Capítulo 05
Quando Jung Heeyeon, que estava recebendo o beijo calmamente, afastou ligeiramente a cabeça, Yeon Woobeom recuou obedientemente. Como ele planejava atormentá-lo a noite toda, isso era fácil.
—Wooyeon.
—Sim, o que foi com Wooyeon.
O homem, sabendo o que seu ômega ia dizer, enfiou a mão dentro do pijama. Com a sensação do calor do corpo se transferindo, seu pênis ereto ficou ainda mais duro.
…Ele está dormindo bem.
—Ouvi a respiração dele antes de sair.
—Ele pode acordar…
Ele parecia cauteloso em trocar um beijo na sala.
—Depois de andar o dia todo, ele não vai acordar até de manhã.
Mesmo sabendo disso, Yeon Woobeom, como se o estivesse seduzindo, beijava os cantos da boca, as bochechas, as têmporas e outros lugares do rosto pequeno de Jung Heeyeon. Embora ele tenha sido carregado por preocupação de ser esmagado pela multidão, Wooyeon passou muito mais tempo andando sozinho. Além disso, depois de brincar o dia todo em um parque de diversões lotado, da manhã à noite, e ainda tomar banho, ele certamente dormiria como uma pedra. E ele também tinha dormido tarde ontem, porque estava ansioso por hoje.
—Mesmo assim, ele ainda é um bebê.
O tratamento de Wooyeon como “bebê” fez Yeon Woobeom erguer os cantos da boca.
Ao redor do homem, não havia famílias que se enquadrassem no “normal”. A maioria das pessoas próximas era alfa, e como eles faziam o mesmo tipo de trabalho que ele, era difícil encontrar pessoas normais. Em outras palavras, ele não sabia até que idade os pais chamavam seus filhos de “bebê”.
Mas, independentemente do que fosse considerado normal, Wooyeon, pela aparência, era uma criança, não um bebê. Só a idade era de bebê.
—Dizem que os bebês acordam com frequência durante o sono…
—Quer parar?
—Não foi isso que eu quis dizer. Eu também quero fazer. Mas acho que seria melhor fazer no nosso quarto, não aqui.
—Então vamos fazer no quarto.
Yeon Woobeom se levantou imediatamente. Mesmo enquanto andava em direção ao quarto com passos largos, Jung Heeyeon, apenas curvando os braços e abraçando firmemente seu pescoço, não se agitava sem saber como ser carregado. Era uma atitude de quem estava claramente acostumado a ser carregado assim.
O homem, que beijava sua nuca com estalos, finalmente entrou no quarto. A mão que fechava a porta, a mão que trancava a porta lentamente para que seu parceiro ansioso pudesse ouvir, todos os movimentos eram naturais como a água. Era um hábito que ele havia adquirido desde que Wooyeon desenvolveu sua própria vontade.
—Pronto?
O homem, que andou até a cama carregando-o, perguntou com um sorriso brincalhão. Embora ele certamente tivesse ouvido o som da porta sendo trancada, Jung Heeyeon só balançou a cabeça depois de confirmar a porta fechada.
—Sim.
—Temos que fazer Wooyeon ser independente rápido.
—Ele só tem três anos.
Com a brincadeira meio séria, Jung Heeyeon arregalou os olhos. Achando sua expressão fofa, o homem beijou suas pálpebras e baixou o rosto lentamente. Quando ele mordeu seus lábios carnudos sem machucar, sua cabeça fina inclinou-se ligeiramente para trás, e uma língua vermelha penetrou entre seus lábios.
Yeon Woobeom, saboreando o gemido abafado, desabotoou habilmente os botões do pijama com uma mão.
Quando ele tocou o corpo branco que se revelava entre o tecido azul-escuro, seus dedos encontraram o mamilo ereto. O homem, rolando o mamilo macio, observou a reação de Heeyeon.
Nunca fomos pegos fazendo sexo pela criança.
Desde o início, Wooyeon era um bebê que não tinha nada a ver com sensibilidade. Ele dormia separado desde o período neonatal e, mesmo quando acordava, brincava sozinho e dormia sozinho, então ele nunca teve problemas com isso. E, depois que ele cresceu um pouco, ele o ensinou que “para entrar no quarto dos pais, tem que bater”, o que também bloqueia a possibilidade de acidentes.
—Talvez seja porque ele às vezes pede para dormir com os pais.
Ele nunca mostrou sexo na frente dos olhos do filho, mas, muito raramente, ouvia uma batida na porta enquanto faziam sexo. Nessas horas, Yeon Woobeom primeiro acalmava Heeyeon, que estava assustado, vestia um roupão e saía do quarto. Depois de acalmar o bebê que fazia birra e colocá-lo para dormir, ele voltava para o quarto.
Não era algo frequente, mas como não acontecia antes do bebê nascer, parecia que ele se preocupava.
Bem, hoje não vai acontecer.
Yeon Woobeom, afastando os pensamentos sobre o filho, concentrou-se em excitar seu ômega.
—Ah, Presidente.
Parecendo que estava sem fôlego, Jung Heeyeon empurrou seus ombros. O homem, recuando obedientemente, examinou o corpo completamente desgrenhado. Apenas os botões haviam sido abertos, mas a camisa não estava completamente fora, então a pele branca se destacava ainda mais. Em contraste, seus mamilos rosados estavam eretos, provocando o sadismo do alfa.
—Hoje…
—Sim, hoje o quê?
Yeon Woobeom, como se fosse a coisa mais natural do mundo, tirou a calça e respondeu em um tom carinhoso. A parte de cima do pijama, com mangas largas, cairia sozinha com alguns movimentos.
—Seria bom se fosse devagar.
—Você está cansado?
Ao pedido para ir devagar, Yeon Woobeom fez um rosto carinhoso. A mão que havia tirado a camisa e a cueca de uma só vez tateou familiarmente entre suas nádegas.
—Quer só se aconchegar e dormir?
—Hmm, não. Eu também quero fazer…
Ele sabia que o orifício já estava molhado de lubrificante, mas perguntou sem motivo.
—Se o senhor fizer como de costume, ah… vou me cansar rápido.
Como ele andou por um lugar cheio de gente o dia todo, sua resistência deve ter se esgotado.
—Tudo bem, vou devagar.
O homem, beijando o joelho de Heeyeon, que se erguera para sustentar as pernas, prometeu. Então, ele esfregou o orifício cerrado. A sensação do lubrificante viscoso envolvendo seus dedos era satisfatória.
—O orifício do nosso bebê está pedindo para ser penetrado rápido.
—O senhor é muito safado…
Quando ele enfiou um dedo, Jung Heeyeon gemeu baixinho. Yeon Woobeom, ignorando o pênis que pulsava dentro da calça, concentrou-se em acariciar seu ômega. O corpo, acostumado desde os vinte anos, recebeu mais um dedo sem dificuldade.
—Heeyeon. Se achar que está muito rápido, tem que me dizer.
—Hmm, sim…
Yeon Woobeom, recuperando o fôlego, aplicou força na ponta dos dedos. A sensação das paredes internas, úmidas de lubrificante, sendo pressionadas pelos dedos duros era nítida. Era firme e viscoso. Era uma textura que dava vontade de penetrar imediatamente, mas o homem, reunindo paciência, apenas moveu levemente o pulso.
Quando ele retirou a mão até que a primeira articulação dos dedos ficasse presa, abriu os dedos indicador e médio como se fosse fazer uma tesoura. Com a pressão que se afastava, o orifício vermelho se esticou.
—Ah.
Yeon Woobeom, aproveitando a abertura, enfiou o dedo anelar.
—Ah, hmm.
Quando ele moveu os olhos ao som do gemido que se derretia, seus olhares se encontraram com os olhos marejados.
—Pre- sidente…
Parecia um pedido, talvez porque seu pênis, bonito, ao contrário do dele, balançava ereto.
—Se você gozar agora, vai se cansar.
Entendendo imediatamente por que ele o chamava, o homem retirou a mão. Ele não se importava que seus dedos estivessem viscosos de lubrificante. Yeon Woobeom, sem hesitar, agarrou a calça, não importando se o lubrificante manchasse a roupa. Como ele estava apenas de calça, bastou puxar o tecido que envolvia suas pernas para que seu pênis, gotejando pré-ejaculado, saltasse.
—Eu, hmm, quero gozar junto, hmm, com você.
—Como você vai gozar rápido…
O homem, que se enfiou entre suas coxas abertas, alinhou a glande com o orifício que já havia se fechado. Só de o pré-ejaculado e os feromônios serem esfregados nas rugas, Jung Heeyeon gemeu e curvou os dedos dos pés.
—Aguente um pouco.
—…Hmm!
Yeon Woobeom não hesitou e baixou a cintura. O orifício rosa, que contrastava com a glande vermelho-escura, se abriu lentamente e começou a engolir a haste coberta de veias. Com o tremor das paredes internas que pareciam morder seu pênis, uma praga escapou por entre seus dentes.
—Ah, hmm.
Recuperando o fôlego rapidamente, o homem inclinou o corpo para que Jung Heeyeon pudesse segurá-lo. Naturalmente, a penetração se aprofundou, e o corpo sob o peso pesado tremia.
—Heeyeon. Está difícil?
Yeon Woobeom, cuidando para que o pênis não penetrasse até a base, sustentava o corpo com o braço esquerdo e, com a outra mão, acariciava a bochecha rosada. Os cabelos desgrenhados contra o lençol, as bochechas vermelhas de calor, os olhos marejados de dor e prazer misturados, tudo era extremamente adorável.
—Ah, estou bem… só um, momento…
—Sim. Não penetrei até o fundo.
Segurando o desejo de levantar a cintura com violência, as veias saltaram em seu braço. Mas Yeon Woobeom, em um tom carinhoso, acalmou Heeyeon. Ele não podia deixar seu parceiro exausto só para satisfazer seu próprio desejo, já que ele queria gozar junto. Afinal, o sexo que satisfaz seu ômega também é o sexo que o satisfaz.
—Se estiver difícil, posso chupar seu peito.
O homem, liberando seus feromônios abertamente, perguntou. Jung Heeyeon, que parecia pensar por um momento, fez um som que era mais um gemido que uma resposta.
—Ah.
Yeon Woobeom, inclinando um pouco mais o corpo, chupou seu mamilo como um filhote. Jung Heeyeon, gostando da sensação, acariciou suavemente seus cabelos. A única pessoa que tocava sua cabeça sem cerimônia, bagunçando seus cabelos como se brincasse, era Jung Heeyeon.
Wooyeon, que na fase de puxar tudo o que via, costumava puxar seus cabelos, depois que cresceu um pouco, apenas sorria e se aninhava, sem tocar em sua cabeça.
E Yeon Woobeom gostava tanto dos gemidos lascivos de seu ômega quanto de seus toques desajeitados. Ao contrário da tristeza de Jung Heeyeon, ele nunca sentiu particular falta do passado, mas o toque que o acalmava era satisfatório. Para ser mais preciso, era mais o dono da mão do que o toque em sua cabeça.
Como ele foi parar em meus braços?
O homem, repetindo o pensamento que já havia feito milhares de vezes, afastou lentamente os lábios. Ele estava com o paladar aguçado para o pequeno botão que rolava na ponta da língua, mas agora ele tinha que se mover como Jung Heeyeon queria.
—Ah, por quê. Chupei com muita força?
A pergunta carinhosa saiu dos lábios que até pouco tempo atrás chupavam o mamilo com avidez.
Ele nem estava chupando com tanta força como de costume.
Sentindo o toque delicado que puxava seus cabelos, como quem diz “para”, ele sentou-se. Não era como se ele tivesse mordido com força o mamilo sensível, deixando marcas de dentes, ele apenas o havia lambido com calma, então o estímulo não deveria ser intenso. Ele não sabia por que ele deu o sinal para parar.
—Ah, não.
Naquela hora, Jung Heeyeon moveu as pernas e envolveu sua cintura. Quando ele moveu as coxas, sua bunda se tensionou, e as paredes internas, relaxadas, chuparam seu pênis.
—Não é isso, é que… acho que você pode penetrar até o fundo.
—Posso penetrar até o fundo?
Yeon Woobeom nem terminou de falar e moveu a cintura. *Pluft!*
—Ah!
A carne pesada cortou sua carne.
As paredes internas, reconhecendo os feromônios do alfa que as marcou, envolveram a haste que a penetrava de forma viscosa.
—Ah, hmm, hmm, Pre-, sidente… hmm, não pode, fazer, rápido…
Jung Heeyeon, enquanto se contorcia, implorava com um gemido. Com a voz de súplica, Yeon Woobeom baixou as pálpebras por reflexo. Ele viu a glande avermelhada, já prestes a ejacular. Embora tenha penetrado até a base de uma só vez, ele conseguiu aguentar, levantando a cintura o mais suavemente possível.
—Vou devagar.
Yeon Woobeom moveu a cintura em um ritmo lento. Ele não havia começado o sexo com a intenção de ir devagar, e, como sempre, queria penetrar com rapidez e violência quando estivesse com Jung Heeyeon, mas primeiro ele tinha que atender ao pedido fofo de gozar junto. Não era qualquer dia, era o Dia das Crianças, que Jung Heeyeon passou tanto tempo esperando.
—É um pedido do nosso bebê, ah…
—Sim.
—… Eu tenho que atender.
O homem, movendo-se lentamente, observava as reações de Jung Heeyeon com insistência. Não havia um só lugar que não fosse bonito.
De repente, ele pensou que talvez fosse influência de Jung Heeyeon o fato de ele não olhar para o passado.
Ele nunca considerou este pequeno e adorável ômega como uma recompensa ou um troféu por seu passado, mas era como se ele vivesse o presente por causa da existência de Jung Heeyeon.
Yeon Woobeom não era uma pessoa que projetava o futuro. Ele era apenas alguém que adiava a vingança como pagamento por segurar uma vida entediante. O que restaria no final seria um longo tédio, e ele acabaria tirando a própria vida.
Mas, depois que conheceu Jung Heeyeon, ele começou a projetar o futuro sem perceber.
—Ah, ah, ah…
Mesmo com a penetração lenta, os feromônios que se espalhavam pelos fluidos corporais não tinham como escapar, e as paredes internas se contraíam, apertando seu pênis.
Yeon Woobeom olhou para o pênis que derramava sêmen sobre a barriga magra e rangeu os dentes.
—Ah, porra…!
O homem moveu a cintura sem piedade. Quando ele esfregou a haste contra o orifício pulsante, o fluido branco se espalhou sobre a pele avermelhada.
Tendo ejaculado mais rápido que o normal, ele passou a mão pelos cabelos caídos e recuperou o fôlego.
—Por que, hmm, por quê…
Percebendo que ele não havia ejaculado dentro, Jung Heeyeon fez um som de choro.
—Heeyeon. Você disse que queria ir devagar.
Yeon Woobeom, dando uma desculpa esfarrapada, enfiou seu pênis já ereto novamente. O sêmen que molhava o orifício se espalhava pela glande, pintando as paredes internas das rugas de branco.
—Hmm, gozar e ir devagar, são, coisas, diferentes, não são?
Ah, essas desculpas não vão funcionar mais.
Heeyeon, que era como uma página em branco, também era ignorante sexualmente. Talvez por não ter sido exposto a materiais nocivos que as pessoas comuns encontram naturalmente ao longo da vida, ele acreditava em tudo o que ele dizia. A única educação sexual que ele recebeu enquanto crescia deve ter sido “você tem que agradar o alfa”. Essa influência também era difícil de ignorar.
Ele pensou que seria assim para sempre.
Mas, com a experiência, a velocidade com que ele percebia desculpas fracas aumentou.
—…Eu, hmm, não estou no cio.
Yeon Woobeom gostou dessa mudança. Era como ver seu filhote, criado com tanto cuidado em seus braços, crescer.
—O Presidente, também, hmm… não está no Rut, então não vou engravidar…
Com aquele rosto inocente dizendo coisas tão safadas, era realmente um problema.
—Sim, eu sei.
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna