompeu suas dúvidas.
[— Se entendeu, abra, filho da puta.]
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Os monstros que atacaram as pessoas reunidas fora da cerca eram só três, mas, como entre eles havia um mega monstro, todos achavam que algum sacrifício era inevitável. No entanto, mesmo agora que o mega monstro, o último, tinha caído, não havia mortos. Mas também não havia grandes vivas nem alegria. A situação era inacreditável demais para isso.
Todos olhavam apenas para a pessoa parada diante do monstro caído. Na cabeça da maioria, só havia uma dúvida. Como uma Esper de nível B podia ser tão forte? Não, mesmo sendo de nível B, era uma Esper do tipo natureza de grau superior; se liberasse todo o poder, não seria impossível.
Mas ela tinha uma frequência atípica e usava cinco piercings supressores. Como não conseguia receber guiamento direito, seu poder era sempre instável. Como podia fazer aquilo? As pessoas lançavam olhares cheios de dúvida, mas Seona, diante do monstro, não sentia nada.
Agora que tudo tinha acabado, ela precisava enfrentar de frente o próprio poder, que se agitava. Controlava com muito custo, a duras penas, aquela força que se revolvia como uma tempestade. Ah, desse jeito vou perder o controle? Pensou isso em meio à dor, mas não sentiu ansiedade nem medo.
Pelo contrário, sentia-se aliviada por, pela primeira vez na vida, ter se lançado à vontade e liberado seu poder. Tão revigorada que, mesmo que morresse assim, não se arrependeria. Até se arrependeu um pouco de não ter feito isso antes.
A vida toda, vivera como quem anda sobre gelo fino, preocupada com o descontrole. Mas hoje pulou, correu e voou o quanto quis. Galopou animada como um cavalo solto do curral e sentiu: então é isto estar vivo.
Por isso, mesmo sentindo dor, como se o interior do corpo fosse rasgado por lâminas afiadas, e mesmo com as pernas perdendo a força a ponto de desabar sentada, Seona deixou escapar uma risadinha. Os cabelos, soltos de tanto correr, caíram como uma cortina, quase cobrindo suas orelhas e o rosto. Com a visão bloqueada, a dor subiu de uma vez. O riso dela não durou muito, mas tudo bem. Uma sombra caiu sobre sua cabeça e alguém pousou a mão em seu ombro.
— É melhor ficar sentada assim e descansar um pouco, Esper Han Seona.
Logo depois da voz tranquila de Wonwoo, ela sentiu a energia que se debatia dentro de seu corpo ser drenada de uma vez. Era a terceira vez, então talvez tivesse se acostumado; não ficou desconcertada. Por isso, embora uma tontura a dominasse, ela se sentiu até bem. Sabia que logo o poder drenado voltaria a preenchê-la por dentro, camada por camada, firme e inabalável.
Antes de fechar os olhos por causa da tontura, Seona ergueu a cabeça e viu os olhos de Wonwoo, que a olhavam de cima. O olhar caloroso era como o toque de um deus que a salvava.
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Na encosta de uma montanha de rocha, havia um espaço escavado bem fundo em seu interior. O enorme interior, parecido com uma praça subterrânea, era iluminado apenas por lâmpadas fracas, mas, para quem vivera ali por mais de um ano, isso não era problema. Na verdade, ele não precisava de luz, mas, como viver no escuro podia fazê-lo perder a visão, deixava acesa a luz mínima.
Havia apenas um caminho dali para fora e, se a porta fosse forçada por dentro, o lugar fora projetado para desabar inteiro. Ou seja, quem tentasse fugir poderia fazer dali o próprio túmulo. De fato, havia muito tempo, aquele lugar também tinha sido usado como prisão para Espers.
O motivo era que certo mineral que compunha aquela montanha de rocha suprimia o poder dos Espers. Por outro lado, quem estivesse lá dentro também não corria risco de descontrole. Por isso, ele era o primeiro Esper a entrar naquela prisão por vontade própria. E agora, pela primeira vez desde que ele entrara, a porta externa se abriu completamente.
Criiiiiiic!
O rangido metálico ecoou longamente pela caverna. Pernas longas que deixavam a prisão se aproximaram devagar da porta aberta. Quanto mais avançava para fora, mais desaparecia a força da montanha de rocha que sufocava sua habilidade, e seu passo também voltava ao ritmo de sempre. E, quando saiu completamente, o enorme céu aberto foi o primeiro a recebê-lo.
Era o mundo exterior que via pela primeira vez em muito tempo, mas ele não se emocionou em particular. Apenas ergueu a cabeça e olhou brevemente para o céu, nada mais. Por causa da máscara preta que cobria mais da metade do rosto e da franja longa que lhe caía diante dos olhos, não dava para ver seu rosto direito.
De qualquer forma, para ele, enxergar ou não o que havia à frente não fazia diferença. Por isso, ergueu a mão e puxou bem fundo o capuz da jaqueta preta.
Mas, antes de vestir o capuz, os inúmeros piercings supressores cravados em sua orelha refletiram o luar e cintilavam como estrelas. Com o rosto completamente escondido, ele escolheu uma direção e, assim que deu o primeiro passo, seu corpo ficou difuso. Ao mesmo tempo, um pequeno vento se ergueu, mas ele já tinha desaparecido, rápido como o “som”. O silêncio tomou aquele lugar, como se ali nunca tivesse havido nada.
✧˖°. ༄ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna,Yuki&Faby